sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A VIDA E O NOSSO COMPORTAMENTO






  “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”, disse Jesus.

Há muito para ser mudado, se quisermos construir um mundo melhor; códigos, instituições, relacionamentos, educação, ciência, política, religião, e só um fator nos fará entrar no mundo novo, cujo território existe em nossas consciências, sendo o mundo lá fora, apenas o reflexo. Esse fator se chama “Respeito à Vida”.

Não há uma única miséria, violência, desonestidade, injustiça individual ou coletiva, neste planeta, que não resulte da ausência, em qualquer grau, desse valor essencial: O respeito à vida. Foi-nos ensinado desde que nascemos que a Vida é sagrada e divina para todos os seres. Por causa da nossa indiferença ao divino que habita em todas as formas de vida, ficamos sempre alheios, convivendo com a existência de crianças famintas, perambulando pelas ruas, idosos desamparados; admitimos a miséria e a desigualdade, a destruição da Natureza e dos animais menores, sem protesto. Assistimos inertes ao desrespeito à Vida. Inúteis serão as religiões enquanto não ensinarem à humanidade, o respeito à Vida de todas as formas. 

Por trás de coisas tão diversas como, um plantador que envenena a flora com pesticidas; indústrias jogando metais pesados na água que vamos beber; motoristas que ignoram um idoso num ponto de ônibus; traficante com drogas à porta de uma escola; carroceiro que espanca seu animal que lhe garante o sustento; jovens que matam seus pais e pais que matam os filhos; políticos corruptos desviando verbas sociais para o amparo de crianças e idosos; a mutilação e matanças de jovens nas guerras e de animais nos matadouros, comprovam que os seres humanos, não respeitamos a Vida. Ela ainda é para nós um valor supremo, apenas nos textos, nas leis. Por que? – Perguntamos. Porque não respeitamos a Vida de modo incondicional. Permanecemos na ilusão de termos Paz e segurança num mundo, enquanto admitimos a crueldade e a destruição de vidas inocentes. A única esperança de um Mundo Melhor será a consolidação nas consciências das pessoas desse princípio: A Vida é Sagrada.

São tão vastas e necessárias as mudanças de atitudes, comportamentos e hábitos, que há uma perplexidade: O que pode fazer um único ser humano, na vida, para melhorar-se e ao mundo em que vive? – Há uma sugestão bem simples, acessível e concreta, porém de alcance difícil de realizar: Pare de matar...  Não contribua para que outros o façam por você. Confira, por favor, no seu prato de cada dia. Se há seres animais sendo mortos para se transformar em sua refeição (o que é nocivo à saúde). Certamente o respeito à Vida não se faz presente. Não existem vidas maiores ou menores; existe a Vida. E onde existir a dor e o sofrimento, causá-los é incorrer no pior de todos os erros: O da crueldade.

Podemos ensinar a nossos filhos, o respeito a todas as formas de vida; a respeitar os pássaros, gatos, cachorros, baleias, tartarugas, golfinhos, micos-leões...  Não podemos é desmentir isso quando nos sentamos à mesa para comer. Não podemos amar e respeitar, matando e destruindo ao mesmo tempo. Hipócrates, o pai da Medicina, ensinou: “Faz de teu alimento o teu remédio, a tua saúde”.  Sempre que pensamos que a carne que comemos (cadáver) exige de nós o sacrifício dos animais, a resposta é: “não podemos viver sem comer carne”. Então, tentar esquecer o que acontece é a única forma de calar a nossa consciência.

O planeta Terra abriga atualmente mais de 6 bilhões de criaturas humanas; destas 800 milhões vivem com fome crônica. Isso é devido á falta de alimentos? – Não; falta é consciência. Senão vejamos: Numa área de terra qualquer, se for cultivado pasto para alimentar o gado, este irá alimentar 1.000 pessoas; mas, se nessa mesma área plantarmos grãos,  os cereais alimentarão  14.000  pessoas. A proporção é essa mesmo, não se espantem: 1.000 pessoas alimentadas pelo gado e 14.000 pessoas alimentadas pelos grãos. Multipliquemos então isso por milhares de áreas, e saberemos para onde vai á comida que deveria alimentar os famintos da Terra. Isso levou um diretor da O.N.U. a declarar: “As áreas onde os grãos que deveriam alimentar as classes pobres,  estão sendo usadas para criar o gado dos ricos.” Agora vejamos: O rebanho bovino do Brasil é de cerca de 180 milhões, igual a população das pessoas. Com certeza cada boi está recebendo a alimentação que deveria ser destinada aos nossos irmãos famintos.

