segunda-feira, 7 de março de 2016

EM DEFESA DA MULHER




 A ideia do Dia Internacional da Mulher (8 de março)  foi proposta inicialmente na metade do século XIX, durante o processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos pelas más condições de trabalho e redução de salários. Um desses protestos foi realizado em 8 de março de 1857 em Nova Iorque, por empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil, trancadas no interior de uma fábrica pelos patrões e pela polícia, que atearam fogo ao prédio, quando130 trabalhadoras morreram carbonizadas.
Outros protestos se seguiram como em 1908, quando na cidade de Nova Iorque 15 mil mulheres marcharam exigindo a redução do horário, melhores salários e o direito ao voto. Em 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos da América, após uma declaração do Partido Socialista da América, observou-se o primeiro Dia Internacional da Mulher. Em 1910 ocorreu na Dinamarca a primeira conferência internacional sobre a mulher, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi decidido comemorar-se o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.  Em 1975, foi criado o que seria o Ano Internacional da Mulher por intervenção da Organização das Nações Unidas, consagrando o Dia Internacional da Mulher.
O primeiro grande passo para o reconhecimento da importância da mulher foi dado por Jesus. Muitas foram às mulheres que o seguiam e contribuíram ao lado dos seus discípulos, para o engrandecimento do Cristianismo. Apesar do exemplo dado por Jesus, a mulher continuou a ser discriminada. Houve um tempo em que se perguntava: “As mulheres tem alma?”, sendo o título de um artigo de Kardec publicado na Revista Espírita de janeiro de 1866. Nele Kardec explica: “Pode-se considerá-la como emancipada moralmente, se não o é legalmente. É a este último resultado que ela chegará um dia, pela força das coisas”.
No capítulo VI – Igualdade dos direitos do homem e da mulher, de O Livro dos Espíritos, os Espíritos, na resposta à pergunta 822-a, disseram: “A lei humana para ser equitativa, deve consagrar a igualdade de direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. Os sexos só existem na forma física, visto que os Espíritos podem encarnar num ou noutro não havendo diferença entre eles”. Já na resposta à pergunta 817 os  Espíritos são taxativos:  “Deus outorgou a ambos  a inteligência para conhecer o bem e o mal e também a faculdade de progredir”.
Destacamos trechos do livro “Código de Direito Natural Espírita”, no qual seu autor José Fleury Queiroz, escreveu: “Segundo Antonieta Saldanha (Espírito), o homem levanta o mundo a mulher sustenta o lar”. No campo dos direitos, a mulher pode desempenhar cargos até  pouco tempo, reservados aos homens, mas, no campo das funções, cada qual tem a sua posição biológica e social bem definida.
Exaltando as funções redentoras da alma feminina, Victor Hugo fez comparações significativas entre o homem e a mulher: “O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher, o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica. O homem é o cérebro; a mulher, o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. O homem é um gênio; a mulher, um anjo. O gênio é imensurável; o anjo é indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. A glória traz grandeza; a virtude traz divindade. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove. O homem é o código; a mulher  o Evangelho. O código corrige; o Evangelho aperfeiçoa. O  homem pensa; a mulher sonha. O homem, é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a plenitude. O homem tem a consciência; a mulher tem a esperança. A  consciência guia; a esperança salva. Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher onde começa o Céu”.
Está mais do que provado que lugar de mulher não é somente a cozinha, ou cuidando dos filhos. Lugar de mulher é em todo lugar, nos diversos setores, ela tem ocupado seu espaço, com garra e determinação. Na Doutrina Espírita, a mulher ocupa um lugar de destaque  com a mesma competência, e desenvolve um trabalho de grande amplitude, na exemplificação e divulgação dos ensinos de Jesus. Para melhor avaliarmos o papel da mulher, nos lembremos de que foi a uma mulher (Madalena), que Jesus se apresentou após retornar do túmulo, e a fez portadora da Imortalidade...
Fonte:                                                                                            Jornal “O Imortal” - 01/2015                                                           Altamirando Carneiro
+ Pequenas modificações.

Jc.                                                                                                     São Luís, 23/01/2015

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