sábado, 10 de novembro de 2018

A FAMÍLIA EDUCA, A ESCOLA ENSINA





 
É sempre bom lembrar que é em casa que a criança aprende a falar e a dizer:
Bom dia      =     Boa tarde    =    Boa  noite   =   obrigado
Com licença   =   Desculpe   =    Por  favor   =
É em casa que a criança também aprende:
A ser honesta   =   A ser pontual   =  Não falar palavrões
Não xingar  = Respeitar os pais  = Respeitar as pessoas
Respeitar os mais velhos  =  Respeitar os professores
É ainda em casa, que a criança aprende:
A não falar de boca cheia  =  A não jogar nada no chão
A ser limpo    =    A ser religioso    =    A ser organizado
A ter limites = Ajudar os pais =  Cuidar das suas coisas
Aprender  a  não   mexer  nas  coisas  dos  outros e ser solidário e  amigo para o bem de todas as pessoas.
É na escola que os professores ensinam às crianças, as matérias essenciais ao conhecimento das coisas,
como:     Artes    =     Biologia    =    Ciências   =     Física
Educação Física  =  Filosofia   =  Geografia   =    História  
Línguas  = Matemática  =  Moral  e  Cívica  =  Português    
Química  =  Sociologia,  e  o que foi ensinado no lar...
Fonte:
Internet
+ Modificações

Jc.
São Luís, 21/10/2018

A UMBANDA





 
A palavra umbanda deriva-se de m’banda, que em língua quimbundo (língua nacional de Angola), significa “sacerdote” ou “curandeiro”. Apesar do desenvolvimento nas classes mais humildes, a Umbanda tem um registro histórico de seu nascimento, que se confunde com o de Zélio Fernandes de Morais (1891-1975), natural de Niterói, na época, capital do estado do Rio de Janeiro.
Aos dezessete anos de idade, acometido de estranha paralisia que desafiava os médicos, em virtude de ter, por vezes, postura de um velho que dizia coisas incompreensíveis. Ele foi examinado por um médico que aconselhou à família levá-lo a um padre, mas foi levado a um Centro Espírita. Ali. Zélio foi convidado a se sentar à mesa da sessão mediúnica, sendo logo tomado por uma força sobrenatural, que diz: -- Aqui está falando uma flor!  Em seguida ele se levantou e foi ao jardim do Centro, colhe uma flor do jardim e deposita-a á mesa. Outros médiuns participantes da sessão começaram a incorporar espíritos que se intitulavam pretos velhos, escravos e índios.
Naquele Centro Espírita, até então, só incorporavam espíritos “evoluídos”, de doutores, intelectuais, pensadores, etc., esses espíritos eram considerados atrasados e deviam ser evitados. Estabeleceu-se então uma contenda entre “entidades” que se comunicavam sobre o que é realmente um espírito atrasado ou não.  Foi então que o Espírito que havia incorporado  em Zélio se revelou como o Caboclo das Setes Flechas – o senhor dos caminhos, que desapontado com o preconceito cultural e racial ali dominante, anunciou que criaria uma nova religião onde os pretos velhos, os negros escravos e os índios  considerados Espíritos atrasados, poderiam se manifestar e passar à humanidade seus conhecimentos.
Isso aconteceu exatamente no dia 16 de novembro de 1908, ás 20 horas, ao se manifestar novamente o caboclo em Zélio, e anunciou a criação de uma nova religião. Em nome desse Espírito, Zélio curado, com a ajuda de um pequeno grupo crente, passou a realizar curas e logo fundou o primeiro templo dedicado ao culto, com o nome de “Tenda de Umbanda  Nossa Senhora da Piedade”, registrada em cartório em 1908. A Umbanda combina elementos da filosofia Espírita, elementos do Candomblé, dos vários cultos afro-brasileiros, do cristianismo, do catolicismo, das tradições indígenas, sem a prática de sacrifícios, e, modernamente, conhecimentos de cultos esotéricos. Ela foi confundida durante algum tempo com a “macumba carioca” e a “Quimbanda”.
Os principais Orixás considerados santos e associados as forças da Natureza, são: Iansã,  Nanã, Obaluaiê, Ogum, Omulu, Oxalá, Oxossi, Oxum, Olorum (Deus), Xangô, Yemanjá. Os Caboclos são os Espíritos dos índios; os Pretos Velhos são os Espíritos dos escravos trazidos da África e os Erês são os Espíritos das crianças.
As reuniões são praticadas em locais denominados de “casa”, “terreiro” ou “barracão”, onde recebem as pessoas sem qualquer discriminação e a ritualística de abertura é composta de danças para os Orixás ao som de atabaques e tambores e cânticos chamados de pontos cantados, tendo os médiuns vestimentas especiais e no altar, as imagens dos santos católicos, velas e defumação de ervas e orações. O guia chefe chama os médiuns que formam uma roda para receberem as entidades (incorporação dos Espíritos) onde são realizadas as consultas, aplicados os passes e realizadas as curas, com banhos de ervas  e ainda a queima de incenso, para resolver os problemas das pessoas assistidas, tendo em vista a prática voltada para a caridade.
A Lei nº 11.635 de 27/12/2007, instituiu o “Dia Nacional de Combate ao Preconceito Religioso”, que passou a proteger as religiões de matrizes africanas, para evitar que alguns fiéis das igrejas neopentecostais continuassem a fazer ataques à Umbanda.

