domingo, 23 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A DÉCADA PETISTA NO GOVERNO, É A DÉCADA DA FALÁCIA
Na democracia, cabe á
imprensa informar o país sobre os fatos. São eles que nos permitem distinguir
as questões verdadeiras, urgentes e relevantes, daquelas que são da alçada do
“Ministério dos Falsos Problemas”.
Marco Antônio Villa,
historiador e autor de um livro sobre os dez anos do PT no poder, diz que os
êxitos do partido são menores que a propaganda faz crer e que o Brasil é um
país de miseráveis. Ele é uma exceção na academia. Ao contrário da maioria de
seus pares nas ciências humanas, Villa é um crítico duro das práticas do PT e
dos governos petistas. Na entrevista concedida à revista Época, edição de
2/12/2013, Villa critica a gestão econômica do PT, analisa a prisão dos mensaleiros e critica o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por ele ter sido contra a abertura do processo de impeachment contra Lula, em 2005. Vamos
à entrevista.
Época – Em seu livro, o
senhor chama os primeiros dez anos do PT no poder, entre 2003 e 2012, de
“década perdida”. Por quê?
Marcos – Nesses dez anos, o
Brasil perdeu uma oportunidade histórica de dar um grande salto. Não só em
termos de crescimento econômico, que foi muito baixo nos governos petistas,
como também para enfrentar os graves problemas sociais do país. Pela primeira
vez na história, tivemos a chance de combinar uma alta taxa de crescimento com
um regime de liberdade democrática plena. Até a explosão financeira, no final
de 2008, as condições externas eram favoráveis. A China crescia dois dígitos
por ano. Puxava o preço das commodities e gerava uma renda extra ao país, um
dos maiores exportadores mundiais de alimentos e minérios. Em vez de aproveitar
o momento, a partir da âncora criada nos anos 1990, com a queda da inflação e a
estabilidade fiscal e monetária, o governo abriu o baú da história. Desenterrou
velhas leituras econômicas, um keinesianismo cheirando a naftalina, e ideias de
presença do Estado na economia cheias de teias de aranha, dos tempos do governo
Geisel. Nos anos 1980, que tiveram um alto custa para o país. Provavelmente, os
três primeiros anos do governo Dilma estarão entre os piores da história
econômica brasileira, e a perspectiva de melhora no curto prazo é baixa.
Época – Nos dez anos do PT
no poder a renda da população subiu,
o emprego aumentou, a classe
média se tornou maioria, e a economia teve grandes picos de crescimento no
governo Lula. Faz sentido falar em década perdida?
Marcos – Os êxitos do PT são
bem menores do que se propala por aí. Eles são repetidos de forma tão sistemática
e tão eficaz, sem nenhuma resistência da oposição, infelizmente, que acabam por
adquirir um manto de verdade. Em 2009,
houve uma recessão. Em 2010, o Brasil cresceu 7.5%, mas a partir de uma base
muito baixa. Nos outros anos, o crescimento foi relativamente tímido. Em média,
o Brasil cresceu menos que a América Latina e os países emergentes nesse
período. Os argumentos do governo, de que a classe média se tornou maioria no
país, são totalmente falaciosos. Classe média não mora em favela nem ganha dois
ou três salários mínimos, ou até menos que isso por mês. Aconteceu é que o PT –
como se fosse o Ministério da Verdade, do livro “1984 de George Orwell” –
começou a criar novas categorias econômicas para dar êxito a um governo que é
um fracasso. Ele inventou uma nova classe C, que seria outra classe média,
diferente da classe média tradicional, e construiu a ideia de que o Brasil é um
país de classe média. Não é. É um país de classe pobre.
Época – O Bolsa Família não
é uma saída para reduzir a miséria no país? Esse crédito não deveria ser dado
ao governo petista?
Marcos – Ninguém discorda de
que precisa haver programas assistenciais, mas não só para a população não
morrer de fome. É preciso criar meios
para enfrentar a miséria e a pobreza. Não meios que as petrifiquem, como os
programas do PT. O governo gasta 0,5% do PIB com o Bolsa Família, mas não
consegue melhorar a vida das pessoas. Enquanto isso, metade do país não tem
saneamento básico, a situação da infraestrutura é lamentável, e o analfabetismo
funcional e real não para de subir.
Época – No livro, o senhor
dedica um bom espaço aos casos de corrupção, falando mensalão, e diz que o PT não
combateu a corrupção. Só aconteceram coisas ruins nesses dez anos?
Marcos – Como historiador,
não tenho culpa de que o volume de casos de corrupção tenha sido o maior da
história republicana do Brasil. Nunca
antes na história deste país, houve tanta corrupção
como na década petista.
Gostaria que não fosse assim, mas a sucessão de escândalos nos ministérios, de
desvios de recursos, nos dois governos Lula e no governo Dilma, é um recorde. A
década petista é a década do discurso, a década da falácia. Não há realização
material. Diga-me, que grande obra
pública foi construída nesses dez anos? Que usina hidroelétrica foi construída
nesses dez anos? Nenhuma. A transposição do Rio São Francisco até hoje, um
fracasso. Estradas, fracasso. Ferrovias, fracasso. Portos, fracasso.
