domingo, 18 de maio de 2014

DEUS ESTÁ PRESENTE E TUDO VÊ





 O Todo-Poderoso estaria muito distante e, provavelmente, ocupado com assuntos mais importantes do que bisbilhotar os seres humanos, é o que pensam muitas pessoas. Será que em todos os momentos e situações que passamos ao longo do dia, estamos convictos de que Deus está vendo o que fazemos?
Acompanhemos os passos de um homem comum, religioso de carteirinha, defensor da fé, alguém que pode ser católico, judeu, espírita, protestante, umbandista, etc.
Pela manhã, ao acordar, liga a televisão para acompanhar o noticiário. Logo fica indignado com um crime hediondo cometido por alguns jovens, apresentado na TV. – Pena de morte seria pouco para eles – esbraveja. Irrita-se em seguida porque a doméstica atrasou o café, cobrando maior presteza. Ao sair, aproveita o imóvel do vizinho em obras e nele deposita embalagem descartável de um aparelho elétrico. No automóvel, aproveita o pouco trânsito e anda na contramão por dois quarteirões, a fim de encurtar a distância. Diante de um sinal vermelho, parado, fecha o vidro do carro para não ser importunado por um garoto que vem oferecer doce para angariar alguns trocados.
Chegando ao trabalho, bate papo com os colegas, sem preocupar-se com o relógio, depois recebe feliz um presentinho de um conhecido que lhe premia por ter dado agilidade à solução de uma pendência. Verifica depois em pleno expediente, seus e-mails e aproveita para pesquisar preços de um televisor. Estende o horário do almoço em alguns minutos para resolver um problema particular e trata com indiferença, uma senhora de trajes humildes, com um filho no colo, que lhe pede um minuto de atenção.
Saindo para o almoço, para em uma banca de vendedor ambulante e compra um DVD pirata, além de flertar com a vendedora da lanchonete, imaginando que faria uma loucura com ela. Diverte-se no café da tarde com os colegas, privilegiando fofocas e piadas picantes. No retorno ao lar, estaciona o carro em fila dupla perto da escola, atrapalhando o trânsito, a esperar por seu filho.
Durante o dia, o nosso herói praticou infrações e omissão, na base do todos fazem. Nada, a seu ver, passível de manchar sua reputação de religioso convicto.
Será que não estamos procedendo da mesma maneira, pensando que Deus está tão distante que não vê como agimos?
Então pergunto: Se Deus não fosse para ele uma abstração, se estivesse plenamente consciente do olhar divino, que tudo sabe, tudo vê e tudo pode, será que manteria o mesmo procedimento? Não se sentiria envergonhado por ter faltado a elementares princípios de cidadania?
Esse é o conhecimento que precisamos ter: adquirir a consciência da presença divina em nossas atitudes. Sobretudo, sintamos a presença do Pai Celestial diligente e amoroso, revelado por Jesus, que nos conduz na existência, amparando nossa alma.
Espalhe ao seu redor, o amor ao trabalho e o amor ao próximo, fazendo da caridade o veículo que lhe conduzirá ao amor de Deus, para que Deus não venha a lhe dizer: “Que fizeste despenseiro dos bens que te proporcionei e do tempo que te concedi? Não fizeste servir senão somente à tua satisfação pessoal?”
Assim, não seremos apenas diligentes, honestos e caridosos, mas, também forte na adversidade, imitando a convicção de Paulo aos Romanos 8:31:  “Se Deus é por nós, quem estará contra nós?”

Fonte:
Richard Simonett
Revista “Reformador” – 03/2014
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 30/3/2014

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