A soja que é uma fonte magnífica e barata de proteínas, em substituição do gado, está presente no Brasil, que é o maior exportador de soja do mundo. Por esta razão o país não deveria ter famintos, desnutridos, mas o que acontece com a soja? – Em vez de alimentar o povo, é exportada para alimentar o gado do Primeiro Mundo, em troca dos dólares. Consumir carne de vaca nos faz a contragosto, coniventes e responsáveis pela fome, pela destruição das formas de vida, pela especulação e pelo lucro daqueles que ganham com essa situação lamentável. O Rio Grande do Sul, onde o churrasco é a comida preferida, existe o lema: “Sem carne, para mim não é comida”; esse Estado é também  o campeão nas estatísticas de câncer no Brasil.

Se compararmos a máquina humana com os dois modelos básicos existentes – carnívoros e herbívoros, é fácil não perceber que o nosso modelo não é o carnívoro. Os carnívoros têm dentes caninos frontais, afiados para rasgar a carne das vítimas, e não possuem os dentes molares  (dê uma olhada nos dentes de gatos e cachorros). Já os herbívoros e o ser humano não têm dentes caninos e frontais; possuem dentes pré-molares e molares que são adaptados a moer os grãos e sementes. Outra informação: Os carnívoros não possuem na saliva a substância “ptialina” que promove a pré-digestão na boca dos herbívoros e do ser humano. Por outro lado a digestão dos carnívoros é realizada no estômago, que possui um suco gástrico poderoso, vinte vezes mais ácido, para digerir carne e ossos.

Ainda tem mais: A carne demora alguns dias para chegar dos abatedouros até os postos de venda (açougues) e, por isso, assume uma coloração acinzentada e escura que afastaria os consumidores.  Para evitar esse problema os abatedouros  acrescentam uma bela coloração avermelhada, que são os Nitratos, substâncias cancerígenas. Este detalhe ninguém comenta e é desconhecido pela grande maioria dos consumidores... Benzo pireno é outra substância química que é adicionada a carne que causa câncer e leucemia. Acreditem: Em pouco mais de um quilo de carne, há mais dessa substância, que na fumaça de 600 cigarros. Há ainda o metilcolantreno, outro agente cancerígeno, e ainda, os animais doentes que são abatidos nos matadouros clandestinos e que causam muitas doenças.  No ser humano, quando a doença se manifesta, procura-se a cura, se possível; e nos animais, que não podem dizer o que sentem? Será que cada galinha, porco ou boi, passa por um check-up antes do seu abate? Você crê nisso? Acredita que assim é feito?

Todos nós, pessoas sensíveis, somos incapazes de maltratar um animal ou assistir e participar da matança de uma ave, porco ou boi. Entretanto, é a necessidade de carne, por parte dos materialistas e também de muitos espiritualistas, que provoca e sustenta essas matanças diárias que cobrem o planeta de rios de sangue inocentes. Todos os carnívoros são os incentivadores da indústria da tortura, dos sofrimentos e das mortes desses animais. Certamente, se as pessoas tivessem que matar, com suas próprias mãos, o animal que fossem comer, com certeza se reduziria drasticamente o carnivoríssimo. Não o fazendo, precisam que outros o façam por si. A responsabilidade tanto é do executor como também dos que se servem dele.

Se os irmãos estão achando que estamos exagerando, vejamos então uma cena vivida por André Luiz, junto com o seu mentor Alexandre, e por ele descrita, no livro “Missionários da Luz”:  “Diante do local da matança dos bovinos, André percebeu um quadro estarrecedor; grande número de desencarnados (espíritos inferiores), em lastimáveis condições, atiravam-se sobre o sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em sede devoradora. Alexandre então esclareceu-me com serenidade: “Estes infelizes irmãos estão sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais que lhes oferece elementos vitais.  Esses são famintos que merecem nossa piedade.”