Fonte:
Jornal “O Imortal” – julho de 2018
Internet – Umbanda
+ Acréscimos

Jc.
São Luís, 1/8/2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

COMO CADA RELIGIÃO ENCARA O PROBLEMA DA "MORTE"




 
O fenômeno da “morte” sempre intrigou o ser humano e sempre motivou a preocupação de todos, nas mais diferentes épocas e culturas religiosas do mundo.
Na doutrina niilista, a morte é considerada o fim de tudo. Na doutrina panteísta, o Espírito ao encarnar é extraído do todo universal, e com a morte retorna a essa massa.
Os islâmicos e judeus acreditavam que após a morte, havia a ressurreição; porém não ofereciam maiores explicações. Em algumas religiões orientais a reencarnação ganha sentido de continuação da purificação.
No Islamismo após a morte a alma aguardará o dia em que Deus fará voltar à vida todos os mortos para serem julgados, considerado o dia da ressurreição. Para Maomé, havia sete andares de céu e sete de infernos, para atender as diferenças tanto de virtudes como de erros. 
O Hinduísmo adota a ideia da reencarnação. O Budismo também adota a reencarnação. Após a morte, o Espírito volta em outras existências. Buda, finalmente afirma que “o bem é resultado do que fomos e que a morte é um agente da vida que exige renovação contínua e as transformações incessantes.”     
No Cristianismo; no Dogmatismo católico a alma sobrevive após a morte. Os que morrerem em pecado irão para o fogo eterno e os justos, para as delícias do Céu. A mesma orientação dos católicos é seguida também pelos protestantes, no que diz respeito á morte.
A Doutrina dos Espíritos, fala de Sócrates, filósofo grego, dizendo que ele nada escreveu, assim como Jesus que não deixou nenhum escrito. Ambos tiveram a morte dos criminosos, vítimas do fanatismo, por terem atacado as crenças tradicionais, e colocado á virtude real, acima da hipocrisia e dos dogmas. As últimas palavras de Sócrates, ditas aos seus juízes e algozes, foram: “de duas uma; ou a morte é uma destruição, ou ela é a passagem da alma para outro lugar. Se a morte é uma mudança de morada, que felicidade nela reencontrar aqueles que se conheceu! A hora é de nos deixarmos; eu para morrer, vós para viver.” Também Jesus, ao sentir se aproximar a hora de se libertar do corpo físico, profere as palavras: “Pai perdoa-os porque não sabem o que fazem” e finaliza dizendo: “Está consumado.”
A Gênese, da Doutrina dos Espíritos, vindo depois do desenvolvimento científico, trouxe a vantagem de objetivar o problema da sobrevivência, submetendo-a aos processos de verificação e pesquisa científica, acabando com os chamados “mistérios da morte”, demonstrando que a alma se liberta do seu corpo físico de modo natural, quanto á larva se transforma em borboleta.
Existem para quem não sabe dois tipos de morte, conforme as palavras de Jesus: na passagem em que um moço diz ao Mestre que deseja segui-lo, entretanto, pede que Ele lhe permita primeiro, ir enterrar o seu pai que acabara de falecer, tendo Jesus lhe respondido: “Deixa aos mortos, enterrar os seus mortos; tu, porém, vem e segue-me.” Explicação: Os primeiros mortos eram aqueles que desconheciam os ensinamentos que Jesus transmitia, ou seja: estavam mortos para as coisas da vida espiritual; (diz-se até que uma pessoa quando não tem conhecimento de um assunto, está morto para o mesmo) os segundos mortos, são os que falecem fisicamente, no caso o pai do moço.
Quando observamos o corpo de uma pessoa querida sem vida, devemos reprimir o desespero e a mágoa, porque sabemos que os chamados “mortos”, estão apenas ausentes da Terra, vivendo atualmente na Espiritualidade. Essa nova concepção, de que a vida continua, liberta o ser humano do medo de morrer; dá-lhe uma nova compreensão, eliminando o velho temor e a revolta contra as leis criadas por Deus.
Os Espíritas encaram a morte como uma libertação do Espírito e creem na reencarnação; no retorno do Espírito a existência terrena em um novo corpo físico, para continuar sempre a sua evolução espiritual.