Aeroportos, fracasso. Há apenas a construção de estádios de futebol, deixando a
saúde, a educação e a segurança a mingua
e não resolvem os problemas sociais. O PT é muito bom no palanque, mas
um péssimo gestor da economia.
Época – Como o senhor
explica, então, os altos índices de popularidade de Dilma nas pesquisas?
Marcos – Essas pesquisas não
servem para nada, pois não permitem a compreensão da realidade, até pela forma
como as perguntas são feitas pelos institutos de pesquisa e respondidas pelos
entrevistados. As pesquisas dão apenas uma noção de como as pessoas veem o
debate político. Mesmo tendo uma parcela de muitos eleitores, o PT nunca venceu
uma eleição presidencial no primeiro turno. Em 2002, quando era oposição,
ganhou no segundo turno. Em 2006 e 2010, quando era governo, idem. Em 2010, até
uma semana antes do pleito, diziam que Dilma teria 54% dos votos no primeiro
turno e teve apenas 46% Sempre há uma superavaliação da popularidade do governo
do PT. Em 2010, apesar da derrota, a oposição recebeu 44% dos votos no segundo
turno, sem existir verdadeiramente uma oposição, igual ao PT quando estava nessa
condição.
Época – Em sua opinião, o
que levou o PT a ganhar três eleições seguidas?
Marcos – Com o programa “Bolsa
Família” e o “Bolsa Empresário”, bancado pelo BNDES, o PT estabeleceu uma
sólida aliança entre a base da pirâmide e o grande capital. Levando em conta
que o Bolsa Família tem 13.5 milhões de famílias cadastradas, e cada família
tendo, no mínimo, três eleitores, o pai
a mãe e um filho com mais de 16 anos, só aí são 50 milhões de pessoas. O
equivalente a quase um terço do eleitorado.
Ao mesmo tempo, o governo se aliou aos industriais, os proprietários de terra, as construtoras e
o setor mineral. Virou um instrumento de enorme eficácia o BNDES para financiar
essa aliança entre o PT e o grande capital. Essa aliança na base da pirâmide e
no topo alcançou tal solidez que, hoje, é muito difícil rompê-la. A oposição
não consegue entender que essa estrutura
precisa ser rompida, mas a posição não sabe fazer política. Quer chegar ao
poder sem fazer uma oposição verdadeira. Não foi por acaso, que foi derrotada
nas eleições de 2002, 2006 e 2010. Se ela não se arregimentar, será derrotada em
2014.
Época – A que o senhor
atribui essa fragilidade da oposição?
Marcos – De um lado o PSDB,
o principal partido da oposição, não é um partido de fato. Está na oposição,
mas não é oposição. É curioso, no populismo, o símbolo maior da oposição era a
UDN, e nos tempos mais recentes, o PT. Qualquer oposição age sempre e diuturnamente criticando a inércia ou a falta
de atitude do governo, buscando uma aproximação com a sociedade, pensando
sempre na próxima eleição, como fazia o PT na época de Fernando Henrique. O
PSDB não age assim. A impressão que se
tem é que o PSDB se sente constrangido de ser oposição e parece que executa
essa tarefa com desagrado. A oposição tem que ser agressiva e atuante. Quando o
governo apresentar seus projetos, a oposição tem de se levantar e falar do que
está errado, como se vê nos parlamentos da Inglaterra, da França, de Portugal e
nos Estados Unidos.
Época – No livro, o senhor
diz que o ex-presidente Fernando Henrique cometeu um erro ao ser contra o
impeachment de Lula em 2005, para investigar sua participação no mensalão. Por
quê?
Marcos – Para mim, Lula é o
réu oculto do mensalão. Ele tinha ciência de tudo aquilo e chegou a ter até dois
encontros com Marco Valério. Pode não ter participado da organização do
esquema, mas é culpado por ser o principal favorecido. Na estrutura do PT, o
chefe da quadrilha, José Dirceu, não faria aquilo sem a concordância de Lula. O
que fez então Fernando Henrique? Saiu dizendo que um processo de impeachment de
Lula criaria uma crise institucional que afetaria a economia e o crescimento do
país. Essa é uma dívida que ele tem com o povo brasileiro. No momento em que o
PT estava nas cordas, em vez de leva-lo a nocaute, como o PT faria se estivesse
do outro lado, o que o PSDB fez por meio do seu principal líder, foi deixar
Lula sangrando na arena, acreditando que nas eleições de 2006 o nocautearia
facilmente. A oposição teve medo,
e esse medo é que deu
combustível para que o PT virasse o jogo, estabelecendo uma aliança sólida com
o PMDB e outros partidos e criasse o novo Lula, no último ano do seu primeiro
governo, possibilitando não só a sua reeleição como a continuação do PT no
governo, apoiando e elegendo a Dilma.
= =
=
Guilherme Fiuza em seu
artigo na revista Época de 16/11/2013, diz: O Brasil está atrapalhando o comitê
do PT no Palácio do Planalto, mas isso não ficará assim porque a presidente
Dilma Rousseff já reagiu falando grosso. Diante da recomendação para embargo de
sete obras federais, por superfaturamento e outras fraudes, Dilma refutou
dizendo: “Acho um absurdo parar obra”.