Se, achamos essa cena descrita chocante, digo-lhes que é mesmo. O vampirismo desses irmãos do Além é apenas uma conseqüência. Triste mesmo é o quadro de nosso planeta Azul, diariamente encharcado de sangue dos infelizes animais abatidos e transportados para os açougues, onde os seres chamados humanos disputam suas porções de carne morta, para sepultarem no estômago, qual cemitérios terrestres ambulantes. Como podemos melhorar o planeta, se estamos diariamente matando e alimentando incessantemente o astral inferior com o combustível detestável do sangue de inocentes, contribuindo para a manutenção do domínio das Sombras?  - Não há como atenuar o peso dessa contradição: aqueles que se dizem adeptos da Lei Cósmica da Fraternidade, se sentarem à mesa e devorarem os restos mortais sangrentos do nosso irmão menor, em nome do “prazer”, porque da saúde e da sobrevivência é que não é. Você irmão ou irmã quer continuar participando da matança e se envenenado?

No Livro dos Espíritos, cap. XI, é bem explicada a nossa irmandade com os menores irracionais: “Há nos animais um princípio independente da matéria, que sobrevive ao corpo; é também uma alma. Estão sujeitos, com o ser humano, a uma lei progressiva. Emana de um único princípio a inteligência do homem e dos animais; no homem passou por uma elaboração, em várias existências que precederam o período a que chamais de Humanidade.”  - A justiça Divina não seria tão injusta, permitindo que o ser humano seja feliz enquanto ferir e matar o irmão menor, indefeso e serviçal, que também sente e sofre. Quantas tragédias, angústias e sofrimentos, que há séculos afligem a humanidade, e que são resgates cármicos, provenientes da culpa de derramar o sangue do irmão menor, a serviço do Vampirismo da Terra?

Comecemos a renovação de nossos costumes pelo prato de cada dia, diminuindo gradativamente o desejo de comer carne de animais... Em volta da Terra, grandes multidões de espíritos inferiores, levados pelas paixões e vícios, famintos de vitalidade e aflitos para obterem o “tônus vital” que existe no sangue (a mercadoria mais cobiçada pelos espíritos inferiores do Além), procuram aqueles que consomem carne, que lhes podem saciar os seus desejos. Só um deus dotado do mesmo egoísmo e insensibilidade do ser humano, poderia nos recompensar com a “Paz na Terra” ensangüentada pela tortura e morte de seus filhos menores, tão sagrados e divinos quanto os “grandes” que os matam!

Se você meu irmão ou irmã, é uma pessoa com anseios espirituais ou médium, tenha certeza de que o astral do animal consumido torna a pessoa menos receptiva e mais obscura, com as janelas vibratórias abertas para o astral inferior. Se a pessoa trabalha com passes ou cura espiritual, tem por dever manter sua energia etérea tão pura quanto possível. Afinal, essa pessoa vai doá-la a outras pessoas que necessitam dela.

Após todos estes esclarecimentos, chegamos a uma interrogação: - Como proceder para melhorar nossa condição espiritual? – Primeiramente devemos ir cortando aos poucos o nosso consumo de carne bovina, podendo usar os produtos oriundos do mesmo, como o leite, a manteiga, o queijo e outros derivados. Os hindus, os muçulmanos e muitos outros povos não se alimentam da carne bovina. Em seguida, devemos ir eliminando o consumo de aves (galinha) e nos servirmos dos ovos. Depois, vamos eliminar se possível, do nosso cardápio, a carne de porco, que muitos povos não comem, por considerá-la impura e portadora de muitas doenças. Para substituir essas carnes, vamos consumir mais peixes, camarão e outros produtos do mar. . .

A declaração de uma nutricionista serve bem ao caso que estamos tratando. Disse ela: “O prato comum do brasileiro, de feijão com arroz, já é uma refeição quase perfeita, com os nutrientes básicos necessários. É só acrescentar mais algum legume, verdura ou fruta, e aí está a refeição ideal. Saibam que, 100 gramas de feijão contém mais proteínas que 100 gramas de carne.” - Temos ainda para nos alimentar, o pão, o macarrão, o fubá de milho, a pizza, o café, o leite, os ovos, a farinha, a batata, a abóbora, e muitas frutas, legumes e verduras, e está mais que completa a nossa refeição, sem as carnes de animais que podem nos trazer problemas psíquicos e a obesidade, tão comuns nos dias atuais.

