terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A PROPAGANDA DESTRUIDORA




 No mundo atual, são pouquíssimas as pessoas que utilizam o espaço público que ocupam e a visibilidade social para semear o bem, sendo uma destas raras exceções, o Papa Francisco. O líder religioso destina um carinho especial para as crianças, os adolescentes e os jovens – o futuro que vai depender do presente.
Recentemente, ao se dirigir a um grupo de adolescentes e jovens que lhe fizeram uma visita, o Papa Francisco foi direto aos seus conselhos e amorosas recomendações, dizendo: “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!  Caminhem contra essa sociedade que está fazendo tanto mal”. Que efeito terão estas palavras do Papa, na mente dos jovens e adolescentes? Que efeito terão as suas palavras, num mundo doente, tão distante dos valores do Espírito? – “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!” 
Infelizmente, as propagandas de cervejas acabam se revelando muito mais sedutoras para tantas crianças, adolescentes e jovens, do que as palavras do Papa Francisco. Até quando a euforia e os amplos sorrisos apresentados nos comerciais de cervejas haverão de acobertar o fato de que o álcool é uma das mais devastadoras drogas que há? Uma droga que, segundo a Organização Mundial de Saúde ceifa a existência de 3,3 milhões de vítimas, todos os anos no mundo.
Quanto vício, dor, sofrimentos e morte, as bebidas alcoólicas ainda haverão de provocar, até que consigamos banir das televisões os comerciais de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro? Vivenciamos hoje dias de grandes embates entre a Luz e as trevas; entre a Vida e a morte. E nesses tempos de luta, as crianças, os adolescentes e os jovens são sempre os mais atingidos, as primeiras vítimas.
A televisão nos mostra a cantora Ivete Sangalo, dizendo o seguinte: “Carnavalzão, merece um cervejão”; e a atriz Grazzi Massafera fazendo a apresentação da cerveja “devassa”, ambas com um sorriso prestes a explodir de alegria e satisfação. O que essas mensagens de tamanha apelação associada à bebida alcoólica, transmitem às crianças e adolescentes?
A devassidão moral que acomete a nossa sociedade faz tudo se
resumir a ganhos financeiros. A promessa de paraísos artificiais; é a bebida da felicidade prometida para quem estiver disposto a beber e entorpecer os sentidos. A euforia prometida numa latinha ou garrafa de cerveja. Esses comerciais de cerveja representam o golpe mais duro e sujo contra a infância e a juventude. A exaltação dos prazeres alcoólicos, tão fácil quanto vazios e efêmeros. A propaganda nos mostra ainda uma criança a beber uma latinha de cerveja “Itaipava”. Se nada for feito, onde vamos parar?
Em virtude das campanhas publicitárias tão abusivas e persuasivas, hoje temos no Brasil a idade de 13 anos, em que se inicia o consumo de álcool, é o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cobrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) que revelou o consumo de álcool por adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, que já atingiu 54 % dos entrevistados e desses, 17 % já apresentam dependência. Adolescentes que sofrerão pela existência afora, uma doença grave e incurável – a dependência química.
A promessa do prazer infinito esconde a cruel realidade de um processo de desespero, de vício, de sofrimentos e de morte. As bebidas alcoólicas  são a principal causa da violência doméstica no país. Cantoras, cantores e celebridades têm que compreender que ao promoverem o consumo de bebidas alcoólicas, por algumas vantagens, estão disseminando o vício, os sofrimentos e a morte, e serão responsabilizados pela Lei Divina, por todos os males que tenham concorrido.
A menina Laura de apenas 8 anos, morreu na UTI depois de um acidente de carro ocorrido com um motorista bêbedo. Quantas  crianças mais teremos de enterrar, frustrando as esperanças de pais, até que consigamos banir os comerciais de cervejas?  É mais do que sabido que as bebidas alcoólicas representam hoje a porta de entrada para o consumo das drogas ilícitas...
Se as autoridades governamentais realmente estivessem preocupadas e dispostas a eliminar a epidemia de drogas e a combater as cracolândias que se alastram pelo país, a primeira e mais básica medida seria a proibir a publicidade de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro. Como poderemos pretender acabar com as drogas e as cracolândias, com uma porta de entrada tão convidativa quanto os comerciais de cervejas? Acabar com esses comerciais é uma questão de segura pública, de civilidade e de humanidade...
As crianças de hoje são o bem mais preciosos de toda família e o futuro e a esperança do país amanhã, e nos posicionarmos e nos empenharmos pelo fim dos comerciais de bebidas alcoólicas, é o mínimo que podemos fazer para beneficiar essa juventude e criar  o bem estar no Brasil.
Que as palavras do Papa Francisco possam nos guiar nessa busca por um país e por um mundo mais saudável, feliz e cristão. No futuro essas crianças vão nos agradecer por querermos um Brasil melhor, sem álcool, sem viciados, sem violência, sem sofrimentos e sem mortes, causadas pelo uso consentido e danoso do álcool...
E, “quando lhe disserem, tome um pouco de álcool ou um pouco de droga”, lembre-se das palavras do Papa Francisco, e diga: - NÃO! 

Fonte:
Internet – Artigo: “Vida e Morte”
+ Modificações.

Jc.
São Luís, 2/11/2015

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