TESTE  APLICADO  COM  20  PESSOAS  SOBRE  A  PALAVRA  MORTE
As respostas abaixo, foram as que vieram à mente das pessoas  que participaram deste teste.  :
1º Lugar –
-Dor   e  Medo. . . . . . . c/ 13 respostas

        
-Tristeza . . . . . . . . . . . . . . . .c/   7       

        
-Angústia  e  Desespero. . . c/   6       

         
-Perda  e  Saudade. . . . . . . .c/   5       

       
-Solidão. . . . . . . . . . . . . . . . .c/   4       

        
-Deus,  Perdão,  Salvação. .c/    3      

   
-Aflição, Céu, Conforto, Falta,
Fobia,  Família,  Sofrimento,
Superação. . . . . . . . . . . . . .  c/   2      

        
-Arrependimento, Choro, Dúvida,
Desânimo, Inferno, Filho, Jesus,
Lágrimas, Libertação, Paraíso,
Problemas, Preocupação, Vazio,
Susto,  Receio,. . . . . . . . . . . c/   1       

O que você achou dessas respostas? Concorda com algumas delas?  Discorda de outras?

Eis a nossa opinião de espírita sobre o assunto:

De acordo com o Determinismo Divino, devemos ter a conformação e a aceitação no que diz respeito á encarnação (nascimento), a permanência na existência terrena, e a desencarnação (morte) libertação do corpo, que o Espírito utilizou na peregrinação terrena. Para os que amamos e partem da Terra, nos deixa com a sua ausência, a saudade e levam consigo nosso desejo de que possam habitar um lugar de harmonia e paz, reencontrando aqueles que foram motivos de seus afetos, com as bênçãos de nosso Pai Celestial.