Se Dilma estivesse reformando sua casa, e os encarregados da obra
começassem a enfiar a mão no bolso dela, será que ela também acharia absurdo
parar a construção? Mas é totalmente diferente, porque o dinheiro público, como
se sabe, não é de ninguém. Agora, com o populismo profissional se aproximando
de 12 anos no poder, o dinheiro público tem dono: é do PT e as obras fraudadas
não podem parar, porque fazem parte da propaganda de campanha para 2014.
Sabendo-se que a taxa de investimento é uma das mais baixas entre os
emergentes, chega-se à constatação cristalina: As riquezas do país sustentam a
formidável máquina de Dilma, seus 40 ministérios e seu arsenal de caridades.
Essa é a fórmula infalível para que a permanência do PT no poder seja eterna,
enquanto dure o dinheiro dos contribuintes. . .
Enquanto essa situação
perdurar, o Brasil em Educação, está na
rabeira do mundo, ocupando o 57º lugar, no percentual de alunos com aprendizado
em português, matemáticas e ciências; e nos corredores da morte nos hospitais,
faltam leitos, roupas, remédios, enfermeiros, médicos, anestesistas e também
falta vergonha dos nossos dirigentes, isto é constatado em outros artigos nesta
mesma edição da revista Época.
Fonte:
Revista
Época nº 812
+
Acréscimos
Jc.
São Luís, 10/01/2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
A FÉ, UM REMÉDIO IDEAL
Não é milagre! A ciência
começa a explicar por que ela ajuda a prevenir e vencer doenças, do infarto até
o câncer. Diante de uma porção de
evidências, a medicina reconhece, afinal, que a espiritualidade ajuda a prevenir
e vencer doenças; acelera mesmo a recuperação e dá forças para viver mais e
melhor.
Não importa sua crença: ao
que tudo indica, participar de cultos e encontros religiosos é, de fato, uma
das fórmulas mais eficazes de reforçar a espiritualidade e colher suas
vantagens, beneficiando o corpo. A constatação vem de um trabalho da
Universidade do Texas, nos Estados Unidos, com foco em muitos ritos
brasileiros. Segundo os autores, a participação ativa dá mais controle sobre os
desafios da existência, estejam eles ligados à saúde ou não.
A ciência já decifrou certos
efeitos fisiológicos da espiritualidade.
Sistema nervoso Pessoas que creem em algo maior e são
altruístas tendem a apresentar cargas extras de neurotransmissores que
respondem pelo bem-estar.
Imunidade A espiritualidade potencializa a ação das
células de defesa, reduzindo os riscos de infecções virais e bacterianas, além
de ajudar a enfrentar o câncer.
Inflamação Estudos mostram que pessoas religiosas
possuem menos moléculas inflamatórias trafegando nos vasos, o que afasta
infartos, tumores e outros problemas.
Código Genético Ter
e exercer a fé tornaria mais vagaroso o processo de encurtamento dos telômeros
(as extremidades dos cromossomos), que leva ao envelhecimento.
Espiritualidade versos
religiosidade Esses termos não são sinônimos e ainda há
muito debate sobre suas definições. “A espiritualidade é a busca pessoal para
entender questões como o sentido da vida e as relações com o sagrado e o
transcendente, e isso pode ou não depender de práticas religiosas”, diz Sissy
Fontes, expert em espiritualidade e
medicina da Unifesp. “Já a religiosidade consiste em seguir uma doutrina e a
frequência com que se reza e se participa de eventos e rituais, em templos ou
mesmo em casa”.
A fé que vem de outro Um
tema que ainda intriga os pesquisadores
é se (e quanto) funcionam as
orações á distância, isto é, se a reza ou os pensamentos positivos de parentes
ou até de desconhecidos ajudariam a melhorar o problema de um doente. “Um
estudo com infartados recém-chegados à UTI demonstrou que pessoas contempladas
nas preces de um grupo tinham menos complicações. Seria uma forma de
interferência positiva, mas o paciente precisa estar aberto a receber essa
ajuda e ele mesmo desenvolver a sua fé”, analisa Sissy Fontes. Mas como
explicar o efeito dessa prece á distância? Com a palavra á física quântica.
O lado negro da força A
religiosidade, por outro lado, pode, sim, atrapalhar o estado de saúde e a
recuperação de uma doença. Isso acontece, em geral, por três razões: 1ª Encarar
os problemas apenas como castigos divinos, o que abala a expectativa de
melhora. 2ª Algumas religiões têm regras mais duras, capazes de gerar estresse.
Não é atoa que doutrinas punitivas ou fanáticas já estão associadas a um
aumento da pressão arterial. 3ª Ter uma atitude passiva e largar tudo nas mãos
de um ser superior, negligenciando inclusive as prescrições médicas.
“Espiritualidade e tratamento convencional devem sempre estar juntos”, ressalta
o psicólogo Esdras Vasconcelos.
Espiritualidade na faculdade
Considerar as crenças do paciente dentro do consultório exige que o
profissional de saúde esteja apto a lidar com isso. Esse é um hábito que ainda
é exceção no Brasil e que encontra certa resistência da própria classe médica.
