terça-feira, 25 de junho de 2013

A FÉ CONSISTENTE






Se não dermos consistência à virtude da Fé, não teremos entusiasmo e coragem para levar avante, no campo material ou espiritual, tarefas e obrigações, deveres e responsabilidades, na execução segura de nosso programa de crescimento com e para Deus. O Evangelho, repositório sublime de eternas verdades, está repleto de exemplos de fé consistente, nos quais revela a pessoa da “Fé na própria fé”. Há também no Evangelho, exemplos de fé vacilante, fruto da imaturidade espiritual.

No pensamento da mulher, que sofria havia doze anos, um fluxo sanguíneo: “Se eu apenas lhe tocar as vestes (de Jesus), ficarei curada”, há prova de muita fé, de fé legítima. Quando desceram um paralítico pelo telhado, para que Jesus o curasse, quatro homens demonstraram a fé legítima. E o Senhor, vendo-lhes a fé, disse ao doente: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. O cego de Jericó, insistindo em altos brados: “Filho de David, tem misericórdia de mim”, acreditava na própria fé. Nas palavras de Jesus: “Vai, a tua fé te salvou”, o fato é acentuado; isto é: o valor da fé é confirmado. A expressão; “Senhor, se quiseres, podes purificar-me” dita com humildade por um leproso, diante de Jesus, constitui afirmação de “fé na fé”, de fé consistente. Na passagem em que dez leprosos suplicam a Jesus e foram curados, apenas o que voltou à sua presença, tinha fé legítima, e agradeceu. Jesus então lhe diz: “Vai, a tua fé te salvou”.

Porém, o exemplo de maior fé consistente, está narrado por Mateus, cap.8 vs. 5 a 13, que diz o seguinte: “Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a Ele, um centurião (comandante de cem soldados) e rogou-lhe: “Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, padecendo horrivelmente”. - Disse lhe Jesus: “Eu irei curá-lo”- Mas o centurião respondeu: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas dize somente uma palavra e o meu criado há de sarar, porque também sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um; vai ali, e ele vai; a outro vem cá, e ele vem; e ao servo, faze isto, e ele o faz”. Jesus ouvindo isto admirou-se e disse aos que o acompanhavam:  “Em verdade vos afirmo que nem em Israel (entre meus irmãos) encontrei tamanha fé”. Então disse Jesus ao centurião: “Vai-te, e como creste, assim te será feito”. E naquele mesmo momento, sarou o criado.

Qual é o médico que, sem ver o doente, sem o examinar, sem fazer exames, sem inquirir ao doente, ou da pessoa que o assiste, pode dizer categoricamente: Eu irei curá-lo? – Sabemos que os médicos podem dizer, ao serem chamados para atender a um doente: - Eu irei vê-lo e tratá-lo; porém dizer “Eu irei curá-lo”, nunca, porque não sabem o estado do doente. Somente um Espírito Superior, com as qualidades de Jesus, poderia dizer e fazer curas a distância sem ver o paciente. O Evangelho registra também, como dissemos, casos de  “falta de fé na própria fé”, caracterizada na atitude vacilante.

Estando Jesus a pregar, um homem se aproximou dele, lançou-se de joelho aos seus pés, e lhe disse: “Senhor, tem piedade de meu filho, que está lunático e sofre muito, porque ele cai ora no fogo ora na água. Eu o apresentei aos vossos apóstolos, mas eles não puderam curá-lo”. E Jesus lhe respondeu, dizendo: “Trazei-me aqui essa criança”. E Jesus tendo ameaçado o espírito malvado, ele saiu da criança, que foi curada no mesmo instante. Então seus apóstolos vieram ter com Jesus em particular e lhe disseram: “Por que não pudemos, nós outros  expulsar esse demônio?” – Jesus lhes respondeu: “É por causa da vossa incredulidade; porque eu vos digo em verdade: se tivésseis fé como um grão de mostarda ( uma das menores sementes) , diríeis a esta montanha: Transporta-te daqui para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível”.

Quando os discípulos, apavorados na barca, em pleno mar, acordaram Jesus, clamando: “Senhor, nos salva”. Demonstraram a fé vacilante, incerta, sem convicção, em fase embrionária, designada por Jesus como “pequena fé”. Noutra passagem, também no mar, encontramos adequada lição sobre a fé. Fitando Jesus, que andava sobre o mar, em tarde açoitada por ventania, pede Simão Pedro: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas”. E Jesus incontinenti diz: “Vem”. Pedro descendo do barco andou sobre as águas, e aproximou-se do Mestre. Reparando, porém, na força do vento, teve medo e, começando a submergir, gritou: “Me salve Senhor!” E prontamente Jesus, estendendo-lhe a mão, lhe disse: “Homem de pouca fé, por que duvidastes?”

Quando Pedro falou a Jesus: “Ainda que todos se escandalizem, eu não”, não possuía a fé vigorosa, consistente, que viria a revelar mais tarde. Jesus, reconhecendo o idealismo do velho pescador, identifica-lhe na alma sincera, a “pequena fé”, e avisa-o: “Em verdade te digo, que nesta mesma noite, antes que o galo cante, me hás de negar por três vezes”, o que efetivamente aconteceu, quando Jesus foi preso.

A fé consistente é o maior tesouro da alma. A fé é a luz que ilumina os nossos destinos. Ela não se compra nos templos, nem nos mercados, não se adquire por herança, nem se dá por esmola; porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o livre exame, sem convicção e sem o exercício do livre-arbítrio. A Esperança brilha como um astro no espaço infinito; a Caridade aquece, ilumina e ampara como o sol, mas a Fé só se obtém pelo conhecimento e cumprimento dos mais sagrados deveres. A respeito, disse Allan Kardec: “Fé verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da Humanidade”. É essa fé racional que a Doutrina dos Espíritos prega e proporciona para todas as pessoas.

A Fé é definida nos dicionários como Primeira Virtude; crença religiosa, convicção, confiança, certeza adquirida. A confiança nas próprias forças nos torna capaz de executar coisas que não se poderia fazer, quando duvidamos. Noutra concepção, a fé se diz da confiança que se tem, no cumprimento de uma ação; da certeza de se atingir um fim. A fé, não se prescreve nem se impõe; porém, não há ninguém que esteja privado dela. A fé precisa de uma base que é a inteligências ou o conhecimento perfeito daquilo em que se deve crer; e para crer, não basta ver, é preciso também entender, compreender e comprovar.

Até então, a fé só era compreendida sob o aspecto religioso; na crença dos dogmas particulares das diferentes religiões, pois todas as religiões têm os seus artigos de fé. Nesse aspecto, a fé pode ser cega ou raciocinada. A fé cega, não examina nada, aceita o falso como verdadeiro, e se choca, a cada passo contra os fatos, a razão e a ciência; levada ao excesso produz o fanatismo. Quando a fé está sobre o erro, ela mais cedo ou mais tarde, se desfaz se destrói; enquanto que, a fé verdadeira tem por base a verdade; é a única imbatível, consistente, porque não tem nada a temer do progresso das luzes, porque o que é verdadeiro na obscuridade, o é igualmente em plena luz.

Jesus que realizou curas milagrosas mostrou o que pode o ser humano fazer, quando tem fé consistente, isto é, quando existe a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode realizar. Não é isso o que acontece a todo instante e em todos os dias de nossa existência? Precisamos ter fé em Deus, na Sua misericórdia, na Sua bondade e também na Sua justiça. Não precisamos da fé nas nossas orações e súplicas, para que elas possam nos beneficiar? Não precisamos da fé nos nossos atos diários e nos nossos empreendimentos? Quem é que vai se submeter a uma operação ou a um concurso, que não apele para a fé, que vai se sair bem? Quem é que faz uma viagem aérea e não acredita que chegará a seu destino? – A fé, faz parte do nosso dia a dia, e por isso ela é a Virtude Primeira.  

A fé pode ser humana ou divina, segundo apliquemos nossas faculdades; às necessidades terrenas ou às aspirações espirituais. O ser humano para realizar alguma atividade e triunfar, precisa ter fé para lhe aumentar as possibilidades. A pessoa de bem, crendo em seu futuro melhor, pratica nobres e belas ações, na certeza da felicidade que o espera. Nós, crentes, cristãos, evangélicos, espíritas, temos fé na vitória do bem, mais cedo ou mais tarde, porque cremos que esse é o determinismo divino. Esperamos e confiamos, na luta, na alegria e no sofrimento, sem desesperar, porque sabemos que nenhuma das ovelhas confiadas pelo Pai a Jesus, se perderá.

Observamos os desajustes humanos com tristeza, mas a fé consciente e consistente na Divina Providência, nos faz continuar trabalhando, servindo e amando, na esperança de dias melhores para a Terra, pois sabemos que no leme da nau, que é o mundo, está Jesus, o Mestre Comandante, nos convidando à Fé imbatível, inabalável, consistente, que remove montanhas...

