quarta-feira, 16 de maio de 2012

O CENTRO ESPIRITA O CENTRO ESPÍRITA O Centro Espírita é uma Instituição Jurídica, religiosa, constituída por alguns irmãos abnegados, que se juntam com propósitos definidos de transmitir os ensinamentos do Mestre Amado Jesus, a luz da Doutrina dos Espíritos, bem como orientar, assistir e ajudar as pessoas, no sentido de uma existência mais simples, feliz e cristã. A Casa Espírita é mantida no seu aspecto material pela colaboração livre e espontânea de seus associados e simpatizantes, que vêem nessa contribuição, uma possibilidade de exercerem a caridade, da venda de livros que tem por objetivo mais importante, a divulgação da doutrina. O espírita, seja qualquer função que exerça na sociedade (presidente, tesoureiro, secretário, palestrante, médium ou passista, não recebe nenhuma remuneração por sua atividade, realizando-a conscientemente, apenas por amor a Deus e ao próximo. Uma das coisas que mais admiram as pessoas que comparecem pela primeira vez na Casa Espírita, é a absoluta isenção de pagamento em qualquer atividade que transcorra nesse ambiente. Algumas pessoas insistem em pagar pelo benefício que tenham recebido, apesar da recusa do trabalhador espírita. Em um mundo onde tudo é negociável, inclusive em alguns meios religiosos, muitos não entendem como podem existir pessoas que, abdicando de seu tempo, sua família, seus afazeres e lazeres, dedicam-se a uma causa nobre e às necessidades de desconhecidos, pelo simples prazer de ajudar, sem esperar nenhuma vantagem financeira. Quando Jesus disse: “Restitui a saúde aos doentes, expulsai os demônios, daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, ensinou que todos que desejam servi-lo, devem fazer de forma desinteressada, o alívio aos que sofrem e ajudando na propagação da fé e da esperança, não devendo jamais fazer dessa atividade um meio de comércio, de especulação nem meio de vida. A expulsão dos mercadores do templo simboliza a recriminação de Jesus ao comércio das coisas santas, pois Deus não vende as suas bênçãos, e não deu a nenhum homem o direito de negociar em Seu nome. As pessoas comparecem aos Centros Espíritas por vários motivos: algumas são levadas pela curiosidade; outras para tentarem resolver seus problemas imediatos; algumas para usufruírem de um ambiente de Paz; outras para ouvirem os ensinamentos do Evangelho e se fortificarem na sua fé; algumas por simpatizarem com a filosofia espírita, outras mais que se tornaram espíritas, ao estudarem e aceitarem a Doutrina dos Espíritos, como sendo o Consolador prometido por Jesus, e muitas outras pessoas que são levadas pelos sofrimentos e perturbações, ansiosas por receberem um auxílio que as liberte dos seus padecimentos. A expectativa de assistirem algo sobrenatural, de presenciarem alguma manifestação espírita de materialização, ou mesmo, algum simples milagre realizado pelos espíritos, leva as pessoas curiosas. A vontade de receberem uma mensagem de algum ente querido já falecido, de receberem uma palavra de apoio, um esclarecimento para as suas dúvidas, um passe que afaste alguma influência negativa, são as razões que levam muitas pessoas necessitadas ao Centro Espírita. A grande maioria de pessoas que sofrem problemas de doenças materiais, morais e espirituais, sem solução na medicina convencional, aflitas e desesperançadas, procuram os Centros Espíritas na esperança da cura para seus males, de um lenitivo para seus sofrimentos; estes são os sofredores. Muitas pessoas costumam freqüentam os Centros Espíritas, na qualidade de simpatizantes, outras que adotaram a Doutrina dos Espíritos, como a sua religião, por convicção, por fé, ingressando em suas fileiras pela aceitação dos seus princípios e também por alguma forma de querer ser solidário para com o seu próximo. Estes que se consideram cristãos-espiritas, que procuram viver de conformidade com os ensinos, são os “trabalhadores da última hora” de que fala Jesus. Se sub-dividem em: adeptos, colaboradores, mantenedores, médiuns, expositores, pregadores e doutrinadores. Os adeptos e colaboradores são aqueles que trabalham nos programas assistenciais, na conservação dos locais e nas campanhas desenvolvidas pela entidade. Os médiuns desenvolvem os trabalhos mediúnicos, realizando a assistência aos espíritos sofredores desencarnados, atendendo também, na medida do merecimento de cada um, as pessoas necessitadas e sofredoras, através dos fluídos benéficos, do passe e da água fluidificada, sob a orientação e proteção dos Espíritos Superiores. Os expositores e pregadores são aqueles que falam dos ensinamentos de Jesus, suas parábolas, exortações e curas, divulgando também os ensinos da Doutrina dos Espíritos e as leis morais de comportamento do ser humano, nos Centros Espíritas, nas convenções, nos congressos, através da palavra e também pelos artigos que publicam, pelos programas de rádio, televisão e Internet que realizam. Os doutrinadores são os que dirigem os trabalhos nos Centros Espíritas; iniciam, presidem e encerram os trabalhos; fazem á evangelização dos espíritos sofredores comunicantes; explanam