sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A GRANDE TRANSIÇÃO QUE ESTÁ ACONTECENDO




 “Opera-se na Terra, neste momento, a grande transição anunciada pelas Escrituras, e confirmada pela Doutrina dos Espíritos”. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. Isto porque os Espíritos que a habitam, ainda estagiando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados, que a impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo encaminhados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de caridade e amor. Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores, estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da última oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os atos infelizes a que estão submetidos, podendo avançar sob a misericórdia de Deus.

Caso eles se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre raças atrasadas, tendo o ensejo de serem úteis e de sofrerem os efeitos danosos da sua rebeldia. Enquanto isso, Espíritos nobres, que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fies aos desígnios divinos. Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta mais iluminada e mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos, que sacudirão o planeta como resultado da “lei de destruição”, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono, que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, e depois renascerem exuberantes, com a chegada da primavera; mas também, os de natureza moral, social e humana, que assinalarão os dias tormentosos que já vivemos. As ocorrências apresentam-se individuais e coletivas ameaçando de destruição a existência com hecatombes inimagináveis, como se a vida pudesse ser aniquilada...

A loucura, decorrente do materialismo das pessoas, atira-as nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se expande por todos os lugares. Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas das cidades transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de caridade e de amor... A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade; a violência, a corrupção e o crime imperam em todos os lugares. Tudo isso é apenas o começo da transição...

A finalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa á ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante. A rebeldia, que predomina no comportamento humano, elegeu o crime como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desastres contínuos. É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espinhos venenosos.

Como as leis da Vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhe faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar. Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui. A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem necessárias e próprias para a harmonia do ser humano.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional. Na mente está á chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem o domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras nobres, atitudes corretas e exemplos dignos.

A pessoa que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta. Não é necessário que o turbilhão de sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os Espíritos que operam em favor da grande transição. Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria, de fraternidade e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai todos quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde. São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações berrantes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, amor e caridade multiplicam-se os de desespero, de ambição, de egoísmo. Assim, a grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo, sejam diminuídas pelo sol da fraternidade. Nenhum receio deve ser cultivado,  mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

As aguardadas mudanças que se vêm operando, traz ainda uma não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto o mal estiver presente no mundo, o ser humano se torna a sua própria vítima, em face do egoísmo em que se encontra apenas por eleição especial.  A dor que momentânea o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período da transição, chegará o da harmonia e da felicidade.

Até lá, que todos os investimentos que fizermos, sejam eles de fraternidade, de bondade, de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança nos desígnios do nosso Pai Celestial...


Bibliografia:
Joanna de Angelis em psicografia a
Divaldo Franco em 30/7/2006
Revista “Reformador”  03/2007


Jc.
S.Luis, 3/6/2011
Revisado em 25/10/2014

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