Existem muitas pessoas sem fé que, quando falam de religião costumam dizer: Deus é um assunto muito sério e complexo e como não tenho tempo para analisar, aceito tudo e não reprovo nada, e assim, quando morrer e chegar à porta do Céu; se Pedro me perguntar se fui religioso na Terra, responderei que sim. Se ele me disser que a fé legítima é a da Igreja Católica, eu responderei que comungava, confessava e assistia a missa. Se ele me disser que a fé está no Protestantismo, eu lhe direi que assistia o culto, pagava o dízimo e sempre lia a Bíblia. Se ele me disser que a fé ardente é a da  Umbanda, eu direi que acendia a minha vela, assistia cerimônias e homenageava os “pretos velhos”. Porém, se ele me disser que a verdadeira e consistente fé está na Doutrina dos Espíritos, ainda uma vez mais, eu direi: Freqüentava os Centros Espíritas, ouvia as palestras, tomava os passes e bebia a água fluidificada... Outras pessoas acham que não precisam de nada mais a não ser freqüentar alguma religião, sem maiores compromissos, que já estão aptas a irem para o paraíso.

Muitas pessoas, iguais a essas, na realidade não são religiosos e nem possuem a fé consistente pregada por Jesus. São elas apenas caçadoras de interesses pessoais e vantagens celestiais. Também não estão com essas atitudes, enganando a ninguém a não serem elas mesmas, pois ao desencarnarem, esperançosas de um lugar no céu vão se defrontar com a ilusão que criaram para si. É por isso que muitos espíritos que desencarnam na Terra, acalentando ocupar um Céu fabricado e comprado, sem valores morais ou merecimento, retornam desiludidos e decepcionados à atmosfera terrena influenciando os seus parentes e amigos.

Por que não lhes apareceu nenhum guia e esses espíritos não puderam prosseguir para frente e para o alto?  Será que o Caminho ensinado por Jesus não existe? – O caminho, e a ascensão espiritual sempre existiram ligando os dois planos de vida. O problema é que o aparente “crente” sem fé e também sem obras, mudando de rumo e de crença constantemente, de conformidade com seus interesses e conveniências, fingindo professar ao mesmo tempo uma ou várias religiões, não se preocupou em atender as recomendações de caridade e amor ao próximo, preocupado exclusivamente em garantir a sua entrada no Céu.

Se tivesse cumprido as Leis de Deus de caridade e amor ao próximo, por meio da palavra amiga, do gesto fraterno, da oração benéfica do auxílio material aos necessitados, certamente que teria merecimento e seria amparado na sua chegada à Espiritualidade. Faltou-lhe o exercício da fé acompanhada da caridade e do amor desinteressado ao seu semelhante. Não é pulando de galho em galho, igual a um religioso sem fé, que vai garantir melhorar sua situação, quando passar para o outro lado da vida.

A fé deve ser sempre acompanhada da esperança e da caridade. Por isso Jesus sempre que beneficiava uma pessoa, se servia destas palavras: “A tua fé te curou” ou “A tua fé te salvou”. Porém, das três virtudes, A Caridade é a que mais depressa nos leva a evolução. Por isso o discípulo Paulo, afirmou: “Se eu tiver fé do tamanho de uma montanha, falar a língua dos anjos, mas se eu não tiver a Caridade, eu nada tenho”. Conta-se até uma pequena fábula de dois viajantes que seguiam uma estrada que levava ao destino de ambos. Devido a intensas chuvas, o riacho que deveriam atravessar estava muito forte. O que fez eles? O primeiro como era religioso, pôs-se a orar pedindo ajuda para seguir caminho e ficou sentado, esperando que viesse a colaboração do céu. O segundo, embora não fosse muito religioso, pediu ajuda espiritual e ficou pensando numa maneira de atravessar o rio. Logo lhe veio à inspiração de cortar alguns paus e fazer uma jangada, e assim fez. Dentro de algum tempo, ela estava pronta, e ele sobre a jangada e impulsionando com uma vara, atravessou o rio e chegou à outra margem, seguindo sua viagem. O outro ficou orando, crente de que a sua fé faria o milagre de transportá-lo até o outro lado. Moral da lenda: O primeiro na sua indolência, por ter fé vacilante, achou que o Céu ia resolver o seu problema; o segundo foi ajudado pelo Céu, com a intuição e trabalhou para resolver a sua situação.

Assim também acontece com muitas pessoas que ficam a esperar que tudo se resolva, sem quererem tomar nenhuma atitude. Existe até um ditado que diz: “Ajuda-te, que o Céu te ajudará”.


Que a Paz do Senhor nos ampare e reforce a nossa fé para ajudar os nossos irmãos.



Bibliografia:
Livro “Evangelho Segundo o Espiritismo”
    “     “Parábolas e Ensinos de Jesus”


Jc.
28/10/2000                                                                                                                   
Refeito em 24/06/2013