“Essa visão é fruto da falta de treinamento e abordagem do tema na
universidade”, avalia Harold Koenig. De acordo com uma pesquisa da Unifesp,
apenas 10% das faculdades de medicina nacionais têm cursos específicos sobre
espiritualidade e bem-estar, e 40% tratam isso pelo menos de forma indireta no
currículo, enquanto nos Estados Unidos esse índice supera os 90%.
A educação religiosa desde a
infância também resguardaria os jovens de caírem na tentação de usar e abusar
das drogas. “Há indícios de que a espiritualidade estimula a porção frontal do
cérebro, que responde pela nossa capacidade de controle”, comenta Moreira
Almeida.
Diante dessa abundância de
dados, é natural reconhecer que há uma correlação entre longevidade e
existência espiritualizada. Só vai depender dos próprios profissionais de
saúde. “É uma pena que existam ainda tantos especialistas considerando
irrelevante esse assunto. Temos dados comprovando de que um médico mais
sensível às questões espirituais do paciente favorece o seu tratamento”,
analisa o psiquiatra Michael King, do University College London Medical School,
na Inglaterra. “A ideia é visualizar se a pessoa possui uma crença, se a
professa e a frequência com que faz isso. Não se trata de prescrever oração
como se fosso remédio, mas, partindo do interesse do paciente, procurar uma
forma de usar a espiritualidade a seu favor”, completa Lucchese.
O “Evangelho Segundo o
Espiritismo” no seu capítulo XIX, com o título “A Fé Transporta Montanhas”, nos
informa que o magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé em ação; é
pela fé que ele cura e produz esses fenômenos estranhos que, outrora, eram
qualificados de milagres. Em certas pessoas, a fé parece de alguma sorte inata;
uma centelha basta para desenvolvê-la. No “Novo Testamento”, em Mateus cap.8
vrs.5 a 13, encontramos a maior prova de fé. Um centurião se apresentou a
Jesus, implorando: “Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico,
sofrendo horrivelmente”. Jesus lhe disse: ”Eu irei curá-lo”. Mas o centurião
respondeu: “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda
com uma palavra e o meu rapaz será curado”. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e
disse aos que o seguiam: “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei
fé como esta”. Então disse Jesus ao centurião: “Vai-te, e seja feito conforme a
tua fé”. E naquela mesma hora, o servo foi curado.
Esta passagem representa a
fé que vem de longe. Jesus não precisou ir até a casa do centurião, para
realizar a cura do doente. Assim também com fé, nós podemos pedir pelos que se
encontram enfermos ou necessitados de um amparo espiritual, estejam perto ou
longe, o importante é a nossa fé inabalável e consistente. Para maiores
esclarecimentos, acessem o artigo “A Fé Consistente”.
Fonte:
Revista
“Saúde é Vital” – 12/2013
Evangelho
– Novo Testamento
+
Pequenas modificações
Jc.
São
Luís, 22/12/2013
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A EDUCAÇÃO FÍSICA
Por que a educação física é
importante para seus filhos? Por meio dessa disciplina e sob orientação de
profissionais, os jovens aprendem e se preparam para desenvolver as habilidades
de ser, conhecer, conviver e fazer – os
quatros pilares que dão base ao ensino, segundo a Unesco.
Aulas de educação física
significam muito mais do que atividades corporais. Por meio dos conhecimentos
específicos dessa disciplina e da prática constante de atividades físicas e
esportivas, seu filho/filha desenvolve competências, capacidades e habilidades,
associadas às dimensões afetivas, cognitivas, sociais, psicomotoras e valores. Terá
ainda que aprender a dividir tarefas, de modo a encontrar soluções para todo
tipo de situação, inclusive as derrotas. Pela participação em atividades
coletivas ele deixará de pensar apenas em si mesmo para contribuir com o
bem-estar das outras pessoas.
A educação física ajuda o
filho a se desenvolver.
Melhora as habilidades motoras,
e quanto mais experiência motora seu filho desenvolver, mais preparado ele
estará para corresponder aos desafios da existência; estimula as capacidades
cognitivas, desenvolvendo o raciocínio lógico, exercitando o planejamento,
estimulando a memória, ajudando a compreender situações e estratégias e
ensinando a resolver problemas; confere domínio corporal, pois ao fazer
atividades físicas e esportivas seu filho também vai testar seus próprios
limites físicos, conquistando o controle sobre seu próprio corpo, e conhecendo
diferentes formas de se relacionar com os outros e com o ambiente. Jogando,
dançando ou lutando, se exercitando de acordo com estilos e técnicas;
aprimorando as competências através da prática de atividades físicas e
esportivas, do ponto de vista psicológico e intelectual, melhora a concentração
e ainda promovendo a disciplina e a determinação.
A educação física ajuda a identifica
os problemas corporais.
Valorizando a consciência
corporal, não pretende formar atletas, mas pessoas conscientes de si mesmas e
do próprio corpo, sem que o culto do corpo seja o objetivo; reeduca a postura,
pois ela é fundamental para melhorar o rendimento sem prejudicar o corpo
inteiro, que provoca um desconforto quando incorreta; dá o sinal de alerta como
está o organismo, sendo possível detectar problemas como obesidade,
desnutrição, déficit de crescimento, distúrbios biológicos e neurológicos, que
podem ser tratados sem que haja problemas na fase adulta.
