sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

AS CRIANÇAS E A TELEVISÃO, COMO AGIR?





 
O avanço tecnológico permitiu um progresso sem precedentes nos veículos de comunicação. Transmissões de locais de difícil acesso, imagens em tempo real via satélite e outros tantos recursos permitem que milhares de informações e imagens, das mais diversas culturas e fatos, invadem a nossa casa e os quartos de nossas crianças, através da TV, da Internet ou do celular. O que fazer? Liberar, proibir, ou o que deve ser proibido? São perguntas que atormentam os pais angustiados.

O fato de a Tv, Internet e o Celular terem se tornado uma “ocupação” constante para a criança e jovens, é visto com cautela pelos pais. Ao mesmo tempo em que tal ação representa o indício de que a criança está se integrando aos novos tempos, significa também que ela pode estar se envolvendo com o que há de pior neste espaço de informações e imagens indiscriminadas. Quanto maior for a oferta de informação, maior a dificuldade em julgá-la, isto é, separar seu valor de exemplo ou de contra-exemplo, distinguir seu caráter de realidade ou fantasia, como qualificar como positiva ou negativamente a informação ou a imagem.

A violência e a erotização é uma constante e para esse excesso indiscriminado é que os pais temem expor seus filhos, e pode ser exemplificada no filme “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni. Nele, um pai preso com seu filho num campo de concentração, finge que aquilo tudo não passa de uma espécie de jogo, uma brincadeira que no fundo não é tão real quanto parece. Observamos em muitos pais, o desejo de tentarem restringir o acesso a essa realidade “dura demais”, impondo limites. É melhor não saber daquilo com que não se pode lidar ou entender. Estas duas atitudes de proteção, por desqualificação ou por restrição, estão cada vez mais difíceis de se sustentar.

Em uma época onde é importante saber de tudo e o quanto antes, os pais se vêem pressionados a introduzir cada vez mais cedo os filhos nesse mundo de informações. Exemplo disso está no alto valor que a cultura “informática” adquire para a educação em nossa época. Mais além, deve-se registrar a sobreposição crescente entre o saber que se ensina formalmente nas escolas e o saber ligado ao entretenimento. Na classificação dos saberes, duas figuras encabeçam a lista do que se deve evitar expor as crianças: a violência e a erótica dos costumes. É claro que os programas que exploram diretamente tais aspectos, devem ter seu acesso vetado à criança. Há um consenso de que a exposição a tais programas é um fator de risco para o desenvolvimento social e cognitivo. Mas como fazê-lo? O veto ao acesso a certos programas ou jogos em função de seu risco potencial é difícil de cumprir.

Sabe-se que entre a oferta de um programa educativo bem produzido, para a faixa etária, e um lixo industrial potencialmente danoso, a escolha da criança pode se dirigir preferencialmente para o primeiro caso, principalmente se os pais e a escola trabalharem ativamente nesse sentido. Diante da intensa e extensa exposição da mídia, a que nossas  crianças são submetidas, e o trabalho para conter o acesso ao imaginário da violência e da sexualidade é árduo. Mesmo assim, pais e educadores devem manter a atitude criteriosa quanto à seleção e o incentivo do tipo preferencial de programação a assistir.

Nas escolas de educação infantil uma estratégia que pode ser utilizada é trazer a própria criança para o centro da avaliação do que é ruim ou bom assistir, estimulando diretamente o julgamento do que é apresentado e enfatizado, e a tarefa de qualificação da informação pela própria criança. Isso implica em deslocar o problema do que pode ou não ser assistido, interpretando o que é dado. Tal ação auxilia no que podemos chamar de formação ética ou estética de nossas crianças, desenvolvendo seu raciocínio crítico. Nesta medida, proibir um programa de baixa qualidade é muito menos eficaz do que assisti-lo e comentá-lo criticamente com a criança, mostrando por que aquele é um programa ruim. O fato, entretanto, é que poucos pais sabem efetivamente o que seus filhos assistem, e a situação tende a piorar com o passar do tempo. Exemplo: A televisão no quarto da criança onde o acesso ao que é assistido não é fiscalizado, torna-se  um  problema muito maior do que se imagina, por causa dos pedófilos.

A vida banalizada pela violência, pelas drogas e pelo sexo é diariamente retratada pela televisão. Para a criança que está em fase de desenvolvimento, período onde o mundo da fantasia e o mundo real confundem-se, os parâmetros dados pela família e pela escola de educação infantil são fundamentais, pois são eles que nortearão o saber e a construção de um aparato cognitivo que seja capaz de fazer a criança diferenciar o real do imaginário, o certo do errado, o bom do mau. É na socialização das idéias com os pais, com o professor e com os colegas de sala de aula que a criança constrói seu conhecimento que o acompanhará por toda a sua existência.

Leia também o artigo “O Poder da Televisão”

Bibliografia
Ana Cristina Dunker
Jornal “Mundo Jovem” – 05/2005
+ pequenas modificações

Jc.
S.Luis, 17/4/2012
Refeito em 8/01/2019

A PROPAGANDA DESTRUIDORA




 
 
