quinta-feira, 13 de abril de 2017

A PÁSCOA E A RESSURREIÇÃO DE JESUS




 Embora a grande maioria dos cristãos desconheça a páscoa não é uma comemoração do Cristianismo. Ela é uma festa muito anterior a Jesus, instituída pelos hebreus (hoje israelenses), lembrando a saída dos judeus da escravidão do Egito, conduzidos por Moisés. Com a construção do Templo de Salomão, a festa da páscoa passou a ser realizada em Jerusalém e durava sete dias, quando era comido o pão sem fermento (pão ázmo), em memória da fuga dos hebreus da servidão, sem pausa para a levedura do pão.

Seguindo a tradição dos antigos, diz o Evangelho de Lucas, que Jesus veio a Jerusalém com seus apóstolos, e estando eles reunidos e chegando a hora da Ceia; e sabendo Jesus que se aproximava a hora da separação. Sentou-se Ele à mesa com seus apóstolos. Disse-lhes Ele: “Tenho desejado comer convosco esta páscoa”. E munindo-se de uma bacia e de uma toalha, passou a lavar os pés de todos, em sinal de humildade e pureza d’alma. Em seguida retornou à mesa, e, tomando o pão e tendo dado graças partiu-o e, deu aos seus apóstolos, pão que simbolizava toda a Sua Doutrina; e tomando o vinho, rendeu graças a deu-lhes, como essência da Vida do Espírito que haveria de vivificar a Sua Doutrina.

Começando Ele o Sermão do Cenáculo, disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Nisto, todos conhecerão que sois meus discípulos. Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai, há muitas moradas (mundos habitados); se assim não fosse, eu já vos teria dito e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, O Espírito de Verdade, que o mundo não vê nem o conhece; vós o conhecereis, porque ele estará em vós; mas o Consolador, o Espírito de Verdade, (Como é considerada a Doutrina dos Espíritos) a quem o Pai enviará em meu nome; esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que tenho ensinado”.

Após Jesus ter lhes falado estas coisas e muitas coisas mais, retirou-se Ele com seus apóstolos, para o Monte das Oliveira, onde começaria o seu martírio, narrado por João, nos Cap. 13 a 17.

Grande parte da humanidade, ainda em atraso espiritual, gosta de ficar revivendo esses tristes e lamentáveis acontecimentos, transformando-os em encenações que se repetem todos os anos, atestando a inferioridade de muitas pessoas e, como se quiséssemos vê-lo eternamente crucificado e morto fruto da vaidade, do orgulho de quem se presta a esses papeis. Tempo virá em que somente as lições de humildade, paz, amor e fraternidade, é que serão lembradas sempre quando lembrarmos de Jesus. Nesse tempo a humanidade já terá evoluído e o sofrimento e a morte não serão mais peças programas, encenadas e ainda comercializadas pelas pessoas da Terra, assim como todas as demais formas de mortes praticadas pelos humanos.

Nós, espíritas, não nos atemos a essas comemorações de “Semana Santa”, instituída pela Igreja Romana, por ser apenas uma recordação do povo judeu, onde é mostrado apenas o que de pior aconteceu com Jesus. Para nós espíritas todas as semanas são santificadas porque foram criações de Deus.

Nesta festividade, ficamos alegres por conta da Ressurreição de Jesus, no domingo, ao aparecer a Maria Madalena, fazendo-a portadora da nova revelação aos apóstolos – A IMORTALIDADE. Ressurreição quer dizer: “manifestação, aparição, reencarnação”, palavras que traduzidas em fatos são relatados nos Evangelhos. O que seria o Cristianismo sem as aparições de Jesus?- Seria possível que a Doutrina por Ele ensinada tivesse por finalidade a morte, o nada?- Ele mesmo não falou da continuidade da vida, quando disse a Nicodemos, que ele deveria nascer de novo!  Foi essa prova da Imortalidade que Jesus deu que despertou nos apóstolos a fé verdadeira, vencendo a timidez, dando-lhes a coragem e a determinação para saírem a enfrentar todas as dificuldades, e anunciar a todas a todos os povos, a palavra do Filho Vivo de Deus, e os esplendores da Vida Eterna. . .

A páscoa representa para os judeus, a libertação do cativeiro do Egito; o domingo da ressurreição, é para os cristãos, a libertação da ignorância, comprovando a existência da Vida Espiritual, após a alma se libertar da existência terrena, desencarnar, ou morrer.

Portanto, neste domingo devemos celebrar a Ressurreição de Jesus, lembrando o Mestre Amado, não como um morto, mas como a verdadeira Vida; não como uma sombra, mas como um extraordinário facho de Luz; não em agonia, mas em Harmonia e Paz; não com tristeza, mas com imensa alegria; pois Ele mesmo afirmou: “Eu sou o Pão da Vida” – “Eu sou a Luz do mundo” – “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai senão por mim”. Se quisermos segui-lo, devemos amar a Deus, amar a nós mesmos e amar ao nosso próximo, essa é a grande Lei... 

