domingo, 11 de agosto de 2019

O NOSSO MUNDO ATUAL






 
Sabemos pelas informações da Espiritualidade que estão reencarnando, há algum tempo, no planeta, muitos Espíritos evoluídos, para fazerem a transformação do mundo e também outros ainda inferiorizados que estão tendo suas últimas oportunidades de se reabilitarem. Torna-se fundamental os cuidados e os exemplos para a educação deles, a fim de que possamos orientar e educar esses espíritos, que são vítimas, muitas vezes, da incúria ou do desmazelo dos seus pais, que estão mais preocupados com o sucesso social do que com a felicidade dos filhos. Chico Xavier, certa vez comentando sobre a violência, disse: “O que mais dói ver na periferia das cidades, não é tanto a fome, mas a ignorância; porque a ignorância é que é a responsável pelos arrastões. Se pudéssemos, ao invés de distribuir sopa, gostaríamos de distribuir trabalho. Se pudéssemos criar escolas edificaríamos e instituiríamos cursos diversos profissionalizantes, procurando tirar das ruas, que são as Universidades do Crime, essas crianças, resolvendo o problema da miséria social e moral que nos desafia.”

Por que há tanta violência no mundo? – A violência atual é própria de um mundo de provas e expiações. Muitos indivíduos ainda se deixam dominar por seus instintos inferiores e cometem crimes porque não têm consciência do bem ou do mal, assim como o desconhecimento da vida espiritual colabora para o desequilíbrio emocional e moral de muitos, que se deixam envolver pelo mal. A banalização da violência nos jornais e na mídia reforça condutas agressivas e só tem destaque porque tem audiência significativa. A violência física nos lares é produto da vibração prejudicial das novelas que estão cheias de exemplos negativos. Como autoeducação, vamos deixar de sintonizar esses programas de baixo nível, baixarias e voltados para o mal, escolhendo melhor o que entra em nossos lares. Quando não tivermos na TV um programa que possa nos instruir ou educar, outras opções existem para ocupar nosso tempo, inclusive, a leitura ou a conversação com os familiares. O aparente caos que se verifica na atualidade apenas demonstra o desespero dos que se recusam a aceitar a
marcha inevitável do  progresso que se  está desenvolvendo,

pois é fruto do amadurecimento moral e intelectual das novas gerações que estão chegando à Terra.

Se o progresso material espanta-nos, diariamente, e o aprimoramento apresenta-se mais lento, isto indica que falta-nos apenas a decisão individual de mudar no sentido do bem, de vencer as tendências inferiores, de lutar por ser melhor a cada dia, respeitando o semelhante e seus direitos. Todo esse conforto material trará condições para que a criatura humana tenha mais tempo para dedicar-se ao seu autoconhecimento e, verificando isso, interessar-se mais pelo amparo aos que se encontram ainda em situações difíceis de sobrevivência na Terra, fazendo assim a sua evolução.

Quando poderíamos imaginar ao tempo de Kardec, ou mesmo até a poucos anos atrás, o potencial das comunicações e da Internet? Quando poderíamos imaginar que discos magnéticos poderiam armazenar imagens, sons e movimentos, transformando-se em arquivos úteis e poderosos para uso de todos? Quem poderia imaginar a existência dos celulares e outras utilidades na atualidade? Falta, entretanto ao ser humano, acompanhar esse progresso e efetivamente mudar sua existência para melhor. Aprimorar os sentimentos, os relacionamentos, reconhecer nossa condição de seres espirituais, e o simples conhecimento da nossa imortalidade já nos deve provocar mudanças de comportamento.

Entretanto, o excesso de tecnologia que já existe no mundo, como uma verdadeira parafernália de instrumentos que lentamente vão substituindo o próprio ser humano, vem anulando-lhe a capacidade de pensar, raciocinar e agir. A comunicação virtual, diante do computador, isolando a pessoa do mundo de relacionamento humano, ajuda-o a sonhar e, em delírios inconsequentes, faculta-lhe viagens para fora, em conquistas afetivas, porém, distante das pessoas, sem uma correspondente convivência saudável, afetiva e emocional. A imaginação passa a substituir a relação pessoal, sentimental,
fantasiando  a mente com a  necessidade  de  encontrar o seu
parceiro ideal, sem a preocupação de,  por sua vez,  tornar-se
esse companheiro para aquele a quem busca. Lentamente uma grande aridez  está  tomando  conta  do  sentimento  humano,
produzindo á dolorosa e lamentável crise existencial que se observa nas pessoas. Essa situação está trazendo sérias dificuldades para o relacionamento humano...

Por outro lado observamos que o País vive entregue à corrupção, a ganância e a impunidade, à desordem, à vontade dos grupos dominantes, levando ao desespero milhões de pessoas dominadas, que não encontram condições de sobrevivência. Se alguém se incomoda com essa situação desastrosa, sem perspectiva, sem esperança para milhares de pessoas, e emite opinião contrária, logo surgem os defensores do regime vigente e de suas posições privilegiadas. Lamentavelmente, não vemos condições de melhoria a curto ou médio prazo dessa situação caótica, a não ser que surja um verdadeiro líder nacionalista que empunhe a bandeira da renovação moral, ou que de repente surja uma medida Celestial, para nos desviar do abismo para onde estamos sendo levados.

É natural que busquemos solução para os tormentos que  nos  afligem,  porém,  grande parte da sociedade se tornou imediatista, o que fez com que procurassem soluções rápidas, fáceis e sem esforço. Por causa disso, aparecerem espertalhões que prometem resolver todas as situações infelizes, como: amores não correspondidos, fortuna terrena fácil, curas milagrosas, e até lugares especiais no céu ao lado de Deus, desde que se tenha dinheiro para pagar, porque dizem que esse mesmo deus, deles, não dá nada de graça para ninguém.

A crescente falta de estabilidade, ameaçando o emprego de quem ainda o tem, fragilizando os laços de família, promovendo o aumento da marginalidade, associado a esse imediatismo, mostram que o processo de desagregação tende a aumentar, tornando-se uma epidemia global. O momento reclama de todos nós mudanças, moralidade, trabalho e acima de tudo, confiança na Providência Divina.

Há necessidade de nos prepararmos para mais tempos de adversidades, onde o bem será esquecido e o mal aclamado. É a crise que foi predita por Jesus. Hoje, mais do que nunca, precisamos manter a nossa fé e a esperança em Deus, para suportarmos esses tempos difíceis. Só com o amparo de Jesus, conseguiremos superar essas aflições e cumprir nossas tarefas de cristãos, até que a transição que trará mudanças necessárias conduza o mundo para uma nova ordem, fundamentada na moral e no amor, ensinados e vivenciados por Jesus.

Que a Paz do Senhor nos ampare nessa transição para que possamos nos manter fiéis aos nossos compromissos.


