sábado, 7 de julho de 2012

O MESTRE DOS MESTRES

O MESTRE DOS MESTRES Muito se tem falado sobre o Cristianismo, porém, muito pouco se tem falado sobre a pessoa que originou essa denominação religiosa. É sobre ela que faremos a nossa exposição de hoje. Segundo o filósofo, Paul Brunton, ‘Há tantos caminhos, quantos são os homens’. As vezes os caminhos são cheios de espinhos, dores, angústias, aflições, etc. entretanto, a medida que nossos passos levam mais rápido a mente-coração, esses caminhos vão sendo suavizados, e nós vamos surgindo como novos seres humanos. Para alguns é mais fácil, os caminhos mais curtos. Para outros, no entanto, os caminhos são mais difíceis e longos. Não há fórmulas mágicas. É um processo trabalhoso, as vezes penoso, porém necessário, imprescindível para abrir os nossos canais de recepção dos fluidos divinos. Muitos homens brilharam em inteligência e desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento, tais como; Sócrates – questionador das normas; Platão – investigador das relações sócio-políticas; Hipócrates – executor e pai da medicina; Confúcio- filósofo que amou a brandura e viveu exercitando-a ; Sidarta-Gautama, o Buda – pesquisador da alma e das dores humanas; Moisés – grande mediador do processo de libertação do povo de Israel; Maomé – profeta que uniu o povo árabe; Allan Kardec – que investigou os fenômenos espirituais; Eistein – que observou o mundo com os olhos do coração e descobriu que o essencial é invisível aos olhos humanos. Outros vultos brilharam por sua inteligência: Tomás de Aquino, Agostinho, Galileu, Voltaire, Newton, Gandhi, etc. Esses homens souberam expandir o mundo das idéias no campo científico, cultural, filosófico e espiritual. Alguns não se preocuparam com notoriedade, mas suas idéias não foram suplantadas. Muitas germinaram como sementes na mente dos seres humanos e enriqueceram a história da Humanidade. Ao longo dos tempos, houve um homem que viveu há muitos séculos e que não apenas brilhou com sua inteligência, mas teve uma personalidade intrigante, misteriosa e fascinante. Conquistou fama indescritível, e o mundo comemora até hoje o seu nascimento. Ele apresentava sabedoria até diante das dores e era um grande pensador e inquiridor. Esse homem se chamou... Jesus de Nazaré - O Cristo. No livro intitulado “O Mestre dos Mestres”, Augusto Cury, nos emociona com a maneira simples e inteligente como discorre sobre as particularidades da história desse Homem que “abalou os alicerces da história humana, por intermédio de sua própria história, suas atitudes, seus gestos, seus silêncios, pela produção de pensamentos e ensinamentos de inconfundível complexidade”. Quem foi Jesus de Nazaré ou quem foi Jesus Cristo ? Ele é filho de Deus ? Claro, assim como todos nós também. Ele tem natureza divina ? Claro, como nós também somos criações divinas. Como Ele se antecipava ao tempo e previa fatos ainda não acontecidos, tais como a traição de Judas e as negações de Pedro ? Como realizava os atos considerados sobrenaturais que deixavam as pessoas extasiadas ? Como conseguia multiplicar alguns pães, peixes que saciou a fome de milhares de pessoas ? Augusto Cury afirma que a ciência não pode dar essas respostas sobre as ações de Jesus, pois esses fatos entram na esfera da fé. A fé transcende a lógica; é uma convicção em que há ausência de dúvida... Talvez, algum dia, a ciência venha a completar-se com os fenômenos que ultrapassam os limites da lógica. Até lá, Jesus continuará sendo um enigma para a ciência. Jesus sempre expressava com elegância e coerência a sua inteligência, nas várias situações tensas e angustiantes que vivia. Teria Ele dividido a história da humanidade se não tivesse realizado nenhum ato tido como sobrenatural ? Por que suas palavras permanecem vivas até hoje, mexendo com centenas de milhões de pessoas de todas as partes e de todos os níveis sociais, econômicos e culturais ? Por que pessoas que nunca o viram e nunca o tocaram disseram, ao longo da história, que, não apenas creram nele, mas também o amaram, dentre os quais se incluem diversos pensadores, filósofos e cientistas ? Quando Jesus comentava sobre a fé Ele falava da necessidade de crer sem duvidar, de uma crença plena, completa, sem insegurança. A fé como um processo de interiorização, que transcende o mundo material e que cria raízes no íntimo do espírito humano. Falando da fé Ele não anulava a arte de pensar; pelo