A educação física trabalha o equilíbrio
emocional.
Revelando o verdadeiro
desafio que não é superar o colega, mas a si mesmo; prepara para a vitória ou a
derrota, pois toda prática esportiva tem altos e baixos; na vitória, festeje,
na derrota se conforme; estimula a autonomia, pois é importante fazer uma
escolha, mesmo nos momentos de tensão; mostre ao seu filho que nada é garantido
e que cada situação tem um fim imprevisível, estimulando-o a superar os riscos
para que se torne capaz de dominar as frustrações; as atividades físicas e
esportivas reforça a autoestima liberando hormônios favorecendo o bem-estar e a
confiança em si mesmo; valoriza a
criatividade, pois o jovem que elabora várias formas de fazer uma tarefa, terá
vivência maior para enfrentar situações adversas no futuro.
A educação física ensina a
trabalhar em equipe.
Mostra a importância de partilhar
e entender que o mais importante é a equipe e não ele mesmo; ensina a enxergar
as outras pessoas e assim, cada um é estimulado a se identificar com o outro em
diferentes ambientes e situações, enfatizando que todos são iguais, mas têm
habilidades distintas que ajudam a fortalecer o todo; a harmonia do conjunto só
será atingida se for trabalhado o desenvolvimento de todos os integrantes, com
suas diferentes capacidades e habilidades; reforça que todos são importantes
cada um assumindo diferentes papéis no grupo ou equipe. Assim ele aprenderá a
respeitar os outros; ensina a lidar com os riscos e situações, escolhendo esta
ou aquela resposta que poderá ser benéfica para si ou o grupo; ensina a
repensar as estratégias e as alternativas para várias situações vivenciadas.
A educação física reforça o
valor da cooperação.
A importância de colaborar,
praticando atividades físicas ou esportivas com o foco na cooperação; enquanto
é instigado a cooperar para resolver um problema, ganha liberdade para se
expressar mostrando o seu jeito de ser; mostrando ainda novas saídas para as
situações para os problemas diários; fomenta a confiança no próximo onde deve
existir uma relação de troca de informações onde aprendem a conversar sobre o
que não deve ser silenciado;
A educação física ajuda na
relação entre pais e filhos.
Evita a cobrança exagerada
sobre o processo de construção de hábitos para um estilo de existência ativa e
saudável; incentiva as escolhas do seu filho/filha, para descobrir quais as
atividades físicas ou esportivas que eles mais se identificam...
Fonte:
Cartilha
de Educação Física
Revista
“Saúde” – 09/2013
+
Pequenas modificações
Jc.
São
Luís, 29/9/2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A SOCIEDADE HIPER-MODERNA
Estamos vivendo os primeiros
anos do século 21 e do terceiro milênio. Indiscutivelmente, percebemo-nos
envolvidos por um contexto de capitalismo avançado, de consumo desenfreado,
globalizado e de tecnologia e informatização. Muito se tem discutido sobre como
denominar essa época. Gilles Lipovetsky, um dos melhores analistas dos
paradoxos da nossa sociedade, afirma que vivemos a hipermodernidade; uma
sociedade marcada pelo signo do excesso, pela cultura da urgência e do sempre querer
mais.
Ele sustenta que essa sociedade
é marcada pela funcionalidade, pelo movimento, pela fluidez e pelo declínio das
tradicionais estruturas de sentido, em que os grandes sistemas de representação
no mundo são tomados como objeto de consumo. Segundo o filósofo, a
hipermodernidade lança mão do poder de dispositivos oriundos da lógica do
consumismo e da moda – a novidade, o entretenimento e o bem estar. Tal lógica
traz consigo uma das marcas do individualismo contemporâneo que é o culto ao
presente. Urgência e instantaneidade são as novas medidas do tempo, reflexos da
lógica do mercado. Assim, são, especialmente, a intensidade (velocidade) e a
quantidade (volume de informações) as características gradativamente mais
influentes no movimento das transformações atuais.
Atentemos para o exemplo das
relações humanas que, não raramente, são de pouca duração. Tudo passa
rapidamente; tudo é descartável. Imerso no frenesi da busca incessante e
desenfreada pela satisfação plena, ocupado em ganhar mais para poder gastar
mais e ainda estressado pela constante demanda de mais velocidade e
produtividade, o ser humano contemporâneo não dispõe do tempo necessário para
repensar suas experiências. Dessa forma, o indivíduo projeta no mundo dos
objetos a solução para o enigma fundamental de sua existência. Fica claramente
perceptível se tomarmos o fenômeno do consumo como exemplo: comprar pode ser
uma tentativa de preencher um vazio interno, não apenas com objetos, mas
especialmente com o que eles representam. Consumir uma marca significa consumir
uma identidade.