No mundo atual, são pouquíssimas as pessoas que ocupam a visibilidade social para semear o bem, sendo uma destas raras exceções, o Papa Francisco. O líder religioso destina um carinho especial para as crianças, os adolescentes e os jovens – o futuro que vai depender do presente.
Recentemente, ao se dirigir a um grupo de adolescentes e jovens que lhe fizeram uma visita, o Papa Francisco foi direto aos seus conselhos e amorosas recomendações, dizendo: “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!  Caminhem contra essa sociedade que está fazendo tanto mal”. Que efeito terão estas palavras do Papa, na mente dos jovens e adolescentes? Que efeito terão as suas palavras, num mundo doente, tão distante dos valores do Espírito? – “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!” 
Infelizmente, as propagandas de cervejas acabam se revelando muito mais sedutoras para tantas crianças, adolescentes e jovens, do que as palavras do Papa Francisco. Até quando a euforia e os amplos sorrisos apresentados nos comerciais de cervejas haverão de acobertar o fato de que o álcool é uma das mais devastadoras drogas que há? Uma droga que, segundo a Organização Mundial de Saúde ceifa a existência de 3,3 milhões de vítimas, todos os anos no mundo.
Quanto vício, dor, sofrimentos e morte, as bebidas alcoólicas ainda haverão de provocar, até que consigamos banir das televisões os comerciais de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro? Vivenciamos hoje dias de grandes embates entre a Luz e as trevas; entre a Vida e a morte. E nesses tempos de luta, as crianças, os adolescentes e os jovens são sempre os mais atingidos, as primeiras vítimas.
A televisão nos mostra a cantora Ivete Sangalo, dizendo o seguinte: “Carnavalzão, merece um cervejão”; e a atriz Grazzi Massafera fazendo a apresentação da cerveja “devassa”, ambas com um sorriso prestes a explodir de alegria e satisfação. O que essas mensagens de tamanha apelação associada à bebida alcoólica, transmitem às crianças e aos adolescentes?
A devassidão moral que acomete a nossa sociedade faz tudo se resumir a ganhos financeiros. A promessa de paraísos artificiais; é a bebida da felicidade prometida para quem estiver disposto a beber e entorpecer os sentidos. A euforia prometida numa latinha ou garrafa de cerveja. Esses comerciais de cerveja representam o golpe mais duro e sujo contra a infância e a juventude. A exaltação dos prazeres alcoólicos, tão fácil quanto vazios e efêmeros. A propaganda nos mostra ainda uma criança a beber uma latinha de cerveja “Itaipava”. Se nada for feito, onde vamos parar?
Em virtude das campanhas publicitárias tão abusivas e persuasivas, hoje temos no Brasil a idade de 13 anos, em que se inicia o consumo de álcool, é o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cobrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) que revelou o consumo de álcool por adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, que já atingiu 54 % dos entrevistados e desses, 17 % já apresentam dependência. Adolescentes que sofrerão pela existência afora, uma doença grave e incurável – a dependência química, e que fará toda a família sofrer.
A promessa do prazer infinito esconde a cruel realidade de um processo de desespero, de vício, de sofrimentos e de morte. As bebidas alcoólicas são a principal causa da violência doméstica no país. Cantoras, cantores e celebridades têm que compreender que ao promoverem o consumo de bebidas alcoólicas, por algumas vantagens financeiras estão disseminando o vício, os sofrimentos e a morte, e serão responsabilizados pela Lei Divina, por todos os males que tenham ocorrido por causa da propaganda estimuladora.
A menina Laura de apenas 8 anos, morreu na UTI depois de um acidente de carro ocorrido com um motorista bêbedo. Quantas  crianças mais teremos de enterrar, frustrando as esperanças de pais, até que consigamos banir os comerciais de cervejas?  É mais do que sabido que as bebidas alcoólicas representam hoje a porta de entrada para o consumo das drogas ilícitas...
Se as autoridades governamentais realmente estivessem preocupadas e dispostas a eliminar a epidemia de drogas e a combater as cracolândias que se alastram pelo país, a primeira e mais básica medida seria a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro. Como poderemos pretender acabar com as drogas e as cracolândias, com uma porta de entrada tão convidativa que promovem os comerciais de cervejas? Acabar com esses comerciais é uma questão de segura pública, de civilidade e de humanidade...
As crianças de hoje são o bem mais preciosos de toda família e o futuro e a esperança do país amanhã, e nos posicionarmos e nos empenharmos pelo fim dos comerciais de bebidas alcoólicas, é o mínimo que podemos fazer para beneficiar essa juventude e criar  o bem estar no Brasil.
Que as palavras do Papa Francisco possam nos guiar nessa busca por um país e por um mundo mais saudável, feliz e cristão. No futuro essas crianças vão nos agradecer por querermos um Brasil melhor, sem álcool, sem viciados, sem violência, sem sofrimentos e sem mortes, causadas pelo uso consentido e danoso do álcool...
E, “quando lhe disserem, tome um pouco de álcool ou um pouco de droga”, lembre-se das palavras do Papa Francisco, e diga: - NÃO! 

Fonte:
Internet – Artigo: “Vida e Morte”
+ Modificações.

Jc.
São Luís, 2/11/2015
Refeito em 9/01/2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A FÉ DEVE SER COM LIBERDADE