Fontes:
Velho e Novo Testamento
Novo Testamento

Jc.
S.Luís, 17/4/2014
Refeito em 12/4/2017













domingo, 9 de abril de 2017

A JUSTIÇA NEGADA




 Uma juíza vendeu sentença a um traficante. Outra juíza manteve presa ilegalmente, uma menina de 15 anos, que foi brutalmente torturada pelos demais presos. Que punição elas receberam? Leia este artigo e apavore-se. Quando se fala de casos como os das juízas, a reação imediata dos defensores é:  “Mas por que falar disso agora? A quem interessa? O que está por trás?”
O CASO DA JUÍZA Olga Regina de Souza Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia, é de dar medo em qualquer brasileiro que imagina estar sob a proteção da lei. A juíza e a personagem central de uma história de negação absoluta de justiça – não se trata de injustiça, exatamente, mas de recusa do Estado em submeter um de seus agentes às leis  que valem  para o resto da população, prática que costuma ser encontrada apenas nos países mais totalitários do mundo. O que houve? Houve que a doutora Olga, em pleno exercício de sua função, recebeu dinheiro de um traficante de drogas colombiano como pagamento de propina para deixá-lo fora da cadeia – ela não foi, nem será punida por isso.
A juíza já vinha sendo investigada desde o distante 2007; agora, após quase dez anos de “processo disciplinar” e com todas as provas possíveis, de gravações de conversas a comprovantes de transferência bancária, o Conselho Nacional de Justiça declarou, enfim, que ela é culpada de corrupção passiva e outros crimes – e como única punição para isso deve se aposentar, com vencimentos integrais. O mais apavorante é que não houve nenhum favor especial para a doutora Olga, longe disso; apenas se aplicou o que a Justiça brasileira, desde 2005, considera ser a lei. É ou não para assustar?
Vamos falar as coisas como elas são: uma criança de 7 anos, ao ouvir uma história como essa, sabe que o final está errado. Como a Justiça pode decidir que alguém cometeu um crime e, exatamente ao mesmo tempo, não mandar para a cadeia quem praticou o crime?  Por mais respeito que se tenha pelos argumentos que tentam explicar tecnicamente a situação, quando apresentados pelos maiores cérebros jurídicos do país, está acima da moral comum,  entender que possa estar correto na recusa de aplicar as leis criminais a um cidadão pelo simples fato de que ele é um juiz de direito. Pois foi precisamente isso que aconteceu.
Qualquer outra pessoa, tendo feito o que a juíza Olga fez, seria condenada a até doze anos de prisão, pena agravada de um terço, pelo Artigo 317 do Código Penal Brasileiro; mas o máximo de castigo que se aplica a ela é que, deixe de ser juíza ao mesmo tempo. E mais: continuará recebendo o salário inteiro, pelo resto da existência (no seu caso, não se sabe  exatamente  qual  será  o  custo  disso para  o  contribuinte, que não cometeu crime algum, mas pouco não vai ser; já podem ir contando com uns 40 mil reais por mês,  pelo menos).
O pior de tudo é que não se trata de uma exceção; essa é a regra, e, se a regra é essa, está claro que o aparelho da Justiça Brasileira parou de funcionar como um sistema lógico. Não pode existir lógica quando o CNJ, o órgão de controle mais elevado do Poder Judiciário, aceita tomar decisões dementes. O resto, para 99%  dos seres humanos normais, brasileiros, é pura tapeação – de novo, com todo respeito. Quantos magistrados brasileiros estariam dispostos a admitir que existe alguma coisa insuportavelmente errada num sistema em que acontecem fatos como esse? O que temos aqui é uma tragédia permanente.
O CASO DA JUÍZA Clarice. Quase um mês antes da decisão sobre a juíza Olga Santiago, o mesmo CNJ resolveu que outra juíza, Clarice Maria de Andrade, do Pará, deve ficar dois anos afastada das funções, por ter se recusado a atender, também em 2007, a um pedido para retirar de uma cela do interior do estado, onde estava presa ilegalmente, uma adolescente com 15 anos de idade. Durante mais de vinte dias, a menina foi brutalmente torturada pelos demais presos, até, enfim, ser retirada dali – e, por causa disso, a juíza Clarice recebeu a aposentadoria compulsória em 2010. Achou que era uma injustiça. Recorreu da decisão, foi desculpada pelo Supremo Tribunal Federal  e agora recebe do CNJ a determinação de ficar afastada por dois anos – ou seja, nem aposentada ela acabou sendo. Mas ainda assim não está bom: a juíza Clarice vai recorrer da decisão, pois não aceita nem mesmo esse curto afastamento do cargo.
A Associação dos Magistrados Brasileiros manifestou-se a seu favor, publicamente.  Essa é a realidade. Simplesmente não há,  para os juízes, sentença contrária, pois mesmo quando são condenados, a decisão, na prática, é a favor – e ainda assim eles recorrem. O balanço final é um horror. De 2005 para cá, o CNJ examinou 100 casos de magistrados e todo tipo de acusação: corrupção, principalmente, sob a forma de venda de sentenças, mas também homicídio qualificado, extorsão, peculato, abuso sexual, e por aí afora.  Cerca de 30% dos casos acabaram em absolvição; nos restantes, a punição mais grave foi a aposentadoria compulsória ou, então, a aplicação de penas como “disponibilidade do cargo, censura ou advertência”. Há um ou outro caso, raríssimo, de prisão, é quando o processo corre fora do nível administrativo – e isso é tudo. O contribuinte banca dezenas de milhões com essas aposentadorias. Não há um cálculo exato de quanto, mas é caro, pois em nenhum estado brasileiro a média salarial dos magistrados é inferior a 30 mil reais por mês e em outros estados pagam mais, ela passa dos 50 mil.
É aí, nos ganhos dos juízes – além de procuradores e promotores de justiça --, que está outra aberração em estado integral. A Justiça brasileira gasta cerca de 80 bilhões de reais por ano, 90% dos quais vão direto para a folha de pagamento, que, pelas últimas contas oficiais, sustenta mais de 450.000 funcionários. A qualidade do serviço que presta é bem conhecida por todos. O gasto, porém, é um dos maiores do planeta. Cada um dos 17.500 juízes brasileiros custa em média 46 mil reais por mês, ou mais de meio milhão por ano. Em que outra atividade o custo médio do trabalho chega a alturas parecidas? Para os desembargadores à frente de tribunais de Justiça, essa média passa dos 60 mil reais por mês, e ainda assim estamos longe do pior.
É comum nas Justiças estaduais e na federal, salários mensais de 100 mil reais ou mais. O senador Renan Calheiros, que quer examinar melhor o assunto, cita muito o valor de 170 mil reais, e há casos comprovados de 200 mil reais ou mais. Como pode estar justo uma coisa dessas? Nossos juízes, que se dizem cada vez mais preocupados com a justiça social, parecem não perceber que estão sendo beneficiados por uma das situações de concentração de renda mais espetacular do mundo, resultado da distribuição simples e direta do dinheiro público a uma categoria de funcionários do Estado. Faz sentido, numa sociedade como a do Brasil? Não faz, mas é proibido tocar no assunto. Quando nos lembramos de casos como os das juízas Olga e Clarice, a reação imediata dos defensores do sistema é perguntar: “Mas por que tocar nessas histórias justo agora? O que há por trás disso? A quem interessa o assunto?”. Da mesma maneira, criticar as “dez medidas anticorrupção” tornou-se uma blasfêmia. Espalha-se a ideia de que ações  como a do senador Renan em relação aos salários, e as de outras políticas que pensam numa lei de responsabilidades com sanções mais severas para o abuso da autoridade, não valem nada, porque são feitas com más intenções; o que eles propõem pode até ser correto, mas seus objetivos finais são suspeitos. É tudo uma conspiração para “abafar a Lava Jato”. Não é essa a realidade que os militantes do Judiciário intocável aceitam; querem tudo exatamente como está. O resultado é, e continuará sendo a situação aqui descrita.
Eu, Jc, respondo a pergunta acima, dizendo que o assunto interessa a todos nós que bancamos do nosso bolso (como diz Heródoto Barbeiro) essas anormalidades financeiras, e, no meu entender, pergunto: “Por que não é cumprida no Judiciário e no Legislativo, a lei que determina que ninguém pode ganhar mais do que o salário de um Ministro do STF?”. Esse é o Brasil em que vivemos, cheio de corrupção, impunidade, mordomias e privilégios para algumas milhares de pessoas, enquanto milhões de outras pessoas trabalham, suam as roupas, sofrem e passam dificuldades, para sustentar essa casta de sanguessugas.

Fonte:
Revista “Veja” nº 2.505 – 23/11/2016
Artigo de J. R. Guzzo.
+ resposta a pergunta, questionamento,
e a situação em que vivemos.