contrário, era um mestre excepcional nessa arte. Para Jesus, primeiro deveria ser exercitada a arte de pensar e refletir antes de crer, depois vinha o crer sem duvidar... No estudo dos Evangelhos, descobre-se a maneira como Ele reagia e expressava seus pensamentos. Um dos maiores problemas enfrentados por Jesus, era o cárcere intelectual em que as pessoas viviam, ou seja, a ignorância e a rigidez intelectual com que elas pensavam e compreendiam a si mesmas e ao mundo que as envolvia. Por isso Ele era um mestre no uso da arte da dúvida. Ele usava a dúvida para abrir as janelas da inteligência e compreensão das pessoas que o seguiam. Jesus era um excelente perguntador, um grande questionador. Usava a arte da pergunta para conduzir as pessoas a se interiorizar e a se questionar. Ele não era um mestre passivo, mas provocador. Ele despertava a sede de conhecimentos nos seus íntimos. Ele informava pouco, porém ensinava muito. Foi corajoso em expressar seus pensamentos e ensinamentos, embora vivesse num época em que imperava o autoritarismo. Também era um excelente contador de histórias, que faziam pensar todos os que o ouviam. Quem sabe contas parábolas Ele contou ? Foram 33 no total. Augusto Cury, quando resolveu estudar a biografia de Jesus de Nazaré, por diversas vezes questionou se Ele realmente tinha existido, ou se tinha sido uma invenção literária, fruto da imaginação de uma mente humana. Com essas indagações, foi pesquisar e chegou à conclusão que os autores dos Evangelhos, no caso os apóstolos; a- não tinham eles intenções conscientes ou inconscientes de promover um herói político; b- não tinham a intenção de fundar uma filosofia; c- não tinham o intuito de construir um líder religioso diante do qual o mundo deveria se curvar. O que eles queriam? Apenas descrever uma pessoa comum que mudou completamente a vida deles; queriam registrar fatos, mesmo que incompreensíveis aos demais, para provar que Jesus existiu, viveu entre eles, ensinou e curou as pessoas. Jesus não poderia ter sido um personagem criado pelo imaginário daquele povo, nem poderia ser fruto dos autores dos Evangelhos. Se os Evangelhos fossem fruto da imaginação dos apóstolos, eles não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude frágil e vexatória que tiveram ao se dispersarem quando o Mestre foi preso. Naquele momento tiveram medo e sentiram vergonha. Outro exemplo, vemos na história da negação de Pedro. Primeiro, Pedro jurou que não negaria a Jesus, por amá-lo tanto, chegando a dizer que morreria por Ele. Porém, Pedro numa situação delicada o negou por três vezes... Perguntamos: Quem contou aos autores dos Evangelhos que Pedro negou a Jesus por três vezes ? Ele negou aos servos do palácio e ninguém do seu círculo de amigos estava presente e nem sabia do acontecido. Quem contou então ? Pedro, ele mesmo teve a coragem de contá-lo. Qual autor falaria mal de si mesmo ? – No instante em que ele negava a Jesus pela terceira vez, o galo cantou, e Jesus o fitou com compaixão. Mesmo no extremo da sua dor, Jesus se preocupava com a dor dos outros. Durante alguns anos o pesquisador Augusto achou que as diferenças existentes nas passagens narradas pelos evangelistas, diminuíam a credibilidade deles. Porém, com o decorrer da análise, ele compreendeu que essas diferenças eram importantes para atestar a existência de Jesus, de vez que, não eram cópias umas das outras, as biografias. Que autor poderia imaginar um personagem tão instigante como esse ? - quando esperavam que ele falasse, ele silenciava; - constantemente ele se ocultava evitando qualquer tipo de ostentação; ele próprio facilitou sua prisão, não querendo que a multidão que sempre o acompanhava estivesse presente nesse momento; ele nunca tirou proveito dos atos de curas que praticava; ele se preocupava tanto com as pessoas que o seguiam, que as alimentou por duas vezes. Muitos fatores chamam a atenção na vida de Jesus: a- seus comportamentos incomuns; b- seus ensinamentos surpreendentes, que até hoje não tem precedentes; c- rejeição a qualquer tipo de poder, pompa e vantagem; d- gostava de conviver com as pessoas do povo; e- não forçava nem procurava convencer as pessoas a crer nele; f- era comum se antecipar e dar respostas às perguntas que ainda não tinham sido feitas; g- seus discípulos ficavam atônitos com sua inteligência, enquanto seus opositores emudeciam diante de seus conhecimentos... até Pilatos parecia