A    DEVE  SER  COM  LIBERDADE
É preciso pertencer a esta ou aquela linha religiosa para ter a crença em Deus? Elsie Dubugras  informa como sua independência nessa área a ajudou a ter suas próprias concepções acerca dos princípios espirituais que norteiam a humanidade.
Ela informa que foi criada dentro dos preceitos da religião anglicana. Já adulta conheceu outras religiões, cristãs e não cristãs, e o que mais a surpreendeu foram ás diferenças entre elas. Ela comparou a igreja católica romana e a anglicana. Embora ambas se considerem apostólicas, seus conceitos e cerimônias divergem entre si; pois enquanto a católica romana  impõe o celibato ao seu corpo sacerdotal, os padres anglicanos se casam e têm filhos. O papa, chefe da igreja católica romana tem o cargo vitalício, já o líder dos anglicanos, o arcebispo de Cantuária, pode ser substituído.
A diversidade nas formas de cultuar Deus multiplica-se ao infinito quando se considera o grande número de religiões existentes no mundo. Segundo pesquisas recentes, só na Inglaterra, país considerado conservador, há mais de 2 mil seitas religiosas diferentes; já no Japão, existem cerca de 160 mil. Algo parecido acontece em outros países de todos os continentes. O que se pode deduzir dessa proliferação religiosa?
Depois de muita reflexão, concluí que, os seres humanos seriam comparáveis a criaturas que, vivendo em lugares escuros, no fundo da terra, pouco ou nada sabem do que ocorre na superfície. Um dia alguém descobre uma trilha e, após caminhar durante algum tempo, chega à superfície, e ali encontra um mundo diferente, luminoso, cheio de vegetação e criaturas. Assustado, volta à sua caverna e descreve a sua experiência para os companheiros. Alguns acreditam outros não. A maioria conclui que o viajante deve ter estado num lugar não terrestre, povoados por seres incorpóreos. Assim nasce a crença num mundo espiritual, repleto de luz e habitado por seres dignos de veneração.
Mais tarde, outros habitantes sobem por novas trilhas e também chegam à superfície, mas em locais diferentes. Deparam-se eles com seres estranhos, animais desconhecidos, paisagens por vezes belas e outras desérticas, quentes ou extremamente geladas. Suas descrições passam a influenciar grupos de pessoas e, aos poucos, outras crenças vão surgindo, com deuses, demônios, criaturas angelicais, céus, purgatórios e infernos.
Todas essas imagens refletem várias concepções, resultado de muitos estudos e observações que, se não me conduziram à verdade definitiva, permitiram-me descobrir princípios que explicam a diversidade no modo de pensar e de se comportar da humanidade. Um deles, ensinado pelos espiritualistas e espíritas, mas não aceito pela maioria dos cristãos, é o princípio da  reencarnação dos espíritos. O principal motivo alegado pelos cristãos para rejeitarem esse conceito é a omissão da “Bíblia” sobre o assunto. Porém, ao contrário do que eles afirmam, há vários casos que são citados tanto no Antigo como no Novo Testamento.
O do profeta Elias, a propósito, aparece em ambos. Considerado um dos maiores profetas hebreus, ele foi alimentado por corvos quando se refugiou no deserto para escapar da ira do rei Acabe, por ter ressuscitado um jovem que havia morrido, e ter salvado a religião judaica da corrupção dos adoradores de Baal, o que lhe permitiu subir aos céus num carro de fogo, puxado por cavalos também de fogo. No Livro de Malaquias, o último do Antigo Testamento, há a promessa de que Elias voltaria: “Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”. (4:5)
Jesus não só confirmou o prognóstico de Malaquias como revelou o novo nome do profeta ao afirmar: “Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram.” Então entenderam os apóstolos que Ele lhes falava de João Batista. (Mateus 17:12 e 13)
Outro caso é o do cego de nascença. Segundo o Evangelho de João, (9:2). Ao passarem por um cego de nascença, os apóstolos perguntaram a Jesus:  “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?”. A primeira parte da pergunta sugere que os apóstolos  acreditavam na preexistência da alma e no resgate de erros cometidos em existências passadas. Quanto à dúvida sobre os pais terem pecado, parece uma referência às palavras escutadas por Moisés no Monte Sinai: “Sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20:5)
É interessante assinalar ainda que, até meados do século 6 da nossa era, a reencarnação fazia parte dos ensinamentos e aceita pela cultura religiosa oriental, há milênios, antes da Era Cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da justiça divina. Ela só foi abolida da doutrina pelo Concílio de Constantinopla, no ano de 533, que resolveu substituir a reencarnação pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, porque admite a volta do Espírito (por ocasião de um suposto juízo final) ao corpo já desintegrado de todos os seus elementos, sem falar nos corpos que são cremados. O segundo motivo se refere á Teodora, esposa do imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa que temia retornar ao mundo, na pessoa de uma escrava, para pagar os seus pecados, e fez pressão sobre o papa Virgílio que subira ao poder, por meio da intervenção do general Belizário, para quem os desejos de Teodora eram lei.
Nos séculos  12 e 13 da nossa era, a crença na reencarnação foi reavivada pelos cátaros, que foram considerados hereges pela igreja católica romana e, consequentemente perseguidos e exterminados. Hoje, a reencarnação é um dos principais temas da Doutrina dos Espíritos, estudada e aceita pelo mundo, como a oportunidade dela possibilitar o resgate das dívidas e acelerar o progresso espiritual das pessoas, pela fraternidade, pelo amor e pela caridade aos seus semelhantes.
O fato de não me considerar religiosa não impede, portanto, que eu possa formular minhas próprias concepções sobre Deus e os princípios espirituais que regem a humanidade. Na verdade, isso tem me estimulado a pesquisar tais questões sempre e cada vez mais. Mesmo porque, para mim, é procurando que se encontra.
Por falar em caridade, é tradição entre os endinheirados americanos a máxima:  “Eu, você, cada um de nós está aqui para fazer o bem”. A filantropia ainda é um artigo relativamente escasso no Brasil. Mas temos alguns exemplos e entre eles brilha a estrela de Elie Horn, fundador da Cyrela, a segunda incorporadora imobiliária do país. Judeu ortodoxo, nascido há 74 anos na Síria. Horn que chegou aqui no Brasil com 10 anos de idade é o único sul-americano entre os cerca de 200 integrantes do The Giving Pledge, a iniciativa liderada por Bil Gates e Warren Buffetti que estimula bilionários a doar a maior parte de seus recursos para causas de impacto social. Horn que se comprometeu a repassar 60% de sua fortuna pessoal teve em casa o exemplo para esse comportamento, seu pai, que não era um homem rico, mas doou tudo o que tinha para a caridade. O gesto tem uma origem espiritual profunda, citada pelo empresário em entrevista:  “QUANDO VOCÊ FAZ O BEM, LEVA JUNTO A SUA POUPANÇA PARA A ETERNIDADE.  É A ÚNICA MERCADORIA QUE SE LEVA PARA O OUTRO MUNDO.”
Esperamos que outros milionários ou bilionários brasileiros possam seguir esse exemplo de fraternidade para com seus semelhantes, a fim de se beneficiarem com a bondade Divina, quando retornarem a pátria espiritual.