Jc.   ( ortsac1331@gmail.com )

São Luís, 30/01/2017

COMO PRESERVAR A NATUREZA




  O Brasil possui uma das biodiversidades mais rica do mundo, onde existem as maiores reserva de água doce do planeta, uma em cada 10 espécies de plantas ou animais existentes, e um terço das florestas tropicais que ainda restam.
A preservação e a conservação da natureza é um dos principais assuntos da atualidade, sendo discutidas por governos, empresas, organizações não governamentais e ainda pela sociedade civil organizada, onde está representada a população brasileira. As florestas fornecem tantos benefícios para nós, diretos e indiretos, que os especialistas costumam dividi-los em quatro tipos, chamados de serviços ambientais ou ecossistêmicos, a saber:
Reguladores: As florestas realizam processos vitais e raramente recebem qualquer reconhecimento, como a proteção dos rios, a regularização do clima e das chuvas, o fornecimento do oxigênio e a retirada do carbono da atmosfera.
Provisão: Elas fornecem bens diretos – frutos, óleos, madeira e fibras que resultam em alimentos e matéria-prima para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de cosméticos e da construção.
De suporte: Elas fornecem também benefícios indiretos para os seres humanos, como a formação dos solos, e o crescimento das plantas e promovem o equilíbrio dos ecossistemas.
Culturais: Representados no turismo, nos esportes, no lazer e nos bens  – recreativos estéticos e até espirituais – que são fornecidos pelas florestas, em função de nossa ligação com elas.
Para que as florestas e matas continuem garantindo esses essenciais serviços e não virem apenas madeira e carvão, os especialistas recomendam preservar a Natureza. A forma como ela é tratada vai determinar a extensão dos serviços ambientais e como eles serão transformados em benefícios econômicos e sociais. Boa parte do trabalho de manejar e preservar esses recursos recai sobre poucos indivíduos, enquanto os benefícios que traz são públicos e amplos para a sociedade. Seja você um defensor da Natureza.
Algumas décadas atrás, a Amazônia era uma paisagem plena de exuberante beleza natural. Entretanto, aos poucos, ela foi sendo invadida e agredida por gananciosos que a estão transformando. Estão desmatando a floresta para implantarem a exploração da madeira, dos recursos naturais, trazendo a reboque a criação de gado, a plantação de soja, o trabalho escravo e a invasão das terras indígenas e dos seus habitantes.
O ser humano destrói a natureza por ignorância, pois, não sabe os riscos que corre com a sua destruição, e também por interesses. Pensam apenas em se darem bem de qualquer jeito, esquecendo-se das consequências disso para o futuro, achando que nada acontecerá com ele e seus familiares, porque quaisquer que sejamos os resultados negativos, só acontecerão num futuro longínquo e seus descendentes não sofrerão as consequências. Vemos também o descaso e a falta de interesse das autoridades, que não se importam com o que acontece com o meio ambiente, achando que não é de sua responsabilidade. Observamos, então, em contrapartida, que a natureza está dando a resposta a tantos abusos e agressões que ela vem sofrendo durante séculos.
Praias sujas e poluídas é problema de quem vai tomar banho ou mora próximo; manguezal destruído não lhes faz falta; que lhes importa se amanhã não houver peixes e crustáceos. Poderão comprar filé para satisfazê-los. Os pobres que catem no lixo o que eles rejeitam. Proteção para as encostas, limpeza das galerias, canais e rios para evitar enchentes, para quê? Se cada um deles se encontra na sua mansão protegidos com suas famílias.
Por tudo isso, para preservarmos a natureza, é fundamental que a educação ambiental comece na família e na escola, e que cumpram as autoridades, o seu papel de proteção à natureza. A cada dia a natureza produz o suficiente para a nossa carência. Se cada ser humano tomasse apenas o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza e ninguém morreria de fome.
Atualmente, muito se tem falado sobre a reciclagem, o desperdício de água e luz e com a qualidade do ar. Entretanto, muitas pessoas pensam que o cuidado com a natureza é obrigação apenas dos governos, e não fazem nada para ajudar. Pois saiba que você com medidas simples faz a diferença. Veja as ações para colaborar com a natureza, evitando o desperdício e ainda pode economizar:
Água: Você sabia que...
- lavar a louça com a torneira aberta, vai gastar 100 litros de água;
- escovar os dentes e a torneira aberta, gasta cerca de 80 litros;                                                                                                
- lavar o carro  por 30 minutos, o consumo é de 560 litros de  água;
-lavar a calçada com mangueira, por 10 minutos, 280 litros de água;

Outras dicas:
-juntar as roupas a lavar e passar economiza agua, luz e tempo;
-durante o dia não deixe as luzes acessas, utilizando a luz natural;
-não coloque alimentos quentes dentro da geladeira e sempre que necessário, pois assim estará economizando energia;
-prefira pratos e copos de louça, o plástico descartável é um dos maiores poluidores e demora a se decompor.

Para que não sejamos prejudicados pelas nossas próprias ações, devemos cuidar das nossas atitudes para com o meio ambiente e procurar preservar a natureza para nosso próprio bem. Nas cidades onde existem rios e praias, é aconselhável mantê-las limpas para podermos utilizá-las, sem prejudicar a nossa saúde a do nosso cônjuge e dos nossos filhos e netos. Se assim não fizermos estamos sujeitos a contrair doenças com o nosso proceder.
Você já parou para pensar sobre o que acontece com o lixo que jogamos nos rios, nas praias e no mar?  Isso pode resultar na matança dos peixes e aves e ainda resultar em centenas de anos de poluição para o meio ambiente, prejudicando todos os que se servem dos rios e das praias para o lazer e o banho.  Lembre-se de que, ao recolher o seu próprio lixo e dar-lhe a destinação certa, você estará garantindo a sua saúde e dos seus entes queridos.  Quando você for a uma piscina, um rio ou à praia, em lazer com a sua família, tenha o cuidado de levar sempre uma sacola plástica para recolher o seu lixo e evitar a contaminação dos locais.
Assim fazendo você estará demonstrando que se preocupa com a natureza e evitando que ela se contamine e continue sempre limpa. Para que você tenha uma noção da poluição proporcionada por alguns produtos, veja a duração que eles levam para se decompor:
Ponta de cigarro =  5 anos.   Camisinha =  300 anos.     Chiclete =  5 anos.    Copo plástico =  50 anos.    Fralda descartável = 1 ano. Garrafa plástica =   400 anos.  Isopor =  8 anos.    Jornal = 6 meses. Latinha =  20 anos..   Linha de nylon = 50 anos   Papel =  6 meses. Palitinho = 6 meses.  Pano = 9 meses  Pedaço de madeira = 10 anos.   Prancha de isopor = 80 anos.  Pneus = 600 anos.  Saco plástico =  100 anos.   Tampinha =  150 anos.  Vidro =  4 mil anos.
Se você é fumante e ainda não conseguiu se livrar desse vício tão prejudicial à saúde que polui a atmosfera, não fume dentro de casa para não transferir esse problema para os seus familiares. O vício do fumo começa geralmente na adolescência, como um motivo de afirmação junto ao grupo. Essa experiência, nessa fase, poderá se transformar em um vício que às vezes leva até a morte prematura.
Quando eu me casei pela segunda vez, minha esposa fumava e dizia que era por esporte e que deixaria de fumar assim que quisesse. Durante o período em que ela foi fumante eu não permitia que fumasse dentro de casa e nem no carro, para evitar que eu aspirasse a fumaça e fosse prejudicado na minha saúde. Certo dia, eu disse a ela que eu já fora solteiro, noivo, casado, desquitado, divorciado e estava casado novamente, faltava apenas ser viúvo, e que se ela continuasse fumando, possivelmente eu seria o seu viúvo, apesar de eu ter a idade de 80 anos e ela apenas 56 anos.
Ela ficou tão impressionada e com receio de morrer que tomou uma atitude: Apanhou a carteira de cigarros e a jogou fora. Desse dia em diante não mais fumou. Depois de algum tempo sem fumar foi que ela tomou conhecimento do incômodo que representa uma pessoa fumando junto a outras que não têm esse vício. Hoje ela não suporta que fumem perto dela. O mesmo aconteceu com sua irmã que também era fumante.  A natureza, eu, minha filha, meus netos, agradecemos pela atitude que elas tomaram, abandonando o cigarro. 
Quando você estiver fora de casa, nunca jogue papel, plásticos ou outro qualquer objeto descartável na rua, pois, eles podem ser levados pela chuva até os bueiros, entupi-los ou serem levados pelos esgotos para o mar, onde estarão poluindo a natureza. Procure um coletor de lixo (reciclável se houver) para colocar o que você deseja descartar e ele ser reaproveitado posteriormente.
Muitas outras medidas de preservação da natureza são necessárias para que tenhamos um ar saudável, uma água potável excelente e um ambiente sadio e agradável. Basta apenas que tenhamos consciência de que devemos contribuir para preservar a Natureza.

