quinta-feira, 27 de agosto de 2015

M U D A N Ç A S




  Nas duas últimas décadas, o ser humano vem convivendo com mudanças radicais, nos muitos setores da existência, apontando para a grande transformação que deverá levar a Humanidade, a um novo estágio evolutivo – a civilização voltada para o Espírito.

Ao longo da história, Espíritos Superiores encarnaram na Terra, e nos deixaram elevadas idéias de evolução, que promoveram o avanço das ciências físicas, sociais e morais. Porém, esses ensinamentos acabaram sendo desvirtuados pelos interesses de grupos que, em todas as épocas, assumiram os postos de comando das sociedades. Profetas, homens sábios, falaram sobre esse grandioso patrimônio que seria construído pelos seres humanos, mas em várias ocasiões, eles afirmaram  que devido aos interesses escusos de muitos, o futuro não seria de paz e felicidade, mas de turbulências e sofrimentos. A moral ensinada por Jesus seria esquecida e trocada por formas desastrosas de comportamentos, como se verifica atualmente no Brasil, onde predomina o abandono dos salutares costumes e da moral sadia, seguindo a ideologia das televisões que disseminam a liberdade plena, de cada um fazer o que bem entende de sua existência, sem que haja um mínimo de bom-senso, que possa colocar limites nas atitudes das pessoas e até dos que vivem na alta sociedade.

As novelas e filmes apresentados nas televisões, com personagens mal educados, infiéis, desonestos e malvados, após praticarem durante muitos e muitos capítulos atos de desrespeito, infidelidade, traições, furtos, atrocidades e até crimes, numa apologia de tudo o que não presta, no final, são punidos pelos seus atos ou ficam impunes, de acordo com a história de ficção que os criou. A dura realidade, porém, é bem diferente. Nela os que são aquinhoados com a fortuna e os detentores do poder, mesmo cometendo os piores atos desonestos e crimes contra seus semelhantes e a pátria, além de ficarem impunes, ainda são classificados como “espertos”, “vivos”, “inteligentes”, sendo que alguns ainda são idolatrados e tratados socialmente como “gente de bem”. Isto porque o Brasil se tornou uma terra onde as leis não são respeitadas; um paraíso da impunidade que faz proliferar a corrupção, onde os seres humanos sem moral e desafiando a tudo e a todos, exibem seus bens materiais conseguidos de maneira desonesta, indiferentes às leis humanas que não são cumpridos e confiados na justiça benevolente, como uma afronta aos cidadãos de bem, sem se lembrar que existe ainda a justiça divina para julgar e condenar suas ações. Hoje, renovamos nossas esperanças de que esse estado de coisas negativas e perniciosas venha a ter um fim, por meio da Operação “Lava Jato”, pelas mãos do Juiz Federal Sergio Moro, seus auxiliares, da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal.

Quando algum corrupto é preso, é para servir como bode expiatório, para acalmar a irritação das massas, e muitas das vezes, como maneira de elevar o prestígio de políticos ou de aspirantes a tal, cujas verdadeiras intenções são garantir o “status”,  facilitar um mandato ou manter o cargo ocupado. Não queremos dizer com isso que não existam políticos e pessoas em cargos importantes, honestas e bem intencionadas. Mas, a verdade é que a grande maioria dos políticos apenas visa suas conveniências e dos seus parentes, como se observa na política atual onde o marido é senador ou ministro, a mulher é deputada federal, e filho é o suplente de senador, pronto a assumir o lugar do pai, se este for convidado para assumir algum ministério, o irmão é deputado estadual, o neto é prefeito ou vereador e os demais parentes são lotados nos cargos de confiança como assistentes, sugando o erário público e fazendo da política uma profissão permanente para toda a família, ficando o povo a trabalhar honestamente para sustentar todos esses elementos nocivos à sociedade, por meio de uma carga exorbitante de impostos que lhe leva 10 dias dos 30 dias trabalhados.

A ambição pelas posses terrenas e pelas posições de mando faz com que grande parte das pessoas, viva apenas com essa finalidade, restando uma pequena parcela que ainda continua seu comportamento, dentro da moral, dos princípios e preceitos ensinados por Jesus. A ausência de uma fé religiosa e de elevada moral, estruturada nas experiências pessoais vem respondendo pela alucinação individual e coletiva de grande parte da humanidade. Onde errou o ser humano é a pergunta de hoje, sem saber de onde vem como chegou até esse ponto, e muito confuso ainda sobre o destino a seguir. As respostas possíveis são inúmeras, e a debater-se entre elas, gasta o ser humano, boa parte de seus dias na Terra, experimentando na atualidade uma grande crise espiritual, uma perda do sentido transcendental da existência, mergulhado no abismo dos fenômenos sensoriais e das buscas infrutíferas da felicidade. Tudo reduzindo ao imediato, ele vem desestruturando-se psicologicamente, emaranhado nas soluções superficiais dos problemas sem o real aprofundamento da sua realidade.