sexta-feira, 21 de junho de 2013

BENEDITA FERNANDES





 Ela foi um marco na história dos hospitais espíritas. Oitenta anos de funcionamento de um hospital, em atividades ininterruptas, iniciada por uma pioneira espírita, é fato deveras marcante. Este ano transcorrem 130 anos do nascimento de sua fundadora, Benedita Fernandes, vulto que colaborou para a construção de uma das marcas que caracterizam Araçatuba (SP), quando a cidade tinha apenas 20 anos de existência. Ela fundou uma obra assistencial que sensibilizou a população e começou a registrar de forma concreta a prática da benemerência, da solidariedade e da orientação espiritual.
 Benedita Fernandes nasceu em Campos Novos da Cunha (SP), num povoado entre             Guaratinguetá e Parati, nos altos da Serra do Mar, no dia 27 de junho de 1883, e desencarnou em Araçatuba no dia 9 de outubro de 1947. Sabe-se o mínimo sobre sua família, pois Benedita perdeu o contato com ela em virtude de seu desequilíbrio mental/espiritual. Pela sua cor e considerando-se a região de seu nascimento, certamente ela era descendente próxima de escravos.
Nos anos de 1920, ela foi curada da subjugação espiritual por um carcereiro da cidade de Penápolis (SP), que era espírita. A partir daí, ocorreu profunda transformação na sua existência. Ela chega a Araçatuba com o propósito de trabalhar pelo próximo e, no então Patrimônio de Dona Ida, atual bairro Santana, juntamente com outras lavadeiras – pessoas simples e de pouca instrução – deu início ao atendimento a pessoas, na época, consideradas “loucas”, e a crianças abandonadas.  No dia 6 de março de 1932, fundou a Associação das Senhoras Cristãs que originou o atual Hospital Benedita Fernandes. Surgia a primeira obra assistencial espírita da cidade e da região, bem como um dos marcos históricos do Movimento Espírita.
Durante os 20 anos de sua profícua atuação assistencial e espírita naquela cidade, Benedita manteve também a Casa da Criança, o Asilo Dr. Jaime de Oliveira, o Albergue Noturno e as Escolas Mistas, todos funcionando na Rua Newton Prado, próximos ao lugar onde está situado o atual Hospital. Também foi pioneira nos esforços de união dos espíritas, com a fundação da União Espírita Regional do Noroeste, nos idos de 1942, ação antecessora da movimentação que gerou a fundação da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, em 1947.
Benedita conquistou o respeito e a admiração do povo e das autoridades, de políticos locais e de governadores do Estado. Ela era muito procurada por pessoas que recorriam à sua assistência espiritual e autoridade moral, que conquistou pelo trabalho dedicado e desinteressado aos semelhantes. Depois de prestar um atendimento domiciliar à nossa bisavó materna nos idos de 1939, conta Antônio Cesar Perri de Carvalho, alguns de nossos familiares foram visitar as obras de Benedita, até como gratidão pela assistência espiritual recebida e entre outras observações “viram uma doente mental toda contorcida
que ao ouvir as palavras de Benedita, alusivas à fé e à bondade de Deus, juntou as mãos como se estivesse orando”.
No Movimento Espírita, Benedita tinha amizade e contato, nos anos 1930, com Cairbar Schutel, que publicava noticias sobre as suas obras em “O Clarim”, e, na década seguinte, com Leopoldo Machado – um dos grandes líderes espíritas do País -, que escreveu várias vezes sobre ela, principalmente no citado periódico. Num desses artigos, Leopoldo faz registro importante de um depoimento de Benedita:  Houve um tempo em que meus passes e minha água fluídica andaram curando muita gente. Quase me canonizaram por isso! Minha santidade crescia á medida que as curas se operavam. E eu, embora passando por santa, já não tinha as mesmas horas livres para tratar de minhas crianças, de meus obsidiados. Acontece, ainda, que os doentes só pensando na sua cura, egoisticamente, em si mesmos,  não aceitavam explicações, não respeitavam horas de consultas. Acabei com a santidade e com os passes e água fluídica, vendo meus amigos, que ser santa é o diabo!...
Frases simples e de efeito, mas com fundamentação doutrinária, surgia sempre, o que refletia sua lucidez espiritual. Certa vez em visita à Fundação Pestalozzi, em Franca (SP), no ano de 1979, o médico e educador Tomaz Novelino relatou-nos que ele e Benedita estiveram presentes a uma reunião sobre tratamento de doentes mentais. Na oportunidade Benedita, fazendo referência à “moda da época”, de que o obsidiado deveria desenvolver a mediunidade, arrematou sabiamente:  “ao invés de desenvolvidos, vão é acabar envolvidos...”  A lucidez doutrinária da pioneira pode ser comprovada com a leitura do capítulo “Dos inconvenientes a perigos da mediunidade”, de o Livro dos médiuns.
Por outro lado, a título de contribuição para as reflexões, principalmente dos dirigentes espíritas, destacamos que o exemplo marcante da pioneira e a expressão de suas obras não impediram que ocorressem momentos de dificuldades e até de tentativas de deturpação de suas obras. Anotamos a preocupação em artigo escrito, após a superação dos problemas: “Os vários tipos de crises que o Sanatório Benedita Fernandes passou nos últimos cinquenta anos sugerem algumas reflexões sobre as instituições assistenciais em geral.  Sem considerar a complexa questão da administração de instituições, como os hospitais que envolvem várias nuances eminentemente técnicas, no momento, é oportuna a avaliação doutrinária também para o movimento espírita. Em absoluto não estamos criticando, mas realizando uma análise depois de ponderável período de tempo. Esse não é o primeiro caso conhecido,  em que o labor assistencial, desvinculado do Centro Espírita
 apresenta problemas sérios.  Há situações que a obra chega a se descaracterizar. Assim, é sempre cabível a discussão sobre os objetivos reais das instituições espíritas e sobre suas formas de engajamento nos labores de construção de uma sociedade em novas bases e a ação sincrônica e fraternal com o movimento espírita”. 
Desde nossa juventude, continua Antônio, nutrimos admiração por seu vulto e divulgamos, logo após o aparecimento, a psicografia de Chico Xavier, de 1963, intitulada “Num domingo de calor”, assinada pelo Espírito Hilário Silva, referente á Benedita Fernandes, na qual ela é chamada de “abnegada fundadora” e “mulher admirável”. Em 1967, propusemos a comemoração dos 20 anos de sua desencarnação e, em março de 1982, promovemos a “Semana Benedita Fernandes”, patrocinada pela então União Municipal Espírita de Araçatuba, com palestras alusivas ao Jubileu de Ouro da obra da homenageada, nas dependências do Sanatório, nos Centros Espíritas da cidade, e oferta de painel, alusivo à obra de Benedita, no Museu local. Na oportunidade, lançamos o nosso livro “Dama da Caridade”, biografia da homenageada, editado pela União Municipal Espírita de Araçatuba.
Surgiram mensagens de Benedita, psicografadas por Dolores Bacelar – dirigente e médium que atuou na cidade do Rio de Janeiro - , que nos relatou episódios interessantes, relacionados com o trabalho da seareira paulista; e também por Divaldo Pereira Franco, inclusive no ambiente de nosso lar, ainda em Araçatuba. Os exemplos de Benedita e as mensagens espirituais de sua autoria foram utilizados por muitos expositores, entre eles, Mário da Costa Barbosa, que trabalhou na área de assistência social espírita nos Estados de São Paulo e do Pará.
Há muitos anos já havia referência à atuação espiritual da pioneira em várias regiões do País e conhecemos instituições que a homenageiam, designando-se Benedita Fernandes, em cidades de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.
A mulher simples e humilde se transformou num marco na cidade de Araçatuba e região, e numa das referências históricas dos hospitais espíritas!


Bibliografia
Antônio Cesar Perri de Carvalho
Revista “Reformador” – 03/2013
+ Pequenas modificações.
Jc.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA FAMÌLIA




A família, como todos sabem, é o bem maior e mais valioso que Deus nos concede no processo reencarnatório. Por esse motivo a Doutrina dos Espíritos nos tem ensinado sobre o papel e a importância dessa instituição, que muitas pessoas só valorizam, quando a perdem.

Emmanuel  nos diz  que  habitualmente,  somos  nós  mesmos que  escolhemos  a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos, engenheiros, pedreiros e auxiliares. Chico Xavier afirmou também:  “chamamos a nós, antigos companheiros de aventuras infelizes programando-lhes a volta em nosso convívio e prometendo-lhes socorro e oportunidades, em que se lhes reedifique a esperança de resgates e evolução”. Outras vezes vemos dois seres nascidos de pais diferentes, serem mais irmãos pelos laços espirituais do que se o fossem pelos laços de sangue.

O ambiente familiar tem, pois, suas origens sagradas na esfera espiritual. Em seus laços, reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, na Espiritualidade, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva e de fraternidade real e definitiva. Preponderam nesse instituto divino, os elos do amor para alicerçar as experiências de outras existências. Mas, acorrem igualmente os ódios e as perseguições do passado tenebroso, a fim de se transformarem pela aceitação sanguínea, em solidariedade fraternal com vistas ao futuro.

Os integrantes das famílias humanas quase sempre, são espíritos vinculados ao casal, ora mais fortemente ao pai, ora mais ligados ao lado materno, em face das próprias necessidades de aprimoramento e auto corrigenda, resgate e progresso. Em vista disso, cooperam em ações decisivas, na aproximação dos futuros pais, que lhes possibilitem a nova existência pelos processos da gravidez, reclamando naturalmente, a quota de carinho e atenção que lhes é devida. Entretanto, pode acontecer que um mau espírito peça a oportunidade de renascer como filho/a de pais bons, na esperança de que seus conselhos e exemplos o encaminhem para uma jornada melhor, e, frequentemente, Deus concede essa solicitação, como registra “O Livro dos Espíritos” na questão 209. Falando de uma pessoa cujo caráter, gostos e inclinações não têm nenhum semelhança com  os de seus  parentes,  parece que ela  não  é da  família.   A animosidade e a rebeldia de certos filhos têm essa origem, como também pode ser que sejam espíritos endividados ou credores, uns dos outros, que precisam vir na mesma família, para que sejam efetuados os resgates necessários para a evolução de todos.

Os pais podem melhorar os espíritos dos filhos a quem deram nascimento e que lhes foram confiados, através de conselhos, orientações e exemplos, pois esse é o dever. Os maus filhos são uma prova para os pais, prova essa que pode ser vencida, se os pais encararem os filhos, não como um peso, mas como uma oportunidade real de progresso para todos os envolvidos.

Na questão 385 do “Livro dos Espíritos”, podemos colher os esclarecimentos a que entendamos o porquê e a finalidade da existência da infância. As crianças – ensina o Espiritismo – são os seres que Deus envia em novas existências, dando-lhes novas aparências da inocência. Mesmo em uma criança cujo espírito é mau, suas faltas são desculpadas com a não consciência dos seus atos. Essa inocência não representa uma superioridade; é tão somente a imagem de que elas deveriam ser, quando crescerem, e se não o forem, é sobre esses espíritos que as animam que recai o resgate. Se não fora assim, o amor dos pais seria enfraquecido à vista do caráter inferior e rude do filho/a; enquanto que, crendo-os dóceis e bons, dão-lhes toda a sua afeição e os cuidam de todas as atenções. Logo, porém, que os filhos não têm mais necessidade dessa assistência, por terem crescidos, seu caráter real reaparece em toda a sua realidade. Conservam-se bons, se já eram espíritos com alguma evolução, ou se revelam com as suas deficiências, ocultas na infância, se são espíritos atrasados.

A infância tem, ainda, outra utilidade. É que os espíritos reencarnam para se aperfeiçoarem, e a fraqueza da pouca idade, os torna flexíveis e acessíveis aos conselhos da experiência e dos bons exemplos, daqueles que os devem fazer progredir. É quando se pode reformar seu caráter e reprimir suas más inclinações. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual deverão responder. Por isso a infância na existência, não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda é a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.

A missão dos pais é um dever muito grande, que obriga a ter responsabilidades muito mais do que pensamos. As questões de nºs 208, 582 e 928 do “Livro dos Espíritos”, tratam com detalhes do assunto. Deus coloca o filho/a sob a guarda dos pais, para que estes o dirijam no caminho do bem, e facilitou a tarefa dando ao filho/a uma organização frágil e delicada, que torna acessível a todas as impressões. Entretanto, há pais que se ocupam mais com outros assuntos, sem assumirem o trabalho de encaminhar e cuidar do caráter do seu filho/a. Se este fracassar, carregarão a pena e os sofrimentos tanto o filho como os pais, porque não fizeram o que tinham de fazer encaminhando-o para o caminho do bem. 