Fonte:
Revista “Cláudia”- 09/2011 – Revista “Máxima”-01/2003                                                                                                                                                          
Internet – Preservando a Natureza
+ acréscimos e modificações.

Jc.
S. Luís, 25/02/2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

O CUIDADO DOS DIABÉTICOS COM OS PÉS




  Uma das complicações mais comuns do excesso de açúcar no sangue, o chamado pé diabético também é a principal causa de amputações no país depois dos acidentes. Mas dá para evitar esse desfecho.
Porque complica:  As razões fisiológicas que armam o palco para o pé diabético: Baixa imunidade. A má circulação provocada pelo excesso de açúcar no sangue diminui a escolta de células de defesa prontas para agir quando preciso. Falta de sensibilidade. A alta da glicose leva a danos nos nervos periféricos, que não captam e repassam estímulos como a dor. Daí a pessoa mal nota encrencas no pé. Deficit na cicatrização. O diabete descompensado dificulta a regeneração de áreas lesadas, o que deixa a porta aberta para micróbios atacarem.
A situação chega a ser corriqueira: o diabético fere o pé ao caminhar por aí, só que não sente nada na hora. Mais tarde tira o tênis ou sapato e nota o ferimento. Aí faz um curativo e pensa que tudo está resolvido. Sem causar alarde, porém, o ferimento evolui ao longo de semanas – o diabético já reduziu a sensibilidade nas extremidades do corpo --  e dá lugar a uma infecção, que, por fim,  se alastra. Quando a pessoa procura um hospital, a lesão se agravou a ponto de a única saída ser a amputação de uma parte do membro... Pense agora que essa história com final infeliz poderia começar  com uma bolha, uma frieira, uma topada numa cadeira.
O quadro esclarecido acima e que progride de forma silenciosa – em algumas situações, só um formigamento acusa algo errado – é conhecido como pé diabético. Falamos da causa número um  de amputações no país. Segundo o Grupo de Trabalho Internacional para o Pé Diabético, um caso ocorre a cada 20 segundos no mundo. “Até alguns anos atrás, o diabético com lesão no pé era levado para a amputação. Felizmente isso mudou, mas ainda é uma realidade em várias regiões do país”, relata a endocrinologista Hermelinda Pedrosa, representante do grupo no Brasil.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, as feridas nos membros inferiores estão presentes em 5% dos usuários do SUS com diagnóstico  de diabete há menos de dez anos e em 5,8% em  pessoas com mais de uma década da doença – homens tabagistas e portadores de insuficiência renal e cardíaca são os mais vulneráveis. Não é um número pequeno se considerarmos que existem pelo menos 16 milhões de pessoas com diabetes no país. Tanto é que o próprio Ministério da Saúde acaba de lançar o “Manual  do Pé Diabético”, um guia com os cuidados básicos para evitar e remediar a complicação, que hoje representa 20% das internações de pessoas com diabete no Brasil.
Mas por que, nesses casos, o corpo não cura uma ferida tão pequena? – E por que é tão comum o machucado passar batido? O motivo está numa característica típica do diabete descontrolado, a sobrecarga de açúcar no sangue, uma boa parte acompanhada de muita gordura trafega pelos vasos e impede uma boa circulação, o que leva um monte de células a morrer de fome. Nesse cenário,  o sistema imune fica capenga, a regeneração dos tecidos anda a passos lentos e  os nervos periféricos sofrem. “A glicose elevada destrói a camada que protege o nervo. Assim ele fica mais sensível aos danos causados pelas mudanças de PH do sangue ou de temperatura”, explica o médico Carlos Peixoto, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, do Rio de Janeiro.
Sim, é uma complicação e tanto, mas a boa notícia é que o problema pode ser evitado e a prevenção começa dentro de casa. A primeira regra é controlar as taxas de açúcar no sangue, fazendo a rotina de uma dieta equilibrada, exercícios e, se for o caso, tomar remédios  para regular os níveis de glicose, colesterol e triglicérides. “Quem convive muito tempo com a glicose elevada corre maior risco de ter um infarto, AVC, insuficiência renal e também o pé diabético”, lembra o cirurgião  vascular João Paulo Tardivo, do Centro de Tratamento do Pé Diabético da Faculdade de Medicina do ABC, na grande São Paulo.
A segurança dos membros inferiores pede ainda cuidados extras, como cortar as unhas evitando ferimentos, enxugar  bem os dedos, evitar andar descalço (veja a lista abaixo).
Manual de Cuidados: Regrinhas básicas para evitar complicações de pé diabético:  Autoexame:  Avalie diariamente os pés em busca de micose, machucados ou sinais estranhos como vermelhidão. Estimule os dedos do pé para ver se eles estão sensíveis ao toque.   Corte de unhas  Mantenha-as aparadas, para evitar que você arranhe  os pés e crie feridas durante o sono ou a prática de exercícios físicos.  Pós-banho Seque bem os pés para evitar frieiras. Vale a pena hidratá-los a fim de limitar o ressecamento, que os deixa suscetíveis a lesões – só não passe creme entre os dedos. Calçados   Evite sapatos ou tênis apertados e desconfortáveis, para não sofrer com bolhas e calos, ou abertos, para escapar de arranhões. Porém, não andar descalço por aí.  Meias  É preferível optar pelos modelos de algodão. As de material sintético, como náilon, fazem os pés suar mais e a umidade dá margem para a micose aparecer e se perpetuar.
O acompanhamento é fundamental. É comum os diabéticos procurarem o consultório ou o hospital quando já estão com uma infecção no pé relativamente avançada. Se você é diabético e, por acaso, sofreu algum ferimento, ou já está com algum machucado sem sinal de melhoras, aconselho procurar um médico quanto antes. “Existem recomendações internacionais de que todo paciente com pé diabético deve receber atendimento em 24 horas”.                                           
Nas situações em que a ferida já é muito extensa, os especialistas recorrem a métodos que aceleram a cicatrização. Um deles é a oxigenoterapia hiperbárica, que tem o aval do Conselho Federal de Medicina. Nela, o paciente fica uma hora e meia, dentro de uma máquina que lembra um submarino, onde a pressão atmosférica é muito menos do que a do nível do mar, e a concentração de oxigênio no ar chega a 100%. Esse ambiente estimula a produção de colágeno, proteína vital na regeneração dos tecidos. “A técnica reduz o tempo de tratamento e o risco de amputação”, destaca o infectologista Ivan Marinho, chefe do Centro de Tratamento de Feridas do Hospital São Camilo, na capital paulista.
Outro recurso é a fototerapia dinâmica, originalmente voltada para o combate ao câncer  e que começou a ser aplicada no pé diabético por Tardivo em 1987. O método consiste em introduzir um cateter pela ferida até chegar à porção comprometida e por meio dele são injetadas substâncias que, ao reagirem com a luz, destroem  as bactérias alojadas. As sessões duram dez minutos e são feitas até que a infecção seja eliminada. Embora  aguarde regulamentação, a fototerapia se mostrou eficaz em prevenir as amputações, conforme dois estudos conduzidos por Tardivo no ABC paulista.
Fonte:
Revista “Saúde é Vital” – 11/2016
+ Pequenas modificações