Fonte:
Elsie Dubugras
Revista “Planeta” – 12/2018
Modificações e acréscimos

Jc.
São Luís, 8/1/2019

A POLÍCIA E O QUE É O BEM E O MAL




 
O jornalista J. R. Guzzo, em artigo publicado na revista “Veja” nº 2367, de 2/4/2014, refere-se ao assunto que dá nome a este artigo, que reproduzo alguns tópicos do mesmo, concordando com o que ele afirma.  Diz ele: “Pode ser uma coisa que muitas pessoas acham desagradável ouvir, e por isso é melhor dizer logo, para não gastar o tempo do leitor. É o seguinte: os brasileiros fariam um grande favor, a si mesmos, se tomassem a decisão de ficar, com o máximo de clareza e na frente de todo mundo, a favor da polícia. Isso mesmo: a favor da polícia, e da ideia de que cabe a ela com exclusividade, numa democracia o direito de usar a força bruta, quando necessário, para manter a ordem, cumprir a lei e proteger os cidadãos. Tem a obrigação legal de fazer tudo isso. Algum problema? É exatamente assim em todos os regimes democráticos. Eis aí, na verdade, uma afirmação evidente em si mesma; pode ser entendida sem a menor dificuldade após um minuto de reflexão”.
Mas estamos no Brasil, e no Brasil, no momento, justamente agora, passamos por um desses surtos de tumulto mental. Segundo o entendimento de boa parte daquilo que se considera o “Brasil pensante”, “civilizado” ou “moderno”, é que muitas pessoas acham que o maior dos nossos problemas não seja o crime, mas a polícia. Parece bem esquisito pensar uma coisa dessas, num país com mais de 50.000 assassinatos por ano e índices de criminalidade que estão entre os piores do mundo. Onde esses “pensadores civilizados” estão vendo o problema de que tanto falam?
Vai saber. Os verdadeiros mistérios desse mundo não são as coisas invisíveis, e sim as que se podem ver muito bem. No caso, o que se pode ver com clareza é a fé automática de boas almas e mentes num mandamento que ouvem desde crianças: o criminoso brasileiro é sempre “vítima das desigualdades sociais”, (o que não concordo), e o policial está errado, por princípio, quando usa a força contra ele. Seu dever, segundo pensam os “civilizados”, como agente do Estado, seria tratar os bandidos como cidadãos que precisam de ajuda, para que tenham oportunidade de entender por que não devem assaltar, furtar, roubar, estuprar, espancar e matar. E os bandidos, por que praticam todos esses crimes?
Praticamente todos os dias há exemplos claros desse curto-circuito geral na capacidade de separar o certo do errado. O cidadão é assaltado, roubado e ferido, e no dia seguinte se lê ou se vê mais uma reportagem acusando a polícia por algum erro, real ou imaginário. Ainda há pouco, o país teve oportunidade de testemunhar políticos, intelectuais e celebridades em geral, com a colaboração maciça da mídia, colocando a polícia no banco dos réus, por reprimir bandos de marginais que vão para á rua decididos, treinados e equipados para destruir e roubar. Segundo essas excelentes cabeças, a polícia cria um “clima de violência” e de “provocação”, com a ação, que “força os ativistas baderneiros” a se defenderem “previamente”, incendiando bancas de jornal, destruindo e queimando carros, quebrando vitrines de lojas e destruindo e roubando os caixas automáticos.
Esse tipo de julgamento vai se tornando mais e mais aceitável no Brasil de hoje, além disso, cabeças em que não há ideias são sempre as mais resistentes a deixar alguma ideia entrar nelas.  Quanto à imprensa, rádio e TV, acreditem: o que mais gostam de fazer é falar as mesmas coisas, acusando a polícia. Nesse debate não há sete lados, só há dois lados, um que está com a lei e o outro que está contra – e aí o cidadão de bem precisa dizer qual dos dois lados ele realmente apoia. O primeiro é a polícia; o segundo é o que comete o crime dentro de casa e na rua. Não vale dizer “depende”, ou declarar-se a favor da ordem, desde que a polícia se comporte com altos níveis de civilidade, seja muito bem educada, não bata em ninguém, nem cause nenhum incômodo físico a quem esteja jogando coquetéis incendiários ou com uma arma ameaçando a integridade dos cidadãos e dos próprios policiais.
A questão real é apoiar hoje a polícia brasileira que existe – não dá para chamar a polícia da Dinamarca, por exemplo, para substituir a nossa, ou tirar a PM da rua e só chamá-la de volta daqui a alguns anos quando estiver bem treinada, preparada e capacitada a ser infalível. É mais do que sabido que na polícia do Brasil existem muitos vícios e outros tantos policiais que não cumprem com a sua obrigação. Mas, da mesma maneira não é possível fechar os hospitais públicos que funcionam  mal, e só reabri-los quando forem uma maravilha. Temos que conviver com a realidade que está aí. É indispensável transformá-la, mas não dá para exigir já, uma corporação armada que tenha virtudes superiores às nossas.
É a polícia, na verdade, o que a população brasileira tem hoje de mais concreto na garantia de seus direitos. Alguém pode citar alguma força mais eficaz para impedir que nossa casa, nosso serviço, o Congresso, o STF e o próprio Palácio do Planalto sejam invadidos, sujeitos a saques e incendiados?  A polícia está do lado do bem – gostem ou não disso. No mundo real, é ela a principal defesa que o cidadão tem para proteger sua integridade física, sua propriedade, sua liberdade, sua vida e o direito de ir e vir e tudo o mais que a lei lhe assegura. O policial já erra quando falha ao cumprir quaisquer dessas tarefas. Não faz nexo criticá-lo nas ocasiões em que arisca sua vida e acerta, protegendo os cidadãos dos criminosos. (Vejam o que aconteceu em Salvador, durante os dois dias de greve da polícia, e também o que aconteceu em Recife, com a cidade sem polícia; imagine você, na rua, no serviço ou na sua residência, sendo assaltado por marginais, sem ter para quem apelar ou quem lhe defenda).
Não serve a nenhum propósito dar conforto e desculpar o criminoso – o que nossa elite pensante faz todo o tempo. Ele não vai deixar de ser seu inimigo. A lei brasileira com todas as letras, diz que só a polícia tem o direito de portar armas, e de utilizá-las no combate ao crime e na defesa da sociedade – salvo nos casos excepcionais que exigem licença específica. No caso dos atos de protestos – qual o propósito de levar para a rua, mochilas com bombas incendiárias, estiletes, barras de ferro e outros artefatos utilizados unicamente para machucar? Por que alguém precisaria dessas coisas para expressar suas opiniões em praça pública?
No Brasil as pessoas vêm se acostumando ultimamente à ideia doentia de que devem mostrar simpatia diante da delinquência e sempre hostilidade diante da polícia. Quem não pensa assim é visto como um ser humano das cavernas, extremista e inimigo da democracia. Mas é o contrário: opor-se ao crime e apoiar a polícia é ficar a favor da liberdade. Está em moda denunciar a polícia, mas essas mesmas fontes aplaudem os rappers que pregam abertamente, em suas músicas, o assassinato de policiais. Está na hora de deixar claro: é falso quem acredita que no Brasil de hoje existe algum assaltante que rouba e mata porque está com fome ou tem que sustentar sua família; o que há são indivíduos que querem satisfazer todos os seus desejos sem ter que trabalhar ou respeitar o direito alheio, e partem para roubar e matar, outros matam porque são espíritos inferiores que sentem prazer em martirizar ou matar suas vítimas, e qualquer um de nós pode ser essa vítima...
Enquanto a sociedade lamenta por uma morte acidental de um inocente, seus companheiros da polícia, para homenagear os 128 policiais baleados e mortes nos cinco primeiros meses de 2014, promovem uma caminhada no Posto seis, na praia de Copacabana, no dia 25 de maio. Pelas redes sociais, na Internet,  estão os cartazes dos policiais vítimas dos bandidos com a mensagem: “Nós não merecíamos, porém morremos assassinados”. “Queremos mostrar para a sociedade que eles são filhos, irmãos e maridos de alguém e que deram a vida para defender os outros cidadãos, e não merecem que os critiquem”, afirma a cabo Flávia Louzada.
Em Cuba, país modelo para os nossos ex-governantes, são chamados de sociopatas e encerrados na cadeia quando não mortos, esses elementos perniciosos, sem que a “sociedade” seja chamada a “debater” coisa alguma.
Deus não precisou de ajuda para criar o Brasil, mas, como diria  Santo Agostinho, “só poderá nos salvar se tiver o nosso consentimento e a nossa ajuda”, e por isso, apoiemos aqueles que pertencem as Polícias  e as medidas prometidas pelo atual presidente Jair Bolsonaro de banir o crime e os criminosos  na cadeia, cumprindo suas penas.   