Com respeito ainda á responsabilidade dos pais com relação aos filhos, é importante ter em mente a seguinte questão formulada por Kardec aos Espíritos Superiores, sob o nº. 892: “Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, são os pais desculpáveis por não terem por eles a ternura que teriam no caso de serem bons?” Resposta dos Espíritos: “Não, porque isso é um fardo que lhes é confiado, e a missão dos pais é fazer todos os esforços para reconduzi-los ao bem. Estes desgostos são também com freqüência resultado dos maus hábitos que os pais deixaram os filhos tomarem desde pequena idade: eles colhem então a semeadura da indiferença que dispensaram aos filhos”.

Evidentemente, ensina a Doutrina dos Espíritos, se o filho se torna mal apesar dos cuidados e exemplos dignos dos pais, estes não serão responsáveis. Entretanto, quanto mais as disposições da criança forem más, mais penosa é a tarefa e maior será o mérito dos pais, se conseguirem desviá-la do mau caminho. A natureza deu à mãe, o amor para com o seu filho, no interesse de sua evolução. Se entre os animais, esse amor é limitado às necessidades materiais, e cessam quando os cuidados se tornam inúteis, entre os seres humanos, esse amor dos pais pelos filhos, persiste por toda a existência, comportando um devotamento e uma abnegação que constituem uma virtude, e muitas vezes, perduram até mesmo após a morte física que os separa.
Existem, no entanto, casos em que a mãe odeia o filho, às vezes até antes do nascimento. Por que isso ocorre?  – Responderam os Espíritos Superiores: “Algumas vezes é uma prova escolhida pelo espírito do filho, ou uma expiação (resgate), se ele foi mau pai ou mãe em outra existência. Em outros casos, a mãe má, não é senão um espírito inferior, que se esforça por dificultar a existência do filho; mas essa violação das leis da natureza, pela mãe, não ficará impune, e o espírito do filho será recompensado pelos obstáculos que haja superado”.

Orientam ainda os Espíritos na questão 888: “Todo Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento e sua situação como reencarnante ou errante, está sempre colocado entre um superior que o guia e o assiste, e um inferior diante do qual tem os mesmos deveres a cumprir”. Os laços da família espiritual não são destruídos pela reencarnação, como pensam muitas pessoas. A reencarnação apenas os separa momentaneamente, e após a volta para a Espiritualidade, os espíritos afins se reencontram. Frequentemente, esses espíritos que formam a família espiritual, se juntam numa mesma família, ou num mesmo círculo familiar, para trabalharem em conjunto, o progresso de todos.

É bem conhecida a posição de Kardec e dos instrutores espirituais acerca da importância da educação principalmente para a reforma do ser humano e do mundo em que vivemos, assunto em que o lar e a família têm influência decisiva.

Tratando das mazelas sociais e das leis que são criadas para coibi-las, os instrutores espirituais asseveram que, infelizmente, essas leis visam punir o mal quando já praticado, e não combater o mal na fonte. Somente através da educação e da religião é que se podem reformar os seres humanos. E reformados não terão mais necessidades de leis tão rigorosas e de prisões. Esse é o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança e da paz para todos. Kardec não se refere a educação intelectual, pois o ser humano pode direcionar essa inteligência para fazer o mal, mas àquela que consiste na formação do caráter; a que dá hábitos saudáveis, porque a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.

Quando se observa na população, grande massa de indivíduos sem princípios, sem freios e entregues aos seus próprios instintos... podemos imaginar as consequências desastrosas que disso resultarão. Quando o ser humano receber a educação na família, terá no mundo hábitos de ordem, de respeito que lhe permitirá viver dias menos difíceis e dolorosos.

Allan Kardec na questão 775, do “Livro dos Espíritos”, pergunta a respeito dos laços de família e os Espíritos Superiores, respondem: “O relaxamento desses laços faria o recrudescimento do egoísmo”. Emmánuel,  pensa também desse modo ao dizer:” De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a existência”. É preciso que tenhamos em mente, no entanto, que a casa não é apenas um refúgio de alvenaria e madeira; é o lar onde a união e o companheirismo deve se desenvolver.

André Luiz diz que a paisagem social da Terra, se transformaria para melhor se todos nós, quando na condição de seres humanos, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos na rua. Enfeitemos o nosso lar com os recursos da gentileza e do bom-humor. Colaboremos no trabalho dentro do lar, tanto quanto possível. Sem a organização o companheirismo e a distribuição de tarefas, torna-se impossível conservar a ordem e o bem estar dentre de casa. Recordemos que precisamos tanto dos nossos entes queridos e familiares,  quanto eles precisam de nós. Os pequenos sacrifícios em família formam a base da felicidade para todos no lar.

Jesus nos ensina na passagem em que sua mãe e irmãos lhe procuram que existem duas espécies de família; as famílias pelos laços corporais e as famílias pelos laços espirituais; as primeiras são frágeis, como á matéria e se dissolvem com o tempo; as segundas, são duráveis, se fortalecem e se perpetuam no mundo espiritual, através das diversas existências terrenas. Jesus não negligenciou nenhuma oportunidade de dar um ensinamento; tomou a que lhe oferecia a chegada de sua família para estabelecer a diferença que existe entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual. Foi isso que Jesus quis fazer compreender, ao dizer aos apóstolos: “Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Divaldo Franco foi abordado certa vez, por uma mãe desesperada que lhe pediu socorro, por causa de uma filha que estava muito revoltada com ela. Divaldo disse-lhe que deveria durante o sono da sua filha, conversar e orar por ela, diariamente, até que a filha melhorasse. Essa situação muito atual, nos dias de hoje, leva muitos pais a consultórios médicos e psiquiatras, buscando socorro para os filhos com problemas de irritação, ansiedade, pavores, agressividade, timidez, etc. Diz um Espírito Superior que com essa atitude dos pais, principalmente da mãe, utilizando-se do período em que a criança dorme, para infundir-lhe coragem e anular as impressões negativas, conversando e envolvendo-a com amor, poderá minimizar e até eliminar os problemas. O inconsciente receberá as informações que serão arquivadas e posteriormente, irá reestruturando a personalidade infanto-juvenil. Não apenas o ato de falar, mas a vibração e a emoção da oração acompanhada da palavra é que fará alcançar o desejado.

O psicoterapeuta francês, Émile Coué, do Instituto de Educação Psíquica de Nancy, na França, dá o seguinte conselho aos pais: “Devemos contribuir para extinguir os defeitos e as qualidades negativas da criança, aplicando-lhe a sugestão da seguinte maneira:  “Todas as noites, assim que a criança adormecer, se achegar ao leito, com cuidado para não despertá-la, parar  a meio metro de distância, e dizer-lhe de quinze a vinte vezes seguidas, em voz baixa (murmurando), a coisa ou coisas que se deseja dela, como, que seja uma criança boa, fraterna e caridosa”. A orientação, portanto, é que a mãe converse com muito carinho com a criança enquanto dorme, dizendo-lhe que a ama muito e que como mãe fará o possível para ajudá-la. Que aproveite a oportunidade que o amor divino lhe concede para harmonizar-se e melhorar-se. Com fé em Deus, tudo vai melhorar.

Vivemos momentos dolorosos de agressividade acentuada. Por isso é necessário que nos melhoremos, amando um pouco mais e ensinando os nossos filhos a amarem também e serem pacíficos. Se assim fizermos, um dia as penitenciárias se esvaziarão e as armas ficarão inúteis, pois é pela elevação moral que se melhora um povo, uma nação, e não por leis...  Procuremos fazer a nossa parte, não importando a tempestade que existe lá fora, porque ela também vai passar e nova aurora vai surgir.
Hoje é o dia, agora é o momento, para que os pais demonstrem e pratiquem a boa-vontade, a amizade, a solidariedade e o amor, tanto para com os seus filhos como para os parentes, os amigos, e ainda, para todos que necessitem de uma oração, conforme nos ensinou o Mestre Amado Jesus. Quantas vezes já dissemos aos nossos filhos que os amamos?  uma, duas, mais vezes.. ou nunca dissemos que o amamos ? Por que? Porque também nunca ouvimos dos outros que somos amados? Vamos começar a botar para fora esse sentimento que guardamos e precisamos externar aos nossos entes queridos.

É sempre bom lembrar também aos pais que eles são responsáveis pelas almas que Deus os confiou como seus filhos, e devem ser seus amigos e confidentes sinceros, em qualquer situação, em qualquer tempo, em qualquer idade...



Que a Paz do Senhor permaneça em nossos corações.




Bibliografia:
“O Livro dos Espíritos”
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”
Divaldo Franco
Émile Coué




Jc.