Bibliografia:
Jornal “A Voz do Espírito”
+ complementos

Jc.
S.Luis, 29/6/1999
Refeito em 04/6/2019                                                                                                                            

DÊ UMA CHANCE A VOCÊ MESMO





 
Certamente você já tenha feito perguntas a si mesmo, como as que estão abaixo:
De onde vim ao nascer?  Para onde irei depois da morte?  O que há depois dela? Por que uns sofrem mais do que outros?  Por que uns têm determinada aptidão e outros não?  Por que uns nascem em lares ricos e outros em lares pobres? Por que uns nascem cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem saudáveis e inteligentes? Por que, uns que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?  Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?...
A maioria das pessoas, vivendo a existência atribulada de hoje,  não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Elas se preocupam apenas com seus negócios, seus problemas particulares, seus prazeres, e acham que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de religiosos e de teólogos.
Quando tudo vai bem, elas nem se lembram de Deus, de agradecer por tudo de bom que lhe acontece; quando se lembram, é apenas para ir a um templo fazer uma oração, como se tal atitude fosse simples obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra, sem qualquer outro sentido. A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo será um desencargo de consciência, para estar de bem com Deus. Tanto assim, que muitas pessoas que se dizem religiosas, nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.
Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um infortúnio; uma queda financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença incurável – fatos que podem acontecer na existência de qualquer pessoa – não encontram em si mesma, a fé necessária, nem a compreensão e resignação para enfrentar o problema com coragem, caindo, invariavelmente, no desespero... E aí se perguntam?  Onde podem encontrar a orientação e a solução dos problemas?
Há uma Doutrina que atende a todos esses questionamentos. Ela se chama: Doutrina dos Espíritos.  O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-nos de maneira convincente e nos permitindo iniciar a nossa transformação íntima. Conselhos provocam mudanças, mas o primado é da reflexão. Ignoramos o tesouro que traz, os conhecimentos libertadores da Doutrina Espírita, um manancial que esclarece,  consola, orienta e que nos dá a base segura para prosseguir na jornada terrena. Ela não é um adorno, mas uma ferramenta de evolução, colete salva vidas nas situações difíceis, farol nas nossas indecisões e chave libertadora dos nossos medos, problemas e sofrimentos.
A prática espírita nos apresenta ferramentas que trazem autonomia ao religioso, como o estudo que fomenta a reflexão, a prática da caridade que abranda a consciência e o coração, e a assistência dos bons Espíritos para nos direcionar e auxiliar nas nossas dificuldades. . . É necessário reconhecer a dádiva que a Doutrina dos Espíritos nos proporciona na encarnação. Fórmulas mágicas, rituais, simbolismos e outros elementos naturais não podem nos escravizar. A prática espírita vem munida da reflexão vinculada à prática do bem e tem um caráter libertador, que nos possibilita prosseguir a passos firmes, no caminho da evolução.
Cada credo, cada segmento religioso trabalha a espiritualidade dos seus adeptos de acordo com a cultura, com a afinidade, a sua conveniência e a história e o seu grau de entendimento. A Doutrina Espírita apresenta um caminho que possui os elementos necessários para a nossa libertação e crescimento espiritual, nos possibilitando avançar com firmeza, fé e determinação, a caminho de nosso Pai Celestial. Quem nunca esperou uma palavra orientadora e consoladora dos Espíritos?  O convite está feito e a Doutrina é um dos caminhos que nos permite isso de maneira autônoma, consciente, rumo á evolução que realizamos pouco a pouco, dia a dia, existência a existência...
Fonte:
Federação Espírita do Paraná
Jornal “Brasília Espírita”-  5/6-2015
Marcus Vinicius de Azevedo Braga
+ Modificações e acréscimos.

Jc.
São Luís, 29/5/2015
Refeito em 16/5/2019

quarta-feira, 31 de julho de 2019

REFLEXÕES SOBRE OS VALORES





 
Vivemos num mundo conturbado por valores morais negativos. Nesta época de competições desenfreadas e desonestas; de jogos, loterias e bingos por toda parte; onde grande parte do povo acha que tudo é lícito para conseguir a posse efêmera e transitória dos bens materiais; só a Doutrina dos Espíritos nos ensina a conquistar pela Verdade, Bondade e Amor, os bens imprescindíveis, legítimos e eternos, que nos darão a felicidade, que o dinheiro da Terra não compra o ladrão não rouba a traça não rói a ferrugem não ataca e o tempo não consome e nem a morte arrebata, conforme nos asseverou o nosso mestre Jesus.

Nos tempos atuais, em que o valor da criatura humana está invertido, porque desceu da cabeça, sede da inteligência e da razão, passou pelo coração, sede da virtude, do sentimento e do amor, e, foi alojar-se nos pés; isto porque o homem ou a mulher que chuta uma bola de couro cheia de ar, com certa habilidade, tem muito mais valor e ganha muito mais do que um sábio, um cientista ou um missionário, que sacrificam a existência, em favor da humanidade e de muitos ingratos; só a Doutrina Cristã-Espírita, identifica e reconhece o mérito das verdadeiras criaturas de valor, enaltecendo e glorificando-as diante de Deus.

Nestes dias de frivolidades excêntricas, de rádios-manias, de um futebol agressivo, de festivais carnavalescos, de baixos valores, de promiscuidade, onde pessoas passam a cultuar com um fanatismo exagerado, os ídolos de carne e osso, que se exibem por toda parte, com requebros e malabarismos, ao som enervante de músicas estridentes, alucinantes, com letras na maioria vazias de conteúdo e as vezes imorais; parece que os filhos de Deus, exilados neste mundo de provas e expiações, perderam mesmo o significado da existência e o bom gosto pelas coisas simples, boas e belas; somente a Doutrina dos Espíritos nos orienta para  os  exemplos  dignificantes
da existência terrena.

Na atualidade, em que uma luta de boxe, espetáculo deprimente da barbárie, exibida pela televisão, em que duas pessoas, por posses terrenas, se agridem, chegando às vezes até a se matarem; imitando os tempos bárbaros dos gladiadores da antiga Roma, assistida e aplaudida por milhões de pessoas, que vibram com o sofrimento alheio, numa afronta aos nossos princípios cristãos; só a Doutrina Cristã-Espírita, nos dá a noção perfeita e exata de tudo aquilo que é nobre, bom, belo, grandioso e sublime, nos proporcionando a paz de espírito e o bem-estar.

Nestes dias, em que a luta pela sobrevivência, nos sobrecarrega de muitos trabalhos, problemas e responsabilidades, em que os verdadeiros valores morais são substituídos pelo “jeitinho” e pela “lei de Gerson”, que consiste em se levar vantagem em tudo e sobre todos, por todos os meios, incluindo a desonestidade, a ganância, as injustiças e também falta de respeito aos semelhantes; só a Doutrina dos Espíritos, nos conforta e nos dá a forças para prosseguirmos para a frente e para o alto, rumo aos planos espirituais elevados de que nos falou Jesus.

Parece que o mundo às vezes está à beira do caos e que não há mais jeito de melhorar. Ás vezes pensa-se que nada mais conseguirá reverter à confusão que se instalou. Outras vezes, nem é bom pensar, nem ler os jornais ou assistir os noticiários da televisão. Guerras, misérias, violências, crimes, corrupção, impunidade, privilégios, ganância, desumanidade e dor, são as manchetes de cada dia. Parece até que não há mais pessoas de bem e nada de bom neste mundo...

Entretanto, o bem existe. Ele não faz alarde, apenas acontece e não faz notícia. O amor ainda existe e impulsiona as pessoas ao seu progresso, à busca de sua espiritualidade, à caridade legítima e mantêm acesa a chama da esperança, porque Jesus está presente. Ele não se ausentou da Terra, como muitos pensam. Ele permanece a inspirar o ser humano para o seu destino de progresso, através dos seus ensinos.  Muitas e muitas vezes o ser humano infringe as Leis de Deus e recebe sempre o retorno do que praticou. O sofrimento e a dor não tem assim, uma função punitiva, mas sim, reparadora e educativa.

A destinação do ser humano é o bem, o progresso, o amor e a felicidade. A violência de todos os níveis em que se manifesta, é fruto da ignorância, da falta de amor, e da falta do conhecimento das Leis Divinas. A miséria social é decorrente da miséria moral. O ser violento e sem valores morais é alguém em profunda ignorância e miserabilidade espiritual, merecendo nossas orações.

Vivendo atualmente tantos problemas, as pessoas vão ficando mais pessimistas, mais descrentes e mais desanimadas. Parecem que estão esperando sempre grandes calamidades. Será que algum dia as coisas vão melhorar?- O pessimista só pensa assim, sem esperança em nada, nem nas pessoas e muito menos em Deus.  O pessimismo é um sentimento tão nocivo que nunca devemos estimular. Diante de tanta amargura, o pessimista chega à conclusão de que desse jeito não vale a pena viver... Quando é muito forte e constante esse sentimento, pode levá-lo até ao suicídio, e aí meus irmãos, o sofrimento aumenta.  

O mundo inteiro está em convulsões e o momento histórico que vivemos é típico dos tempos de avanço. Vivemos o final de uma era e, quando se vai reformar uma casa, primeiro é preciso quebrar o que está prejudicando para depois melhorar. É o que está acontecendo com o mundo atualmente. A sociedade não pode ir bem, quando o ser humano vai mal. Do ponto de vista prático, o pessimismo tem sido até de alguma utilidade. Acreditando que os governos não vão mesmo solucionar os problemas, resolve então as pessoas irem à luta por conta própria, mesmo reclamando de tudo e de todos. . .

Emmanuel nos esclarece sobre o momento atual, dizendo: “O materialismo está dominando muitas pessoas e espalhando a dúvida e o pessimismo em toda parte; mas existem os que conservam a sua fé; são os que sabem separar as coisas, e é com essa sabedoria que foge do pessimismo, apesar de todo o mal que os cerca. As ameaças de guerras, as enfermidades sem cura, as violências ameaçando a todos nós, os exemplos negativos de corrupção de quem deveria ser modelo, as provações e resgates que merecemos, devemos enfrentar com a certeza de que tudo há de passar com o tempo”, conforme a resposta de Maria de Nazaré a Chico Xavier.

