sábado, 21 de novembro de 2015

OS ESSÊNIOS



Os Essênios o os Manuscritos do Mar Morto - Em Qumran (Em 2013, visitamos este local na Palestina)

Em 1947 foram descobertos uns manuscritos com mais de 2.000 anos que se crê terem sido escritos pelos Essênios que  eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egito, que formavam um grupo de judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram umas das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariseus e Essênios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, como de resto tinha participado dessa seita, seu primo João Batista.

Uma das diferenças críticas entre os essênios e os outros grupos judaicos da época está no conhecimento acerca da imortalidade do espírito, do karma e da reencarnação. Eles entendiam que a alma imortal está unida ao corpo material numa espécie de prisão e, após a morte, ela pode experimentar a alegria da volta à verdadeira vida, a
Vida Espiritual.

Em cima das contradições e omissões da História,
formularam-se hipóteses a respeito da vida secreta de Jesus. Algumas delas foram, em parte, confirmadas por outras fontes, como os manuscritos do mar Morto, descobertos em 1947. Pode-se então especular sobre o aprendizado de Jesus (que na certa não se deu na casa do carpinteiro José e da jovem Maria, se é que Ele ainda precisava aprender, sendo um Espírito de elevada categoria), sua vida dos treze aos trinta anos, o caráter parapsicológico dos milagres, a morte na cruz, a sobrevivência ao martírio e até sua ressurreição.
Conforme espiritualistas de diversas correntes, Jesus, se não foi um essênio, pelo menos manteve contato com eles. O teósofo francês Édouard Schuré (1841-1929) afirma que Maria, mãe de Jesus, era essênia e destinara seu filho, antes do nascimento, a uma missão profética. Seria por isso chamado nazareno como os outros meninos consagrados a Deus.
“Não pagarei homem algum com o mal. Persegui-lo-ei com a bondade, pois que o julgamento de todos os vivos cabe a Deus, e é Ele quem irá entregar aos homens seu prêmio”.
                                                (Hino da filosofia Essênia)

Segundo os manuais de Disciplina dos Essênios, eles eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus  que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Suas colônias estendiam-se até o vale do rio Nilo.

No meio da corrupção que imperava, eles conservaram a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. Suportavam com admirável estoicismo, os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso. Vivendo em comunidades distantes,  procuravam encontrar na solidão, o lugar ideal para desenvolver a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária onde á partilha dos bens era a regra geral. Um pouco  antes  do  ataque  romano  destruir   o           Monastério de Qumran, os essênios esconderam seus manuscritos em potes de cerâmica e os enterraram em cavernas nas montanhas.
Em abril de 1947, foi encontrado numa caverna o primeiro documento. Estavam escondidos em 11 cavernas centenas de manuscritos (pergaminhos) que datam do terceiro século antes do Cristo até o ano 68 depois do Cristo, num total de quase mil encontrados, que ficaram conhecidos como “Manuscritos do Mar Morto” e foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego.
Eles incluíam manuais de disciplina, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, copias do livro de Isaias e quase todos os livros do Antigo Testamento, exceto o de Ester. Muitos desses manuscritos estão guardados no Museu do Livro em Israel e em Universidades nos Estados Unidos, França e Inglaterra. Foram preservados e são considerados “O Achado do Século”.