S.Luis, 12/03/1996

REFLEXÕES SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TRANSPLANTES




vDoar órgãos é um gesto de amor e caridade no seu mais profundo sentido, desde que seja consciente e espontâneo. Ninguém deve sentir-se constrangido a doar seus órgãos, se a ideia não lhe agrada, se não está seguro de tal decisão.  Por isso, foi oportuna a Lei nº 10211, de 23/03/2001, que alterou dispositivos da Lei nº 9434/97, a qual dispensava a autorização da família, nos casos de doador-cadáver, uma vez que tornava ”doador presumido” ou “compulsório”, quem deixasse de registrar expressamente a sua condição de não doador.
A Doutrina dos Espíritos, tendo anunciado a lei do progresso, obviamente é a favor de todo avanço, seja de que área for, pugnando, entretanto, pela observação da ética. Logo, jamais poderia ser contra a doação de órgãos:       “As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas ideias que formavam de Deus”.  (Livro: A Gênese)
Há muito se estuda a questão ética sobre se o ser humano é ou não proprietário de seu organismo. No sentido ético-religioso, o homem não é dono absoluto de seu corpo, mas apenas usufrutuário dele, como o é de todos os bens materiais existentes, motivo pelo qual pode, de acordo com seu livre-arbítrio e sua consciência, colocá-lo a serviço da Medicina e do próximo, se as condições o permitirem. O corpo físico é o primeiro empréstimo que Deus concede ao Espírito para o seu aprimoramento moral e intelectual. Por que não permitir que esse bem precioso, que não mais será utilizado por quem acaba de desencarnar favoreça, por meio da doação de seus órgãos, a continuação da existência de outro Espírito encarnado, para que possa, em permanecendo mais tempo na esfera terrestre, aproveite as oportunidades de crescimento e de progresso, numa espécie de moratória?
O diagnóstico da morte encefálica, que não se confunde com o estado comatoso, é o critério científico válido, atualmente, para detectar a cessação da existência. A morte é um processo complexo, lento e gradual. A existência não pode ser entendida pela simples falta da presença de sinais vitais isolados em órgãos e tecidos, mas sim de elementos vitais estruturados que, em conjunto, formam a  concepção  da  desencarnação. Uma vez morto o  encéfalo,  não há quaisquer possibilidades de reanimar o indivíduo; embora os demais órgãos, como pulmão e coração, continuem a funcionar por certo tempo, para logo mais, assim como todos os demais órgãos, interromper-se o seu funcionamento. Por isso, é fundamental que os órgãos sejam retirados para doação antes que cessem os batimentos cardíacos e a respiração, que podem ser mantidos temporariamente por meios artificiais, logo após a morte encefálica, aumentando o fator tempo para a preservação das células dos órgãos a serem transplantados, o que também facilita a tomada de providências, inclusive médicas, jurídicas e logísticas indispensáveis aos preparativos e ao êxito da cirurgia de remoção e transplante.
Após a morte, o Espírito não tem consciência de si mesmo imediatamente depois de deixar o corpo, uma vez que passa algum tempo em estado de torpor, de perturbação, que nada tem de penosa para aquele que foi um homem de bem, que se conserva calmo até a fase de um tranquilo despertar. Portanto, se algum Espírito tiver que sofrer por algum motivo, após a morte física, quer haja cremação ou retirada dos órgãos para transplantes, o sofrimento será moral e não físico e acontecerá independentemente de ser ou não cremado ou doador, visto que ninguém sofre sem que haja descumprido as leis divinas. A intenção caridosa do doador de órgãos atrairá a atenção dos Espíritos bondosos, que lhe darão ampla assistência, conforme afirmam diversas mensagens recebidas do plano espiritual, inclusive no caso de aproveitamento dos órgãos de suicidas.
O transplante de tecidos, órgãos e partes do corpo humano é um procedimento terapêutico destinado a pacientes em situação de risco. Não se desconhece, por isso, a importância da doação desses elementos vitais ao ser humano. Segundo pesquisas mais ou menos recentes, a maioria da população é favorável à doação de órgãos com tais propósitos, entretanto, muitos têm receio de doar por uma série de razões, dentre elas: em caso de doação de órgãos, após a morte, pode o Espírito doador sentir incômodo ou dor, no momento da retirada desses órgãos? – Os sofrimentos de que padecem alguns Espíritos, conforme eles mesmos revelam, são as angústias morais, que os torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos físicos.
O Espírito recém-desencarnado pode se sentir lesado, se lhe retirarem, sem a sua anuência, os órgãos do corpo físico que habitou? – Se não houver disposição da última vontade da pessoa ainda viva, a esse respeito, tal direito transmite-se, automaticamente, aos parentes do desencarnado. Entretanto, se a família desconhecer a vontade do extinto, torna-se muito mais difícil tomar uma decisão desse porte. Por tudo isso, é de muita importância que comuniquemos aos familiares, desde já, nosso desejo quanto ao destino a ser dado aos órgãos, para que não haja, no futuro, perplexidade nem dúvidas quanto à nossa real pretensão.
Não existe o risco de erro médico, que poderia determinar a remoção dos órgãos antes da morte física; ou mesmo a provocação da morte, com fins ilícitos? - A possibilidade de erro de diagnóstico é remota, pois, no caso da retirada dos órgãos para os transplantes, a legislação exige a realização de vários exames clínicos especializados e diversos complementares, e inclusive repetitivos, sendo possível até o acompanhamento do médico da família, para checar se estão sendo tomados os procedimentos corretos. O fato de doar órgãos é um gesto de caridade e amor desde que seja com fins humanitários.
A tecnologia dos transplantes vem aperfeiçoando cada vez mais esse processo, vencendo o tradicional inimigo (a rejeição dos órgãos) e inclusive aprimorando o diagnóstico da morte física, sem prejuízo nenhum para o corpo celular, para o períspirito ou para o Espírito, que sempre recebe a proteção do Alto, por sua intenção benemérita.  Se houver algum erro médico, malversação ou má utilização dos órgãos doados, bem assim rebeldia do Espírito doador involuntário, esses fatos estarão situados na órbita da lei de Causa e Efeito.
A existência é um dos bens mais preciosos que existem, mas todos, sem exceção, estamos fadados à morte física. Não há outro meio de aprender a conviver com ela, senão compreendendo a finalidade da própria existência e pautando o nosso viver de acordo com as leis divinas. No momento de uma decisão importante como essa, coloquemo-nos no lugar dos potenciais receptores de órgãos; pensemos na mãe aflita que vê seu filho perecer por falta de um doador compatível; meditemos naqueles enfermos que, angustiados e sofridos, submetem-se, por exemplo, às máquinas de hemodiálise, à espera de um órgão, e não nos esqueçamos de que o não doador, de hoje, ele ou um seu familiar pode ser o receptor do amanhã. . .
Maiores informações sobre esse assunto pode ser encontrado no artigo cujo título é:  Doação de Órgãos.

Fonte:
Revista “Reformador” – maio/2013
Cristiano Torchi
+Supressões e  modificações

J.C.
São Luís, 7/6/2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

INFORMAÇÕES ÚTEIS OU PEQUENAS ORIENTAÇÕES




 SACOLAS RETORNÁVEIS – Nós sabemos que elas são a alternativa ecológica para as sacolinhas plásticas usadas em supermercados. Pesquisadores americanos descobriram que uma em cada 10 sacolas, possui a mesma bactéria encontrada nas fezes! Para você evitar o contágio dos seus alimentos, tenha uma sacola para carne e outra para as frutas, legumes e verduras. Lave-as com frequência!
O OVO – Por ser gorduroso ajuda no aparecimento de azia. Isso acontece porque esse tipo de comida (assim como carne vermelha e frituras) retarda o esvaziamento do estômago, dificultando a digestão.  Melhor não exagerar nessas comidas.
DIARREIA – Saiba que lavar as mãos de maneira errada pode causar até uma diarreia? Para fazer a higiene correta, tire os anéis e lave os dois lados das mãos, incluindo as pontas dos dedos, embaixo das unhas e até os pulsos.
INTERNET – Você pode ter problemas se seu filho/filha que tem amigos que só conhece pela internet, e não quer que você saiba disso. Fique de olho no histórico de páginas visitadas por ele/ela e não deixe marcar encontros com pessoas desconhecidas, pela internet.
PEDRAS NOS RINS - Cólica renal é provocada pelo mau funcionamento dos rins, que favorece a concentração de ácido úrico, magnésio e oxalato de cálcio na urina. Esse acúmulo de substâncias forma os cristais (pedras) que são arrastadas para o canal urinário causando a dor. Essas pedras bloqueiam as vias urinárias, aumentando a pressão da urina que quer passar, mas não consegue, a não ser por gotas pequenas. Como prevenção, beba de 2 a 3 litros de água por dia (chás de quebra-pedra, raiz de salsa e de hortênsia são recomendados) e também evitar o consumo exagerado de carne vermelha. Ajudam a evitar o problema, caminhadas e outras atividades físicas, e também o consumo de laranjas e abacaxis que contêm citrato – mineral que eliminam o risco de pedras nos rins.
ALIMENTOS PARA CONSUMIR COM MODERAÇÃO -  O tomate possui oxalato um dos componente das pedras, mas não precisamos aboli-lo do cardápio. Só não podemos abusar de catchup e de molhos prontos. O sal favorece a eliminação de cálcio pela urina, aumentando a chance de o mineral acumular nos rins. Não consuma mais de 6 gramas por dia (l colher de chá) e controle o consumo de enlatados. A carne vermelha O excesso de consumo de carne tem o mesmo efeito do sal; estimula a saída de cálcio pela urina. Doces O açúcar aumenta o Ph sanguíneo fazendo com que o cálcio saia dos ossos e seja eliminado pelos rins com o risco de pedras.