Jc.
São Luís, 2/11/2018

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO





 
“Os processos de mudança na comunicação estão passando pela convergência das mídias; plataformas que vão se agregando, inovando e consequentemente ganhando novos formatos e forças.”
O jornal mais antigo de que se tem conhecimento é da cidade de Roma, chamado “Acta Diurna”. Foi ele lançado pelo Imperador Júlio Cesar, que tinha como objetivo deixar os cidadãos das principais cidades, informados a respeito dos acontecimentos sociais e políticos do Império.  Isso ocorreu no ano de 59 A/C. As notícias eram escritas em grandes placas brancas e expostas em lugares públicos e movimentados.
Já no século VIII, na China, os primeiros jornais eram escritos à mão, no formato de boletins. Imaginem o trabalho para fazer um único jornal. Porém, a partir do ano de 1447, começa uma nova fase para a humanidade com a chegada da prensa inventada por Johann Gutemberg, mais conhecida como a grande revolução da escrita impressa. Com essa fabulosa máquina, a circulação da informação, do conhecimento e do intercâmbio de ideias ficou muito mais ágil, possibilitando o acesso à informação por todos. No início do século XVII, as publicações dos jornais passam a ser periódicas, saindo na frente á Europa em países como Alemanha, Inglaterra e França, e a circulação de jornais passa a ser frequente.
No Brasil, o jornal impresso chegou atrasado, com a chegada da Corte Portuguesa em 1808. Nesse mesmo ano dois jornais importantes iniciam suas atividades:  o Correio Brasiliense e a Gazeta do Rio de Janeiro. No segundo reinado, a produção de jornais é intensificada, mudando o formato e passando a ter tamanho maior em função da modernização das máquinas e os principais jornais ganham locais, onde centralizam a captação da notícia e a produção do jornal. Esses primeiros jornais têm vida curta e acabam cedo, mas alguns sobreviveram até hoje, como por exemplo, o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, o Estado de São Paulo, que antigamente se chamava A Província de São Paulo, e o Correio do Povo, de Porto Alegre.
Em 1950, a televisão já tinha chegado ao Brasil e tornou-se o principal meio de comunicação visual de massa. Intensas são
as mudanças no cenário social e político apresentando uma nova sociedade e mais uma vez a imprensa brasileira acompanha essas mudanças e moderniza-se, desaparecendo aos poucos os jornais vespertinos, que passam a ser matutinos, e nas maiores cidades, diminui os jornais e a qualidade fica cada vez melhor. Nas décadas de 1970 e 1980, produzir um noticiário impresso era um processo difícil e poderia levar dias para fechar uma matéria. A apuração era checada e descrita com narrativas ricas em detalhes. Hoje, com as facilidades da tecnologia, atualizar um portal de notícias e praticar a web jornalismo tornou-se mais simples. O pioneiro do jornalismo web foi o Jornal do Brasil na década de 1990.
O jornalismo on-line está inserido no cotidiano das pessoas, oferecendo uma alternativa para quem busca informações rápidas e cativando novos e antigos leitores. A informação e a globalização fazem com que o mundo seja realmente uma grande “aldeia global”, em que a quantidade e a velocidade de transmissão da informação ocorram de forma incrível. Os jornais criaram também o formato digital e a possibilidade de o público interagir com a notícia através de blogs e fóruns de discussão, e com isso, vem aumentando o alcance da informação e a troca de ideias. A web jornalismo ganha mais adeptos a cada dia. São mais de 80 milhões de internautas. Essa é uma das mídias mais consumida no Brasil. Segundo dados do Interactive Advertising Bureau (IAB), mais de 40% dos entrevistados entre 15 e 55 anos – 51% homens e 49% mulheres, passam pelo menos duas horas por dia navegando na Internet (por blogs e dispositivos digitais).
É difícil prever o futuro desse processo e o que ainda há por vir, mas o mais importante de tudo isso é que as pessoas têm a possibilidade de estar muito mais consciente e com as perspectivas de promover mudanças positivas na sociedade, tudo isso, em grande parte, graças à capacidade e habilidade de transmissão de informações que estão chegando pelos meios de comunicação.
Para que possamos avaliar as dificuldades de ter um jornal, principalmente se ele é do interior, tomemos como exemplo o jornal espírita "O Imortal”, da cidade de Cambé:  Ele circulou pela primeira vez em 25 de dezembro de 1953, o que representa 65 anos que circula ininterruptamente, fundado por Luís Pícinin e Hugo Gonçalves, que durante esse período muitos desafios tiveram que superar para que o jornal se mantivesse vivo. E  para relembrar, vamos acompanhar o que escreveu seu co-fundador  Hugo Gonçalves:  “Foi preciso muita coragem e força de vontade; manter um jornal com uma única máquina impressora e ainda obsoleta, não foi fácil. As dificuldades foram vencidas e o jornal sobreviveu. No início, eram só quatro páginas e praticamente eu sozinho e por alguns anos foi assim, até que outros companheiros se incorporaram na luta. Eu sonhava em melhorar “O Imortal”, a sua apresentação e o  número de páginas”.
Um dia o telefone tocou, fui atender e era o Divaldo Franco lá de Salvador. Ele me disse: “Hugo, estou  telefonando para lhe dar uma boa notícia. O Espírito de Cairbar Schutel lhe manda um recado:   “Fique tranquilo, continue trabalhando  que   seu sonho vai se realizar. Eu não sei o que você está sonhando por aí, mas é o recado que ele manda para você”. Isso foi no início de 1980 e eu não perdi tempo.  Procurei logo Astolfo Olegário, que mantinha uma coluna semanal  sobre Espiritismo no Jornal Folha de Londrina e pedi-lhe ajuda. Ele me disse:  Dê-me um tempo. Passou três anos de espera até que um dia ele me deu a sua esperada resposta e os planos que resultaram na transformação do jornal. Em dezembro de 1983, ano em que o jornal completava 30 anos de existência, passou ele a ser impresso nas oficinas da Folha de Londrina, nos moldes em que circula até hoje, porém, na época, sem cores e menos páginas.”
Em 25 de dezembro de 2018, ano em que completa 65 anos de edição, com muito trabalho, respeito e valorização dos ensinos de Jesus, “O Imortal” dará um importante passo em sua existência, com a mudança completa para o formato digital. A partir de novembro a edição do jornal será lida somente na versão on-line. Sua mudança se dará de forma gradativa durante os meses de agosto, setembro e outubro, período na qual seus assinantes e anunciantes receberão informações de como poderão usufruir deste novo mecanismo.
A continuação da contribuição será muito importante para a manutenção e continuidade dos trabalhos das instituições Centro Espírita Allan Kardec e do Lar Infantil Marília Barbosa, que hoje abriga crianças na forma de Centro de Educação Infantil. O jornal “O Imortal” on-line, continuará no trabalho de divulgação da “Doutrina dos Espíritos”, mantendo os ensinos das obras de Allan Kardec,  e claro, com o apoio de todos vocês, leitores, assinantes e anunciantes...

