segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O SER HUMANO

O SER HUMANO O ser humano é o habitante da Terra mais inteligente, com consciência, livre-arbítrio e responsabilidade, e com eles executa as funções vitais ativando o corpo físico. Como os demais animais, os seres humanos nascem, vivem, nutrem-se, respiram, crescem se reproduzem e morrem. Precisam para viver, de luz, de calor, de água e se disso estão privados, definham e morrem. Entretanto, entre todos os animais, sendo o mais evoluído é também o mais dependente, precisando que outros seres humanos lhe dispensem os cuidados indispensáveis para poder sobreviver. Assim sendo, desde o seu nascimento ele precisa que lhe cuidem do cordão umbilical, lhe façam a higiene corporal, lhe botem para se alimentar e todos os cuidados lhe são dispensados para que tenha boa saúde, a fim de se desenvolver, com a assistência permanente de quase 24 horas por dia. Essas atenções e cuidados não se limitam, nos seres humanos, somente ao período primeiro (infância), mas também aos demais períodos da existência terrena. Os demais animais, com exceções, não possuindo mãos para cuidar dos seus filhotes, apenas lhes oferecem o alimento, cabendo a estes, se movimentarem para se levantar, andar e se alimentar. Enquanto os animais tornam-se independentes desde os primeiros instantes de vida, sujeitos a serem eliminados por outros animais predadores, o ser humano é amparado, assistido e protegido pelos seus iguais, até mesmo na fase de adulto, quando muitos precisam ainda de maior assistência. Os seres humanos possuem, para o desempenho das suas atividades da inteligência e dos seis sentidos, sendo cinco materiais e um espiritual, enquanto os demais animais possuem apenas os instintos de conservação, defesa e procriação. Os seres humanos julgam-se os maiores e senhores do mundo por causa dos seus sentidos e da sua inteligência. Realmente, se comparado em estatura com alguns animais como as formigas, os vermes, os pequenos pássaros e outros pequenos animais, ele parece um gigante; mas se confrontado com os elementos da natureza como o mar, as montanhas, o sol, a lua, ele não passa de um minúsculo grão de areias na imensidão da praia ou do deserto. Do ponto de vista existencial o ser humano pertence à classe dos mamíferos, dos quais difere apenas na forma exterior, tendo, portanto, a mesma composição química de todos os animais, os mesmos órgãos, as mesmas funções; ele nasce vive e morre nas mesmas condições que os outros animais e, em sua morte, seu corpo se decompõe como o de tudo o que tem vida. Quanto isto possa custar ao seu orgulho, o ser humano deve se resignar a não ver, em seu corpo material, senão o último elo que o liga a animalidade na Terra. Mas, quanto mais o corpo diminui de valor aos seus olhos, mais o princípio espiritual cresce em importância; se o primeiro o coloca ao nível do animal, o segundo o eleva a uma altura incomensurável. A Psicologia diz que somos determinantes e determinados, o que em outras palavras, significa: Assim como o meio em que vivemos nos influencia, nós temos o poder também de influenciar o meio. Essa realidade comprova uma verdade incontestável, se analisada sob o prisma do bom senso: Nós somos donos de nosso destino; nós somos os únicos e exclusivos responsáveis pela boa ou má forma em que vivemos. Se, nascemos e vivemos em um meio horrível (pais brutos, miséria social etc.), podemos ser influenciados pelo meio e fazemos de nossa existência um sofrimento para nós e para os outros, enquanto outras pessoas escolhem lutar e viver, mesmo sendo oriundas de ambientes altamente permissivos e negativos, são capazes de sair desse ambiente e, o que é mais importante, conseguindo ter uma existência reta, bem vivida, tudo por uma questão de escolha e de querer. O texto a seguir, atribuído a Charles Chaplin, elucida-nos como tudo na existência é produto da nossa escolha; da personalidade construtora que nos eleva, ou da destruidora, que nos rebaixa. Diz ele: “Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha obrigação escolher como vai ser o meu dia; posso reclamar porque está chovendo, ou agradecer às águas por lavarem as ruas. Posso ficar triste por não ter dinheiro, ou me sentir encorajado a administrar o que tenho, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças a Deus por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais, por não terem me dado tudo o que eu queria, ou ser grato a eles por me terem dado a existência; posso reclamar por ter que ir trabalhar, ou agradecer por ter um trabalho. Posso sentir tristeza pela casa humilde, ou agradecer por ter um teto para morar. Posso lamentar as decepções com amigos, ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Enfim, se as coisas não saírem como planejei, posso agradecer a Deus por ter um amanhã para recomeçar. O dia está esperando para ser para mim, o que eu quiser. E aqui estou eu, o construtor que pode fazer; tudo depende só de mim...” A pessoa que faz prevalecer em si á personalidade construtora, costuma assim pensar quando caminha para o trabalho: “Obrigado, meu Deus, por essa oportunidade de ter o meu ganha pão