DERRAMES – Uma pesquisa da Universidade de Alabama, descobriu que pessoas que dormem menos de seis horas por noite, correm o risco quatro vezes maior de sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). Além disso, dormir pouco aumenta a pressão arterial, engorda, favorece o diabete e causa inflamações crônicas.  Aumente suas horas de sono.
ALIMENTOS IDEAIS – Maçã ajuda a regular o intestino; morango e uva têm efeito antioxidante e desintoxicante; laranja, limão e tangerina, limpam e desintoxicam o fígado e agem no metabolismo das gorduras; abacaxi auxilia na digestão, além de possuir efeito diurético; ameixa melhora o funcionamento do intestino.
ORIENTAÇÕES  PARA  NOVAS  MÃES
Cada criança tem um jeito próprio de desenvolver-se. Desenvolver-se é crescer, aprender e fazer coisas novas, diferentes.
1-      Seu filho ou sua filha deve começar a mamar logo após o seu nascimento. A alimentação proporciona ao bebê alimento e carinho. Ela já sente, aprende e gosta que falem e cantem enquanto cuidam dela. Até os 6 meses de idade, o leite materno é o único alimento necessário;
2-      Aos 2 meses, a criança responde ao sorriso com outro sorriso. A  amamentação protege o bebê e ajuda a desenvolver sua inteligência. Coloque a criança em diversas posições e mostre-lhe  objetos coloridos. Leve-a ao Serviço de Saúde para o acompanhamento e a vacinação;
3-      Aos 4 meses, a criança fica de bruços, levanta a cabeça e os ombros. Comece a dar-lhe outros alimentos. Ela gosta de colocar as mãos e tudo o que pega leva a boca. Seus brinquedos devem ser grandes para que não caiba na boca e também limpos. Coloque a criança em vários lugares, mas atenção porque ela começa a rolar  e pode cair;
4-      Aos 6 meses, ela vira para o lado do barulho. Deve começar com duas refeições de sal, mas ainda precisa mamar. Converse com ela repetindo os sons que ela faz. Coloque-a no chão para se movimentar melhor. Olha e pega tudo: cuidado com coisas pequenas para não engasgar;
5-      Aos 9 meses, ela se arrasta ou engatinha. Brinque com seu bebê de fazer caretas, bater palminhas,: mostre alegria com o que ela for aprendendo. Converse com ela e ensine-lhe o nome das coisas e pessoas. Com essa idade ela é muito curiosa e não deixe ao seu alcance: remédios, coisas pequenas que podem ser perigosas;
6-      Com 1 ano de idade, já fala duas palavras. Sua criança já come a comida da casa, mas precisa comer mais vezes que um adulto. Ela brinca de bater, encaixar e empilhar objetos. Vai aprendo o nome das coisas. Suas vacinas estão em dia?
7-      1 ano e 6 meses, já anda sozinha e gosta de brincar com água. Ajude-a lavar as mãos e a escovar os dentes. Deixe que use a colher e o copo (preferencialmente de alumínio ou plástico duro). Comece
     a tirar a fralda e ensina ela a usar o peniquinho com paciência;
8- Com 2 anos, já sabe empilhar as coisas. Ela gosta de brincar com coisas variadas e com outras crianças. Já tem vontade própria e fala muito a palavra “não”. Já sobe e mexe em tudo: cuidado com o fogo, cabos de panelas, tomadas elétricas e outras coisas que podem criar problemas;
9-       Com 2 anos e 6 meses, já fala frases curtas. Gosta de cantar, batucar, imitar pessoas, animais, carros e brincar de “casinha”. Ensine sua criança a dizer seu próprio nome e converse sempre com ela. Ela aprende muito pela imitação: o exemplo dos adultos é muito importante. Cuidado com acidentes no trânsito;
10-       Com 3 anos, já desenha bolinhas. Sua criança precisa de outras crianças e de espaços para brincar, correr e pular. Ajude a vestir-se e a calçar os sapatos, está aprendendo a contar e conhecer as cores e gosta de rabiscar;
11-       Com 4 anos, ela já inventa e conta histórias. Adora ouvir histórias, aprender canções, ver livros e revistas. Tem atração pelo fogo, cuidado! Ensine sua criança a ser organizada, a cuidar de si e do lugar onde vive. Ajude-a para que ela aprenda melhor e possa ir crescendo com bons exemplos e sentimentos.

12-       Seja feliz e faça sua criança também...
AS VACINAS E AS IDADES:
Ao nascer – BCG-ID  (dose única, evita formas graves de tuberculose) e de
Hepatite B (1ª dose, evita a Hepatite B);
2 meses – Pentavalente (DTP + Hib + HB), poliomielite inativada; oral de rotavirus humano (VORH) e vacina Pneumocócica 10 (1ª dose, evita difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções, poliomielite ou paralisia infantil, diarreias por rotavírus, pneumonia, otite e outras doenças causadas pelo pneumococo.
3 meses  - Vacina meningocócica C (1ª dose, evita doenças causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C (que ataca o sistema nervoso);
4 meses  -  Pentavalente (DTP + Hib + HB), poliomielite inativada; oral de rotavíris Humano (VORH) e vacina Pneumocócica 10 (2ª dose, evita as doenças já mencionadas em 2 meses);
5 meses  -  Meningocócica C (2ª dose, evita: vide informações de 3 meses);
6 meses - As mesmas vacinas  aplicadas em 4 meses (3ª dose, evita as mesmas doenças já mencionadas em 2 meses);
9 meses  - Vacina contra febre amarela (dose inicial evita a febre amarela);
12 meses  - Tríplice viral (SCR) (1ª dose, evita sarampo, caxumba rubéola)   e vacina Pneumocócica 10 (reforço, evita Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo);
Crianças até 10 anos de idade
15 meses  -  Vacina Tríplice Bacteriana  (DTP)  (1º reforço,  evita  difteria o
tétano e coqueluche); vacina oral Poliomielite (reforço, evita poliomielite ou paralisia infantil); vacina Meningocócica C  (reforço, evita doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C);
4 anos   -   Vacina Tríplice Bacteriana (DTP) (2º reforço, evita difteria, tétano e coqueluche); vacina Tríplice viral (2ª dose, evita sarampo, caxumba e rubéola);
10 anos  -  Vacina contra febre amarela (reforço, uma dose a cada 10 anos)
Obs. A vacina contra febre amarela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes de viagem.

Vacinas para adolescentes  - O vírus da hepatite B pode ser transmitida por sangue e relações sexuais. Por isso, o infectologista Simão Ferreira alerta: “Antes dos jovens começarem a prática sexual, as três doses da vacina devem ter sido tomadas”.

11 a 19 anos  -  1ª Vacina c/Hepatite B (Três doses, sendo que a 2ª dose deve ser tomada 30 dias depois e a 3ª, 6 meses depois, evita a Hepatite B); 2ª Dupla tipo adulto (dT) (uma dose a cada 10 anos, evita difteria e tétano); 3ª Tríplice viral (SCR) (duas doses, evita sarampo, caxumba e rubéola); e  a vacina de febre amarela  tomada de 10 em 10 anos;

Vacinas para Adultos

20 a 59 anos  -  Vacina c/Hepatite B (grupo vulnerável) (três doses, evita a Hepatite B);  vacina Dupla tipo adulto (Dt) (uma dose a cada 10 anos, evita difteria e tétano);  vacina Tríplice viral (SCR) (dose única, evita sarampo, caxumba e rubéola); e não esquecer a de febre amarela que deve ser tomada de 10 em 10 anos;

Vacinas para Idosos   “Entre as principais causas de morte de idosos estão a gripe e a pneumonia. Com a vacinação esses problemas diminuem bastante”, afirma Simão Ferreira.

