domingo, 19 de agosto de 2012

O VALOR DA ORAÇÃO

O VALOR DA ORAÇÃO Muitas pessoas acreditam no destino, achando que os acontecimentos que terão de passar não serão modificados, mesmo tendo fé e acreditando na bondade e justiça de Deus. Por essa razão, essas pessoas terminam não usando a oração, veículo de comunicação de que nos servimos para suplicar e agradecer, as forças necessárias para alterarmos os fatos, e resignação, para aceitarmos o que for do determinismo divino. Quem assim pensa, com certeza ainda não refletiu sobre o valor da oração. Fazer uma oração ao levantar, pela manhã, é a forma de atrair boas vibrações e a assistência dos bons espíritos, assim como fazer também uma oração ao deitar, são a melhor maneira de se agradecer as bênçãos recebidas durante o dia, e de sermos reconhecidos e agradecidos ao grande Pai Doador. Se com elas, não conseguimos tudo o que precisamos; será que sem elas será mais fácil conseguir? O próprio Jesus nos disse: “O que quer que seja pedido na oração, crede que o obtereis”. Nos dias atuais, são os próprios homens da ciência que se preocupam com a oração e seus efeitos. Já existem experiências, em que pessoas são escaladas para orarem em favor de certos pacientes, enquanto outros pacientes, com idênticos males, ficam sem alguém que por eles orem. Os que receberam a oração, às vezes repetitivas e sem muita vibração e fé, foram os mais beneficiados. Na hora da prece, devemos expor nossas necessidades; aquilo que mais nos atormenta a alma. Infelizmente, no mundo de hoje, o ser humano, com exceções, lógico, encontra-se desligado de Deus. Com o avanço da tecnologia, da cibernética, do computador, as pessoas se materializaram e perderam o contato com Deus. Em contrapartida, nunca o ser humano mostrou tanto apego às coisas materiais. Sem as energias positivas do Criador, obtidas pela oração, a pessoa sofre de depressão, de tristeza, de solidão, de angústia e de outras fobias que fazem parte dos tempos atuais, e que os médicos lutam para curar. Porém, sabemos que as doenças da alma não são curadas pela medicina convencional; só a oração, é o verdadeiro remédio. Mas, não deve ser uma repetição fria e decorada de um amontoado de palavras; a oração deve nascer do sentimento profundo da alma, ocasião na qual, o ser humano, busca pelo espírito, a Deus que também é essência Espiritual. Nossas perturbações de origem orgânica, emocional ou mental, são agravadas ou amenizadas pelos nossos pensamentos inferiores ou superiores, que agem negativamente ou positivamente sobre as zonas de predisposição enfermiças. Assim, o poder da oração na cura dos doentes, será tanto maior, quanto for á disposição do paciente em curar-se; de mobilizar suas próprias energias no sentido de recuperar a saúde. Certamente não somos religiosos extremistas; pois sabemos que “vírus e bactérias” não serão curados com preleções morais. Para isso devemos usar os recursos médicos, quando dele necessitamos. Médicos honestos, de vida honrada, são também agentes do amor de Deus na Terra, a amenizarem nossas dores, de conformidade com as nossas necessidades e/ou merecimento. Jesus curou muitos enfermos, mas chamou ao Reino Divino, somente os que se restauraram nas deficiências humanas, a exemplo do que aconteceu com Madalena e Zaqueu e tantos outros que lutaram e sofreram pela cura definitiva. Reconhecendo que a origem de muitas doenças está no espírito, entenderemos melhor a ação medicamentosa da oração e seu enorme poder de cura. Recordemos a passagem da mulher atormentada há doze anos por uma hemorragia que a tornava impura; ela busca tocar a túnica de Jesus, crendo que ficaria curada, o que aconteceu. Jesus percebendo que dele saíra uma energia, voltando-se para o povo, pergunta: “Quem tocou minha veste?”. Essa energia todos nós temos, embora diminuta se comparada à energia do Mestre, ou dos Espíritos Superiores. Orar diariamente; vivermos em convivência fraterna, cultivar a fé e lutar para não cair nas armadilhas do mal, é imperativo a que devemos nos submeter. Oremos como Francisco de Assis, que dizia: “Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz; Onde haja ódio, consenti que eu semeie amor; Perdão, onde haja injúria; fé onde haja dúvida; Esperança, onde haja desespero; luz onde haja escuridão; Alegria, onde haja tristeza. Oh Divino Mestre, permiti que eu não procure tanto ser consolado, quanto consolar; Ser compreendido, quanto compreender; Ser amado, quanto amar, Porque é dando que