Temos convivido com as crises reais e, muito mais intensamente, com as crises do “ouvi falar”. Melhor será para nós, se formos realistas; nem otimismo ilusório, nem pessimismo desencorajador. Que fazer então para que essa situação negativa não nos atinja? – É simples: Não valorizar tanto as desventuras, próprias do nosso planeta, por causa de nossas imperfeições. Quanto mais pensarmos e falarmos de coisas negativas, mais iremos atraindo vibrações negativas, que só nos prejudicam. Vamos trabalhar pela nossa melhora moral e espiritual, sem nos preocupar tanto com o que dizem por aí. Tenhamos fé para sabermos esperar que a “onda difícil” passe, porque tudo passa com o tempo. O que não pode acontecer é ficarmos parado, esperando que tudo nos venha do céu. Os que assim procedem não são otimistas nem pessimistas; são apenas preguiçosos e inúteis à sociedade da qual fazem parte.

Coube à Doutrina dos Espíritos relembrarem para toda a humanidade, a mensagem legítima de Jesus. Este, ainda é o grande esquecido, sempre trocado pelas convenções e pelas formas ritualísticas. Jesus não necessita de tantas celebrações mundanas; pede-nos apenas que pratiquemos a caridade ao próximo, o perdão sem cobranças, o bem que se possa faz e toda ação em nome do Amor, e não se admire se a pessoa mais feliz for você. A pessoa que é distanciada das aquisições dos valores morais e espirituais prioriza a existência física, fugaz e depois chora a sua própria imprevidência. Só nessas horas, recorda-se de que existe um Ser Superior que o ampara e protege e nessa hora certamente vai ouvir a voz de Jesus ressoando no seu íntimo, a dizer-lhe: “Filho eu estou contigo”.

Se existem pessoas que animadas de puro propósito se interessam em aprender as coisas boas que o Mestre Amado legou à humanidade, e que não se afinam mais com essas situações infelizes, é realmente um acontecimento notável e alentador. Certamente já se encontram um pouco adiante dos seus semelhantes. O nosso Pai Celestial certamente os amparará e lhes dará forças para perseverarem nos bons propósitos até o fim. Vamos, portanto, viver no mundo, deixando aos mundanos, os prazeres inferiores, porque a nós, outros prazeres virão ao praticarmos o amor e a caridade aos nossos irmãos necessitados. Vem a propósito, a advertência de Paulo, quando disse: “Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convêm, para nosso próprio bem”.

Precisamos estar preparados para enfrentar essas situações, sem nos envolvermos, sem vacilar nas nossas convicções e valores. Para que isso aconteça, é preciso termos força de vontade e conhecimento do que somos e pretendemos ser, auxiliados pela fé que nos dará as condições necessárias para resistirmos a esses exemplos inferiores. Sobre o assunto, é ainda Emmanuel quem nos dá outro conselho: “Que sejamos doadores de paz.” E como fazer isso, num mundo de intranquilidade? - É simples: Quando falarmos, que nossa palavra seja de concórdia, harmonia e benevolência; quando escrevermos, que seja sobre o bem, a fraternidade e o amor.
Quem vive em paz, está sempre pronto a entender os outros aliviando seu trabalho, suas angústias e seus sofrimentos. Jesus costumava dizer: “A minha Paz vos dou; mas não a paz que o mundo dá.” Isto porque a paz do mundo é passageira, enquanto a Paz do Mestre Amado é eterna; é a paz de consciência sem mácula.  Apesar dos sofrimentos tão naturais neste mundo, devemos ter como meta, fazer o bem, sem ostentação ou exibicionismo, porque o bem que se faz por pensamentos, palavras e atos, faz bem primeiro a quem o faz. Imaginemos Jesus, se tivesse se preocupado com o reconhecimento de seus atos. Hoje não teríamos o seu Evangelho, iluminando nossos caminhos e nosso destino...

Quando Jesus recomendou aos que tivessem olhos, que vissem, aconselhava que observássemos a nossa existência, não regredindo nos nossos valores, não sonhando com facilidades que atrasam nosso progresso moral e espiritual. A posse de bens materiais nos proporciona o conforto e o luxo; mas essa mesma posse sem exercitarmos a caridade, nos proporciona sempre a ociosidade e estagnamos espiritualmente. Seremos verdadeiramente otimistas e felizes, quando aceitarmos as situações e colocarmos mãos à obra, no sentido de solucionarmos, pelo menos, os nossos próprios problemas...

Como colaborar com o nosso semelhante, afirmando que vamos nos esforçar, mas de antemão, acreditamos que não vai adiantar. Esse otimismo vacilante de quem engana não apenas os outros, mas a si mesmo, está longe de construir alguma coisa duradoura. Todos os dias, muitas pessoas reencarnam e outras retornam à espiritualidade. Todos os dias, alguém inicia um trabalho e outro termina uma obra; todos os dias alguém se casa e nesse mesmo dia um lar é desfeito; alguém se cura e outro adoece; alguém planta uma árvore e outro a derruba; alguém pratica a caridade, enquanto outro passa ao largo indiferente a dor do semelhante; alguém sorri e outro chora; estamos realizamos progressos em nossa existência e desperdiçamos outras preciosas oportunidades; alguém agradece a Deus pelas bênçãos recebidas, enquanto outro ofende o Criador, por se julgar abandonado por Ele. Todos os dias, acontece de tudo.  

Cabe a nós escolher como devem ser os nossos dias, os nossos pensamentos, as nossas palavras e os nossos atos. Ter a certeza de que Deus observa, permite e está presente em todos os acontecimentos e que eles são úteis lições, necessárias para o nosso engrandecimento espiritual. Deus que vive em nós, nos ajuda, nos ampara e quer o bem de todos os Seus filhos. Não há privilégios nem excluídos. Não há esquecidos ou desamparados, mesmo os mais ingratos ou ignorantes são assistidos, porque um dia, estarão voltando para Ele.

Vamos refletir sobre os valores morais e espirituais que queremos para nós, e tenhamos confiança, certos de que tudo está conforme o Determinismo Divino, e que somos chamados a colaborar com otimismo, na implantação do Seu Reino de Paz e Amor na Terra. Não vamos ser pessimistas ao ponto de dizer que Deus, nas roseiras, colocou espinhos... Mas sim, otimistas, afirmando que Deus até nos espinheiros colocou rosas perfumadas.

Que a Paz do Senhor, sempre permaneça em nossos corações.

Bibliografia:
“Doutrina dos Espíritos”
“Evangelho de Jesus”
Irene Cunha – Octavio Serrano
+ Acréscimos