Jc.

São Luís, 7/12/2016

A FAMÍLIA E AS DROGAS




 Uma das grandes preocupações dos pais, nestes tempos modernos, é a possibilidade do filho ou filha se envolver com drogas. O jovem inexperiente entra para esse mundo por algum motivo, sem raciocinar: ávidos de novidades, curiosidade, rebeldia, pressão do grupo em que convive, prazer em experimentar algo proibido, e ainda por se sentir abandonado e esquecido pelos pais, revoltando-se contra eles e a própria existência. Quando a criança cresce sem orientação e sem ter dentro de si, valores morais e religiosos, que os pais poderiam ter-lhe ensinado desde a infância, pode ela, em algum momento de sua existência, por insegurança, por frustração ou falta de orientação, buscar algo que supõe trazer-lhe a paz e o prazer – a droga.

“Drogas são todas as substâncias passíveis de causar dependências e devem ser encaradas dessa maneira”, afirma o psiquiatra Romildo Bueno, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.  O psiquiatra diz ainda que não adianta fazer campanha contra certas drogas, se a sociedade é consumidora de tantas outras. Os refrigerantes do tipo Cola cafezinhos e chá preto, também contém uma substância com poder de dependência com teor mais baixo, que é a cafeína. Ela pode causar a necessidade de se tomar muitos cafés por dia, mas não é tão compulsiva quanto à nicotina do cigarro. A nicotina atinge não só o sistema nervoso central como o periférico, provocando excitação, que varia de pessoa para pessoa. Há pessoas que fumam 60 cigarros por dia e se consideram bem do ponto de vista intelectual, mas não se pode dizer o mesmo quanto à sua resistência física. O excesso de nicotina no organismo causa torpor, reduz o apetite provoca hipertensão, enfisema e o câncer nos pulmões.

Em geral, as drogas pertencem a dois grupos: - os excitantes e os depressores do sistema nervoso central. A pessoa se torna dependente para buscar o prazer, ou para evitar o desprazer, como nos casos dos sedativos. Como a droga não é metabolizada, pois não há enzima para processá-la, ela permanece atuando; é a chamada “onda”. Sob seus efeitos, o usuário se torna mais resistente à fadiga, cansaço, mas também fica com os reflexos retardados e mais irritáveis, dorme menos, havendo ainda uma redução da fome.

A maconha é a mais popular, e a heroína é a droga que mais rápido vicia. Já o crack é produzido a partir da cocaína, contendo éter, que também causa dependência e tem um efeito devastador. Atualmente, os excitantes mais conhecidos e mais usados são a cocaína, LSD, ecstasy, o “kit suicídio”, que provoca o vampirismo; espíritos desencarnados que junto a fumantes, bebedores e drogados, absorve os fluidos dos viciados, além de desenvolver outros tipos de dependências, causando danos e até a morte.

A passagem do adolescente para a fase adulta, desperta conflitos, que muitas das vezes podem trazer sérias consequências, tanto para ele, quanto para aqueles com quem convive.  É uma fase em que os pais precisam estar muito atentos, pois ao menor descuido, podem se deparar com um dos problemas que mais os aterrorizam – as drogas.

Antes que aconteça algo, é preciso saber conversar com o filho ou a filha, para evitar que eles e, consequentemente, toda a família, caiam nessa armadilha dolorosa. Portanto, se não querem que esse mal se instale dentro de suas casas, tomem algumas providências. Cabe aos pais, inicialmente, orientar o adolescente sobre o perigo, para que ele se torne resistente aos assédios de más companhias e de traficantes. Observem o comportamento e tentem perceber se ela ou ele tem complexo de alguma natureza; se mostra um comportamento agressivo ou anda com pessoas que possam influenciá-lo negativamente. Qualquer um desses indícios podem se constituir em fator de risco, para que ela ou ele se envolva com as drogas.

Os traficantes nos dias de hoje, sabedores que nesta fase se consegue o viciado de amanhã, estão levando para o mundo das drogas, meninos e meninas de 9 anos para cima. É próximo das escolas que eles encontram um bom lugar para se posicionarem ao “ataque”, e isso é feito o mais dissimuladamente possível. O jovem que se inicia nas drogas, porque não foi conscientizado pela família ou pela escola, experimenta por curiosidade, modismo, fuga de problemas, imitação, etc. – A solução do problema está na educação preventiva, na família.

Ao se revoltar contra a própria existência e os pais, o jovem fica mais predisposto à depressão e usa a droga como substituto da falta de atenção e afeto. A droga passa então a ser tudo na sua existência e passa a viver uma obsessão. Certos jovens não concordam com a atitude do pai que, sempre bebeu cerveja, e que hoje não quer que o filho faça o mesmo nas festas e com os amigos. Muitos pais não têm consciência de que tudo o que fazem, exerce influência na existência dos filhos. Por ignorar isso, o pai abriu as portas, mas a decisão de aceitar ou não o vício, é só do filho.

Se você mãe ou pai sentir dificuldade de chegar até seu adolescente, para orientá-lo, há outras formas de resolver a questão. Fale com o parente com quem ele se identifica e peça para comentar o assunto reservadamente com ele, alertando-o sobre os sofrimentos que vai passar e causar aos seus familiares. Outra maneira é alugar uma fita (dvd) que aborde o tema e convidá-lo para assistir. Vá, ao longo da exibição, tentando iniciar um diálogo sobre o assunto para despertar sua curiosidade e para a formação de conceitos sadios sobre o que são as drogas e as desvantagens de seu uso.