Fonte:
Jornalista J.R.Guzzo
Artigo publicado na revista “Veja”
+ Pequenos acréscimos supressões e modificações.

Jc.

São Luís, 21/5/2014
Refeito em 8/01/2019

domingo, 30 de dezembro de 2018

O QUE ESPERAR DO NOVO ANO?





 
Mais um ano se findou deixando para muitos, alegria de conquistas e realizações. Para outros, as lições das provações enfrentadas. Mas, mesmo com todas as dificuldades, devemos agradecer ao Pai Celestial a nova oportunidade que nos é concedida, na certeza de que dias melhores virão para nós.
De todos os rincões da Terra, elevam-se à Espiritualidade, pedidos de mais paz e felicidade; felicidade essa, para alguns, representada pelo ganho fácil, pelos bens amoedados, pela fartura de recursos, pelos bens adquiridos e pela posição de destaque... Felicidade essa, passageira e ilusória, pois na verdade não somos donos de nada, visto que nada trouxemos quando chegamos ao mundo e dele nada levaremos, a não ser o mérito ou o demérito das nossas ações praticadas durante a existência.
De diversas partes do mundo, elevam-se também os gemidos das almas desanimadas, famintas, sofredoras e descrentes. Foi-se mais um ano de infelicidade, flagelos, doenças, violências, crueldades, assassinatos, fruto da indiferença e da ignorância de muitas pessoas que se fecham em si mesmas, isolando-se da luz, da fraternidade e do amor, em opção deliberada pela negação, pelo pessimismo, pela insensatez e pelo egoísmo.
Entretanto, novas esperanças e novos projetos, novas expectativas de um mundo melhor, animam muitas outras pessoas que ainda possuem fé, praticam a fraternidade e acreditam na Providência Divina, que rege todos os fatos. Novo ano, um tempo ainda não passado; talvez símbolo de novas realizações construtivas. Tempo de história ainda não escrita, que só a nós, caberá determinar, se um tempo de harmonia ou de discórdia, de conquistas passageiras ou de reais aquisições; tempo de lutas ou de paz.
Reflitamos neste início de novo ano, o que faremos do tesouro das horas, dias e meses que nos será confiado. Fechemos o livro de páginas tristes, de lutas inglórias e dos tormentos mentais, e fitemos com esperança, as páginas brancas de um novo tempo, onde poderemos escrever uma história de paz verdadeira, de amor fraterno, de real felicidade, que nos dignifique a existência, enobrecendo o nosso próprio viver e a nossa consciência.
Para isso, eliminemos do nosso pensamento e coração, quimeras e sonhos voltados exclusivamente para as conquistas de bens terrenos, no imediatismo do hoje de ter e agora. Lancemos o nosso olhar para o alto, nos dispondo à conquista paciente, nas lutas de cada dia, na Paz por tesouro inalienável, trabalhando com amor e fraternidade, sem esmorecimento, para que a Luz do Mestre Amado nos alcance e transforme o nosso tempo de labor, na direção do Reino de Deus, nosso Pai de Infinita Bondade.
Ansiamos grandes mudanças em nossas existências e, ao final de cada ano, novas esperanças são renovadas. A expectativa é que o novo ano seja sempre melhor do que o último que se foi e, para garantir as transformações, recorremos às nossas tradicionais superstições. São tantas simpatias para a virada do ano que poderíamos escrever um livro inteiro para enumerá-las.
Sempre estamos tendo a sensação de que o ano passa tão depressa que quando percebemos, o Natal bate à nossa porta. Percebemos, então, que não colocamos nenhum daqueles antigos projetos em prática e que tudo em nossa volta permanece como antes, sem mudanças. Isso acontece com a maioria das pessoas; talvez em virtude da existência atribulada que levamos, ou simplesmente por comodismo. Mesmo não conseguindo sair do marasmo que nos envolve, em 31 de dezembro, tornamos a realizar as mesmas simpatias, de realizações positivas, com a esperança de que a nossa existência se modifique pela Vontade Divina.
Ora, sejamos racionais!  Nada e ninguém poderão mudar o curso do destino a não sermos nós mesmos. O progresso é resultado de nossas escolhas e, sobretudo de nossas ações. De nada adiante vestir certas cores, pular ondas, brindar o novo ano, se no coração e na consciência permanecemos a mesma pessoa, presa aos velhos e negativos hábitos. Albert Einstein dizia que: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar os resultados diferentes”. Certamente, se plantarmos macieiras não poderemos colher outra fruta que não seja maçã. E assim também é a nossa existência.
Nossa jornada é muito longa, mas para concluir a trajetória é preciso progredir lentamente, dando um passo de cada vez. Se não tivermos a iniciativa de caminhar para progredir, permanecemos estagnados. Portanto, um ano proveitoso só será construído dia após dia, aproveitando a oportunidade bendita de renovação que Deus nos concede a cada amanhecer. Se você deseja saúde, cuide do corpo e da mente; se quer progredir moralmente, pratique a caridade; se sonha com um novo amor, procure amar o próximo; se almeja o perdão, reconcilie-se com seu irmão; trabalhe para o bem, vigie seus pensamentos e ações e perdoe para que Deus o assista.
Saibamos também compreender que até mesmos as nossas quedas e os nossos sofrimentos são importantes para o aperfeiçoamento do nosso Espírito. Aquilo que julgamos ser uma derrota pode representar um grande salto na nossa caminhada de progresso. O pensamento escolhe; a ação realiza. O ser humano conduz o barco com os remos do desejo e a existência conduz o ser humano ao porto a que ele aspira chegar. Eis por que, segundo as Leis que nos regem, “a cada um será dado segundo suas próprias obras”.  (Jesus)
Todo final de ano é quase sempre igual, na esperança de dias melhores que virão; uma mudança no tempo, ao toque da meia-noite tudo parece mudar para melhor; explodem os fogos, abraços são dados, num toque mágico, tudo mudou de um dia para o outro. Mas o que mudou? Situações extremas nos circundam. Riqueza de um lado, miséria do outro. Opulência e pobreza, obesidade e desnutrição, alegria e tristeza, guerra e paz.
Sonhamos com o oposto da miséria, da pobreza, da violência e da guerra, Desejamos o respeito, a paz, a fraternidade, com as pessoas entrelaçadas pela tolerância e o amor. Isso, no entanto, como é natural, não se faz a um toque de relógio, nem em um dia.  É um processo trabalhoso e vagaroso, no tempo, um processo que se alcança com a maturidade. Para esse mundo que sonhamos externamente, é necessário que o interior das pessoas se transforme. É necessário que usemos o mais puro mármore que é o sentimento. É preciso buscar sempre o conhecimento que se puder e trabalhar o sentimento. É para os ensinos de Jesus que devemos nos voltar para a modificação de sentimentos que precisamos para nos tornarmos mais afáveis, dóceis e fraternos.
O novo ano chega, como sempre. Será apenas mais um modificar de ponteiros do tempo, ou o modificador de nossos sentimentos nesse tempo? Meditemos. Para um mundo melhor é preciso que sejamos melhores. Não é fácil esse processo, mas Jesus bem o disse, quando asseverou que, com a boa vontade tudo é possível.
Somos donos do nosso próprio destino e através do livre-arbítrio construímos o nosso futuro. Nossas conquistas e dissabores são sempre o resultado de nossas ações. Aproveitemos, então, os dias  deste novo ano, para realizarmos uma auto avaliação. Sócrates, antes da chegada de Jesus, já nos recomendava: “Conhece-te a ti mesmo”, pois é desta maneira que seremos capazes de nos transformar para melhor. Vamos aproveitar então o tempo, pois vemos que ele sempre passa e a nossa encarnação é breve. Façamos o melhor ao nosso alcance, edificando o reino de Deus em nossos corações.
Se lhe conforta, faça simpatias, orações, mas esteja disposto a mudar seus hábitos para que os resultados sejam diferentes. Do contrário o próximo ano será, para você, apenas mais um registro no calendário do tempo. . .