A água é essencial para a nossa existência e devemos evitar o desperdício e a sua poluição, em virtude da escassez. E por entrar nesta questão, ao examinarmos quanto é gasta para produzir os alimentos. Veja quanta água potável é gasta para produzir alguns itens do nosso dia-a-dia: (1 litro de leite =  560 a 860 litros); (1 quilo de trigo = 1.150 a 2.000 litros); (1 quilo de arroz = 1.400 a 3.600 litros); (1 quilo de frango = 2.800 a 4.500 litros); (1 quilo de carne de porco = 4.600 a 5.900 litros); (1 quilo de carne de boi = 13.500 a 20.700 litros). Por isso é tão importante proteger as matas à beira de mananciais e evitar o desperdício e a poluição.

Faz apenas trezentos anos que, neste país, autoridades religiosas garantiam que os escravos,os negros e os índios não possuíam alma, portanto, nada impedia que fossem torturados e mortos. As mulheres, também para certas religiões do Oriente Médio, não eram dotadas desse princípio inteligente invisível. A vítima não possuindo alma podia sofrer à vontade. E os animais? – Não há um só reencarnacionista, seja ele hindu, budista, umbandista, espírita, teosofista, esotérico, etc., que possa alegar desconhecimento da Lei de Evolução. Foi assim que fomos, nos primitivos tempos, aprendendo a ser humano. O animal de hoje, será o humano de amanhã, assim como o homem de hoje esteve no nível de animal no passado.

André Luiz, no livro, “Missionários da Luz” diz: “Devemos prosseguir no trabalho educativo, convocando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os seres humanos cultivarão o solo da terra com amor, e utilizar-se-ão dos animais com espírito de respeito. Semelhante realização é de importância essencial porque, sem amor para com nossos irmãos inferiores... não podemos aguardar a proteção dos irmãos superiores.”

Se você, prezado irmão ou irmã iniciar essa modificação de hábitos alimentares e recair, não se desespere: Recomece e prossiga em frente.

 Para concluir esta exposição, apresento alguns depoimentos de vultos da Humanidade:  “A carne é o alimento de alguns animais. Os elefantes, os bois, os cavalos, as girafas e outros animais se alimentam de ervas. Só os que têm índole feroz, como os leões, os tigres, as hienas, os leopardos, as panteras, e no nosso ambiente  os cachorros e os gatos alimentam-se de carne. Que horror é alimentar um corpo devorando outro corpo morto; viver da morte de outros seres vivos.”  (Pitágoras – filósofo)  “O ser humano implora a misericórdia de Deus, mas não tem piedade dos animais, para os quais o homem é um deus. Eles depositam confiança nas mãos criminosas que os matam. Ninguém purifica seu espírito com sangue.”  (Gautama Buda – líder espiritual)    “Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime, tanto quanto o assassinato de um ser humano.”  (Leonardo da Vinci – Inventor e pintor)   “Francisco de Assis, os chamava de nossos irmãos inferiores; porém inferiores na verdade somos nós, quando não os estimamos e os matamos.”  “O que quiserdes para vós, fazei-o também aos outros (seres da criação)”  ( Jesus – O Messias)

Um dia no futuro,  estaremos libertos desse condicionamento milenar; libertos da escravidão do hábito de matar, livres do peso da crueldade. Um dia em que vamos olhar o céu, as árvores, os animais, ouvir as cigarras e os pássaros, sentindo na pele o sol da vida; vamos observar ao nosso redor, milhares de pequeninas vidas que se abrigam na grande mãe Natureza; vamos sorrir sabendo que somos irmãos de todos eles... Todos, filhos do mesmo Deus. Pai de Amor e Misericórdia, de Bondade e de Justiça...

Bibliografia:
“Paz e Amor Bicho” de Mariléa de Castro,
“Evangelho de Jesus”, “Livro dos Espíritos”,
“Missionários da Luz”,+ reduções modificações
e acréscimos de textos.

Jc.
S.Luis, 5/7/2009
Revisado em 7/8/2012


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