e, no ambiente profissional, através dos naturais conflitos inter-pessoais, ter a oportunidade de também poder aparar as arestas de minhas imperfeições”. A pessoa de personalidade destruidora caminha para o trabalho, assim pensando: “Ai meu Deus, vai começar tudo de novo, que tristeza!” – Viver bem é o nosso ideal. Nossa força é maior do que imaginamos. Devemos nos lembrar de Jesus quando disse: “Podeis fazer tudo o que eu faço e muito mais, se quiserdes”. Para nossa força interior manifestar-se é preciso, antes, reorganizar nossos pensamentos e tomar corajosas atitudes, criando uma poderosa força que irá impulsionar-nos ao sucesso: a força de vontade. Colocar essa força a serviço da nossa existência e da nossa evolução, significa utilizarmos do nosso direito de escolha várias vezes durante o dia. Exemplos: “Vou começar o meu dia com a mente tranqüila, fruto da oração matinal, ou começá-lo com a mente perturbada, sem nenhum preparo para enfrentar o novo dia de oportunidades e desafios ? – Quando chegar ao trabalho, vou dizer aos meus colegas um “Bom-dia” que expresse esse sentimento, ou vou chegar ao trabalho sem nenhum sentimento positivo?” Vejamos o que fala sobre a valorização do nosso direito de escolha, o piloto italiano Alessandro Zanardi (entrevistado pela revista “Veja”, edição 1736). Antes da sua entrevista, recordemos um pequeno histórico de sua existência: Zanardi, em 15 de setembro de 2001, sofreu um terrível acidente no Grande Prêmio da Fórmula Mundial. Seu carro partiu-se ao meio quando, foi atingido pelo carro do piloto Alex Tagliani a 320 km por hora. Como conseqüência desse fatídico acidente, Zanardi perdeu suas duas pernas, que o impossibilitou de nunca mais poder pilotar um carro. Com essa nova realidade, o piloto poderia escolher sentir-se um “coitadinho”, tornando-se uma pessoa profundamente infeliz. No entanto, passado os seus naturais momentos de tristeza, demonstrou ter escolhido bem viver. Assim, em resposta a entrevista da revista “Veja”, disse: “Não achava possível ter alguém uma existência feliz, sem um corpo perfeito, completo. Depois de perder as pernas, mas continuar existindo, minha concepção mudou totalmente e não posso reclamar. Tenho na verdade é de agradecer a Deus, por estar ainda vivo.” E, em depoimento mais expressivo, faz aumentar nossa responsabilidade ao dizer: “A capacidade de escolha é daquelas dádivas às quais não damos o devido valor, mas é o que faz a existência valer a pena. Isso é o principal para todo ser humano”. . . Francisco Candido Xavier, disse certa vez que “nossa responsabilidade tem o tamanho do nosso conhecimento”. De acordo com esse pronunciamento do Chico; se agora passamos a ter o conhecimento de que a escolha é uma dádiva, cabe-nos a responsabilidade de bem escolhermos, como também fez o Zanardi. Evitemos culpar o motorista, o colega, a empresa, a família e até Deus, por qualquer problema que nos chega. Quando culpamos os outros por eventual insucesso ou dificuldade nossa, podemos estar utilizando um dos mais destruidores mecanismos de defesa: a fuga. Em geral, nos nossos relacionamentos, é difícil manter o autodomínio; na maioria das vezes expressamos nossos pensamentos e sentimentos sem uma prévia análise e depois nos arrependemos do que falamos. Reagimos às ações dos outros, quando o correto seria agirmos após meditar, refletir e escolher a melhor atitude. O animal quando ferido reage. O ser humano, porém, não precisa reagir; pode apenas agir. Sendo a mente a base de todos os reflexos e intenções, falamos e agimos impulsivamente, sem analisar, acarretando desavenças, discórdias, desuniões e tudo o que impede um bom e saudável relacionamento e isso acaba por comandar o nosso humor, a nossa existência. Contentamo-nos em culpar os outros, as circunstâncias, o destino ou qualquer outra coisa, entretanto, a falha é nossa. Quando aprendermos a agir, assumiremos o comando das nossas ações e da direção da nossa existência. As ações são racionais, meditadas e refletidas, enquanto que as reações são emocionais, impulsivas e às vezes até agressivas. Não podemos viver como um barco ao sabor das ondas e dos ventos. Quando aprendermos a educar a nossa mente, passamos a errar menos, melhorando nossa saúde física e mental. Podemos então falar ou gritar; fugir ou enfrentar; agir ou reagir; enfim, devemos escolher a atitude e a partir dessa escolha, crescer e agir prudente e corretamente. Se eu trato de modo diferente uma pessoa calma e outra agressiva, estou permitindo que elas determinem meu comportamento. Quando reagimos, sintonizamos o ofensor e nos tornamos iguais a ele – desequilibrado. Chico Xavier, certa vez expôs para Emmanuel, que estava sendo vítima de acusações que o deixavam muito triste. O mentor respondeu: “Você está aborrecido com pouca coisa. . . Os cristãos eram presos , torturados nos calabouços e mortos na arena!. . . Se você não ficar surdo ao que dizem de você, não será possível continuarmos o trabalho. Temos muito pela frente e a caminhada está apenas começando. . .” Bibliografia: Livro “A Gênese” Jc. S.Luis, 2006. Revisado em 29/12/2012

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