Jc.
21/05/1997
Refeito em 09/06/2019

CULTIVAR A ESPERANÇA




 
Observamos recentemente,  milhares de pessoas que, de modo pacífico, demonstrando a boa índole do povo brasileiro, foram às ruas, pedindo um país sem corrupção, um país honesto. Representava, naquelas massas, grande parte da população brasileira, insatisfeita com a situação atual, pedindo um país melhor, independentemente da posição política de cada um. Foi um movimento sem conotação política, apenas querendo uma situação melhor.
Na questão 791 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta se a civilização se depurará um dia, fazendo desaparecer os males e os Espíritos Superiores respondem que sim; quando a moral estiver desenvolvida quanto a inteligência. Na questão seguinte, de número 792, Kardec pergunta ainda por que a civilização não realiza imediatamente todo o bem que ela poderia produzir, e eles respondem que é porque o ser humano ainda não se encontra em condições para tal, nem disposto a obter esse bem. Quando os seres humanos entenderem a necessidade do bem, tudo melhorará.
Vimos nessas manifestações de ruas, pais com seus filhos de seis, sete anos de idade, respondendo aos jornalistas, em entrevista, que estavam levando os filhos para que desde cedo compreendessem a importância da honestidade nas ações. Teremos um país melhor, na medida em que moralmente o Cristianismo estiver sendo vivenciado pela sociedade e honrado no comportamento de cada um. A vivência cristã de modo verdadeiro é a resposta para todos nós.
Na questão 793 da obra acima citada, Kardec pergunta por quais sinais se podem conhecer uma civilização completa, e a resposta dos Espíritos não deixa dúvidas: - “Vós a reconhecereis pelo desenvolvimento moral. Acreditais estar muito adiantados por terdes feito grandes descobertas e invenções maravilhosas; porque estais mais bem instalados e melhor vestidos que os selvagens; mas só tereis verdadeiramente o direito de vos dizer civilizados, quando houverdes banido de vossa sociedade os vícios que a desonram e quando passardes a viver como irmãos, praticando a caridade cristã.  Até esse momento, não sereis mais do que
povos esclarecidos, só tendo percorrido a primeira fase da civilização”.
Estamos longe dessa realidade no nosso Brasil, mas o anseio para tal se revela. Uma boa semente foi lançada para um futuro melhor. O desejo de um país honesto, sem corrupção e impunidade, é um desejo da grande maioria da população. Caminhemos praticando o bem, para que um dia a atual situação seja, nos registros históricos, apenas uma remota lembrança. Hoje, como dizem os Espíritos Superiores, conhecemos a sociedade só imperfeitamente. Um dia no futuro, teremos informações que soarão estranhas aos ouvidos daqueles que vivem. Informações que terão de uma época mais atrasada do Brasil e da Terra.
Um futuro de correção, fraternidade, caridade, benevolência e amor, será o destino de todos, na humanidade do porvir, na civilização adiantada, que virá suceder à atual. Hoje, isso parece ser um sonho; agora pode ser, mas com a melhora das novas gerações que estão chegando à Terra, de espíritos evoluídos, que estão chegando para concorrerem a um mundo de regeneração, um dia isso será a realidade; a realidade que todos sonhamos.
Para tal, é necessário que cada um exemplifique o aprendizado que adquiriu com os conhecimentos do Evangelho de Jesus. Palavras corretas, atitudes corretas, consciência reta, pensamentos retos, são indispensáveis para todos nós. É preciso, como se vê, cultivar a Esperança...

Fonte:
Editorial do jornal “O Imortal”- abril/2015
+ Pequenas modificações e acréscimos.

Jc
São Luís, 16/4/2015
Refeito em 10/3/2019

domingo, 21 de julho de 2019

NOSSAS RIQUEZAS






 
Jesus, falando das riquezas terrenas, disse: “...guardai-vos de toda e qualquer avareza, porque a existência de um homem, não consiste na abundância dos bens terrenos que ele possui”.

Sempre que um ano principia, somos levados a refletir quanto à oportunidade de alcançar melhores resultados no período que começa e criamos renovadas esperanças de realizações, formulando novas propostas e planos. Essa realidade pode ser vista em dois ângulos diferentes de observação, permitindo-nos refletir em ambos, de forma diferente.

A primeira observação diz respeito à temporalidade. Como nos sugere o monge Agostinho, essa reflexão não deveria ser só uma vez durante o ano, e sim, ocorrer ao fim de cada dia, antes de dormir. Poderíamos fazer algumas perguntas a nós mesmos, sobre as questões de relevância, capazes de nos fazer sentir a própria condição interior, e refletir sobre as oportunidades de corrigir nossas ações. Agostinho propôs: “Dirijamos a nós mesmos perguntas interrogando sobre o que temos feito e com que objetivo; se foi feita alguma coisa que, vindo de outra pessoa, teria a nossa censura; se fizemos alguma ação que nos seria difícil confessar. Se Deus nos chamasse nesse momento, nós teríamos algo a temer, ao entrar no mundo espiritual, onde nada pode ser ocultado?”

No segundo ângulo da observação, pode-se inquirir sobre a natureza dos nossos anseios ou desejos de cada dia, reavaliando objetivos de forma a torná-los mais próximos dos ensinamentos de Jesus, para um Mundo Melhor. No relato de um evangelista  encontramos Jesus nos alertando, ao dizer: “... guardai-vos de toda e qualquer avareza, porque a existência de um homem não consiste na abundância dos bens materiais que ele possui”.
O  desejo  de  posses  terrenas e  de poder   tem acalentado o sonho de muitos seres humanos, sem que eles levem em consideração que a transitoriedade da existência, leva esses bens a se transferirem à outras pessoas, causando a sofrida sensação de perda. Ainda no relato de Lucas, vamos encontrar o Mestre, na parábola do homem que tencionava aumentar seus celeiros para armazenar abundante colheita, referir-se a um tipo de pobreza, dizendo: “...o que entesoura para si mesmo aqui na Terra, e que é pobre para com Deus”. Emmanuel, nós dá importantes dicas ao referir-se às riquezas, mostrando as que nós possuímos, além da posse material, como: a inteligência, a saúde, a vocação, a profissão, a habilidade, a cultura, e outras formas mais.

A inteligência é uma das melhores riquezas que possuímos. Com ela podemos encontrar as coordenadas para localizar um determinado ponto na Terra. Pelo raciocínio e discernimento, Allan Kardec definiu que a Doutrina dos Espíritos é uma ciência possuindo objetivo e método. Com a inteligência, Sabin sintetizou a vacina contra a poliomielite e tornou-se um benfeitor da humanidade. Com a inteligência, Santos Dumont inventou o avião; Com a inteligência  foram criadas as melhorias que existem no mundo para nosso benefício, a começar pelo fogo, depois a roda, em seguida a panela de barro, a vestimenta, a sandália, a enxada, a carroça,  mais adiante, a eletricidade, a lâmpada, a máquina de costura, mais a frente, o automóvel, o disco, o fogão, a geladeira, o rádio, o trem, o navio, a televisão, a internet, sem falar nos remédios para muitas doenças e muitas outros utilidades que usamos para nosso conforto. Com toda essa riqueza que Deus permitiu ao ser humano, através da inteligência, deve ela ser submetida ao crivo de Agostinho, para ser valiosa na caminhada para o nosso futuro. Isto porque a inteligência pode ser também utilizada e direcionada para a prática de atos desonestos e criminosos, como acontece no mundo.
A saúde é outra poderosa riqueza que torna o espírito apto para as realizações.  Ela envolve aspectos tanto físicos como mentais. Com ela muitas pessoas chegam a terceira e quarta idade ativos e realizadores, capazes de contribuir satisfatoriamente na sociedade em que estão inseridos. A saúde torna possível prolongar as participações e desfrutar de condições adequadas para o exercício da existência.

A profissão, casando com a vocação são capazes de fazer do ser humano, um virtuoso, um gênio, uma célula ativa na sociedade. Quando elas estão unidas em qualquer atividade, observamos um bom profissional, dedicado, atencioso, que dignifica qualquer trabalho, porquanto seu desempenho é realizado com carinho e amor ao que faz. Esse é um profissional nobre que dá valor ao trabalho que executa, beneficiando a humanidade, embora viabilizando também o seu sustento de cidadão e de sua família.

Com a cultura o ser humano entre na posse de uma riqueza fenomenal. Pode ler, escrever, calcular, projetar, criar, realizar e concluir. Com ela, calcula distâncias, domina a internet, vê organismos microscópios, sintetiza, armazena, recupera e modifica tudo em volta de si. Com ela, prevê o futuro e se antecipa, protegendo o meio ambiente, a existência, o semelhante e a si próprio. Com a cultura, ensina e contribui com os familiares, amigos, colegas, apóia outras pessoas, exerce a cidadania, dirige, administra, transmite e vivencia, ajudando e colaborando com todos.

Com certeza, somos todos muitos ricos, embora muitas pessoas só se interessem apenas pela riqueza monetária, que diferente de outras riquezas, não nos pertence, pois só a utilizamos a título precário e provisório, por pertencer a Deus, que pode nos dar e também retirar a qualquer tempo. Todas as demais riquezas são dadas e também conquistadas pelo ser humano em evolução, e crescem com o espírito em constante progresso.

Além das riquezas materiais, das riquezas morais do espírito, ainda temos outra riqueza... Não nos damos conta de que a possuímos, embora a título provisório. Essa riqueza é constituída do nosso corpo físico, uma verdadeira maravilha divina, um aparelho super-poderoso, jamais igualado. Quantas pessoas já pararam para pensar e avaliar o valor dessa riqueza? Segundo nosso conhecimento, o corpo físico é a mais perfeita obra na Natureza, que Deus já criou; é a máquina mais eficiente que outra qualquer que os cientistas tenham inventado ou criado.

Vamos analisar essa perfeição de anatomia.  O corpo é constituído, como sabemos de cabeça, tronco e membros, existindo ainda alguns órgãos que são comandados por nossa vontade e outros que são autônomos, funcionando independentes, sob a orientação da alma que o anima. Na cabeça, temos o cérebro, os olhos os ouvidos, as orelhas, os cabelos, o nariz e a boca com a língua. Cada órgão desempenha suas funções em conjunto e harmonia com os outros órgãos e as demais partes do corpo.

