quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ANIMAL DE ESTIMAÇÃO






  Por que ter um bicho faz bem à saúde?  As provas confirmam que ter um animal protege a cabeça e o coração.  Os animais de estimação reinam nos lares brasileiros. Isso é bom! A convivência com um animal, além da amizade e do carinho, traz ganhos palpáveis à saúde.  Vejamos alguns números: 52 milhões de cães habitam as residências brasileiras, enquanto o número de crianças fica atrás com 45 milhões, segundo o IBGE.  17,7% das casas possuem um gato, sendo que o nordeste é o campeão da preferência por felinos. 44,3% dos lares do país abrigam um cachorro. A região do Sul lidera com um percentual de 58,6%. 4º lugar é a posição que o Brasil ocupa no ranking dos países com mais animais de estimação; são 132 milhões de bichos. Qual é o seu bicho de estimação? 
Existem vários tipos de cães: O cão pequeno é ideal para apartamentos, sendo quietinhos, se adaptam ao ambiente e são apegados ao dono; o cão médio, como o Labrador, é inteligente e carinhoso, necessitando de espaço e passeios, sendo indicado para famílias com crianças, porque são fortes e toleram melhor as brincadeiras; o cão de guarda serve para guardar a casa e exige um bom quintal, sendo ainda brincalhão interagindo com as crianças; o cão grande, das raças são-bernardo e dogue alemão são mais reservados, podendo ser desastrados  exigindo que o dono tenha força para conduzi-lo.
Existe o gato peludo, persa e himalaias que adoram dormir no colo e receber carinho, por isso é recomendado para casas onde tenha crianças; sua vasta pelagem cobra alguns cuidados; o gato de pelo curto, siameses, é imprevisível, ora calmos, ora mal-humorados;  já os gatos vira-lata não tem um perfil único, porém eles ficam mais amáveis ao se acostumarem ao lar.
Há ainda, os coelhos, pássaros, papagaios, peixes, periquito, tartarugas,  cavalo, e outros animais.
Alguns animais podem transmitir doenças graves. A contaminação dos alimentos com fezes de felinos é uma das principais vias de contágio da toxoplasmose, mal que ameaça os bebês na barriga das mães. “Evite deixar o gato sair à rua para não caçar ratos e pássaros com o parasita” orienta a veterinária Hilda Pena, da USP. Papagaios podem ser portadores da bactéria clamídia, perigosa para pessoas com a imunidade comprometida. Cães que rondam pelas ruas e têm contato com roedores, estão sujeitos a contrair a raiva e a leptospirose. Certas pessoas ainda apresentam alergia a substâncias presentes no pelo de cães e gatos, o que demanda tratamento. Sobre este último item, veja comentário abaixo.
Para retribuir todo o benefício da convivência, devemos dar carinho e prezar alguns cuidados.  Os animais precisam estar vacinados contra vermes, pulgas, carrapatos e outros, seguindo o calendário individual. Os animais em geral precisam de livre acesso á água, que deve ser trocada todo dia.                                                                                      Na alimentação, priorizar as rações de acordo com o porte. Comida natural está liberada se o animal já se acostumou a ela. Banhos são necessários uma vez por semana, com produtos específicos. Prateleiras e brinquedos são usados pelos gatos;  os cães se divertem com bolinhas ou correndo no ar livre.
Rotina: Todo bicho requer atenção e cuidado. Ambiente: Em apartamento não deve existir um são-Bernardo que precisa de espaço maior; prefira um pet pequeno. Clima: Em geral, os bichos sofrem mais o calor e precisam ficar em ambientes frescos. Crianças:  O ideal é que elas desde cedo convivam com os bichos para não haver estranhamentos. Passeios: Se não quiser a obrigação de passear todo dia, prefira gatos, peixes e pássaros; cães não são indicados, mesmo os de pequeno porte.
De acordo com pesquisas recentes, animais de estimação ajudam até a espantar aquela depressão. Por que isso acontece? A- É natural que os donos conversem com o pet. Isso funciona como uma terapia, que ajuda a aliviar a sobrecarga emocional; B-  A interação com o animal aumenta a liberação de hormônios relacionados ao prazer e ao afeto no organismo;  C-  O animal é um meio eficaz de estabelecer amizades mais duradouras do que com pessoas, e a convivência com ele tende a combater o sedentarismo.
Médicos, cientistas e empresas estão à caça de uma nova tática para domar as doenças cardiovasculares. Ciente dessa necessidade, a Associação Americana do Coração, decidiu pesquisar outras estratégias, e, após vasta pesquisa, chegou a um aliado inusitado. Ele é peludo, tem quatro patas e, às vezes dá aquele olhar pidão. A Associação atesta que ter um bicho, principalmente um cachorro, reduz a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco. “Na última década, travamos conhecimento de diversos estudos associando os pets a um menor risco cardiovascular”, declara o cardiologista Glenn Levin. Outras pesquisas ajudam a entender e revelam  que ter um cão nos deixa menos sedentários. Por exemplo, brincar e passear com o quadrúpede torna as pessoas até 70% mais propensas a bater a meta recomendada de exercícios, fazendo diferença para afugentar ameaças aos vasos sanguíneos, colesterol e hipertensão.
