segunda-feira, 30 de maio de 2016

V O L U N T A R I A D O





 Como seres humanos, somos constituídos de uma série de situações: racionalidade, sentimentos, moralidade, consciência, inserção social, etc. Essas características são muito importantes para podermos viver e sobreviver. O sofrimento tem duas grandes causas: físicas e sociais. Quando físicas, temos as diversas ciências para tratá-lo. Quando sociais, devemos perceber que é causado pela forma como nos organizamos socialmente. Se a sociedade cria o problema, ela mesma deve buscar formas de resolvê-lo. Surge, então, a consciência de que todos nós somos responsáveis socialmente.
Conheça as vantagens de emprestar seu tempo disponível e amor a uma causa; confira as histórias de quem se dedicou a esse trabalho voluntário, e venceu as suas crises, colaborando com a sociedade.
O que é preciso para que alguém atue voluntariamente? Primeiramente, o despertar da importância de seu papel social. A consciência de que se eu, nós, não fizermos algo, ninguém o fará; se eu não me mobilizar para fazer com que meus direitos sejam cumpridos, ninguém ou poucas pessoas o farão por mim. É preciso que assumamos a direção de nossa existência em sociedade. Uma das formas de fazer isso é pelo voluntariado. O agir voluntário é uma ação que se faz gratuitamente, com o intuito de contribuir com a sociedade, para que, ao beneficiar alguns, todos saiam beneficiados. O principal ganho de quem atua voluntariamente é a satisfação, a alegria e a felicidade que se sente interiormente, e especialmente, fazer o bem, e que este, muitas vezes, está ao nosso alcance. Cada um contribui, como e do jeito que pode. O voluntário não vai ocupar o lugar de alguém assalariado na instituição. Ele vai ajudar oferecendo aquilo que, em muitos casos, somente ele pode fazer: dar atenção, carinho, ajuda e colaborar na construção de ações coletivas que tenham como grande objetivo, auxiliar as pessoas para que elas possam se ajudar. É preciso que as pessoas saibam que só poderão viver melhor na sociedade, se todos aprenderem que as melhorias dependem de cada um, de todos nós.
Doar nosso tempo, trabalho e talento a uma causa ou a alguém, estimula a produção de hormônios que combatem o estresse, gerando um bem-estar. Esse trabalho ainda ajuda a manter ativa uma região do cérebro que diminui os riscos de se ter depressão. Por onde começar? Se você tem vontade de ajudar o seu próximo, pense nas coisas que gosta de fazer e que faz com facilidade. Depois, procure ter um tempo e a motivação suficientes para se dedicar à nova tarefa. Por fim, procure uma entidade beneficente, se possível próximo de sua casa, e ofereça a sua ajuda.
O trabalho voluntário vem aumentado muito no Brasil e proporciona a quem o pratica, desenvolver o sentimento de fraternidade, tão necessário nos dias atuais, além de desenvolver os talentos, a criatividade, estimula a caridade, estabelecendo laços de solidariedade e confiança mútua, facilitando o enfrentamento de crises; reduz as chances de se ter o mal de Alzheimer, porque aumenta a expectativa da existência, segundo pesquisa americana feita no ano de 2008.
Inspire-se nos relatos das senhoras Sheila Moraes e Ivonete Regina Marcuci, que comprovam a descoberta da ciência que informa: Ajude o próximo e se ajude também! – Sheila, conta que ouviu falar de depressão pela primeira vez em 2003, quando foi internada por causa de uma crise pós-segundo casamento e mudança de casa. Ela tentou se matar algumas vezes, porque não aguentava a dor no peito. Com o acompanhamento psiquiátrico, ela aprendeu que depressão é uma doença, não apenas uma simples tristeza profunda. Mesmo à base de medicamento, a recuperação seguia lenta. Alguns meses depois, seu marido lhe deu um gatinho. Ele era bebê e precisava de mamadeira para se alimentar. Isso lhe obrigou a sair da cama, pois outra vida dependia dela. Ela tinha que deixar o seu mundinho para cuidar dele. Envolvida que foi nesse trabalho, ela resolveu fazer algo de útil a outros animais. Pesquisou várias listas de gatos, e veio a  conheceu alguns veterinários, protetores dos animais e fez alguns amigos. Passou a cuidar de alguns bichanos que uma moça resgatava no bairro onde morava, no Rio de Janeiro, além de anunciá-los para adoção. Atualmente ela chega á ficar 12 horas no computador tentando arrumar lares para gatos.
Depois desse trabalho voluntário, as crises de depressão desapareceram. Ela complementa dizendo que se você ocupa o seu tempo disponível fazendo o bem, não cai na armadilha da depressão. Claro que não é fácil, mas as alegrias compensam  a  tristeza  e não existe coisa melhor do  que  observar uma carinha feliz, seja ela de um animal ou de uma criança.
A Ivonete declara que só soube que tinha depressão, por causa da angústia, da falta de motivação e da tristeza sem motivo. O quadro se agravou ainda quando ela operou a coluna pela terceira vez e precisou parar de fazer o que mais gostava que era lecionar. As suas filhas cresceram vendo ela mais no hospital do que em casa. As pessoas lhe sugeriam que ela se dedicasse a um trabalho voluntário, mas ela tinha receio de lidar com as dificuldades dos outros, já que não conseguia administrar as suas próprias. Um dia, ela resolveu ajudar na paróquia do seu bairro. Hoje, ela dá aulas de catequese e se sente muito feliz com o que aprende com a criançada.
Com o trabalho voluntário, ela parou de passar o dia dormindo para esquecer os problemas. Ela passou a enfrentá-los e até voltou a trabalhar, embora longe da sala de aula. A sua maior conquista foi vencer a dor e desde 2010; não toma mais remédios.
Siga esses exemplos de voluntários e veja como você vai se sentir ao ser útil a pessoas ou a uma entidade beneficente que trabalhe em benefício de animais, crianças ou idosos. Hoje, você pode ajudar e sinta o bem que isso pode lhe fazer, pois amanhã, talvez seja você a necessitar de ajuda. Procure ajudar uma entidade filantrópica que trabalhe principalmente com crianças (o futuro deste país) ou com  idosos, dando o seu apoio e o seu tempo disponível, fazendo aos outros, o que gostaria que os outros fizessem a você.
Os maiores voluntários são geralmente os Espíritas que se dedicam a esse trabalho tanto nas Casas Espíritas quanto nas entidades assistenciais de amparo a crianças, idosos e doentes, sem nenhuma vantagem material a não ser servir ao seu próximo e melhorar sua situação espiritual.
Bibliografia:                                                                                                           Beatriz Levischi                                                                                                  Revista “Ana Maria” - abril/2012                                                                    Pequenas modificações e acréscimos                                                                      
Jc.                                                                                                                       
São Luís, 25/6/2012
Refeito em 3/8/2015

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