No cérebro estão localizados bilhões de células que se ramificam e se comunicam com todas as partes do corpo, através dos sistemas nervoso, respiratório e sangüíneo. Pelos olhos temos a visão, com a íris, pupilas e milhões de bastonetes que trabalham para nos proporcionar a visão. Jesus certa vez nos recomendou: “Se teus olhos forem bons, teu corpo terá luz”. Temos também os ouvidos que nos permite ouvir os sons, os ruídos e as vozes. No nariz, temos o sentido do olfato, que nos permite saber o odor, o cheiro.  Na boca com a língua, o sentido do paladar que nos permite distinguir o gosto e o sabor das coisas, se amargo, doce, azedo ou salgado. A boca com a línguas nos permite ainda articular as palavras com que nos comunicamos com os outros, ajudando-os ou prejudicando-os, conforme o uso que fizermos delas. A fala emite ondas positivas ou negativas que preocupou Eurípedes Barsanulfo, grande educador espírita, que nos disse: “A língua é um instrumento tão poderoso que, com ela, tanto podemos ganhar como perder nossa existência, pelo uso que dela fizermos... e para isso, não é necessário que a pessoa seja maledicente, desrespeitosa, mas apenas franca e sincera, sem meias palavras, e que não saiba calar, quando é preciso.”

No tronco do corpo temos o aparelho respiratório, com os pulmões, alvéolos, canais, etc., que nos permite respirar e viver; o coração com seu sistema sanguíneo, com milhões de vidas microscopias, circulando nas artérias e veias, levando o oxigênio a todas as partes do corpo; o sistema urinário que permite eliminar as impurezas do organismo, e o sistema reprodutivo que permite a reprodução dos seres humanos, e ainda outros órgãos internos como o estômago, os intestinos, o fígado, os rins, bexiga, próstata, costelas, músculos, ossos tecidos, etc., que executam suas funções, formando um conjunto harmonioso e eficiente.

Possuímos ainda os membros que são os braços e mãos e as pernas e pés. Com os braços e as mãos executamos as nossas atividades; com as mãos foram construídas todas as obras que contribuíram e contribuem para o progresso da humanidade; com elas realizamos o trabalho que nos garante a nossa manutenção e da nossa família; com elas também ajudamos os nossos semelhantes.  Mãos que são dádivas de Deus para que exercitemos a caridade e a fraternidade. Com elas Jesus abençoou, curou e salvou muitas pessoas, e. por elas, foi crucificado... Com as pernas e os pés, nos locomovemos de um ponto para outro qualquer; para o trabalho, para o passeio, para o local do nosso envolvimento religioso, para o nosso lar.

Se após todo este comentário, toda esta descrição da máquina divina, do computador mais perfeito e completo que existe na Terra, que somos nós, se ainda existir alguém que se ache pobre, que não possui riqueza alguma, que não foi abençoado por Deus, só porque não foi aquinhoado com a fortuna material, então deve se voltar e olhar para trás, pois vai ver milhões de pessoas que estão em situação muito pior do que a sua; veja os cegos que não possuem a visão; os paralíticos que não podem andar; os doentes nos lares e hospitais que não possuem a saúde; os que passam fome por não obter o que comer; os que dormem nas ruas por não terem um lar; os que não podem se locomover por não terem as pernas; os que se encontram inocentes, aprisionados, por não terem a liberdade; os que se encontram a beira da morte, sem assistência e sem terem mais condições de reformularem a existência... Pense sobre todos eles e respondam se você é mais pobres ou infeliz do que eles. Se mesmo assim, ainda se sentir pobre, faço-lhes uma pergunta:  Por quanto você venderia seus olhos? Quanto pelos braços, pelas pernas, pelos rins e pelos pulmões?...

Felizes são aqueles que reconhecem a bondade de Deus e agradecem pela existência, pelo dia e pelas bênçãos que recebem a todo instante, que são riquezas divinas que ninguém as pode tirar. Infelizmente, nós seres humanos, temos o hábito de só sabermos dar valor aos bens que temos, quando os perdemos. Ficamos então a lamentar, achando que Deus que é Criador e Pai de todos, nos desamparou, sem reconhecer que fomos nós mesmos o causador da nossa situação atual e da nossa infelicidade, por não termos adquirido o merecimento que nos daria uma melhor situação; estamos colhendo o que plantamos, e, se não fizermos melhor, continuaremos na mesma situação achando que somos infelizes e esquecidos por Deus...

A verdade é que somos ricos, muito ricos, se não de bens materiais, o somos de saúde, ou de paz, de esperança, de resignação, e do Amor do Pai Celestial, que nunca nos abandona porque todos nós somos suas criaturas, em qualquer tempo e em qualquer lugar...  Que o Pai Celestial nos dê a compreensão de que seremos felizes se assim o quisermos...

Bibliografia:
“O Espírita Mineiro”
+ Acréscimos

Jc.
S.Luis, 13/8/2009.
Refeito em 10/07/2019

O MUNDO MODERNO





 
No nosso mundo chamado moderno, são inúmeras as teorias criadas com o fim de resolver de vez os problemas da humanidade. Estudiosos debruçam-se sobre textos antigos, e com freqüência anunciam conclusões de impacto. Já outros mais afeitos aos estudos científicos, publicam, a cada momento, brilhantes descobertas nos diversos campos das ciências físicas e sociais. A cada anúncio espalhafatoso, tem-se a impressão de que a humanidade está, finalmente, às vésperas de resolver seus problemas e de que uma nova era de ouro irá se abrir à nossa frente. No entanto, as pessoas continuam matando-se em lutas e guerras sem sentido, pelos motivos mais torpes e razões as mais inconfessáveis.

Exemplares da Bíblia são distribuídos aos milhões, em todos os idiomas, em todas as partes do mundo e igrejas neopentecostais se multiplicam a cada dia. Apesar disso, o ser humano ainda é o grande predador da sua espécie, indiferente à mensagem sublime contida no livro sagrado que lhe enfeita a mesinha de cabeceira.

A ciência médica alcança níveis impensáveis, ainda há poucos anos. Aparelhos sofisticados permitem explorar em detalhes o organismo humano, para investigar as doenças mais diversas. Entretanto, o espírito, fonte da saúde e da enfermidade, continua mergulhado em trevas e é, para ele, em vão, que se busca a cura nos antibióticos, ou na engenharia genética.

Os meios de comunicação alcançam progresso inimaginável. As redes de dados permitem acesso imediato aos lugares mais remotos da Terra e mesmo do espaço interplanetário. Mas o diálogo entre pais e filhos, entre marido e mulher, irmãos, nunca atingiu níveis tão baixos. A quantidade de informações sobre todos os temas aumenta de forma extraordinária, disponibilizada para grande parte da população, a um simples teclar de botão. Apesar disso, a ignorância ou a falta de moral,  o egoísmo e a ganância flagelos maior da humanidade, campeiam como nunca, mesmo entre aqueles que têm acesso aos terminais mais avançados, porque a avalanche de informações não significa aquisição de conhecimentos e muito menos  sabedoria e fraternidade.

Observa-se que as conquistas estão em todas as áreas. Tudo está evoluindo muito rapidamente, trazendo mais facilidade e conforto, melhor qualidade de vida ao habitante do planeta. Menor dor física, longevidade ampliada, condição material cada vez melhor, tecnologia fascinante, especialmente na área da comunicação, da informática e da medicina entre outras muitas conquistas. E mesmo as noções de ética, justiça, fraternidade, atingem patamares antes nunca alcançados no mundo. Já é a aurora do mundo de regeneração, promovendo o progresso da humanidade. Apesar de todo esse avanço, de todo esse progresso, a humanidade continua com problemas insolúveis e outros que vão surgindo em conseqüência desse progresso material. Entre eles, estão ás questões relacionadas com: 1- Abortamentos; 2- Células-troncos embrionárias; 3- Desmatamento da floresta Amazônica; 4- Eutanásia e ortotanásia; 5- Fanatismo religioso; 6- Homossexualismo; 7- Impunidade e corrupção; 8- Violência e criminalidade. Em entrevista concedida ao jornal eletrônico “O Consolador”, José Raul Teixeira, espírita, médium, orador e divulgador da Doutrina Espírita, ao lado de Divaldo Franco, se propuseram a debater esses assuntos, que tratamos a seguir:

 1- Abortamento – Segundo a Drª Marlene Nobre são realizados cerca de 60 milhões de abortamentos por ano no mundo. Esse quadro, diz Raul, é deplorável e se deve à cultura materialista que ganha novas adeptas a cada dia em nossa sociedade. Mesmo famílias rotuladas de cristãs, fazem parte desse grupo. Tudo o que tem sentido e valor atualmente, para muitos pais, são o dinheiro, os títulos e as posições sociais que desfrutam no mundo. Tudo o mais fica em segundo ou terceiro plano, inclusive o filho que a mulher carrega no ventre. Essa visão materialista leva muitas pessoas a menosprezar a excelência da existência, cometendo crime hediondo perante a Lei Divina e sua própria consciência, porquanto é um crime o aborto cometido contra um ente que não pode se defender. A mensagem de Jesus foi dirigida a todas as pessoas. Vivendo dentro da lei, como pessoas de bem e fazendo esforços para dominar as más inclinações, nós estaremos contribuindo na diminuição desse horrendo espetáculo de desapreço pela vida, principalmente, de um ente que é carne da nossa carne.