60 ou mais  -  Vacina c/Hepatite B (grupo vulnerável) (três doses, evita a Hepatite B); vacina c/Influenza sazonal (dose anual, evita influenza sazonal
ou gripe); vacina pneumocócica 23-valente (Pn23) (dose única, evita infecções causadas pelo pneumococo); vacina Dupla tipo adulto (dT) (uma dose a 10 anos, evita difteria e o tétano); e não esquecer a de febre amarela que também deve ser tomada de 10 em 10 anos.

O PALAVRÃO  -  “A tendência da criança, principalmente as mais novinhas, é imitar os adultos. Elas reproduzem os palavrões muitas vezes até sem saber seu significado. Algumas são mais espertas e até sabem o significado do palavrão, mas a maioria das crianças repete por repetir mesmo. Saiba como ampliar o vocabulário da criança, ensinando-a a expressar a raiva sem ser mal-educada, seguindo as sete questões”, alerta a pedagoga Natália Molina da PUC-SP. 1ª- O que fazer quando a criança fala palavrão pela primeira vez. R- Se não foi dito de forma clara, finja que não ouviu para não chamar a atenção ao fato. 2ª- E se ela continuar falando palavrão? R- Nesse caso os pais têm de impor regras, limites. Podem proibir alguma coisa de que a criança goste, por exemplo: Proibir de ver o desenho que ela gosta, mas tem de cumprir o determinado, por mais que  doe em você a punição. Ela tem de saber que vai perder alguma coisa se continuar desobedecendo. 3ª- Os pais devem explicar o que o palavrão significa? R- Na maioria das vezes, ela nem tem ideia do que está dizendo. Pode até entender em que situação se fala aquilo, mas não entende o significado. É melhor não explicar para não reforçar o uso do palavrão. 4ª -  Quando a criança começa a falar palavrão? R- Geralmente com 2 ou 3 anos, ela já repete um palavrão e o risco já está lá. Corrija desde cedo. 5ª –
Hoje a garotada fala mais palavrão do que antigamente. Por que? R- As palavras que a criança aprende não tem nada com os tempos modernos. A linguagem da criança está ligada ao ambiente onde ela vive, ou seja, se a família fala palavrão á criança repete. Segundo a especialista, algumas crianças e adolescentes conseguem separar as coisas, evitando o palavrão.
6ª- Se os pais não falam palavrão, devem afastar o filho/filha de quem fala? R- Quando é alguém da família ou um amigo mais próximo, os pais podem pedir para a pessoa não falar palavrão na frente da criança. Porém, seu filho/filha não pode ser isolado do mundo, mas não dá para deixar o palavrão virar um hábito para ela. 7ª- Certos adultos costumam achar graça ouvir a criança falar palavrão, é certo rir disso? R- Se achar engraçado e não conseguir se controlar, evite que a criança perceba isso. Ela pode pensar que está agradando e aí vai repetir outras vezes. Fique atento no trânsito,  pois é muito comum sair  gritando  grosserias,  porque
as crianças estão no banco de trás...  E por fim, não se esqueça de que toda criança sempre imita os adultos em sua volta. Dê bons exemplos...
Existem certos pais que dão bebidas alcóolicas para suas crianças e acham graça, porque estão bebendo com amigos. O simples fato de estarem bebendo em sua presença já representa um perigo e induzi-las ao álcool é o mesmo que encaminhá-las a serem futuros alcóolatras, além de ser um péssimo exemplo, com sérias consequências para toda a família. O mesmo acontece com o  “inocente” cigarro.

10 ALIMENTOS SUPERPODEROSOS  - Tudo o que comemos interfere no nosso  bem-estar, na disposição, na saúde e até mesmo no nosso humor. O segredo é não excluir nem exagerar em nada. Eis os alimentos que não podem faltar em sua mesa:  1º- A cenoura pelo alto teor de betacaroteno, é um vegetal anticancerígeno, contendo ainda potássio e vitamina A. Com grande quantidade de betacaroteno que previne o envelhecimento precoce, beneficia a visão e aumenta a imunidade do corpo e  associada a vitamina A, protege a pele dos raios ultravioleta. Coma na salada ao menos duas vezes por semana;  2º- Açafrão-da-terra é um tempero que tem alcaloides, terpenoides e flavonoides que agem contra o envelhecimento precoce. Usa-se em carnes, aves, arroz e no feijão; 3º- As frutas vermelhas como o morango, amora e framboesa contêm bioflavonoides, que defendem o sistema imunológico. Consuma as frutas frescas ou em forma de suco diariamente; 4º- O mamão papaia é fonte de cálcio, necessário para a contração muscular associada à ereção masculina e ao orgasmo feminino. A fruta ainda é rica em vitamina C, que dá força e disposição; 5º- O Arroz integral além de ser fonte de fibras, selênio, vitaminas E e do complexo B, é rico em silício orgânico;  6º- A gengibre possui gingeróis e as vitaminas A, B3 e B6, selênio e zinco que garantem energia e afastam o cansaço. Basta comer duas colheres de sobremesa ao dia; 7º- A linhaça contém o fitoquímico lignana, ótimo para acabar a fúria dos dias de TPM e ainda fazem o intestino funcionar melhor. Basta uma colher de sopa por dia;  8º- Os peixes, salmão, atum, cavalinha e arenque são ricos em ômega-3, que auxilia na oxigenação das células cerebrais e reduz o risco de perda de memória. Coma duas vezes por semana;  9º- A pimenta vermelha tem capsaicina que aumenta a capacidade de derreter gorduras durante os 20 minutos após a refeição. Ainda alivia dor de cabeça, controla o nível de glicose no sangue e ajuda no tratamento da rinite. Pode ser consumida em molho;  10º- A soja é rica em isoflavonas, tem ação estrogênica capaz de prevenir a osteoporose. Suas proteínas reduzem o colesterol diminuindo o risco de doença cardiovascular. A dose recomendada por dia é de duas xícaras (chá). Complemento: A beterraba, o tomate, a melancia e o pimentão são ricos em licopeno, que reduz o risco de câncer de próstata, combate o envelhecimento e ajuda a eliminar toxinas do corpo...

CONHEÇA OS ALIMENTOS QUE AJUDAM NA FERTILIDADE  -  Veja o que comer para aumentar as chances  do teste  marcar positivo:   A  aveia ajuda  o  sistema nervoso a trabalhar melhor; reduz a ansiedade,  fornece energia  e  dizem possuir efeitos afrodisíacos; “o Chá-verde aumenta as chances tanto do homem quanto da mulher, porque ajuda a combater o estresse devido à presença de bioflavonoides , importantes para a manutenção dos  óvulos e espermatozoides saudáveis”, explica Liliane Oppermann, nutróloga de SP;  Ostras e frutos do mar são riquíssimo em zinco, mineral que contribui para a boa formação dos hormônios sexuais, principalmente  os masculinos. São importantes porque participam  da formação do sêmen, além de colaborarem na produção e na secreção da testosterona; “As Castanhas são cheias de ômega 3 6 e 9, que revertem possíveis inflamações no organismo que atrapalham a fertilidade, e de zinco, indispensável para a formação dos hormônios” informa Inty Davidson nutricionista SP;  Inhame  este vegetal leva a um aumento na taxa de fecundidade. Acredita-se que ele estimule a produção de mais de um óvulo por ciclo reprodutivo.  Quem, por algum motivo, tem o desejo de ser mãe, mas não está disponível para isso agora, deve pensar em congelar seus óvulos. “O ideal é fazer isso antes dos 35 anos de idade” diz Chedid Grieco.

PRESSÃO ALTA  -  Saiba como proteger sua saúde e de sua família da hipertensão, uma das maiores causas de derrames e infartos, e descubra os alimentos que devem ser evitados, informa Beatriz Levischi.

1º- Riscos. A pressão alta pode causar lesões graves no coração, nos rins e no cérebro. “É uma das principais causas do infarto, derrame e insuficiência renal”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto diretor do hospital das clínicas. 2º- Diagnóstico. Como não apresenta sintomas alarmantes, ele é feito a partir da medição da pressão arterial: Há problemas quando os valores são maiores de 14 por 9. Fique atento!  3º- Prevenção. Filhos de pais hipertensos devem se preocupar ainda mais em praticar atividades físicas, comer menos sal, evitar estresse, não fumar e controlar o peso. Uma redução de até 15% do peso já melhora a pressão arterial. Exemplo: Quem pesa 100 kg e perde 10 kg (10%) já se sente menos cansado e com menos dores. Vale o esforço. 4º- Alerta!  Atenção, a cada três brasileiros, um sofre de pressão alta. A doença é responsável por 40% dos infartos e 80% dos casos de AVC, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão. 5º- Tratamento. Hipertensão não tem cura, mas controle para evitar complicações. O tratamento inclui hábitos de vida saudáveis e remédios indicados pelo médico, entre eles o Losartana potássica.