Mas as vantagens não se restringem ao incentivo para hábitos saudáveis. A convivência afasta a solidão, reduz a tensão e injeta felicidade. Bastam 20 minutos de interação com o mascote – cachorro, gato, papagaio – para uma cascata de neurotransmissores e hormônios inundar nosso corpo. Testes feitos pelo sul-africano Johannes Odendaal registraram aumento na liberação de dopamina e endorfina (prazer), ocitocina (afeto) e feniletilamina (um antidepressivo natural). “São substâncias que contribuem para baixar o estresse e a pressão, importantes fatores de risco para o coração”, diz o cirurgião cardíaco Eduardo Keiler Saadi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
É lógico que ninguém propõe correr para a feira de filhotes com o único objetivo de prevenir um infarto. O apego e o envolvimento com o animal têm que ser legítimo, inclusive porque há uma rotina de cuidados com ele. Se isso ocorre de maneira natural, os dois são presenteados com um  generoso bem-estar. “Esse convívio com animais, propicia uma maior variação na frequência cardíaca”, explica Saadi.  Isso ajuda a explicar o papel positivo dos animais até quando o pior acontece e o sujeito sofre um infarto. Uma equipe da Universidade de Nova York acompanhou 369 americanos vítimas de ataque cardíaco e constatou que o índice de mortandade foi quatro vezes maior entre as pessoas que não tinham um animal. Um experimento da Universidade de Búfalo, reforça essa ideia: os animais auxiliam a vencer o nervosismo após eventos que nos fazem perder o chão, e em alguns casos o efeito da presença deles supera até o de medicamentos.
Diferentemente do que já se imaginou a companhia de cães e gatos não eleva o risco de alergias em si, inclusive protege crianças pequenas de infecções. “A imunidade se desenvolve quando se tem contato com os animais”, explica Luiz Fernando Jobim, chefe do Setor de Imunologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A paixão pelos animais é tamanha que cientistas estão tentando decifrar a tendência atual de optar por ter mais animais de estimação do que filhos, algo que mostra o IBGE.
Recentemente, um grupo de cientistas suecos revelou que os cães foram domesticados entre 27 e 40 mil anos atrás. Essa é uma troca de favores: O ser humano lhe dá abrigo e comida e o animal dá a proteção, que foi passada de geração a geração. A psicóloga Vanessa Lobue e colegas da Universidade Rutgers, dos Estados Unidos, conduziram, em 2013, um experimento para testar se crianças de 3 anos preferiam brincar com bichos de pelúcia ou pets de verdade. Não deu outra: as crianças gostaram mesmo foi de interagir com os animais.
Os bichos vêm circulando por corredores de hospitais do Brasil e do mundo – como visitantes e coterapeutas. Na capital paulista, o Hospital Israelita Albert Einstein autoriza a visita de animais de estimação aos seus donos internados. A entidade diz que a iniciativa tem contribuído para reduzir o tempo de internação. No Hospital Infantil Sabará, também em São Paulo, cães treinados acompanhados de instrutores entram nos quartos para animar as crianças, uma vez por semana. A tristeza cede lugar a sorrisos. “Depois que os cães passam, elas aceitam melhor os procedimentos que as afligem”, conta a enfermeira Flávia José Russo.
Pesquisas do Instituto de Psicologia da USP revelam, por sua vez,  que crianças autistas, com dificuldade de interação social, apresentam melhoras em aspectos comportamentais e comunicativos com a terapia assistida por cães. A neurocientista Patrícia Lima Muñoz conduziu e filmou dez sessões desse tipo. Em uma delas, uma menina ficava o tempo todo no canto da sala, voltada para a parede e fazendo movimentos  repetidos como espalhar o cabelo e se balançar. Na primeira vez que o cachorro entrou no recinto, sentou-se ao lado dela e ali permaneceu como se dissesse: “Estou aqui quando você precisar”. Na segunda consulta, o bicho arriscou uma aproximação e passou a imitar a garota no seu balanço.  Na  última  visita a  menina saiu  do canto  e  brincou com  o novo amigo. “É incrível como os cães parecem saber exatamente como agir”, acrescenta Patrícia. Uma sensibilidade que tem feito um bem danado à espécie humana há pelo menos 27 mil anos.
(Enquanto estou digitando este artigo, por diversas vezes, como sempre acontece, o meu Poodle, Zulu, vem até mim, coloca as patinhas e a cabeça na minha coxa e trocamos caricias, por alguns segundos, depois ele se afasta satisfeito por receber carinho e eu também me sinto feliz por ter ele, como se fosse um filho bem amado. Mais uma informação. Se você tem um cachorro ele é dado a ter carrapatos, elimine-o com o remédio “Bravecto” que livra o animal por 3 meses, dos carrapatos.)

Fonte:
Revista “Saúde é Vital”- 11/2015
Artigo “Ter um bicho faz bem à saúde”
Articulista: Silvia Lisboa
+ Supressões e pequenas mudanças.

Jc.
São Luís, 1/12/2015

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