2- Células-troncas embrionárias – Há muitos debates sobre esse assunto. É comum que os religiosos evoquem para si o direito de atuar nas suas crenças como bem o desejem, sem admitirem qualquer intromissão de cientistas que se oponham aos seus intentos, quase sempre distanciados dos ensinamentos de Jesus. Afora os posicionamentos políticos, laboratoriais e comerciais, que costumam estarem presentes nessas discussões, que costumam fazer lobbies. Raul diz que, aos religiosos caberia propagar a realidade espiritual do ser humano, trabalhando na educação moral das pessoas; deixando àqueles que assumem responsabilidade perante a Ciência, o labor que lhes cabe. Sempre encontraremos abusos que à justiça caberá questionar e corrigir, evocando os preceitos éticos... Entendo que devemos respeitar o grande número de pesquisadores que têm oferecido seu tempo e suas existências, em prol de uma sociedade melhor, ao realizarem suas pesquisas e seus trabalhos. O espírito de Camilo tem dito que muitos desencarnados, saídos do mundo em situações de conflitos e sofrimentos, são visitados e indagados quanto ao interesse de servir de instrumentos ao progresso da ciência, e se apresentam para animarem embriões que se prestarão às pesquisas. É verdade que nem todos os embriões, nas fases iniciais, estão ligados a espíritos, mas outros estão animados, servindo de “cobaias” nas atividades.

Há por outro lado uma questão que querem calar.  Por que, defesas tão extremadas contra os embriões, enquanto não há a mesma disposição pelas crianças, mal nascidas, abandonadas e ao Deus dará?  Por que ninguém solicita aos laboratórios que possuem os embriões, alguns deles para filho? Diante dos que são jogados fora, após o período exigido por lei, por que ninguém reclama algum para ser implantado na condição de filho, de modo a salvá-lo da destruição?

3- Desmatamento da floresta Amazônica – O desmatamento da floresta caminha acelerado e uma das causas alegada é a pecuária, em virtude de ser o Brasil um dos maiores exportadores de carne bovina. O problema do desmatamento, diz Raul Teixeira, não tem por vilões os rebanhos de gado, mas o egoísmo e o cinismo de vastas lideranças políticas que fazem “vista grossa”, em virtude dos interesses de grupos que estão em jogo. Tanto é feito o desmatamento para a criação de gado, para a plantação de soja e outros produtos, como também para a extração das madeiras e minerais. Enquanto os nossos governantes fazem de conta que não estão sabendo, muitos espertalhões mancomunados com políticos inescrupulosos e gente envolvida nos órgãos públicos roubam a madeira nobre e fazem a extração ilegal de minérios e a pirataria da biodiversidade da flora medicinal, com a tendência de ficar pior. Vejamos o caso dos japoneses que vieram ao Brasil, colheram e levaram algumas frutas tropicais e patentearam como produtos genuinamente nipônicos. Enquanto nossos governantes fizerem “vista grossa” para as ONGs plantadas na Amazônia, aculturando nossos indígenas, sem interesse de prestar nenhum serviço ao nosso país, por que não se oferecem ou se instalam no sertão nordestino, onde a seca, a fome e alguns “coronéis” impedem que essa situação seja sanada? Enquanto essa situação perdurar a exploração das nossas riquezas continuará a ser praticada. Acusar o gado ou a soja do desmatamento é muito mais fácil, deixando de lado o mais grave da questão.

4- Eutanásia e ortotanásia – A eutanásia, e recentemente a ortotanásia não tem amparo na Doutrina Espírita.  Segundo Raul Teixeira, o mais importante será sempre o uso do bom-senso, pois uma coisa é deixar a pessoa morrer naturalmente, quando sua vitalidade vai baixando de nível como uma chama que vai se apagando. Porém, ver alguém sofrendo e não lhe aplicar qualquer sedativo ou medicamento, deixando-o morrer em meio ao desespero ou à dor intensa, é uma crueldade. Nem a eutanásia (prática pela qual se abrevia sem sofrimento a existência de um doente incurável, em fase terminal) nem a ortotanásia, quando fuja ao bom-senso é aconselhável. Que os conhecimentos dos médicos possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhes um tranqüilo retorno à Espiritualidade, sem comprometimento negativo dos familiares e dos profissionais.

5- Fanatismo religioso – O fanatismo de qualquer natureza está sempre vinculado á ignorância e a falta de conhecimento, que são os maiores defeitos do ser humano. Quanto menos as pessoas se interessam pelo conhecimento, muito mais facilmente vão se fanatizar, uma vez que o fanatismo é sempre uma conseqüência da crença irracional de quem não sabe, mas que bate no peito admitindo saber. Ainda bem que o fanatismo religioso, com as exceções, está desaparecendo do mundo.

6- Homossexualismo – Como é vista a oficialização de casamentos entre homossexuais, e a adoção de filhos por parte deles? – Consideramos que qualquer oficialização que se estabelece no mundo, corresponde à formalização de situações que já existem de fato, que precisam ser normalizadas para evitar distorções nos julgamentos de situações, em respeito ao conceito formal de justiça. Assim, ao falarmos da oficialização de casamento entre pessoas do mesmo sexo, é que essas pessoas já estão unidas sem qualquer formalização, deparando-se com problemas que exigem um pronunciamento e a regulamentação pela lei. Não há como fazer “vista grossa” ou fazer de conta que tal coisa não existe, porque não há lei que possa impedir que duas pessoas do mesmo sexo tenham uma existência em comum, que se entendam, que se cuidem ou que venham a se amar. Sobre este assunto, existe um comentário mais completo no artigo “Os Seres Humanos e o Sexo”.
Agora no que diz respeito à adoção de crianças que vivem  nas ruas, ao abandono, sujeitas a todos os perigos, ou em instituições que, por mais respeitáveis que seja, não conseguem se converter num lar; ou ser amparada pela generosidade e pelo carinho de duas pessoas do mesmo sexo que vivem juntas, qual a melhor opção?

O espírito de Camilo sempre ensinou a Raul Teixeira que o amor, em si mesmo, não tem sexo e que é muito valorosa a atitude de quem quer que seja que se dedica a adotar uma criança. Somente a hipocrisia ou a indiferença para com a criança abandonada ou órfã, pode criar impedimento para tal adoção... Sabemos também que o espírito pode existir na Terra, tanto como masculino ou feminino, trazendo gravado em seu perispírito, situações que influenciaram seu modo de viver.

7- Impunidade e corrupção – A corrupção é filha da impunidade, irmã do egoísmo. A impunidade campeia em todos os pontos do País, desafiando todos os governos que sempre se mostraram impotentes para combatê-la. Em virtude do nosso atraso espiritual, a corrupção se alastrou também por todos os lados, até mesmo nos poderes executivo, legislativo e judiciário, onde os exemplos de alguns, são imitados e seguidos por parte da população, em todos os níveis da sociedade. A corrupção desenvolve o egoísmo no ser humano, porque ao querer se beneficiar e levar vantagem a qualquer preço, através dela está tirando ou prejudicando um direito de outro. Para as pessoas que se servem tanto da corrupção como da impunidade, quando às leis e a justiça dos homens falha, sabemos que a Justiça Divina está a caminho, para punir os que agiram mal e os que se omitiram nas providências que deveriam tomar para coibi-los.