                                   O SAL E A HIPERTENSÃO
Durante muito tempo, o sal foi apontado como um grande vilão para o coração, responsável pelo aumento da pressão arterial. Porém, pesquisas realizadas na Bélgica revelaram que quem como mais sal não tem mais risco de desenvolver hipertensão. Essa informação reacendeu as discussões sobre a relação direta do sal e a hipertensão arterial. Entenda o assunto que é uma polêmica mundial:
Afinal, qual é o efeito do sal sobre a pressão arterial?
O que é pressão arterial? – O sangue bombeado pelo coração exerce certa pressão nos vasos sanguíneos. A pressão arterial seria, portanto, a resistência que o sangue encontra para circular pelos vasos. A pressão arterial ideal é 12/8, ou seja pressão sistólica (mais alta) igual a 120 mmHg, e diastólica (mais baixa) de 80 mmHg.
O que é a hipertensão? – É o aumento da pressão arterial, o que causa diminuição da elasticidade dos vãos sanguíneos. Com isso, pode-se provocar uma sobrecarga do coração, rins e cérebro, aumentando os riscos de derrame, infarto e outros problemas. A hipertensão é diagnosticada quando for aferida, em repouso, como maior que 14/9, durante três dias diferentes.
Qual o papel do sal no organismo? -- O sal é importante para o controle da passagem de fluidos e de ions pelas células, mantendo a pressão osmótica delas. O cloreto de sódio é também um dos responsáveis pelos mecanismos elétricos do organismo. A falta ou o excesso desses compostos pode interferir no equilíbrio entre líquidos e substâncias do corpo.
O cardiologista Hélio Castello esclarece que, em 90% dos casos, a pressão alta possui causas genéticas e os outros 10% costumam ser por conta de distúrbios hormonais, renais, etc. O grande problema do sal é que o excesso de sódio no organismo é um dos diversos fatores de risco que podem precipitar o aparecimento da hipertensão em pessoas que já possuem tendência genética para desenvolvê-la. “Hoje existem adolescentes de 16 anos, ou até menos, que já apresentam pressão alta agravada por conta de fatores ambientais”, alerta o especialista. O que acontece é que o sal puxa água, ou seja, favorece a retenção de líquidos nos vasos sanguíneos, aumentando as chances de endurecer suas paredes e precipitar a hipertensão.
Para o cardiologista, os estudos realizados na Bélgica são apenas estatísticas, mas servem para alertar que a hipertensão não é agravada por um fato isolado. Aliás, Castello ressalta que nenhuma doença acontece por um único fator, mas sim por um conjunto deles. No caso da hipertensão, não basta apenas controlar o sal, é preciso também estar atento à ingestão de gordura (fator ainda mais perigoso, pois pode causar entupimento dos vasos), o consumo do cigarro, o sedentarismo, a diabetes, obesidade e estresse.
O mais importante é mudar o estilo de vida como um todo (alimentação, exercícios físicos, etc.), para melhorar o conjunto e não apenas um aspecto da saúde do organismo.
Controle o consumo do sal – As pessoas hipertensas ou com tendência genética para tal podem limitar o consumo do sal à medida de uma tampinha de caneta BIC (cerca de 1g) por dia. O Ministério da Saúde assinou um termo de compromisso com a indústria alimentícia que deve definir o teor máximo de sódio a cada 100 gramas dos produtos, estabelecendo um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos. Para saber mais detalhes sobre o acordo, acesse o site do Ministério: www.saude.gov.br.
Fonte:
Revista “Mulher Dia a Dia” nº 31/2012

Oito passos para evitar a pressão alta.  1º- Consuma menos sal e evite alimentos ricos em sódio. Observe o rótulo: acima de 7% do valor diário já é perigoso;  2º- Tire o saleiro da mesa, assim você evita a tentação de polvilhar mais sal antes mesmo de ter experimentado a comida;  3º- Utilize temperos naturais, tanto frescos como desidratados. Salsinha, coentro, alecrim, alho...  4º- Prefira alimentos frescos em vez de comprar uma lata de ervilha e prepare molho caseiro de tomate;  5º- Coma alimentos ricos em potássio presente na banana que ajuda a dilatar os vasos, reduzindo a pressão;  6º- Inclua na dieta mais frutas, verduras e legumes, comendo pelo menos cinco porções ao dia, que significa uma concha uma unidade ou um cacho; 7º- Reduza o consumo de gordura saturada da carne gorda,  pele de frango, leite integral, creme de leite e de
 animais que engordam, e o aumento de peso provoca a pressão alta;  8º-  Evite os produtos industrializados que são os campeões de sódio (usados nesses casos como conservantes).

TROQUE O SAL POR TEMPEROS NATURAIS, que são os grandes aliados da saúde, tais como:  Alecrim, ideal para sopas, ovos peixes legumes e vegetais, podendo ser usado também em carne de porco e aves, que estimula a circulação e a digestão;  Alho e cebola,  que podem ser usados no preparo de todos os pratos. O alho ajuda a controlar a pressão e os níveis de colesterol e a cebola diminui os riscos de trombose e aterosclerose; Hortelã, confere sabor a sucos e chás, vinagrete e saladas verdes, combatendo a dor de estômago e tem ação diurética e digestiva;  Cebolinha, muito usada em molhos, massas, omelete, carnes e peixes, contendo vitaminas A e C e auxiliando nas gripes e doenças respiratórias e facilita a digestão;  Coentro, ideal para peixes, carnes, sopas e legumes, sendo fonte de cálcio, fósforo, ferro e vitamina C, indicado em casos de diarreias, além de ser vermífugo e estimulante das funções digestivas; Manjericão,  Da à comida um aroma agradável e é bom para temperar frango, sopas, massas e molhos à base de tomate, tendo ação diurética e auxilia no tratamento do diabetes;  Manjerona, indicada para o preparo do arroz e legumes cozidos, estimulando a digestão e tem efeito calmante; Orégano,  é usado para aromatizar pizzas, pães, feijão molhos, omelete, assados, peixe, aves, queijos e como aperitivo, ajudando a combater enjoos e gases;  Salsa,  pode ser usada em qualquer tipo de comida; carnes,  peixes, legumes, saladas, sopas e molhos. É rica em vitaminas A e C e minerais, possuindo ação diurética e digestiva; Tomilho, pode ser usado para aromatizar carnes, molhos e pães, acentuado o sabor de peixe e frango. É rico em magnésio, vitaminas C e do complexo B, sendo digestivo e reduzindo o colesterol evitando o envelhecimento precoce.

CINCO VERDADES SOBRE O LÚPUS

1ª  Ela é uma doença inflamatória crônica autoimune que altera o sistema imunológico e pode levar à disfunção ou falência de órgãos e sistemas.
2ª  Os sintomas são:  febre,  mal-estar, fadiga, dor no corpo, ínguas, perda
do peso ou inchaço, dores nas juntas, aftas, lesões na pele e perda de cabelos, quando se manifesta exteriormente.
3ª Acredita-se que a doença se manifesta devido a fatores genéticos, hormonais, ambientais e alterações imunológicas.
4ª  Além das lesões na pele, compromete as juntas, o funcionamento do rim e a circulação sanguínea.
5ª  É necessário consultar um médico reumatologista. O tratamento é feito por meio de medicamentos, uso oral um deles é o Reuquinol 400mg.

SE VOCÊ SE LIGA EM HORÓSCOPO, veja qual é o seu signo:  Capricórnio (22/12 a 20/01);  Aquário (21/01 a 19/02);  Peixes (20/02 a 20/03);  Áries (21/03 a 20/04);  Touro (21/04 a 20/05);  Gêmeos (21/05 a 20/06);  Câncer (21/06 a 21/07);  Leão (22/07 a 22/08);  Virgem 23/08 a 22/09);  Libra  23/09 a 22/10);  Escorpião (23/10 a 21/11);  Sagitário (22/11 a 21/12); boa sorte.

O ATO DE PENSAR  “Quem não se ocupa se preocupa”, palavras do escritor Oto Lara Resende. É exatamente isso o que acontece! “Cabeça vazia, advogado do diabo” diz o ditado popular. Se você pensar “que dia lindo” ou “que dia chato”, acredite, seu dia será exatamente o reflexo do que pensou. Por isso vigie seus pensamentos porque eles sempre podem gerar
 um efeito tanto positivo quanto negativo. Só depende do que você pensa.
APRENDA A OUVIR CRÍTICAS - Como disse o escritor americano Norman Peale: “O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica. Por isso. Prefiro crescer com os erros ao invés de me gabar com meros aplausos”.


Obs: Estes assuntos foram retirados de várias revistas “Ana Maria”.
Os assuntos “Alimentos que ajudam na fertilidade e o horóscopo” foram retirados da revista “Corpo a Corpo”, edição novembro/2012.
Pequenas alterações e complementos.

Jc.
São Luis, 24/12/2012
Refeito em 10/06/2013