Lipovetsky afirma ainda que
vivemos numa sociedade que se torna cada vez mais porosa, onde as pessoas
buscam realizar qualquer tipo de fantasia em busca de seu prazer. Ao contrário
da ideia de contenção que se percebia em períodos anteriores, evidenciada, por
exemplo, na intensa repressão dos impulsos sexuais, a nossa sociedade, de
maneira geral, parece nos impelir ao prazer. Somos todos convocados a sermos
autônomos, vencedores consumistas e realizadores. Devemos buscar sempre
alcançar aquilo que representaria nossa felicidade, mas, evidentemente, estamos
sempre nos sentindo aquém da realização desse desejo. Na hipermodernidade,
nosso dever é ser feliz.
Desvinculado da tradição, o
indivíduo se ressente da falta de uma referência que o oriente, balize suas
ações e decisões morais; uma referência que o envie a uma figura reguladora,
seja a ciência a razão ou Deus. Esse parece ser um aspecto essencial dos tempos
atuais. Essa experiência se reflete também no conjunto de normas e valores que
orientam a existência das pessoas. Tudo vale e se tudo vale nada vale. A falta
de limites faz com que nos revelemos inaptos para lidar com as frustrações
naturais da existência. Buscamos uma resposta imediata, pronta e certeira, que
não nos exija um esforço de reflexão e interpretação. Não temos tempo a perder.
Um novo pensar poderá abrir os nossos olhos?
A diferença fundamental
entre a sociedade tradicional e a contemporânea é que hoje existe uma
diversidade muito maior de instâncias que se propõem produtoras de sentidos e
valores. Se na tradicional, a organização social obedecia a uma ordem vertical,
em que as famílias e as empresas eram orientadas por uma figura superior (pai
ou chefe), na hipermodernidade os ideais de pulverizaram, se horizontalizaram
e, assim perderam a referência.
Os avanços do capitalismo
moderno no que diz respeito ao aumento da produção industrial, do incremento
nos transportes e na comunicação e o surgimento de novas técnicas, são os
responsáveis pelo nascimento e desenvolvimento do consumo de massa. A
sociedade, de modo geral, volta-se para o presente, para o novo, para o
bem-estar, ou seja, consagra a ideologia do consumismo. A época da sociedade
tradicional terminou. Tínhamos uma modernidade limitada; agora, é chegado o
tempo da modernidade consumada, do consumismo que seria uma segunda
modernidade, marcada pela angústia do ser humano de querer possuir tudo o que
lhe vem aos olhos, frente à liberdade de escolha que a pós-modernidade lhe
oferece.
Ninguém se contenta mais com
o normal; é como se uma febre acometesse a pessoa para querer consumir tudo que
seja supérfluo, que lhe chega ao pensamento ou aos olhos, mesmo que não tenha a
mínima possibilidade de conseguir. Essa
é a sociedade hipermoderna...
Fonte:
Revista
“Mundo Jovem” nº 24
Priscilla
Braga
+
Supressões e pequenas modificações.
Jc.
São
Luís, 16/9/2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
DIVALDO PEREIRA FRANCO
Divaldo nasceu em 5 de maio
de 1927, na cidade de Feira de Santana, na Bahia, filho de Francisco Pereira
Franco e de Ana Alves Franco. Desde a infância, se comunicava com os Espíritos.
Ele cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana e se formou em professor
primário em 1943.
Quando criança, a amizade de
um Espírito em forma de criança alegrou ainda mais os seus dias. Era o índio
Jaguaraçu, que quer dizer “Onça Grande”. Esse Espírito vinha brincar com
Divaldo no quintal de sua casa todos os dias. Os dois amiguinhos brincavam sem
perceberem as horas passarem; eles subiam em árvores, corriam pelo quintal e
colhiam musgos e folhagem na época do Natal, para enfeitar as lapinhas, como
eram chamados os presépios.
Ainda jovem, foi abalado
pela morte do seu irmão mais velho, que o deixou traumatizado e enfermo. Foram
consultados diversos médicos, sem obter nenhum resultado satisfatório. Foi
então que a mão amiga de dona Ana Ribeiro Borges o conduziu à Doutrina
Espírita, libertando-o do trauma e trazendo a consolação tanto para ele como
para toda a família. Em 1945, já com 18 anos, ele mudou-se para Salvador, onde
foi aprovado em concurso, para o IPASE, tendo ingressado como funcionário em 5
de novembro de 1945.
Divaldo como espírita
convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de
1947. Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens
foram escritas por seu intermédio. Sob a orientação dos Mentores Espirituais,
guardou tudo o que escreveu, até que um dia recebeu a recomendação de que queimasse
tudo o que escrevera até ali, pois tudo não passava de simples exercício.
Em seguida vieram novas
mensagens assinadas por diversos Espíritos, entre eles, Joanna de Ângelis, que
durante muito tempo apresentava-se como “um Espírito amigo”, ocultando-se, à
espera do instante oportuno para se apresentar, Joanna, então revelou-se como
sua orientadora espiritual, escrevendo muitas mensagens, num estilo agradável
repassado de profunda sabedoria e grande amor, confortando as pessoas
necessitadas do amparo espiritual.