recebemos; perdoando que somos perdoados; E, é morrendo (nos libertando do corpo), que nascemos para a Vida Eterna...” Há muito luz quando se ora com amor; afastamos as trevas e mudamos tudo para melhor. Quando Jesus, erguendo os olhos para o céu, e os braços elevados, como a querer abraçar a Deus e suplicar por todos, disse: “PAI NOSSO...” uma nova era começava para o mundo; o pensamento se direcionava para o bem e para o amor. Essa oração de Jesus, denominada de dominical, é mencionada nos Evangelhos, por Mateus Cap.6 vs. 9 a l3, e Lucas Cap.2 vs. 2 a 4. Jesus ao nos ensinar a orar, nos recomenda “para entrar no quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que tudo vê em secreto, te recompensará; porque o vosso Pai, sabe do que tendes necessidade, antes que lho peçais.” Jesus ao falar quarto, não se refere a uma parte da casa, mas ao interior de cada pessoa; e o fechar a porta, é uma alusão ao recolhimento, ao desligamento das coisas materiais, colocando-se em sintonia com o plano espiritual, a procura do Pai Celestial. A oração é um dever, um ato de adoração e de agradecimento a Deus, pela vida, pela existência, e uma necessidade que nos protege contra as investidas maléficas, dando-nos a resignação e coragem para as provas e resgates, a fim de corrigirmos as nossas imperfeições. Ao iniciarmos a nossa oração, dizendo: “PAI NOSSO...”, sentimos a força de uma ligação com o Pai, autor de nossas vidas; o Criador, o princípio de tudo; e quando Jesus assim disse, Ele se igualou a todos os seres humanos, incluindo-se na família universal. “QUE ESTAIS NO CÉU” – “céu é o espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros”. O Pai Nosso, está, portanto em toda parte, em cada partícula, em cada átomo, em cada ser. Se pretendermos limitar o céu apenas àquilo que os olhos humanos vêem, é pretender limitar Deus. A grandeza e a presença de Deus, deve ser sentida em tudo e em todos, porque Ele está em nós, na Natureza e no Universo. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME – Significa, santificar, tornar santo, digno de veneração e respeito, glorificar. Jesus confirma com estas palavras, a atitude de humildade e amor que se deve ter para com o Pai Criador, seguindo a Lei Maior que diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. VENHA A NÓS O VOSSO REINO – Jesus, por diversas vezes afirmou que seu reino não era deste mundo e, no entanto, nesta oração, Ele mesmo ensina a pedir ao Pai, a vinda desse reino, a que muitas vezes se referiu. Aparentemente, parece uma contradição. Na verdade, o que Ele se referia era ao reino de entendimento, da fraternidade, do amor que realmente ainda não existe neste mundo. Esse reino se instala nos seres humanos, à medida que eles evoluírem, que crescerem moral e espiritualmente. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU – É a entrega total que se faz ao Pai, numa atitude de confiança ilimitada em Seus desígnios misericordiosos, conforme disse Jesus: “Porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de lho pedirdes”. Portanto, se Deus sabe o que convêm a cada pessoa, devemos nos conformar com a Vontade Divina que rege o Universo. Às vezes a pessoa pede em oração, alguma coisa que acha ser a solução, e embora tenha orado muito, não é atendida e se decepciona, achando que Deus não é bom ou não existe, porque não a atendeu. Na nossa oração, nunca se deve pedir nada pessoal; deve-se pedir que fosse feita a vontade do Pai, porque Ele sendo infinitamente justo e bom, sabe o que é melhor para nós. Muitas das vezes, somos atendidos por outros meios, por outras pessoas, determinando a solução do nosso problema e um crescimento espiritual. O PÃO NOSSO DE CADA DIA, DÁ-NOS HOJE E SEMPRE QUE MERECERMOS – Obedecendo ao imperativo das Leis do Trabalho e Progresso, o ser humano necessita de alimento, tanto para o corpo físico como para o espírito. Sob o ponto de vista material, ao pedir o pão de cada dia, estará pedindo os meios de exercer suas atividades, para que, com o suor do seu rosto, consiga o alimento para o corpo, a fim de realizar a sua evolução. É justo e necessário que esse corpo seja cuidado, cabendo a cada um a responsabilidade de mantê-lo alimentado e saudável. Por outro lado, o espírito também precisa ser atendido, o que é feito pela assimilação dos ensinamentos de Jesus e, pela prática do que foi aprendido. Pedindo o alimento espiritual, estará o ser humano pedindo o conhecimento, o entendimento e a capacidade de modificar-se, amando