quinta-feira, 24 de março de 2016

TEORIAS DA CRUCIFICAÇÃO E DA LIBERTAÇÃO





 A religião Católica, após a crucificação de Jesus e após ela passar a ser uma das religiões oficiais do Império Romano, adotou os ídolos dos deuses adorados pelos romanos e os rebatizou com o nome de santos, criados por ela, e passou a usar a teoria da crucificação como dogma permanente da igreja, fazendo da mesma uma apologia, como se a crucificação fosse uma coisa boa ou benéfica, e não uma barbárie praticada pelos povos antigos, como também a forca, a guilhotina, o cutelo, e atualmente, a câmara de gás e a cadeira elétrica.
Conservam assim, o que de mais vergonhoso foi praticado pela humanidade contra Jesus, como se quisessem conservá-lo sempre morto para servir aos seus propósitos e para encenações vergonhosas que se perpetuaram  nos séculos, e que hoje é motivo de atração para ignorantes cristãos e vaidosos artistas que se prestam para esse papel. Jesus mesmo afirmou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, e não merece ser sempre lembrado no ato mais infame praticado pela humanidade, que foi a sua crucificação e morte na cruz.
O Sermão da Montanha, o mais belo e mais vibrante de todos os ensinos, falando das Bem-aventuranças do Pai Celestial, bem como o Sermão do Cenáculo, foram esquecidos quando deveriam ser sempre lembrados, por nos trazer a esperança de melhores dias e nos alertar sobre os acontecimentos futuros, a fim de nos conscientizar da responsabilidade dos nossos atos para com Deus e nossos semelhantes.
A teoria da libertação nos liberta da crucificação, da cruz, dos crucifixos e nos abre um leque de oportunidades para que avancemos com Jesus, trabalhando e ajudando os que mais necessitam de uma orientação, que não seja esses símbolos e espetáculos adorados e aplaudidos até hoje, mas ciente da nossa situação de cristão convicto para melhor orientar àqueles que ainda não sabem distinguir entre o que seja servir a Deus que é de Bondade e Misericórdia, através de um viver honesto, digno, fraterno e de amor ao próximo, ao invés de aplaudir essas encenações que denigrem a personalidade do Mestre Amado Jesus, que veio ao mundo para nos deixar códigos de conduta e dar exemplos de como viver bem, para que possamos realizar a nossa evolução espiritual.
Não é revivendo ou aplaudindo os mais tristes momentos passados por Jesus aqui na Terra, que estamos cumprindo com nossas obrigações de cristão, mas procurando viver de acordo com os seus ensinos e fazendo nosso dever para com nosso Pai Celestial, a quem devemos amar acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Só assim, estaremos respeitando aquele que nos brindou com a mais magnífica mensagem de resignação, esperança e bondade que foi o “Sermão da Montanha”, a mais bela expressão de amor que foi as “Bem-aventuranças”.
Infelizmente, ainda estamos mais apegados aos sentidos materiais, e a nossa evolução espiritual ainda é tão insignificante, razão porque esses atos bárbaros ainda são elogiados, aplaudidos encenados e perpetuados, como se quiséssemos ter o Mestre Amado sempre em agonia, para nosso prazer de ser humano ainda inferior...

Jc.
São Luís, 24/3/2016

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