Fonte:
Jornal “O Imortal” – edição 8/2018
Artigo de Marcel Gonçalves
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 22/8/2018

GIORDANO BRUNO




 
O monge dominicano, filósofo, astrônomo e matemático italiano Giordano Bruno (1548 a 1600) foi acusado pelo Tribunal da Inquisição, de ter sustentado a afirmação da existência de inúmeros mundos e de que a Terra gira em torno do Sol.
Acusaram-no, ainda, de acreditar na reencarnação e não no inferno, e de ter afirmado que até os demônios seriam salvos, um dia, conforme a lei de evolução do Espírito, e de que a magia (entenda-se mediunidade) é lícita e de que os profetas e apóstolos eram magos (entenda-se médiuns).
Giordano Bruno, uma das figuras mais representativas da Renascença, preferiu ser queimado na fogueira, em 8 de fevereiro de 1600, pela Inquisição, a abjurar (leia-se: negar) suas ideias que, hoje vemos, não eram fantasias, mas verdades insofismáveis. Sobre sua atitude, ele afirmou: “Por enquanto ficariam felizes com a minha abjuração, mas viver também significa percorrer um longo caminho que me afastaria de Deus!”  Em Roma, no local de seu martírio, há uma estátua que eterniza o seu amor à verdade.
O amor à verdade é uma das características do ser humano do bem, de tal maneira que, como se lê em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no XVII, item 3, sob o título “Sede Perfeitos”, o ser humano de bem, interroga sua consciência sobre os próprios atos; pergunta se não violou essa lei; se não cometeu o mal; se fez todo o bem que podia; se não deixou escapar uma ocasião de ser útil; se ninguém tem de se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo aquilo que queria que os outros fizessem a ele”.
Espíritos assim, já chegam ao mundo preparado. Não é fácil caminhar-se para o cadafalso ou a fogueira tendo-se a certeza de que se poderia escapar dessa morte. “Mentir, abjurar, que importa, quando está em jogo a própria existência?” – diria um Espírito fraco. Os bons Espíritos são amantes da verdade, acima de tudo. Diz ainda O Evangelho que:  “O Espiritismo não veio criar uma nova moral, mas facilitar aos seres humanos a compreensão e a prática da moral ensinada por Jesus, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. A verdade de cada um está conforme a sua evolução espiritual. 
A verdade dos fracos é frágil  e sem consistência, enquanto a verdade dos fortes é firme e límpida. Assim deve ser a palavra do espírita, uma verdade calcada nos ensinos de Jesus, à luz da Doutrina dos Espíritos.
Muito embora não se diga dona da verdade, a Doutrina dos Espíritos, sem dúvida, tem a chave que abre as portas do saber, pois os seus ensinos não se baseiam no pensamento ou interpretação pessoal deste ou daquele homem, desde ou daquele fundador, mas na interpretação clara dos Espíritos Superiores que transmitiram a Allan Kardec que os codificou em cinco importantes livros, a saber:  O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e por último,  A Gênese.
Estudando estas obras, podemos distinguir a Verdade e a mentira, diante da enxurrada de informações falsas que nos são impostas diariamente por um grande número de falsos mestres e falsos profetas. Para eles, a ocasião é propícia, pois os jornais, as rádios, as  televisões, nunca estiveram de portas abertas para eles como atualmente. Mas, se estudarmos as obras dos Espíritos e nos esclarecermos, saberemos separar o joio do trigo ou a mentira da verdade. Instruamo-nos e nos amemos como nos recomenda o Mestre Amado Jesus e conheceremos a Verdade, por quem Giordano Bruno foi sacrificado.