o seu semelhante para melhor atingir um grau maior de evolução. PERDÔA AS NOSSAS DÍVIDAS – Jesus nos ensina a pedir ao Pai para perdoar as nossas dívidas, ou seja, as nossas imperfeições e erros. E como podemos ser perdoados? - Cada uma das nossas infrações às Leis Divinas, é uma dívida contraída que, cedo ou tarde será preciso resgatar. É quando entra a lei da reencarnação, ao não saldarmos nossos débitos na mesma existência. Outras existências nos serão possibilitadas e os meios necessários para repará-las e resgatá-las. Só assim, se explicam as anomalias e as diferentes situações das pessoas. Aquele que seguir os preceitos divinos; que conseguir um elevado grau de evolução, não mais necessitará de oportunidades de resgate de faltas, porque já estará voltado e afinado com o bem e o amor. ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES – Jesus, nesta afirmação, como Espírito Elevadíssimo, ao ponto de ser chamado “filho dileto”, nos demonstra que possuía condições de perdoar realmente aos seus devedores, como o fez aos que o maltrataram, o martirizaram, o condenaram, o crucificaram e o fizeram morrer na cruz... Será que nós também já estamos livres das imperfeições e em condições de perdoar as mínimas faltas cometidas pelos semelhantes contra nós? Será que assim procedemos? Sinceramente, eu apesar do esforço que venho fazendo para me desfazer das minhas imperfeições, creio que ainda serão necessárias muitas outras encarnações, para poder exercer a virtude do perdão. É impossível na minha condição atual de espírito ainda atrasado, perdoar uma ofensa, uma calúnia, uma agressão, uma maldade, um prejuízo, sem ao menos pensar em revidar. Por isso, enquanto não alcanço um estágio mais evoluído, substituo a frase “Assim como também perdoamos aos nossos devedores”, nas minhas orações, pela frase; “Dai-nos a força para podermos também perdoar aos nossos devedores”. E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO – Quando elevamos o nosso pensamento ao Pai Celestial, rogando que não nos deixe cair em tentação, fruto da nossa própria inferioridade espiritual, somos assistidos por entidades benevolentes, se a nossa súplica for acompanhada do sentimento de humildade e sinceridade, opera-se um fortalecimento do nosso espírito, para o caminho do bem. É necessário, além disso, travar uma grande batalha contra nossos próprios instintos inferiores, melhorando e passando a substituí-los pelos sentimentos nobres. Somente dessa maneira, estaremos fazendo jus a proteção que pedimos na oração. MAS LIVRA-NOS DO MAL Jesus, terminando esta oração, nos ensina a pedir ao Pai, para “livrar-nos do mal”; para que nos dê forças para resistirmos á prática do mal, pois se continuarmos no mal, dele não nos livrará porque sabemos que o mal que nos acontece é fruto do mal que praticamos. Devemos de hoje em diante, tudo fazer para evitar praticar o mal, pois somente assim, poderemos um dia viver somente para a prática do bem. POIS, VOSSO É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE, Cabe a cada um de nós, conscientizar-se do Amor, da Justiça, da Misericórdia e da Bondade de Deus, e da importância desta oração ensinada por Jesus, para que não seja ela repetida automaticamente, sem sentimento de humildade, respeito e fé em Deus. ASSIM SEJA SE FOR DA VOSSA VONTADE E DO NOSSO MERECIMENTO, Jesus que nos ensinou a oração dominical orava sempre ao Pai, de quem recebia as energias necessárias para a sua missão, e por conhecer-lhe o poder, recomendava com sabedoria: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. Devemos todos orar, uns pelos outros, estabelecendo uma rede protetora de energias positivas, que são dinamizadas pelas forças cósmicas em ação. Esse intercâmbio com nossos semelhantes e, principalmente com Deus, é essencial para nosso desenvolvimento e progresso espiritual. Ao iniciar o nosso dia e ao nos recolher para o descanso à noite, devemos fazer as nossas orações, não só para pedir ao Pai o amparo espiritual como também para agradecer as bênçãos recebidas, ou mesmo, até as dificuldades que são os resgates das nossas faltas, habilitando-nos a galgar planos superiores na espiritualidade. A oração é finalmente, o precioso bem de que dispõe o ser humano, para viver e progredir e chegar a Deus... Que a Paz do Senhor esteja em nossos corações. Bibliografia: “Novo Testamento” “Evangelho Segundo o Espiritismo” Jc. O6/02/2000 Revisado em 07/08/2012

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