De acordo com os “Manuscritos”, alguns costumes dos essênios e alguns textos antigos nos dizem sobre o curandeirismo,  a reencarnação, a divisão das colheitas, o povo no poder, o vegetarianismo, e a relação pacífica dos homens com os animais. A revelação dos pergaminhos diz que eles possuíam muitos anos antes de Cristo, práticas consideradas exclusiva dos cristãos. Acreditavam na redenção e na imortalidade da alma. Tinham a prática do batismo e compartilhavam um repasto litúrgico do pão com vinho, presidido por um sacerdote que era o líder principal chamado: Instrutor da Retidão, um profeta messiânico abençoado com a revelação divina.
Procuravam servir a Deus auxiliando o próximo, sem imolação no altar e sem cultuar imagens. Era, esta seita, aberta aos necessitados e desamparados, mantendo muitas atividades onde a acolhida, o tratamento dos doentes e a instrução dos jovens eram os objetivos principais. Rompendo com o conceito da propriedade individual,  acreditavam ser possível implantar na Terra, a verdadeira igualdade e fraternidade, entre os homens. Em sua sociedade livre não havia escravos, porque considerava a escravidão um ultraje à missão que Deus deu aos homens. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comum, se sustentando do que produziam desde que não envolvessem a violência ou a destruição.
Possuíam moralidade exemplar através de costumes corretos e pacíficos. Dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, ao contrário do materialismo vigente na época. Para ser um deles o pretendente era preparado desde a  infância, na vida comunitária das aldeias. Já adulto, após cumprir várias etapas do aprendizado, recebia uma missão definitiva que ele deveria cumprir até o fim da sua existência. Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos a rituais de iniciação, e conforme adquiriam mais conhecimento, passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria como na prática, as leis superiores da Vida e do Universo, esquecidas na época pelos demais povos. É sabido que liam textos e estudavam outras doutrinas.

Para medir o tempo utilizavam um calendário inspirado no calendário egípcio baseado no Sol, que continha 364 dias, diferente do utilizado na época pelos judeus, que era de 354 dias, e era dividido em 52 semanas, permitindo que cada ciclo
de estação do ano fosse dividido em 13 semanas e mais 1 dia unindo cada uma delas. Consideravam o seu calendário sintonizado com a “Lei da Grande Luz do Céu”. O primeiro dia do ano e o de cada estação sempre caiam no mesmo dia da semana – quarta-feira – já que de acordo com a Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.
Eles acordavam antes do nascer do Sol. Permaneciam em silêncio e faziam suas preces até o momento em que um mestre dividia as tarefas entre eles de acordo com a aptidão de cada um. Trabalhavam durante 5 horas em atividades diversas ou no estudo das Escrituras. Terminadas as tarefas, banhavam-se e vestiam túnicas brancas e comiam a refeição em silêncio, só quebrada pelas orações recitadas pelo sacerdote. Após, retirava a túnica branca considerada sagrada e retornavam ao trabalho até o por do sol. Findo o trabalho, tomavam outro banho e jantavam com a mesma cerimônia.
Possuíam pomares irrigados pelas águas das chuvas, que era recolhida e armazenada em enormes cisternas. As refeições eram de legumes, azeitonas, figos, tâmaras e um tipo rústico de pão feito com pouco fermento. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, o físico e a higiene pessoal, banhando-se antes das refeições, acreditando que purificavam o corpo e a alma. O ritual consistia em relatar as falta e então submergir na água. Essa prática influenciou o batismo e a confissão adotados na Igreja Católica Romana.            
O silêncio era muito respeitado por eles. Sabiam ficar em silêncio, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. Para um Essênio, a voz possuía uma grande poder e, com diferentes entonações, era capaz até de curar um doente. Tinham para com a terra uma relação de respeito. Um dos rituais deles consistia em cavar um buraco de 30 centímetros de profundidade, em um lugar deserto, dentro do qual se deitavam para relaxar e meditar.

Eram excelentes médicos e tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas e praticavam o exercício da medicina ocultista. Foram eles os fundadores dos abrigos “Beth-saida” que tinham como tarefa cuidar dos doentes e desabrigados em época de epidemias e fome. Eles anteciparam em séculos, os hospitais,  instituições derivadas de um ramo
essênio denominado “hospitaleiros”, voltados para a prestação de socorro às pessoas doentes.
 Por suas vestes brancas, pela capacidade de predizer o futuro e pela leitura do destino através da linguagem dos astros,  tornaram-se “figuras magnéticas”, conhecidas em sua época como “aqueles que são do caminho”.
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 Alguns estudiosos afirmam que foi entre os Essênios que Jesus passou o período de 13 a 30 anos, embora não tenha sido encontrado nenhum escrito que comprove. A postura messiânica de Jesus era muito próxima à dos essênios...
Na Espiritualidade a Fraternidade dos Essênios, com sua sabedoria milenar e energia pura, muito ajudam a cada um de nós e ao nosso Planeta Terra, para que se transforme, no futuro próximo, em um Planeta de Regeneração...

Fonte:
Página na Internet
+ pequenas modificações.

Jc.

São Luís, 13/10/2015

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