um menino perturbado diante dele. O que fez Jesus no auge de sua fama ? Ele desceu todos os degraus da simplicidade e do despojamento e deixou todos perplexos com sua atitude. Quando todos esperavam que ele entrasse triunfalmente em Jerusalém, com uma grande comitiva e pompa, tomou Ele uma atitude humilde. Qual foi ? Mandou pegar uma jumenta e teve a coragem de montar naquele desajeitado animal. Que cena impressionante ! O que o povo daquela época esperava do Cristo ? - Um grande líder que viesse com todo poder; que reinasse sobre eles; que fosse capaz de libertar o povo do jugo romano; que fosse um político a resgatar a identidade e liberdade do povo subjugado; que levasse Israel a dominar todos os demais povos. E o que as autoridades judaica temiam de Cristo ? - Que ele desestabilizasse o entendimento existente entre a liderança de Israel e o Império Romano; que ele reunisse milhares de pessoas a segui-lo, gerando problemas sociais; o incômodo que criava às autoridades, por não fazer qualquer acordo político. Por outro lado, o que Jesus esperava ao propor uma reforma interior ? - Que fosse capaz de produzir uma transformação na mente humana melhorando seu Espírito; que fosse capaz de gerar a tolerância, a humildade, a solidariedade, a consideração pelo sofrimento do próximo; que fosse capaz de reorganizar os sentimentos e emoções para criar um novo ser humano, para levá-lo a aprender a suportar suas dores, tornando-se apto ao aprimoramento da inteligência e a evolução do Espírito. Para Jesus, ninguém era considerado indigno de se relacionar com Ele. Ele dava mais importância à pessoa que a história dos pecados; se doava sem pedir nada em troca; captava os sentimentos íntimos das pessoas, encorajando-as. A sua história, foi e continúa sendo um enigma para a ciência e para os intelectuais de todos os tempos. Ninguém falou tanto de amor como Ele e, ao mesmo tempo, ninguém foi tão odiado como ele. Jesus fazia até mesmo das suas necessidades uma poesia. Dizia Ele: “as raposas têm os seus covis, as aves do céu têm seus ninhos, mas o filho do homem, como dizia ser, não têm onde reclinar a cabeça”. Jesus de Nazaré, o Messias anunciado, o Cristo esperado, O Mestre dos Mestres, foi, é, e sempre será, o Espírito mais iluminado que já passou pela Terra. Sobre a sua pessoa, vejamos o que o tribuno Públio Lêntulo, presidente da Judéia, diz em carta enviada ao imperador Tibério César, em Roma: “Sabendo que desejas conhecer um homem, o qual vive em grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é chamado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que ele é filho de Deus, o criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela existem. Em verdade, César, cada dia ouvem-se coisas maravilhosas desse Jesus; cura os enfermos com uma só palavra, ressuscita os mortos. Ele é um homem de estatura e muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa e são estendidos até as espáduas, no meio da fronte uma linha separa os cabelos, na forma dos nazarenos, o seu rosto é muito sereno, seu olhar é muito afetuoso e os olhos claros que resplandecem no seu rosto como raios de sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplandece, apavora, e quando ameniza, faz chorar; ama a todos sem distinção. Diz-se que nunca ninguém o viu sorrir, mas, antes, chorar. Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça; muitos se riem vendo-o assim, porém em sua presença, o admiram e tremem. Dizem que tal homem nunca teve igual. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram jamais, tais conselhos de grande doutrina, como ensina esse Jesus; muitos judeus o têm como divino e muitos me afirmam que Ele nunca fez mal a quem quer que seja, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm convivido, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e a própria saúde”. Públio Lêntulo – Presidente da Judéia. Após esta descrição da pessoa de Jesus, finalizo esta exposição repetindo o que Augusto Cury afirma: “Devido sua intrigante e fascinante inteligência, Jesus de Nazaré, provavelmente foi o maior causador de insônia em sua época...” Complementando, digo ter sido Jesus o Espírito mais iluminado e mais bondoso que já viveu na Terra, deixando seu modo de vida, como exemplo para todos nós. Que a Paz e o Amor do Mestre dos Mestres, penetre em nossos corações... Jc. S.Luis, 23|05|2007 :

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