domingo, 11 de agosto de 2013

DANÇAR FAZ BEM À SAÚDE




 
Essa atividade prazerosa para muitas pessoas é uma importante ferramenta para a manutenção do bem-estar físico e mental. O Brasil tem uma cultura de danças muito forte, pois é um país pluricultural. Em todos os estados, em quase todas as cidades encontram-se belas obras de arte em movimento. Pesquisas comprovam que dançar aumenta em 15% as células do hipocampo, reduzindo o risco de demência, doença que atinge na maioria os idosos.

Presente em diversas sociedades, a dança existe desde os primórdios e evoluiu juntamente com a humanidade, sendo utilizada com finalidades diferentes. Já representou adoração aos deuses, rituais religiosos e mágicos, praticada nos períodos em que se desejou chuva e boa colheita.

Atualmente, é lembrada por contribuir, ainda, para o estreitamento das relações sociais, culturais e psicológicas. “A dança oferece aos praticantes um pacote de saúde; condicionamento aeróbico, coordenação, flexibilidade, perda de peso, além de combateras doenças degenerativas dos ossos, como a artrite e artrose. Funciona como uma carga de endorfina (potente ação analgésica que, ao ser liberada, estimula a sensação de bem-estar, conforto, melhorando o humor), combatendo a depressão”, explica Marcelo Thiganá, professor, pesquisador e coreógrafo, de Belém (PA).

No período da gestação, a dança é um tipo de atividade física recomendada durante a gravidez, com a autorização do obstetra, a partir do terceiro mês. Ela ajuda a mulher a manter a postura e o peso adequado, facilitando a adaptação diante das modificações que a maternidade traz. Combinada com alongamento e controle da respiração, auxilia até na preparação para o parto normal. A interação com outras gestantes, por meio da dança, é muito interessante para a troca de informações e para que essa fase possa ser entendida de uma forma mais tranquila e sem traumas, uma vez que, nesse período, as futuras mamães ficam fragilizadas e sensíveis. Algumas academias ainda oferecem aulas após o parto, nas quais o bebê e a mãe participam juntos. Essa é uma maneira de entrar em forma, sem ficar longe do pequeno, aumentando ainda mais o vinculo afetivo.

As crianças rendem-se à graça e ao prazer da dança desde os primeiros anos da existência. Com os passos, eles aprendem a reconhecer o seu próprio corpo, que, nas fases iniciais, apresenta-se como um desconhecido. Proporciona também outras experiências: desenvolvimento de habilidades, criatividade e disciplina, auxiliando no sistema emocional e motor. De certa forma, a dança é uma preparação para a fase adulta.

Na terceira idade, a dança estimula essa fase, no qual, geralmente, os movimentos do corpo não respondem com a  mesma  facilidade e  rapidez  que na juventude, por conta de algumas limitações físicas, comuns da idade.

Vejamos algumas modalidades de danças:

Biodança – é uma mistura dos movimentos de ginástica, aliados aos passes da dança. O intuito é cuidar da autoestima e criar novas formas de interação. Pontos positivos dessa modalidade: não existe a necessidade de um parceiro ou de saber dançar.

Sênior – baseada nas danças folclóricas de diversas culturas tendo sido criada para os idosos.

Dança de salão – nesta modalidade é preciso respeitar os limites de cada um, uma vez que, de acordo com o estilo, varia o impacto nos músculos. Quem sempre pratica vai conseguir um bom resultado com relação ao equilíbrio e o desenvolvimento psicomotor.

Algumas danças existentes no Brasil são influências de vários locais. Essa mistura resultou em ritmos diversificados:

Samba – O Brasil é reconhecido no mundo todo por esse ritmo que embala multidões. O samba, originário da cultura africana, é considerado uma das principais manifestações do país no cenário da música e da dança.

Frevo – Originário de Pernambuco, mescla na dança algumas características do maxixe e da capoeira e chama a atenção pelas roupas e acessórios coloridos dos passistas. Com ritmo frenético, é preciso muito treino e condicionamento físico para seguir os passos dos dançarinos.

Carimbó – É destaque no Pará, sendo uma dança de roda, que tem como acompanhamento dois tambores, conhecidos como carimbo, que dão nome ao estilo.

Forró ou Arrasta pé – No Nordeste nasceram os primeiros passos e estão ligados à história e ao cenário cultural dessa região.

Xaxado – Tem sua origem no sertão de Pernambuco, bailado somente pelos homens, tornou-se famoso por ter sido dançado pelos cangaceiros liderados por Lampião.

Baião - Originário também do Nordeste, teve seus expoentes máximos nas figuras dos sanfoneiros Luiz Gonzaga e Dominguinhos.

Bumba-meu-boi – Dança que é executada em alguns estados, mas que tem sua expressão maior no Maranhão, onde existem vários sotaques.

Tambor de Crioula e Tambor de Mina - Tem suas origens na cultura africana e é muito praticado também no Maranhão.

Torém – É um ritmo indígena, praticado no Ceará, sendo considerado de terreiro por ser realizado em espaços abertos.

Fandango - É encontrado no sul do país, dançado por casais. O sapateado, que é muito utilizado, é um segundo instrumento para compor com a música.

Catira – Dança típica de Goiás, virou febre em São Paulo e Minas Gerais. É marcado por passos masculinos e mulheres não se aventuram nessa dança.

Além destas, existem ainda espalhadas pelo Brasil, outras danças, a saber:

Dança do boiadeiro, cacuriá, capoeira, ciranda, chorinho, coco, congada, dança de São Gonçalo, funk, lambada, maracatu, marujada, maxixe, merengue, pagode, pastorinhas, pau de fitas, quadrilhas, serestas, xote e outras mais.

São vários os benefícios da dança:

a-    Melhora o condicionamento físico e a coordenação motora;

b-    Auxilia no relaxamento;

c-    Reduz as dores;

d-    Estimula o convívio social;

e-    Protege e fortalece a musculatura;

f-     Previne e ajuda a combater a depressão;

g-    Eleva a autoestima;

h-   Faz emagrecer.

 

Fonte:

Revista Extrafarma

Edição 3 – jul/agosto/2013

Internet

+ modificações e acréscimos.

 

Jc.

S. Luís, 6/8/2013

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