O jovem que se droga chega às vezes até a perder a sua identidade e a caminhar para a marginalidade. Vários depoimentos de adolescentes revelam situações de desajustes no lar, brigas entre os pais, separações, falta de diálogo na família, e outras razões. Entretanto, aqueles que são mais assistidos com atenção, carinho, amor, e recebem dos pais, noções sobre os valores morais e espirituais, sentem-se culpados ao experimentarem algum tipo de droga e a abandonam antes de se tornarem dependentes. Outros mais fragilizados, sem noções religiosas que lhes mantenham a fé e a esperança na existência, sem uma orientação, acabam caindo nas malhas dos tóxicos; começam pelo “inocente” cigarro. O uso das drogas, repetimos, tanto é prejudicial ao viciado como traz implicações e sofrimentos aos seus familiares.

Para melhor orientação, damos a seguir as características de um jovem usuário de drogas,  que são: 1- mudança de comportamento; 2- irritabilidade e explosão nervosa; 3- inquietação, impaciência, agressividade; 4- depressões, estado de angústia sem motivo; 5- queda do rendimento escolar ou desistência; 6- insônia constante; 7- isolamento; evita contato com amigos e familiares; 8- mudança de hábitos; 9- falta de apetite; 10- desleixo pessoal; 11- olhar vago; 12- dilatação das pupilas e olheiras; 13- rir de coisas sem graça; 14- desaparecimento de objetos de valor, insistentes pedidos de dinheiro; 15- más companhias; os que o iniciam no vício, passam a fazer parte do seu dia-a-dia.

Os pais modernos concorrem de certa forma para esse estado lamentável, de vez que passam muito da existência, como loucos, em busca de uma situação financeira adequada, para dar à família, tudo o que o dinheiro pode proporcionar; casa agradável, automóvel do ano, casa de praia, viagens turísticas e outras coisas que nem sempre são necessárias. E para isso, correm de um emprego para outro, sem tempo de viver, de dialogar, de passear e brincar com os filhos, esquecendo também de conviver com a companheira. As crianças crescem e os pais deixam passar o melhor tempo sem ouvirem os detalhes da existência do filho, sem lhes dar a devida assistência. Deixam de levá-lo à escola, de participar das reuniões de pais, das festinhas colegiais, de ouvi-los quando querem atenção.

Nestas circunstâncias, os filhos se sentem abandonados, pois o pai está distante e a mãe também ocupada, ambos sem tempo para atendê-los, dando liberdade como compensação, sem se preocuparem com um mínimo de vigilância. Outros pais, para não serem acusados pela consciência, procuram dar aos filhos, brinquedos, celular, videogame, dinheiro, e os deixam aos seus instintos. Essa situação ocorre em qualquer nível social. Ao se observar os menores abandonados de rua, a pergunta que sempre se faz, é: onde estão os pais dessas crianças? Por que a família está desagregada?

Existem filhos órfãos de pais vivos, porque eles estão entregues a outras pessoas, enquanto o pai vai tratar dos negócios e a mãe de outros assuntos, ficando a família desunida, sem diálogo, sem convivência, sem carinho e amor.  E é essa convivência que solidifica a família, cria a fraternidade entre irmãos e resolve os problemas na base do entendimento. Na falta desse convívio, há irmãos vivendo o crescendo como verdadeiros estranhos; não brincam, não saem juntos, pouco conversam e para falar com os pais, quase é preciso marcar hora, tal o descaso para com os filhos. Nessa situação de desarmonia, geralmente surge à agressividade entre irmãos e o desrespeito para com os pais.

Os problemas entre irmãos começam a se formar já no nascimento do primogênito, segundo o psiquiatra infantil, Alfredo Castro Neto, que diz: “No primeiro filho se concentra todas as expectativas do jovem e inexperiente casal”. Esses pais esperam mais do primeiro filho e por isso lhes dão melhores condições. Muitas das vezes, a criança ao invés de receber carinho e amor, recebe as pressões para realizar as expectativas, não realizadas pelos pais, ao longo de sua existência. Melhor dizendo: Se o pai desejava ser médico e não conseguiu, vai querer exigir que o filho ou filha realize o seu desejo, mesmo que ele ou ela não tenha vocação para tal. Normalmente possuem um álbum de fotos dele e se inquietam mais por ele. Quando nasce o segundo filho/a, o primogênito perde para o menor, boa parte da atenção dos pais e ainda ganha um rival. Se os pais procuram privilegiar um dos filhos em vez de amá-los igualmente, estimulam a disputa entre eles e o caos familiar estará formado.

Para a psicanalista Alice Bitencourt, “os irmãos rivais disputam entre si, muita das vezes sem saber, o afeto dos pais”. Esta situação infantil se transforma em hostilidade na existência adulta, sempre causadora de muitos problemas,  frustrações e sofrimentos, levando-o as vezes, até às drogas. O que os pais devem fazer para evitar que seus filhos virem rivais?  Algumas coisas, como aquela frase: “Tem filho que se gosta mais que o outro”, deve ser abolida. Outra frase que nunca deve ser dita: “Fulano é muito estudioso, mas sicrano é um desastre, pois só tira notas baixas”. Muitas das vezes, o segundo tem estima baixa e precisa de estímulo e apoio, ao invés de crítica; e as notas baixas pode ser um pedido de atenção e carinho, e não um sintoma de falta de inteligência.

Os danos emocionais desta conduta dos pais atingem os filhos e se propagam em seus dependentes. Outra observação que se faz, é a de que um pai ou mãe que não recebeu carinho e amor, quando criança, sentirá dificuldade de amar os filhos; quem não tem, não pode dar. Às vezes o que acontece são os pais projetarem seus desejos de glória num filho e seus fracassos em outro. O resultado é que tentarão tornar bem sucedido um, enquanto ao outro sequer farão esforços para evitar suas derrotas. Nesse ambiente familiar, é comum surgir por força dessas circunstâncias, a figura do jovem inseguro que, com receio de enfrentar a vida e suas responsabilidades, assume a atitude do estudante crônico. Renunciar aos estudos, seria desastroso para os pais e o condenaria ao fracasso; se diplomar em alguma atividade, significaria mudar sua existência, enfrentar desafios, assumir compromissos e responsabilidades. Como ele tem medo de enfrentar os problemas, a alternativa é permanecer como estudante crônico, parar o relógio de sua existência, sem deixar a comodidade de filho amparado, sem querer assumir compromissos, um casamento e a posição de pai e chefe de família. Crescer é uma opção que exige um mínimo de determinação e de coragem.

Em qualquer destas situações, a tristeza e o sofrimento é grande quando os pais se defrontam com um filho/a que, às vezes, esquecido e abandonado, busca  na rua ou na droga, a companhia, o afeto ou o alívio para sua tristeza, angústia e depressão. Um adolescente em recuperação em clínica especializada dá uma mensagem: “Agarre a oportunidade que aparecer e saia desse inferno. Volte a ter sua identidade; não há recuperação sem esforço, O seu pior inimigo está lá fora. Não experimente, para não se arrepender depois”.