Constituído, porém por um impositivo sentimento religioso que nele existe e necessita de combustível para desenvolver-se, infelizmente reluta em pesquisar os valores legítimos ante as promessas e quimeras das alegrias propiciadas pelas facilidades do comportamento no prazer, que sempre deixam insatisfações e desencanto. Tudo quanto se refira a revelação que proceda da transcendência do corpo físico é motivo de suspeição ou do deboche, por ignorância e teimosia, sem qualquer preocupação pelo exame do que negam. No fim, muitas das vezes desiludido, abandona-se ao niilismo (doutrina segundo a qual o progresso da sociedade só é possível após a destruição de tudo o que socialmente existe) e trata de aproveitar o que lhe resta da existência, da forma que melhor lhe fala aos sentidos.  Outros enveredam pela trilha atraente do dogmatismo doentio, que desfigura as suas almas,
Se negando a sublime faculdade do livre-arbítrio.

Apesar de tudo isso, uma análise cuidadosa do patrimônio cultural da Humanidade leva, sem dúvida, a uma postura intelectual, pelo menos de respeito, em relação às Obras de magnitude histórica, filosófica, religiosa, ética e científica, que é o resultado das revelações.  “O Livro Tibetano dos Mortos”, “Os Vedas”,  “O Livro dos Mortos”,  “A Bíblia”, “O Zendavesta”, “O Corão” e “O Livro dos Espíritos”, trazem os mesmos conteúdos, que estão no inconsciente coletivo das sociedades em todos os tempos. Precisamos nos atualizar e tomar consciência das mudanças que se realizam no mundo, sob os nossos olhos, mas que muitas das vezes não queremos enxergar por que, se enxergarmos seremos forçados a modificar e inovar.

Para aquele, porém,  que percebe as existências  terrenas como etapas  necessárias  no caminho difícil de continuada evolução, os tropeços e as dificuldades, nada mais são que aceleradas valiosas no rumo do supremo bem. Consciente do muito que lhe falta ainda progredir no mundo esforça-se por melhorá-lo e conservá-lo o mais perfeito possível, para as futuras gerações, ciente de que ele próprio, provavelmente poderá estar incluído nelas. Tendo percebido que os prazeres à beira do caminho nada mais são que ilusões traiçoeiras, apega-se à luz verdadeira, aquela que vem do interior do próprio ser que, á todo momento lhe relembra aos ouvidos espirituais: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. A luz que acende em seu íntimo é também, qual chama de vela, incerta a princípio, ao enfrentar as trevas, porém, cada vez mais afirmativa e ousada à medida que percebe não ser a escuridão, por mais assustadora que pareça capaz de eliminar a sua luz.

Para essa pessoa renovada, cuja transformação moral processa-se a passos seguros, à custa de trabalhosa reforma íntima, a existência terrena adquire novos significados. Consciente de que retornará outras vezes á Terra, será moderado em seus anseios e prazeres, pois sabe que a posse na verdade não lhe pertence, sendo mero usufrutuário por prazo limitado, devendo ao final de cada existência terrena, prestar contas do bom ou mau uso que tiver feito dos bens que lhe foram confiados por empréstimo. Procura ver a centelha divina que habita em todos os seus semelhantes; sabe que o mal é apenas a ausência temporária do bem, e que não há seres humanos verdadeiramente maus, mas apenas criaturas desorientadas, à procura do significado para suas existências.

Humilde diante de Deus e de seus semelhantes, é capaz de reconhecer a enormidade da tarefa a realizar. Todavia, não se arvora em reformador do mundo, preferindo ao contrário, o trabalho anônimo ao próximo, entendendo como o próximo, aquele que mais perto está e com quem mais diretamente se relaciona na existência. Sabedor da condição ainda retardatária do planeta e de seus habitantes entende perfeitamente ser este, um estágio de aprendizado e trabalho, provas e expiações. Nos momentos de alegria e felicidade, que sabe durarão muito pouco, dará graças pela misericórdia divina, que lhe proporciona refazimento e recursos para melhor enfrentar os momentos difíceis, igualmente passageiros.

Na hora da provação, sereno em sua fé, buscará por todos os meios superá-la sem queixas ou lamentações, esforçando-se por não incorrer em novas dívidas cujo resgate é obrigatório, nesta ou em outras existências. Como um velho pioneiro da fé, empunha na mão direita a enxada do trabalho diário nas lutas, símbolo de sua ligação ao planeta abençoado em que habita atualmente. Na mão esquerda, junto ao coração, trás o Evangelho, proporcionador das mudanças, padrão sinalizador de transcendência, bússola do viajante sideral em sua jornada no rumo do infinito bem. . .


Bibliografia:
Evangelho de Jesus

Jc.
S.Luis, 10/12/2004
            Refeito em 2/8/2015                         

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