quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A G R A D E C I M E N T O S

AGRADECIMENTOS Hoje quero fazer público os meus agradecimentos. Primeiramente ao Pai Celestial, pela criação do meu Espírito, possibilitando a minha vida e por todas as existências que me tem permitido, para realizar a minha evolução espiritual. Em segundo lugar, agradeço também a Deus, pelos meus pais terrenos que me concederam esta existência, Edésio Castro e Joanna Tavares Castro, e a família constituída de mais onze irmãos, existindo ainda na Terra, apenas o irmão Roldão e eu, estando todos os demais já na Espiritualidade, para onde iremos assim que chegar o nosso tempo de também partir. Agradeço a minha mãe, pela coragem e disposição de criar os filhos, sozinha, (pois eu só tinha um ano de idade quando nosso pai partiu da Terra), ficando ela com os filhos, as necessidades, as dificuldades e a obrigação de criá-los e orientá-los. Nesse tempo, não existia garantia trabalhista, nem Instituto de Previdência que possibilitasse à viúva, uma pensão. Quem não tivesse um patrimônio para poder sustentar a família e era pobre, obrigado ficava a distribuir os filhos com os parentes ou sofrer as privações e necessidades do dia-a-dia, isto se não viessem a morrer de fome. Minha mãe, confiada em Deus e Jesus, rezou, lutou, sofreu, chorou, implorou e viveu uma vida de dificuldades e de sofrimentos, mas nunca deixou que um filho seu, trouxesse qualquer coisa para casa que não fosse fruto de um trabalho realizado, pois não aceitava que dessem qualquer agrado a um filho seu como presente, sem o devido merecimento. Com essa fé e esse código moral, foi que nos criou e nos fez mulheres e homens de caráter e de trabalho digno. Lembro-me ainda, de como ela era chamada pelos vizinhos, para tratar de grávidas, doentes, velar e até ajudar a preparar pessoas mortas para o enterro. Nesse tempo não existia a tal “Lei da Palmada”, em que as mães hoje, podem apanhar, mas não podem corrigir seus filhos, crescendo como verdadeiros títeres. Nós, os filhos, apanhávamos sempre que era necessário, e na fase adulta, todos nós achamos que deveríamos ter apanhado um pouco mais, que seríamos ainda um pouco melhor. Dos seus filhos, nenhum deles se tornou alcóolatra, viciado, malandro, vagabundo, marginal ou criminoso, embora, dada as dificuldades, também nenhum se formou em advogado, médico, engenheiro, professor, arquiteto, político ou administrador. O filho colocado em posto mais elevado, foi Oliveiros (Oli de Castro) que chegou a tenente da Aeronáutica, e o Roldão que chegou a sub-oficial da Marinha, os demais irmãos viveram atividades diversas, e as irmãs se casaram e viveram para o lar. Agradeço pela família constituída com minha primeira esposa, com quem tive quatro filhos, Douglas (psicólogo e funcionário da Marinha), Ana Maria (enfermeira e dentista, funcionária do Ministério da Saúde), Raimundo (analista de sistema em função liberal) e Luiz César (arquiteto) estes últimos, já me brindaram com um neto, Mateus e uma neta Carolina. Em virtude de incompreensões, me separei da minha esposa, já com os filhos criados, e não podendo mais viver no Rio de Janeiro, por problemas de saúde, retornei ao meu querido Maranhão, onde vivo até hoje. Aqui chegando, depois de enveredar por caminhos tortuosos, agradeço ao Pai por ter encontrado outra companheira com quem casei e que me possibilitou outra filha, Ana Carmem (gestão empresarial e finalizando o curso de enfermagem), que por sua vez, casada, me brindou com um neto, Lucius, com quem tenho muitas afinidades, talvez de eras passadas. Agradeço a Deus, também pela nova família que me possibilitou e que veio ampliar o círculo de afetividade até então existente, me fazendo mais merecedor das suas bênçãos. Hoje estou com 81 anos, aposentado e ainda trabalhando dentro do possível. Possuo um “site” na Internet aonde coloco os artigos que faço exposições nos Centros Espíritas desta cidade, que vai marcar a minha passagem na Terra, nesta existência. Agradeço ao Pai, pela nova existência, pela companheira, pelos irmãos, pelos parentes, pelos amigos, pelo dia, pelo sol, pela chuva, pela noite, pela lua, pela saúde, pelo lar, pelo alimento, pela água, pelo ar que respiro, pela brisa que me refresca, pelo repouso, pelo agasalho, pela cama, pelas noites bem dormidas, pelos sonhos, pelo acordar vendo o dia raiar, pela disposição, pela vontade de continuar trabalhando e servindo, pelo nosso netinho e sua alegria, pelo seu sorriso e brincadeiras, pelo Zulu e a Nina (cachorros que trato como filhos) e ainda pelo “docinho”, um jabuti que o meu neto ganhou da tia, que também alegra a casa. Senhor meu Deus, meu Pai, meu Criador, só tenho agradecimentos por tudo o que sempre me tens concedido em toda a minha vida e também nas minhas existências, e ainda, aos meus entes queridos, e por aqueles por quem peço a vossa misericórdia que, às vezes, é muito mais do que o que mereço. Estou tentando me tornar merecedor da vossa bondade, embora ainda me sinta frágil pouco evoluído e muito pecador. Perdoa-me Pai, pelos erros ainda cometidos e ajuda-me na minha vontade de ser melhor a cada dia, para a minha redenção e a Vossa Glória... Jurandy Castro S. Luís, 20/11/2012

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