Fonte:
Jornal “O Imortal” – 6/2018
Artigo de Altamirando Carneiro
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 02/07/2018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

RELATO DE UM BANDIDO DO BRASIL




 
Disse ele: Se eu tenho o que eu quero, na hora que quero, por que trabalhar e ganhar uma miséria de um salário mínimo. A lei brasileira está sempre do meu lado; porque, se eu for preso, ela me dá assistência, e dá para a minha família, uma bolsa superior ao salário de miséria que recebe o pobre trabalhador.
Se roubar um carro e a polícia me persegui, eu destruo  o carro da vítima e não pago nada por isso; se eu mato um pai e deixo a mulher viúva e os filhos órfãos,  vai ser na minha casa que os direitos humanos irão para dar assistência social e psicológica para mim e minha família; se dou porrada em alguém e tomo o celular e os policiais me prenderem e me derem um tapa, no dia seguinte estou solto pela audiência de custódia e os policiais ainda vão responder por terem me agredido; se eu for preso por estelionato e for arbitrada fiança, eu pago com o dinheiro das minhas vítimas e ainda saio sorrindo da justiça e das vítimas; se eu estuprar mulheres ou crianças, logo aparece um monte de PHD de psicologia  dizendo que sou débil mental e fico solto para fazer tudo novamente; se sou de menor idade, posso roubar, estuprar e matar: eu fico por 3 meses a custa do governo, com psicólogo e o que é melhor ainda, quando fizer 18 anos, minha ficha fica limpa.
Pra que trabalhar e me cansar se o tráfico e o crime me dão o que quero e me tornam importante da noite para o dia?  É por isso que nós eleitores, estamos em busca de candidatos que se elejam, para mudar essa situação, porque os políticos que já foram eleitos e se reelegeram, até hoje não fizeram nada e não ser promessas que nunca cumprem, e agora, ainda tem candidato falando em soltar esses bandidos.
Fonte:                                                                         Internet   -  Jc.  -   São Luís, 12/10/2018