8- Violência e criminalidade – Sabemos pelas informações da Espiritualidade que estão reencarnando, há algum tempo, no planeta, muitos Espíritos evoluídos, para fazerem a transformação do mundo e também outros ainda inferiorizados que estão tendo suas últimas oportunidades de se reabilitarem. Torna-se fundamental os cuidados e os exemplos para a educação deles, a fim de que possamos orientar e educar esses espíritos, que são vítimas, muitas vezes, da incúria ou do desmazelo dos seus pais, que estão mais preocupados com o sucesso social do que com a felicidade dos filhos. Chico Xavier, certa vez comentando sobre a violência, disse: “O que mais dói ver na periferia das cidades, não é tanto a fome, mas a ignorância; porque a ignorância é que é a responsável pelos arrastões. Se pudéssemos, ao invés de distribuir sopa, gostaríamos de distribuir trabalho. Se pudéssemos criar escolas edificaríamos e instituiríamos cursos diversos profissionalizantes, procurando tirar das ruas, que são as Universidades do Crime, essas crianças, resolvendo o problema da miséria social e moral que nos desafia.”

Bibliografia:
 “A Voz do Espírito”
+ Acréscimos

Jc.
São Luís, 29/6/1999
Refeito em 20/1/2019







quinta-feira, 11 de julho de 2019

LIÇÕES DE VIDA





 
“o ser humano age conforme os desejos aos quais ele se apega. Após a morte, ele vai para o mundo seguinte levando em sua mente as impressões sutis de suas ações. E, depois de colher o que plantou, ele retorna a este mundo de ação. Assim, aquele que ainda tem desejos continua sujeito à reencarnação.”
                        Sukla Yajur Veda.

A Terra está entrando em uma nova era. Os seres humanos estão confusos. Eles anseiam por novas respostas para velhas perguntas. Nunca houve tanto interesse pelo invisível e pelo inexplicável. Na história da Terra nunca houve tantas mudanças num espaço de tempo tão curto, no entanto, há coisas que nunca mudam. Hoje, por exemplo, as pessoas se comunicam instantaneamente com o outro lado do mundo, mas em compensação nunca estiveram tão isoladas umas das outras. Vejamos, por exemplo, uma família na Terra: Pai, mãe, filho e filha, cada um vivendo no seu mundo particular; em seu quarto o filho surfava pela Internet; a mãe se entretinha com uma novela em seu quarto; o pai assistia a um jogo de futebol na sala; e a filha falava ao telefone; cada um em seu próprio mundo, e todos isolados. As pessoas se reúnem em grupos, vendo virtudes e justiça apenas em suas próprias necessidades, desejos e crenças. Agindo dessa forma, elas cortam a ligação com Deus. Todo dia nasce uma nova religião, culto ou seita; apesar disso, o ser humano continua a clamar por respostas que somente a Doutrina dos Espíritos dá. Há diferentes caminhos e verdades. Use o livre-arbítrio dado por Deus, para escolher o caminho certo para você. A verdade é complicada porque cada ser humano tem a sua, e cada um ser vê a sua como uma verdade diferente, a verdadeira verdade.

A Terra foi criada há bilhões de anos atrás e ocupa um minúsculo lugar no Universo. E, por milhões de anos, espíritos têm visitado a escola da Terra, primeiro como homens das cavernas, da Idade da Pedra, aprendendo as duras lições oferecidas por um meio ambiente hostil, cruel e perigoso. Aos poucos, eles aprenderam a se comunicar uns com os outros. Aprenderam também que precisavam unir-se para sobreviver; aprenderam a lição da fraternidade e, com o passar do tempo, o homem começou a procurar as respostas para a sua existência. Ele então inventou suas primeiras religiões; deuses do fogo, da água, das florestas, dos mares, dos ares e das montanhas. Mesmo nessas primeiras crenças havia um conceito verdadeiro: O homem era apenas uma parte de um todo maior.

Embora o ser humano tenha evoluído, ainda é muito imperfeito, carregando desde as primeiras existências na Terra, as vibrações negativas de egoísmo, ódio, ganância, vaidade e violência. Não podemos lavar essas imperfeições simplesmente mergulhando num rio, nem se prostrando diante de um altar e dizendo que aceita Jesus como seu salvador... Não é tão fácil assim, porque não haveria justiça.

Deus não castiga nem julga ninguém. Somos nós mesmos que nos punimos, porque somos responsáveis pelos nossos atos e suas consequências. Através de nossos pensamentos, desejos, palavras e ações, colocamos em movimento as condições que podem proporcionar a felicidade ou o sofrimento. Todos nós somos espíritos criados pelo Supremo Senhor. Ele nos criou à sua imagem e semelhança; e o que fez o ser humano? Em virtude da sua ignorância e atraso espiritual, o ser humano fez Deus a sua semelhança, criando uma imagem de Deus, como um ancião de cabelos e barba branca; materializando o Criador. Mais já paramos para pensar nisso? Vejamos então: Muitos são loiros, outros morenos, brancos, pretos, amarelos, masculinos, femininos, baixos, altos, gordos e magros. Certamente que não somos a imagem física de Deus, pois isso seria impossível, dada a essas diferenças. A nossa semelhança com Deus é em Espírito, porquanto Deus também é Espírito, e não esse deus feito pelos próprios homens, feito de barro que criaram para impressionar os nossos antepassados ainda ignorantes.

Todos nós viemos da mesma fonte. Somos parte do mesmo todo que é Deus, porque somos suas criaturas. Porém, cada um de nós é diferente e tem que evoluir da mesma maneira  dos mundos que Ele criou. Em cada uma nova existência  nascemos num corpo material e estamos aqui para aprender, experimentar, ter sucesso ou mesmo falhar. Estamos aqui para evoluir e esta existência e este corpo que usamos foram moldados com base nos nossos ideais de realizações. Essa é a lei do Universo, a lei natural e espiritual, e é através do nosso livre-arbítrio, das nossas ações e dos resgates que atingiremos a evolução. Esta explicação vem sendo dita e repetida através dos séculos...

Podemos hoje orar até o amanhecer; podemos chamar a Deus de nosso Senhor; mas se as nossas ações e nossos pensamentos não estiverem cheios de amor, compaixão e misericórdia, nossas palavras serão vazias. Podemos ir a qualquer igreja, a qualquer templo protestante ou a qualquer centro espírita e achar que só isso basta, ou dizer: ”Eu aceito Cristo e peço, perdoe todos os meus pecados.” Eu digo que não há nenhuma igreja, templo, centro espírita, padre, pastor ou feitiço que faça mudar sua existência. Em nós está á resposta e o caminho para a nossa libertação e progresso. As religiões podem até apontar o caminho, mas nós é que precisamos andar, e há muitas escolhas no caminho.

Na Terra há diferentes faixas de vibração. Em cada uma dessas faixas as pessoas vivem suas existências fazendo escolhas, aprendendo, sorrindo ou sofrendo e evoluindo. Por que algumas pessoas vivem na pobreza, na doença, na fome e na ignorância?  Por que algumas pessoas têm sucesso e outras não? – A resposta é simples: Resgate, expiação ou abnegação, compromissos que unem as pessoas. A razão da nossa existência na Terra é clara: superar as vontades, desejos e ambições de nossa personalidade inferior. Quando um espírito encarnado consegue isso, ele entre em sintonia com as mais elevadas vibrações e com o Criador existente em cada ser humano. Durante cada nova existência, vamos desfazendo-nos das nossas imperfeições e ilusões terrestres e trocando o peso delas pela melhora do nosso espírito.

Buda, Maomé, Moisés, Sócrates, Jesus, Allan Kardec, Gandhi, Chico Xavier, Eurípedes Barsanulfo foram mensageiros da mesma luz, e suas mensagens eram dirigidas para diferentes épocas, povos e culturas. Sempre há uma razão para tudo e para qualquer situação na Terra e no Universo. Ninguém foi criado para viver uma eterna desgraça, porque ninguém vive apenas uma existência, como pensavam antigamente nossos antepassados e ainda muitas pessoas atualmente.

A Terra está mudando e as maldades e as vibrações negativas estão sendo vencidas no mundo, (apesar de muitas situações infelizes que ainda assistimos), pela chegada de novos espíritos mais evoluídos e pela chegada da Nova Era de progresso. A Terra não foi criada para nosso prazer nem para a diversão; nós estamos aqui por uma razão e, se por ventura alguma infelicidade nos acontecer não vamos dizer que foi a vontade de Deus, para não colocarmos a responsabilidade em quem realmente merece: nós. Tudo que pensamos, falamos e fazemos tem consequências; se não agora, haverá mais tarde. O resgate é a lei natural das consequências negativas. O resgate não é bom nem ruim, é simplesmente o resultado de nossas escolhas e ações infelizes...