Quando um jovem é descoberto usando drogas, ele precisa de compreensão, orientação, apoio e amor dos pais para sair desse inferno. Os sermões, as críticas e as ameaças, só o afastam do ambiente familiar. Um filho viciado em bebidas alcoólicas ou em drogas é um doente que precisa de cuidados, remédios, orações para sua reabilitação. Às vezes, os iniciadores dos vícios dos filhos são os pais com seus atos anormais, ao lhe darem cigarros ou bebidas alcoólicas, por brincadeira ou para divertir aos amigos, além dos exemplos negativos que transmitem e que vão ser imitados pelos menores inexperientes. Não induzindo as crianças a essas atitudes, não lhes dando exemplos negativos, certamente que as possibilidades do filho se tornar um viciado, serão mínimas.

O jovem precisa ter muita força de vontade para abandonar a droga, e o apoio da família é fundamental nesse processo de recuperação. Há necessidade também de tratamento espiritual, pois a dependência da droga é sempre acompanhada por um processo obsessivo. O trabalho de assistência médica e social fornece o equilíbrio nos momentos difíceis, e o estudo do Evangelho e as orações auxiliam na angústia e colaboram muito para o reajuste da existência. Em tempos modernos, a reflexão sobre esses assuntos, é necessário para que pais e filhos vivam em harmonia com os semelhantes e a sociedade.

Ser amigo e companheiro dos filhos são um dever dos pais. Não deixar, ele procurar lá fora, aquilo que ele tanto precisa dentro do lar. Somos responsáveis indiretamente pelo comportamento e ainda pelo procedimento dos nossos filhos. Deus os colocou sob nossa guarda, e pelos seus atos, oriundos dos nossos exemplos e orientações, comodismo e indiferença, responderemos ante as Leis Divinas. O filho ou filha é o maior tesouro que Deus nos confiou. . .  também  é a continuação da família, do nome e da vida. . .


Que a Paz do Senhor, esteja em nossos corações.


Bibliografia:
Romildo  Bueno
Alfredo Castro Neto
Alice Bitencourt
+ acréscimos e modificações

Jc.
S.Luis,
23/7/1995 – 20/01/2009
Refeito em 26/3/2017




quinta-feira, 23 de março de 2017

MODIFICAÇÕES PARA A ELEIÇÃO DE 2018




  A cidadania no Brasil é reafirmada pelo voto, que, embora obrigatório, é um exercício de aparente liberdade e participação coletiva. De dois em dois anos, outubro é tempo de eleições.
Muitos serão eleitos pelo quociente eleitoral, uma alquimia praticada pela Justiça Eleitoral, onde um candidato de uma legenda com mais votos, é preterido por outro de outra legenda com votação inferior, tirando do eleitor o direito de eleger o seu candidato.
A crise da representatividade surge da ação de políticos que atuam como agentes terceirizados, representando os interesses daqueles que financiaram suas campanhas políticas, mas não da população que lhe outorgou o voto.
Foi por essa razão que as pessoas se mobilizaram pelas “diretas já”, e é por isso que muitas pessoas ainda votam hoje em dia: não por ser “obrigatório”, mas para somar forças em torno da defesa dos seus interesses e do bem para o país. Hoje é tal a quantidade de partidos que nem sabemos quantos existem, e a maioria deles, criado apenas para barganhar o apoio ou alugar a legenda.  Os candidatos são tantos que fica difícil depois de poucos dias, lembrar para quem foi o nosso voto.
Para piorar as coisas, infelizmente, de alguns anos para cá, a situação mudou tanto que a grande maioria dos políticos para se elegerem, gastam fortunas, sabendo que não vão ser ressarcido apenas com a renumeração dos mandatos, razão porque, após serem empossados, tratam logo de entrar nos conchavos para se apoderarem de postos onde possam se apropriar das verbas que deveriam ser utilizadas na melhoria dos serviços prestados ao povo.
Esse fato coloca abertamente os políticos e seus partidos como agentes corruptos e elementos terceirizados do poder econômico. Torna-se impossível confiar em políticos com tal índole, e é ingênuo imaginar que eles defenderão interesses coletivos.
Uma das propostas para a solução dessa vergonhosa situação seria adotar o financiamento público de campanha, sem descartar o aporte particular. Nesse caso, os valores da iniciativa privada e o financiamento público, comporiam uma conta única a ser gerenciada pelo TSE, que faria a distribuição aos partidos, e estes aos políticos, segundo as regras previamente estabelecidas, sendo que todos os partidos (haja partidos, quando deveria haver consciência, responsabilidade e honradez) poderiam consultar os repasses sabendo dos valores.
E o eleitor? Muitos fatores induzem o eleitor na hora de votar. E um dos principais é a tal de pesquisa de intenção de voto, que induz o eleitor para votar no candidato melhor nas pesquisas, para não perder o seu voto. Por isso, muitos eleitores costumam dizer que votam apenas porque é obrigatório, e dizem: “O meu voto é desconsiderado, além disso, não vai melhorar a nossa vida”, completam.
Há ainda políticos que querem se perpetuar nos cargos eletivos como se fosse uma função vitalícia, não dando oportunidade para outros candidatos. E o eleitor sabe que também é responsável pelo mau político a quem dá o voto? Devemos sempre renovar os cargos eletivos, votando em novos candidatos e deixando de fora aqueles que em sucessivos mandatos, só se beneficiaram, nada fazendo pelo povo e, nas épocas das eleições, chegam com as mesmas promessas mirabolantes e apelações, apertando as mãos das pessoas, carregando crianças para impressionar os eleitores e nos seus cartazes, estão rindo e felizes porque sabem que muitos eleitores se deixam levar pelas suas promessas e mentiras.
Alguns deputados, inclusive o relator da mudança eleitoral na Câmara Federal, desejam a “lista fechada” como a opção para as eleições de 2018. O que eles querem é pura e simplesmente se garantirem, como eleitos, nas próximas eleições, visto que os caciques dos partidos, vão continuar constando dessa lista, bem como os seus protegidos e os que poderão sofrer processos e perda do mandato. Dessa maneira, como eles querem, não vai haver oportunidade para novos candidatos e nem a reprovação dos eleitos anteriormente, que não corresponderam às expectativas do eleitor. É como dizer: o povo pode votar mais quem vai indicar em quem votar somos nós, os caciques dos partidos. E aí a bandalheira vai continuar a mesma.
Se eles quisessem, realmente mudar para melhorar as eleições, devia deixar a escolha dos candidatos para os eleitores e não obrigá-los a votar nos candidatos que não merecem o nosso voto; eliminar o quociente eleitoral; sendo o sistema eleitoral mais compatível para o eleitor fiscalizar o candidato em quem votou, seria o distrital, evitando a pulverização do voto em todo o estado, onde o candidato eleito não seria cobrado e não estaria sob as vistas dos eleitores, como no caso do voto distrital.
Uma das armas do eleitor deve ser nunca votar na reeleição de políticos, a fim de que eles fiquem sabendo que se não agirem com dignidade, serão eliminados na eleição seguinte.
Sabemos que de tempos em tempos, a humanidade se modifica, e cremos que as gerações que já chegaram e estão chegando ao mundo, são de espíritos evoluídos, comprometidos com a moral e os postulados de Jesus. Por isso, observamos que está se processando uma renovação de valores, apesar da turbulência, da corrupção e da violência reinante, acredito e confio no futuro, embora por essa época eu não mais esteja aqui. A humanidade e seus políticos do amanhã, com certeza, serão muito melhores do que as gerações de políticos de hoje que estão indo embora da Terra. Essa é a esperança que nos anima ainda e nos faz suportar a situação lamentável e desagradável que vivemos atualmente no Brasil, cheio de impunidade, corrupção, falta de valores morais, de saúde, educação e de segurança.