domingo, 30 de setembro de 2018

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA




  Allan Kardec apresenta-nos em sua obra a seguinte classificação dos mundos quanto ao grau de evolução:
Mundos Primitivos – em que encarnam pela primeira vez os espíritos imperfeitos que estão  nessa categoria;
Mundos de Expiação e Provas -  Predominância do mal sobre os bons, por serem lugares de exílio  dos espíritos rebeldes à lei de Deus;
Mundos Regeneradores -  nestes mundos não mais existem expiações por serem mundos transitórios;
Mundos Felizes  - Predomínio do bem, não havendo mais provas e expiações e os espíritos trabalham para o bem comum;
Mundos Celestes ou Divinos -  morada dos espíritos que já estão purificados; neles só existe o bem.
Dentre as classificações indicadas por Allan Kardec, a Terra encontra-se no estado de mundo de provas e expiações, ou seja, superou apenas o primeiro estágio que é o de mundo primitivo. Somos ainda muito atrasados no que tange ao progresso moral e espiritual. Neste planeta ainda há o predomínio do mal sobre o bem, até que seja revertido com a evolução dos espíritos nele encarnados. A Terra fornece exílio aos espíritos que necessitam passar por provas e expiações, que são as condições depuradoras, porém dolorosas.
Mas afinal, o que são provas e expiações? – O espírito de Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, no livro “O Consolador” define esses dois conceitos: “A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da educação espiritual. A expiação é a pena imposta ao espírito malfeitor que cometeu um crime.”
As provas são, portanto, oportunidades concedidas por Deus para o progresso do espírito, ao passo que a expiação é imposta e visa ao resgate da falta e a reeducação do espírito faltoso. Devemos ter ciência de que Deus não é algoz, mas apenas aplica esse recurso aos espíritos que ainda são como crianças em pleno desenvolvimento, incapazes de compreender o que seria mais útil para a sua evolução. Esse mecanismo é a prova da misericórdia divina, que oferece a condição de crescimento a todos, através dos próprios méritos.
Em face destes esclarecimentos podemos então compreender porque na Terra existem tantas mazelas como guerras, escravidão, exploração, miséria, crimes, epidemias, pobreza, doenças incuráveis, desastres naturais e diferentes formas de desencarnes coletivos. “As provas e expiações ou qualquer nome que se lhe dê, o resultado deve ser o mesmo: a melhoria do espírito.” (Revista Espírita de setembro/1863)
Como já foi dito, a Terra é um mundo de provas e expiações, com tendência a evoluir para um mundo de regeneração; por isso os Espíritos Superiores têm-nos alertado que para subir para mundo de regeneração, é necessário que seus habitantes também evoluam para que possamos habitar os mundos superiores que aguardam por nós.
Mas, quando essa transição se efetivará? A resposta para essa pergunta não é tão fácil como gostaríamos que fosse, pois não existe um tempo predeterminado para um evento dessa grandiosidade. Podemos considerar que as transformações são graduais e ainda contínuas. Ela tende a ocorrer na mesma velocidade do progresso dos espíritos que habitam o planeta. Para nós, julgamos um tempo considerável, mas para a espiritualidade o que conta é o tempo que levarmos para a transformação moral.
Os Espíritos Superiores nos orientam que em virtude da atual reencarnação de milhares de espíritos evoluídos para essa transição, e outros milhares de espíritos transviados que terão suas últimas oportunidades na Terra, um período muito difícil vai passar a humanidade, com o aumento da criminalidade, da corrupção, da imoralidade, da ganância, em que a ética e a moral estarão comprometidas. Chegaremos ao fundo do poço e só então, após essa fase conturbada e de dores é que a transformação irá de fato ocorrer.
“Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, os crimes, a corrupção, a sensualidade, os escândalos e o desamor atingirão níveis jamais imaginados, enquanto as enfermidades degenerativas, as cardiopatias, os transtornos de conduta, os cânceres, os vícios, fruto das paixões das criaturas que lhes sofrerão os efeitos; e após tudo isso, lentamente surgirão os valores da paz, do amor, da harmonia entre as pessoas, da saúde, da alegria, da integração ao espírito cósmico da vida.”
Muitos serão exilados para outros mundos de provas e expiações por causa dos seus atos criminosos, e muitos outros poderão continuar na Terra e desfrutar de um mundo de regeneração, onde não existirá mais o mal. Cabe a cada um de nós iniciarmos essa mudança que queremos ver no mundo. Não é preciso realizar grandes feitos ou fazer mudanças vultosas; basta apenas que sigamos a recomendação de Jesus de fazer o bem e sejamos portadores da paz e do amor. É sempre possível fazer o bem através de gestos simples; seja com um sorriso, com uma palavra amiga, uma ajuda desinteressada, ouvindo a quem necessita desabafar, ou apenas silenciando diante de uma ofensa. Devemos construir um futuro melhor, fazendo boas obras nos dias de hoje, como “um trabalhador da última hora.” É plantando o bem e o amor aos nossos semelhantes que teremos o merecimento para habitar um  dia os mundos felizes, de que nos fala Jesus...

Fonte:
Jornal “O Imortal” –  9/2018
Artigo de André Luiz Alves Jr.                                           + Supressões e modificações.               

Jc.
São Luís, 25/9/2018