Em 1964, Joanna de Ângelis
selecionou várias mensagens de sua
autoria e enfeixou-as no livro “Messe de Amor”, que
se tornou o primeiro livro psicografado por Divaldo. Atualmente o médium é
recordista e conta com centenas de títulos publicados, e cerca de 5 milhões de
exemplares vendidos. Aproximadamente 100 livros já foram traduzidos para mais
de 15 idiomas, entre eles: O albanês, o alemão, o esperanto, o espanhol, o
italiano, o norueguês, o polonês, o russo, o sueco, o tcheco e o turco. Psicografou
o livro “Hacia las Estrelas”, inteiramente em espanhol, sendo o primeiro livro,
escrito em um idioma que não é o do médium, que foi traduzido para o português
com o título “Rumo as Estrelas”.
Desde 1952, mais de 600
crianças já foram educadas sob o regime de Lares Substitutos. 300 crianças e
jovens carentes são atendidas diariamente pela “Mansão do Caminho”, que
desenvolve ainda várias outras atividades beneficentes. Mas de 300 mil crianças
já passaram pela assistência, cursos e oficinas da Mansão do Caminho, desde
1952.
Desde 1947, Divaldo já
realizou mais de 10 mil conferências, em mais de 300 cidades do Exterior, e em
700 cidades de 25 estados no Brasil. Já esteve fazendo palestras em 53 países,
sendo 21 nas Américas, 20 na Europa, 5 na África, 6 na Ásia e 1 na Oceania. Já
fez 6 conferências na ONU; falou em mais de 40 universidades da América, Europa
e África. Concedeu mais de 200 entrevistas a rádios e TVs no Exterior, sendo 3
vezes na Voz da América, uma rádio em língua hispânica. No Brasil, já concedeu
mais de 800 entrevistas para emissoras de TV e 174 emissoras de rádio.
Convidado pela ONU, Divaldo
Franco participou do I Encontro Mundial pela Paz, no ano de 2.000, na reunião
de cúpula com lideres religiosos de todo o mundo, para debater e produzir uma
proposta de Paz, fato inédito na história da Humanidade. A maioria das guerras,
na história da humanidade foi causada por religiosos, sedentos pela supremacia
e poder temporal. O Encontro Mundial pela Paz, já produziu resultados: 1º
Criação do segmento “Religiosos pela Paz”, na cúpula da ONU, para trabalharem
junto aos delegados políticos objetivando a Paz no Planeta até o ano de
2021; 2º Elaboração de um documento com
sugestões a todos os governos da Terra, destacando a importância do
desarmamento mundial de todos os artefatos bélicos, inclusive os
bacteriológicos e químicos.
Comparecerem ao aludido
Encontro, 749 delegados de 73 países, num total de 3.000 representantes, do
Budismo, Hinduísmo, Xintoísmo, Masdeísmo, Igrejas Católica e Ortodoxa e Doutrina
dos Espíritos. As propostas aprovadas em prol da Paz são: 1ª A Paz para todos;
2ª Trabalhar para acabar com a miséria no mundo; 3ª Respeito ao Meio Ambiente;
4ª O Perdão e a Reconciliação de todos os povos. Se existir unidade de
pensamento entre os 4 bilhões e 800 milhões de religiosos em todo o mundo,
poderemos acabar com as guerras, já que elas são provocadas por intolerantes e
psicopatas que estimulam o ódio e a vingança.
Divaldo considerou a reunião
emocionante, porque foi um encontro mundial de líderes religiosos em que, pela primeira
vez na História, não houve briga. Ao
abordar sua religião, um líder judeu afirmou que para ser respeitada sua
crença, ele deveria respeitar as outras religiões, já que não era a única.
Nesse momento Joanna de Ângelis, disse ao médium: “Deus tomou um imenso espelho no qual Ele
estava refletido e atirou-o á Terra. Ao bater no solo, fragmentou-se em mil
pedaços. Cada criatura da Terra ao pegar-lhe um pedaço, ficou com um fragmento
que reflete Deus, mas ninguém conseguiu a posse
total, razão porque Deus se revela proporcionalmente ao nível de
consciência e inteligência de cada um. Assim são as religiões: Se encarregam de
revelar parcialmente Deus, sem o fazer em sua totalidade”.
Divaldo Franco é uma pessoa
simples, culta, com mais de 50 anos dedicados aos meninos de rua e à sua
mediunidade, tanto no meio espírita como fora dele sendo o cartão de visita que
lhe granjeou respeito e credibilidade, como uma pessoa de destaque mundial.
Complemente o assunto,
acessando o artigo “A Mansão do Caminho”.
Fonte:
Revista
Espírita “O Consolador”
+
Pequenas modificações
Jc.
São Luís, 16/12/2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
A MANSÃO DO CAMINHO
A Mansão do Caminho foi
fundada em 15 de agosto de 1952, e o primeiro local da Mansão do Caminho, nome
dado em homenagem a “Casa do Caminho” dos primeiros cristãos, situava-se na Rua
Barão de Cotegipe 124, no bairro da Calçada. Somente em 1955, foi adquirido o
terreno onde foi construída a nova sede da Mansão do Caminho, localizada a Rua Jayme
Vieira Lima 104 no
bairro Pau de Lima, em Salvador. A sua fundação se deu quando Divaldo Franco e
Nilson de Souza Pereira se conheceram em agosto de 1945, quando Divaldo
lecionava na Escola de Datilografia Nossa Senhora do Carmo, no bairro dos
Quinze Mistérios, em Santo Antônio, na cidade de Salvador, capital da Bahia,
onde Nilson se matriculou para o curso de datilógrafo. Nesse dia, nasceu uma
amizade, uma fraternidade espiritual que, alicerçada e fomentada pela Doutrina
Espírita, duraria por toda a existência.