Fonte:
André Luiz Alves Jr.
Jornal “O Imortal” – 01/2015
+ Acréscimos e modificações.
Revisado em 12/2018

Jc.
São Luís, 21/12/2018

O CAMINHO DA PAZ






 
No mundo antigo, salientavam-se dez grandes flagelos que rebaixavam a existência humana:  1- A barbárie, que perpetuava os desregramentos do instinto; 2- A fome, que atormentava o grupo tribal; 3- A peste, que dizimava as populações; 4- O primitivismo que irmanava o engenho do homem e a habilidade do castor; 5- A ignorância que alimentava as trevas do espírito; 6- O insulamento, que favorecia as ilusões do feudalismo; 7- A ociosidade, que categorizava o trabalho à conta de humilhação e penitência; 8- O cativeiro, que vendia homens livres nos mercados de escravidão; 9- A imundice, que relegava a habitação terrestre ao nível dos brutos; 10- A guerra, que suprimia a paz e justificava a crueldade e o crime.
Veio então á política e, instituindo vários sistemas de governo, anulou a barbárie; apareceu o comércio e, multiplicando as vias de transporte, dissipou a fome; surgiu a ciência, e exterminou a peste; eclodiu a indústria, e desfez o primitivismo; brilhou a imprensa, e proscreveu-se a ignorância; criaram-se o telégrafo sem fio e a navegação aérea, e acabou-se o insulamento; progrediram os princípios morais, e o trabalho surgiu como uma dignidade humana, desacreditando a ociosidade; cresceu a educação e aboliu-se o cativeiro; agigantou-se a higiene, e removeu-se a imundície.
Mas nem a política, nem o comércio, nem a ciência, nem a indústria, nem a imprensa, nem a aproximação entre os povos, nem a exaltação ao trabalho, nem a evolução do direito individual e nem a higiene, conseguem resolveu o problema da falta de Paz, porquanto a guerra, monstro de mil faces que começa no egoísmo, na ambição e na ganância de cada um, que se corporifica na discórdia do lar, e se prolonga na intolerância da fé, na vaidade da inteligência e no orgulho das raças, alimentando-se de sangue e lágrimas, violência e desespero, ódio e rapina, tão cruel entre as nações que se dizem cristãs, supercivilizadas do século 21, quanto já o era na corte obscurantista de Ramsés II.
E a equação de todos esses desatinos será sempre a guerra... Guerra de princípios, guerra de interesses e ganância, guerra fria superlotando os manicômios, guerras devastadoras produzindo a morte. Diante do barbarismo e da guerra ideológica e fanática que grassa no mundo e produz danos às criaturas e ao meio ambiente, não nos esqueçamos do Pai Amoroso e Justo, de infinita Misericórdia que criou a todos nós, nos dando a oportunidade de escolhermos os melhores  caminhos de evolução. A dor gerada por equívocos passados é um chamamento ao despertar do Espírito de todos; de uma forma ou de outra, estamos nesse processo de identificação de nossas reais necessidades.
Se, temos sido poupados da violência, agradeçamos à Providência Divina, mas elevemos o nosso pensamento e  dirijamos-os em direção aos agressores, procurando envolvê-los em paz e harmonia, que por suas próprias condições não tem tido possibilidades de conseguir. Se a doença tem passado distante de nosso lar, façamos o esforço de diminuir as dores do nosso próximo mais próximo. Quantos de nós não temos em nosso círculo pessoal, parentes, amigos e colegas de trabalho em desequilíbrio?
Se as dificuldades financeiras não nos tiram o supérfluo, tratemos de cuidar daqueles a quem falta o essencial, buscando-os, sem esperar que venham até nós, humilhados, porque lhes faltam recursos para adquirir o pão. Não se trata de esmola, mas sim escolha consciente de unir-se fraternalmente às agruras da existência e da dor do nosso semelhante.
Se tivermos inteligência para absorver os conhecimentos doutrinários do Consolador, estendamo-la àqueles que não tiveram acesso às primeiras letras, que não tiveram acesso aos livros que guardamos, sem leitura, em nossas estantes para, no mais das vezes, impressionar em nossas relações. Se fizermos uma réstia de luz aos nossos irmãos necessitados, estaremos acendendo um farol que nos conduzirá a uma consciência tranquila e pacífica.
Lembremo-nos sempre de que recebemos a reencarnação como oportunidade de ascensão e devoção ao Bem, neste planeta. Não entreguemo-la ao acaso ou ao descaso de nós mesmos. Trabalhemos e sirvamos pelo bem de todos, aperfeiçoando a nós mesmos, sabendo que caminhamos  para a exaltação da vida, para a nossa imortalidade, com a paz verdadeira, começando por nós.
Tenhamos calma. Se estivermos no ponto de estourar mentalmente, silenciemos alguns instantes; se o caso é de moléstia no corpo, a intranquilidade só faz piorar; se a doença é em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante. Se, sofremos prejuízos materiais a reclamação não vai resolver nada; se perdemos alguma afeição, a queixa nos tornará uma pessoa menos simpática junto aos amigos; se deixamos passar alguma oportunidade valiosa, a lamentação é apenas desperdício de tempo; se contrariedades se fizerem presente, o ato de esbravejar, de nada vai nos adiantar; se praticamos algum erro, o desespero nos abrirá portas para maiores faltas; se não conseguimos atingir o que desejávamos, a impaciência fará mais distância entre nós e o objetivo a alcançar. Seja qual for á dificuldade, devemos conservar a calma, manter a paz, porque em todo problema, a serenidade nos fará ver a solução.
Existe paz no coração dos iniciados no Evangelho, na alma dos que oram, no íntimo dos Espíritos que alcançaram a comunhão com o Criador. Só não existe paz naqueles que vivem longe do Pai, ignorantes do Bem e do Amor, desprovidos da única sabedoria que importa realmente, incapazes de ter a paz no seu íntimo.
Poucos terão conhecido tão grande agitação como o Mestre Jesus: Ele viveu na Terra à época de grande ignorância e Ele como mensageiro da Paz, dificilmente conseguia escapar à agitada multidão que o acompanhava, sedenta de reconforto, reclamando a ação de suas mãos curadoras, exigindo atendimento imediato às suas necessidades de caráter material e espiritual. No entanto, possuía Jesus em seu próprio íntimo um tesouro de serenidade alimentado pela meditação e pela prece; e com esses recursos de harmonia interior contava Ele que podia afirmar para toda a humanidade:  “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá”. ( João  14:27 )
A Paz só haverá na Terra quando a guerra, em suas múltiplas faces, não existir mais; quando o Evangelho de Jesus iluminar o coração humano, fazendo com que os seus habitantes se amem como verdadeiros irmãos. É por isso que a Doutrina dos Espíritos nos revela, sob a luz da Verdade, e fiel ao Cristo, que nos advertiu, convincente: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres”.       
O maior divulgador da Paz, por meio da música, chama-se Nando Cordel. Se quiser conhecê-lo e ouvir algumas de suas músicas, acesse os artigos:  “A Terra é a Nossa Casa” e “Nando Cordel – Especial Som e Vídeo”.
Mais informações leia também o artigo “A Paz”.
Fonte:
Emmanuel – Jornal “O Imortal” – 06/2014
Mensagem de Hipert  Viana – GEABL em 6/5/2014                     Livro “Ideal Espírita” - Livro “Comentários Evangélicos”
+ Acréscimos