A nossa existência fica complicada em razão dos medos; todos nós temos medos diferentes, mas a emoção e os resultados são sempre os mesmos. Vamos dar um pequeno exemplo: - Quem são as pessoas mais famosas e bem-sucedidas que conhecemos? - São os empresários bem sucedidos, os políticos, os artistas e alguns jogadores de futebol. Vocês acham que, por terem atingido certo nível de fama, fortuna e poder, eles não têm medo? – Vocês acham que eles não temem o dia em que a fama ou a fortuna se acabarem? – Será que eles não têm medo de ficar velhos, de perderem as posições que alcançaram e da morte lhes separar de tudo isso? – Pois saibam que todos têm medo; medo do mundo, medo de suas fraquezas e do vazio de suas almas, e é por causa desses medos que muitos procuram as drogas que as levam ao crime e a morte. Se eles soubessem por que nasceram neste mundo o que programaram para si, eles não precisariam se drogar ou viverem enganando a si mesmos por causa de seus medos... Cada um de nós é responsável pelo medo que os outros sentem, porque, quando rejeitamos alguém porque ele ou ela não é bonito/bonita, não é inteligente, amigável, não se veste bem, somos responsáveis pelo medo desse alguém, pela sua rejeição, sua dor, sua raiva, seu revide, e como somos ligados uns aos outros, sofremos também.

Muitas pessoas pensam que a existência não tem sentido porque não entendem o que estão fazendo aqui, por que nasceram e o que esperam dela. A Terra é uma escola onde nós aprendemos e nos aprimoramos. Por isso nós estamos aqui; somos parte do Universo de Deus, para crescermos e evoluirmos como tudo o mais. Nós somos Sua criação e precisamos aprender por nós mesmos. Deus nos deu o livre-arbítrio para fazermos as nossas escolhas, às vezes boas outras vezes más, e como espíritos, crescer espiritualmente. Cada momento, cada hora, mesmos nas mais diferentes situações de insegurança, angústia e sofrimento, vivamos sabendo que somos espíritos eternos criados por Deus e fazendo parte D’Ele, para sermos felizes.

Creia, nenhuma existência na Terra é perdida; nenhuma é um fracasso, nenhuma termina em derrota. Isso não é possível, em face da Lei de Progresso a que estamos todos submetidos, e, as vibrações negativas existem para que possamos fazer as nossas escolhas e nossa evolução. Cada espírito aprende do seu próprio jeito e em seu tempo. Nenhum espírito é melhor ou pior que outro; apenas estão em faixas diferentes, em razão do progresso que alcançaram. Certa vez um sobrinho me perguntou como eu explicava a lei de progresso, de um criminoso que havia matado doze pessoas.  Eu lhe fiz ver que se na existência presente ele tinha matado doze pessoas, em outra existência anterior, pode ter sido um elemento que comandou a morte de centenas de pessoas; e em outra mais anterior ainda, pode ter sido um conquistador que destruiu cidades e levou a morte milhares de pessoas. A sua situação de ignorante das leis divinas de amor e fraternidade, perante a eternidade o faz continuar devedor. Arrependido de seus atos, conforme me fizera sabedor, pode na próxima existência ele vir ainda com a índole de criminoso, e provocar a morte de apenas uma pessoa. Na seguinte existência, mais arrependido ainda, pode vir sofrendo de todas as faculdades que prejudicou nas suas ações anteriores, resgatando seus débitos para com a justiça divina. Assim se processa o progresso do Espírito.

Jesus é o governador do mundo em que vivemos. Ele é o guardião da vibração terrestre, e há diferentes níveis de vibração no Universo; algumas altas e outras baixas. Ele falou sobre esses diversos níveis quando disse que “há muitas moradas na casa do Pai.” Jesus veio como um Espírito de luz encarnar nesta baixa vibração da Terra, para mostrar a todos como viver. Ele mesmo disse: “Eu vim como uma luz, para que todos não fiquem na escuridão. E, se alguém ouvir minhas palavras e não as guardar, eu não o julgarei, porque eu não vim para julgar o mundo.” Ele também demonstrou  que a morte não existe! Ao invés da morte, há o renascimento, dependendo do lado pelo qual a pessoa está passando. Se alguém está chegando neste mundo, chamamos nascimento, e se alguém está partindo deste mundo, chamamos morte... Sabemos que não existe a morte, apenas nos libertamos do corpo físico e voltamos como espírito ao mundo espiritual de onde viemos e que é a nossa verdadeira vida.

O mundo de hoje está muito mudado e é muito mais complicado do que o mundo de nossos pais. Porém a existência é a mesma de milênios atrás. Todas as sociedades e culturas, atualmente, estão mudando numa velocidade nunca vista antes, e nos sentimos deslocados por causa dessas mudanças. O que está acontecendo? Aonde tudo isso vai nos levar? E por que está acontecendo? – O que está acontecendo, chama-se evolução. A existência nesta vibração (Terra) se resume em escolhas, e a vibração terrestre está mudando por escolhas do ser humano que está evoluindo. Quanto maior o avanço espiritual, maior a evolução que traz o desenvolvimento, que por sua vez pede um nível maior de escolhas e responsabilidades.

As mudanças que estão se realizando é resultado da evolução da vibração atual, pois a Terra está entrando numa Nova Era. Valores espirituais e ideais mais elevados terão uma nova importância, em virtude da chegada de espíritos mais evoluídos a Terra, enquanto que os espíritos mais atrasados, por não se adaptarem a nova era, irão reencarnar em outros mundos. Entretanto, parece que não estamos progredindo, mas regredindo, em virtude da violência de hoje. A violência, sem sombra de dúvida, é uma questão espiritual, porque enquanto o ódio, o egoísmo, o desejo de posses terrenas, a ganância e a exploração existirem nesta vibração, certamente que a violência continuará. A violência também é resultado do medo. Esse medo é que faz uma nação temer a outra que fica mais forte; que faz os brancos temerem os negros, os ocidentais temerem os orientais, e o mais inconcebível, uma religião temer a outra. A resposta para tudo isso é: ignorância, inveja, medo e ódio...

Somente quando os seres humanos se conscientizarem de que são espíritos imortais e que toda ação praticada tem a sua reação; quando se reconhecerem como filhos de Deus, essa competição constante, de irmão contra irmão, por posses terrenas provisórias e posições de destaques, desaparecerá da face da Terra; será a ocasião em que não haverá mais necessidade de enganar e roubar alguma coisa, porque o ser humano evoluído não terá desejo nem inveja do que tem o seu irmão, por saber que tudo o que existe, pertence a Deus, que premiará todo aquele que tenha merecimento.

Existem ainda muitas pessoas que não confiam em Deus e acham que as coisas acontecem sem o seu consentimento. Mesmo as coisas que acontecem que nos chocam e não encontramos explicação, são do determinismo divino, que está dando a cada um, de acordo com o livre-arbítrio exercitado nesta ou em outra existência, a oportunidade de se libertar do passado negativo. Está havendo e ainda haverá grandes mudanças no mundo. Estamos enfrentando atualmente a tempestade que, prenuncia a bonança. A Terra não será mais em futuro próximo, um mundo de sofrimentos e expiações. Dentro de mais algum tempo, ela receberá uma vibração mais elevada, com a chegada dos novos espíritos que instalarão a paz que Jesus desejou para este mundo. Sabemos perfeitamente que nem todos os que vivem atualmente na Terra, estarão afinados e sintonizados nessa nova vibração espiritual. Entretanto, haverá lugar para onde irão, os que não praticarem o bem e aceitarem à luz, porque, disse Jesus: “Na casa do Pai há muitas outras moradas.”

Finalizando esta exposição sobre “Lições de Vida”, eis ainda uma bela lição: Certa vez perguntaram a Buda, o que mais o surpreendia na humanidade, e ele respondeu:  “Os homens que perdem a saúde para conseguir o dinheiro, e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem no futuro, esquecem o presente, de tal forma que, acabam por não viver nem no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”


Que a Paz do Senhor esteja em nossos corações.

Bibliografia:
Livro “Quando Ele voltar”
Novo Testamento
+ modificações e acréscimos 

Jc.
S.Luis, 17/4/2007.
Refeito em 03/03/2019