A Mansão do Caminho é uma
obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção e está construída numa área
de 78 mil metros quadrados, envolvida pelo verde da mata nativa e pelo colorido
dos seus jardins, sendo um admirável
complexo educacional e assistencial, contando com 50 edificações, fora as
construções em andamento, distribuídas em ruas, bosques e lago, onde são
atendidas três mil crianças e jovens de famílias de baixa renda. São
desenvolvidas várias atividades como, por exemplo: Creche, escolas de Ensino
Pré-Escolar, Básico e Fundamental, além de Informática, Cerâmica, Panificação,
Bordados, Tapeçaria, Reciclagem de Papel, Atendimento Fraterno, Caravana Auta
de Souza, Casa da Cordialidade e Bibliotecas. Para funcionar todo esse
trabalho, a Instituição conta com mais de 200 funcionários, além de 400
colaboradores voluntários permanentes.
A Creche acolhe diariamente
cerca de 150 crianças de dois meses a três anos de idade, com dedicação e
carinho, alimentando-as cinco vezes ao dia, conforme a idade e a necessidade
nutricional da criança, que são banhadas e vestidas, tendo no corpo de
funcionários, uma pedagoga, uma assistente social, uma nutricionista,
auxiliares de enfermagem, educadoras e duas médicas pediatras, fornecendo ainda
o medicamento ministrado na Creche e doando para ser levado para casa,
proporcionando também atividades recreativas e pedagógicas. No final da tarde,
todas as crianças levam para casa cinco pães e, nos fins de semana, um farnel
com gêneros alimentícios, principalmente leite.
Na área da Saúde, existe a
Policlínica, Laboratório e o Centro de Parto. Na Policlínica existe um Posto
Médico, que, com o passar do tempo, cresceu e passou a atender a população do
bairro Pau de Lima e adjacências, composto
de um Laboratório que atende aos alunos, funcionários e as pessoas
assistidas pela Instituição, desenvolvendo ainda o Projeto Saúde Integral,
envolvendo mais de 600 assistidos, entre recém-nascidos, crianças, adolescentes, gestantes e idosos. O Centro de Parto,
Marieta de Souza Pereira, uma homenagem à mãe de Nilson de Souza Pereira, está equipado
e com seis leitos para o conforto das parturientes e do obstetra no seu
trabalho abnegado.
Na área de Informática,
mantem curso permanente de informática básica e manutenção de computadores; na
área gráfica, produz e comercializa toda a obra espírita e doutrinária
psicografada pelo médium Divaldo Franco e assistido pela sua mentora Joanna de
Ângelis.
Visitando a Mansão do
Caminho, anos atrás, os confrades Elza e Marcos Guapo, da cidade de Astorga-PR
colheram e registraram em texto o que viram, do qual extraímos as informações
sintetizadas em seguida: A Mansão do
Caminho, situa-se no bairro de Pau de Lima, um dos bairros mais pobres da
cidade de Salvador, onde a miséria é claramente visível o dentro do qual
Divaldo, Nilson e outros companheiros construíram uma verdadeira cidade.
A Mansão possui vários
locais onde voluntários confeccionam peças para bazares beneficentes voltados
para gestantes. As crianças recebem tratamento médico e hospitalar, dentários e
psicológicos, o que é realizado tanto por voluntários quanto por profissionais
renumerados. Esses benefícios são estendidos à população do bairro, que é como
dissemos muito necessitada. A Instituição serve também, diariamente, sopa para
muitas famílias e também cestas básicas para as famílias mais carentes.
Existe ainda uma gráfica na
Mansão que dispõe de equipamentos de última geração em matéria de impressão, e
é nela que são editadas as obras da psicografia de Divaldo Franco, e que são
distribuídas por todo o Brasil e para vários países da América do Norte,
América do Sul e para a Europa e Ásia.
A Mansão do Caminho realiza
todo esse trabalho e se mantém independente com recursos próprios sem qualquer
auxílio público. Ela é mantida por toda a renda arrecadada com a venda dos
livros psicografados pelo médium Divaldo Pereira Franco. Neste ano a Mansão do
Caminho completou 61 anos de atividades dedicadas ao auxílio e amparo aos mais
necessitados, cumprindo a orientação de Jesus quando disse: “Faze ao teu
próximo tudo o que desejares para ti mesmo”.
A Mansão do Caminho é uma
das muitas Instituições Beneficentes Espíritas espalhadas pelo Brasil,
prestando um trabalho social com dedicação e amor. Quem desejar visitá-la ou
receber maiores informações deve entrar em contato pelo telefone 71 – 3409-8320
Fonte:
Jornal
“O Imortal” – 09/2013
Internet
Jc.
São
Luís, 18/10/2013
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