Jc.
São Luís, 18/2/2015
Revisto em 16/12/2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A MAGIA DO NATAL

   



   
Dentre as muitas tradições da Humanidade, em todas as épocas, comemoramos o Natal, em que festejamos o nascimento de Jesus.

Há dois mil anos atrás, na Judéia, na Palestina, na Galileia, e em outros lugares próximos, não se falava de outra coisa que não fosse à vinda do Messias, o Salvador da Humanidade. Por isso, judeus descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas para recebê-lo. As profecias eram lidas e comentadas, e, preparados com devotamento, tecidos, tapetes; perfumes raros eram trazidos de outros lugares. Palácios eram reconstruídos, pomares eram cuidados e animais eram tratados para serem sacrificados no grande banquete.

O Enviado Celeste desce ao mundo na pequenina cidade de Belém e pequena manjedoura serve-lhe de berço. Nem príncipes, nem doutores, nem sábios nem os grandes lhe assistem a chegada. Apenas humildes pastores em peles surradas, camponeses simples e pobres mulheres se achegam a Ele. Por terem os pastores, visto a estrela que os guiou e ouvindo as vozes do Céu que diziam: “Glórias a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade entre os homens”, eles se achegaram até a manjedoura.  Jesus, com o povo inicia uma nova era de progresso... Mateus, em seu Evangelho, diz que tendo nascido o Messias, guiados pela estrela vieram do Oriente três magos para adorá-lo e o presentearam com Ouro, Incenso (resina perfumada que se queima) e Mirra (resina perfumada medicinal).

Avancemos até o século IV (400 anos depois). O Imperador Constantino, ao ter a visão de uma cruz e a inscrição: “In Hoc Signus Vinci”, e ao colocar a cruz e a inscrição em seu estandarte, vence o exército inimigo. Julgando que Jesus o ajudara, resolve adotar a crença cristã como mais uma religião oficial, onde o culto aos deuses do Olimpo continuavam, sendo Júpiter o deus dos deuses, seguido de Hermes, Ceres, Afrodite e outros deuses menores...

Avancemos mais um pouco até o século VI (600 anos depois). Nesse tempo o papa Gregório decide que Jesus deveria ter uma data para comemoração de seu nascimento. Mas, que dia seria esse?  Ninguém sabia!  - Alguns diziam que Jesus nascera no ano 750 depois da Fundação de Roma; outros afirmavam que tinha sido na época do recenseamento, porém não sabiam precisar. Muitas outras datas foram citadas e eram todas contraditórias. O que fazer? O papa Gregório então decide: O nascimento de Jesus seria na data em que na Europa e no Oriente, se comemorava a entrada do inverno que se iniciava em 22 de dezembro. Como em Roma era realizada no dia 25 de dezembro, a procissão ao deus Júpiter, que durava vários dias ficando o povo a comer e beber, louvando o deus Júpiter, o papa decidiu então que nessa data também fosse comemorado o nascimento de Jesus, para agradar aos romanos pagãos e aos cristãos.

Eis porque o Natal de hoje, para muitas pessoas que se dizem “cristãos”, continua sendo uma festa pagã, em que as barrigas se enchem de comidas e de bebidas alcoólicas, trocam-se votos de felicidade e presentes, mas o aniversariante que é Jesus fica esquecido, porque na verdade, para muitos, a festa não é de sentimento e agradecimento pela sua vinda de Jesus a Terra, mas apenas uma versão atualizada da festa dos romanos, apresentando ainda a figura grotesca do papai noel criada para promover o consumismo e enganar as crianças fazendo-as esquecer Jesus, o benfeitor da Humanidade.