Fonte:
Revista “O Reformador” – 05/2012
+ Acréscimos e pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 21/3/2017

APRENDENDO A AMAR




Entre as diversas histórias imersas no folclore das regiões nórdicas, uma há bem interessante e de grande valor moral. Passada oralmente de geração em geração, eis aqui o seu teor, relatado segundo nossa própria sensibilidade:
Com sua ampulheta já gasta pelo meio, o velho Tempo apresentou-se ante o Homem materialista e comentou: - Tuas horas passam céleres! E em seguida perguntou: - Que apresentas como obras tuas? Que valores conseguiste após o nascimento na carne, até agora?
- O Homem orgulhosamente, inflou o peito e, de rosto cheio de vaidade, retrucou, firmemente: - Tanta coisa! Em vários setores! Conquistei louros de vitórias bélicas! Alcancei a glória literária por tantos poemas épicos!  Obtive poder, pairando acima da humanidade! Desenvolvi o saber e deploro os ignorantes! Adquiri ouro, que brilha em meus trajes e adornos! Em verdade sou um grande vencedor!
O Tempo sorriu, com a sabedoria de tantas eras já passadas... E, com face grave, seriamente comentou: - Tens realmente muita segurança no que dizes. Porém, é preciso refletir no sentido maior de cada palavra... Vejamos: - Conquistaste vitórias, mas a custa de quê? De destruição, de dominação, de escravidão... Escreveste poemas. Mas busco conteúdo, suficiente para esclarecer o necessitado... E nada vejo: apenas palavras alinhavadas, com sons musicais, sem alma...  Obtiveste poder. Contudo, tornaste-te prepotente, inflexível, exigente... Creste ser superior aos outros homens...  Quanto a tua vasta cultura, que uso fazes dela? Ajudaste a humanidade? Criaste algo que realmente valha à pena?  Finalmente adquiriste ouro, despertando cupidez e inveja, guardando-o em teu cofre, sem fazê-lo prosperar em benefício d’outros. São essas as tuas conquistas? São esses os teus valores?
O Homem, desapontado, descerrando à sua visão até então insuspeitada, sentiu-se desorientado, e exclamou: - Então nada disso vale; nada disso é real?  O Tempo, mansamente, respondeu-lhe: - Organiza melhor teus  valores! Conquista aqueles que sejam como os tesouros que Jesus lhes aconselhou, aqueles que a traça e a ferrugem não corroem, e os ladrões não podem roubar... Analisa teus talentos e usa-os melhor... O Homem, timidamente, quis saber: - Como?  E o sábio Tempo explicou: É simples: ouve teu coração! É que te esqueceste dele!...
Nas voltas do caminho da vida, muito tempo depois, o Tempo defrontou-se, mais uma vez, com aquele mesmo Homem, alquebrado pela idade e pelos embates cotidianos. Entretanto, apresentava-se diferente: estava “vestido de luz!”  O Tempo, sorridente, dele se aproximou e, novamente, indagou: - Que valores conquistaste, após viveres tanto?  Então o Homem, tranquilo, alegre, respondeu-lhe, dizendo:  - Conquistei tanta coisa: aprendi a Amar!
Como vemos, essa história está ligada diretamente aos ensinos de Jesus.
Desde seu início, refere-se claramente aos “tesouros” que devemos acumular para nós, em nós, como nos disse o querido Mestre: “Naqueles tempos, disse Jesus a seus discípulos: Não junteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. (Mateus, 6:19 a 21)
De nada adianta a aquisição de vitórias bélicas, glórias literárias, poder, saber e ouro, que são conquistas ilusórias e provisórias, sem real valor. Paulo, disse: “Eu posso ter tudo, mas se não tiver amor, eu nada serei”.  Jesus demolindo a filosofia reinante na época, do domínio da força, pelas posses amoedadas e pelos títulos materiais de falsa importância, estabeleceu definitivamente “a Lei do Amor ao Pai, acima de tudo, e ao nosso próximo como a nós mesmos”. Ele veio ensiná-la concretamente a nós – seus irmãos ainda incipientes – pois a vivenciou em todos os momentos de sua existência no corpo físico. Mostrou-nos que é necessário libertar-nos das célebres chagas da humanidade – egoísmo e orgulho e todos os outros defeitos morais deles decorrentes -  e passar a ver os outros à nossa volta com olhar diferente, isto é,  sob a ótica de que todos são nossos irmãos, viajores no mundo como nós.
Em múltiplas passagens dos Evangelhos, vemos ressaltada a importância do amor, amor que cresce à medida que nos conscientizamos da essência divina a vibrar em nosso íntimo. Recordemos as palavras de Jesus: “ Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”.  (João, 13:35) E ainda confirmou ao dizer: “Ouviste o que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. (Mateus, 5:43 e 44)
Nossas faltas têm sua expiação amenizada quando delas nos arrependemos sinceramente e tratamos de repará-las mediante atuação fraterna e caridosa no contato com nossos semelhantes. No livro, “Missionários da Luz”, André Luís é informado a examinar o caso de um irmão que, na encarnação anterior, praticara o assassinato de outra pessoa, e após sua desencarnação, arrependeu-se do crime, sofreu bastante em regiões inferiores para onde foi levado, e depois de longos sofrimentos purificadores, aproximou-se de sua vítima, beneficiando-a em louváveis serviços de benemerência e, progredindo moralmente, foi beneficiado por outros benfeitores espirituais que pediram por ele. Conseguiu nova encarnação, onde, em vez de desencarnar por método brutal, expiará a dívida trazendo uma úlcera em seu corpo que se manifestará, conforme ele se conduzir na existência.
Também não valorizamos devidamente o tempo que temos na existência, deixando-o esvair-se futilmente entre ocupações materiais e distrações vazias, desatentos de que se trata de valioso talento a nós concedido pelo Pai Celestial. Gastamos nossa existência terrena sem a preocupação de semear flores e frutos ao longo das sendas que trilhamos, olvidando que estamos cercados de tantos próximos referidos por Jesus, com o objetivo de resgatar os erros pretéritos, executando as missões de amparo aqueles que nos cabe ajudar e amar.  
E como na história relatada no início, quando o Tempo se aproximar de nós nas voltas do caminho da existência e nos indagar: - “Que valores conseguiste após viveres tanto?”  Possamos tranquilos e alegres, responder-lhe simplesmente:   “ Conquistamos tanta coisa:  Aprendemos a Amar!”            


Bibliografia:
Ivone Molinaro Ghiggino
Revista “Reformador” – julho/2013
+ Pequenas modificações

Jc

São Luís, 20/8/2013