Avancemos agora até o século XII (1200 anos), na mesma Itália na comunidade de Lácio.  Francisco havia completado 42 anos, mas parecia ter muito mais idade. Sua existência de sacrifícios, privações e dificuldades, voltada para os seus semelhantes, havia deixado marcas em seu rosto e dores pelo corpo. Seu Espírito, entretanto, tinha um desejo e sua preocupação naqueles dias era como aproximar-se das pessoas que não saiam de suas casas em virtude do frio, e passavam o Natal sem uma noção clara do seu significado. Eram pessoas simples que preferiam não se esforçar para entender a sua fé. Seus companheiros, frades, estavam sempre em andanças pela região, sempre procurando levar o Evangelho de Jesus aos camponeses, em virtude das distorções que os teológicos medievais haviam disseminados. Lembrava Francisco de seus primeiros Natais; seu pai trazendo presentes caros e farta comida, parecendo não se lembrarem de que a festa celebrava o nascimento de Jesus! Sua memória lhe trazia as imagens descritas pela mãe e, passados tantos anos, continuava a lembrar de cada personagem do estábulo onde nascera Jesus, que havia gravado na sua imaginação infantil.  

De repente, o passado e o presente se uniram e Francisco vislumbrou a resposta para a questão de como se aproximar das pessoas. Eufórico, chamou seu companheiro, Frei Leão e, repetindo cada palavra materna, foi descrevendo ao amigo a cena do nascimento de Jesus. Era isso que precisava: criar uma imagem que reproduzisse o nascimento de Jesus. Todos, enfim, poderiam entender a posição de Jesus, o desvelo de Maria, a proteção de José, os Magos, a presença dos pastores, dos animais, e que ficariam à mostra, o tempo necessário para os fieis. Frei Leão disse a Francisco que não sabia onde encontrar esses bonecos. Chamado Frei Gil, este disse que não daria certo e foi deitar. Frei Leão, cansado, despediu-se de Francisco e também foi embora.

Mas Francisco de Assis ficou pensando em sua idéia e, de repente, foi como se tivesse sido transportado até onde estava sua mãe. Maria Picallini olhava para ele e contava a história do nascimento de Jesus. Na medida em que ela descrevia um personagem, ele modelava a figura em argila... Assim ele foi criando várias figuras representadas no Natal. Ao amanhecer, Francisco tinha diante de si o mais expressivo painel pedagógico já criado, para enaltecer o nascimento do Mestre Amado. Ali estavam todos os personagens que compunham a mística histórica, e não havia dúvidas, toda a população do Lácio iria ficar enternecida e entender o espírito do Natal.

Os frades, quando vieram dar a saudação matinal a Francisco, ficaram admirados com aquele painel tridimensional e Frei Leão, chamou a representação de “presépio”, lembrando a língua materna de Jesus. O povo, no serviço religioso foi convidado para ir até o local onde o painel estava montado. Foi um sucesso, os frades se revezavam explicando o significado da vinda de Jesus, aos diferentes grupos convidados que silenciosos e atentos estavam emocionados. ... Era o ano de 1223, e Francisco não ficaria muito mais tempo na existência terrena. Se ele não fosse lembrado na história do Cristianismo, por sua grande contribuição na construção do amor entre os seres humanos, teria seu lugar garantido na lembrança de todos, pelo único momento, naquela época de tanta ignorância, em que Jesus verdadeiramente havia nascido, trazendo sua mensagem de simplicidade, humildade e amor. . .

Assim, devemos fazer uma reformulação nas comemorações do nosso Natal. De forma alguma devemos imitar as comemorações pagãs voltadas somente para os comes e bebes e as trocas de presentes, se nos consideramos realmente cristãos. A nossa comemoração deve ser uma festa de sentimento, de fraternidade, de amor para com nossos semelhantes, tanto nas nossas reuniões, como em família; troquemos votos de paz, felicidade, porém não nos esqueçamos de elevar nossas preces a Deus e a Jesus, pedindo que nos ajude e aos nossos irmãos, nas nossas imperfeições e nos auxilie no nosso desejo de evolução espiritual. Devemos repartir com nosso irmão ou irmã necessitada, nossa alegria, nossa esperança, nossa amizade e também um pouco do nosso pão. Com essa atitude, o Natal do Mestre Amado estará sendo sempre lembrado em todos os dias da nossa existência. . .

NATAL TODO  DIA
Um clima de sonho se espalha no ar,         
Pessoas se olham com brilho no olhar,      
A gente já sente chegando o Natal,              
É tempo de Amor, todo mundo é igual!       

Os velhos amigos, irão se abraçar,
E os desconhecidos, irão se falar,
E quem for criança, vai olhar ao léu,
Fazendo um pedido do Papai do Céu.

Se a gente é capaz de espalhar a alegria,  
Se a gente é capaz de toda essa magia,     
Eu tenho certeza que a gente podia,            
Fazer com que fosse Natal todo dia...          

Um jeito mais manso de ser e falar,                 
Mais calma, mais tempo pra gente se dar,      
Me diz por que só no Natal é assim?              
Que bom se ele nunca tivesse mais fim...       

Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza de que a gente podia,
Fazer com que fosse Natal todo dia...

Que o Natal comece no seu coração,
Que seja pra todos sem distinção,
Um sorriso, um abraço, o que assim for,
O melhor presente é sempre o Amor!...

Se a gente é capaz de espalhar a alegria,      
Se a gente é capaz de toda essa magia,        
Eu tenho certeza que a gente podia,           
Fazer com que fosse Natal todo dia...          

Fazer com que fosse... Natal todo dia!...   

========================                  
        Fonte:  Messenger - Internet                          
Produzido por João Vitor                             
Letra e música (Roupa Nova)                      
Escolhidas por Barbara Rayssa.                           


Desejando saber como adultos e crianças pensam sobre essa festividade, façamos uma pesquisa sobre o que representa as comemorações do Natal:

Que nome tomou o Messias, aqui na Terra? 
Em que cidade Ele nasceu?
Quem eram os seus pais? 
Pessoas importantes lhe visitaram;  Quem?
Em que palácio Ele nasceu?  
O que ouviram do Céu, os pastores?  -   
Por que nos reunimos hoje?  
Como devemos comemorar o Natal?

Muitas delas com certeza não saberão responder, ou dirão que o aniversariante é “papai noel”, o símbolo criado para o comércio e o consumismo das coisas.

Eu, seguindo a tradição da minha querida mãe, monto todos os anos, um “presépio” em nosso lar, como uma singela homenagem ao Espírito mais perfeito que veio a Terra, nos trazer uma mensagem de humildade, fraternidade, caridade e amor... Finalizando este artigo, desejo um FELIZ NATAL com muita Paz, Harmonia e Saúde para todos os meus irmãos e irmãs em Humanidade, e seus entes queridos, e que o NOVO ANO lhes possam trazer bênçãos de realizações positivas...

Fonte:
Boletim do “SEI”
+ Acréscimos diversos

Jc.
São Luís, 6/12/2010
Atualizado em 20/12/2018