os ensinos dos Evangelhos e assistem as pessoas necessitadas e sofredoras. Sabemos que o brasileiro tem mania de doença, chegando ao extremo da hipocondria (psicose de doença), e por essa razão muitas pessoas procuram os Centros Espíritas, querendo remédios para seus males reais; outras, para males imagináveis, e outras mais, para se protegerem contra possíveis males, recorrendo ao passe e a água fluidificada. Esses benefícios são para as pessoas que realmente se encontram necessitadas e perturbadas por influências espirituais, que são atendidas pelos médiuns e precisam de tratamento. Outras pessoas que não precisam, não devem solicitar o passe porquanto ao entrarem em um Centro Espírita e participarem das preces de abertura e encerramento dos trabalhos, já estão sendo beneficiadas ao receberem o passe coletivo, com a transferência de fluidos e energias, e sendo assistido pelos Mentores Espirituais da casa; assistência essa que se estende até a nossa residência e nossos familiares, se assim for solicitada em nossas orações. Os Centros Espíritas não se negam a dar o passe a quem está necessitado; o que as pessoas devem saber é que o passe individual somente deve ser aplicado aos irmãos que encontram-se realmente perturbados e não indistintamente como uma rotina, assim como não se dá remédio a quem não esteja realmente doente. O que não devemos fazer é tornar o “passe” um simbolismo como faziam os católicos com o “sinal da cruz”, nem fazer um modismo e muito menos um fanatismo, desvirtuando a sua real finalidade, pois não é apenas tomando o passe que vamos resolver os problemas da nossa existência. A bem da verdade, a Doutrina dos Espíritos proporciona a melhora das pessoas, mas não tem a fórmula mágica para resolver os problemas vivenciais, nem fazer milagres. Às pessoas é que se curam na Doutrina, pelo conhecimento das verdades, como proceder, do que são e do que querem ser; pela modificação de seus atos, se afastando do mal e praticando o bem, por pensamentos, palavras e ações; sabendo que o bem que se faz aos outros, faz bem primeiro a nós mesmos. A real finalidade da Casa Espírita é esclarecer, é orientar, é evangelizar, ajudando a pessoa a se tornar uma “nova pessoa”, conforme bem disse o discípulo Paulo: “A substituição da velha pessoa, despojando-se das suas imperfeições pela “nova criatura”, onde tudo signifique renovação e construção para um futuro melhor e eterno”. O Centro Espírita faz a sua parte, transmitindo os ensinamentos do Mestre Jesus; exortando as pessoas a viverem segundo as sábias e justas Leis de Deus; ensinando que colhemos o que plantamos; que a nossa fé sem obras não tem valor; que a nossa permanência nos erros só nos leva aos sofrimentos; que para a nossa melhora é necessário primeiro a melhora do nosso próximo, ou seja, que o bem que fizermos ao nosso semelhante, logo reverterá em nosso benefício; que a ociosidade não nos leva a lugar algum, porquanto o nosso Pai Celestial trabalha incessantemente todos os dias, distribuindo benefícios a justos e injustos... O Centro Espírita tratando os obsidiados; assistindo os enfermos, esclarecendo as situações da existência; orientando sobre os ensinos de Jesus; ensinando-nos a aplicação da moral cristã; tornando-nos melhores cidadãos, conscientes dos nossos deveres; orientando-nos como chegarmos ao Pai Celestial, que é seguindo as recomendações daquele que disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai ao Pai se não for por mim”, e, a Ele nos ligando pelos laços dos sentimentos nobres; proporciona-nos a Doutrina dos Espíritos, a nossa verdadeira felicidade. Algumas pessoas, entretanto, precisam fazer um exame de consciência para saberem se estão aproveitando as lições e a oportunidade de mais uma existência na jornada evolutiva, ou se estão acomodados, deixando o tempo passar, sem esforço nenhum para a própria melhora. Somente ajudado pelas lições do Evangelho, pelo trabalho dignificante e pela caridade aos semelhantes, poderemos progredir. O Centro Espírita, com a assistência das Entidades Superiores e dos guias espirituais, cumpre a sua finalidade, “dando de graça o que de graça recebe”, pregando o Evangelho, conforme recomendou Jesus, quando disse: “Ide e pregai o Evangelho, assistindo aos excluídos da sociedade, ajudando os que caíram a se reerguerem, retomando a caminhada redentora, rumo aos planos superiores onde reina a Paz e o Amor”. Divaldo Franco, Raul Teixeira, Yvone Pereira, Peixotinho, Chico Xavier e muitos outros, são exemplos de médiuns que exerceram e exercem a mediunidade com Jesus, desinteressada de qualquer benefício, doando todos os direitos autorais das diversas obras psicografadas, a entidades beneficentes e instituições de caridade. Atualmente é grande o número de pessoas que procuram os Centros Espíritas, completamente sem rumo, perdidas, cheias de perguntas sem respostas, ansiosas por esclarecimentos que possam trazer-lhes uma melhora e um direcionamento na sua existência. Essas pessoas são visitantes novos que chegam tímidos, inibidos e carentes. Alguma vez a pessoa sentiu vontade de conversar com o dirigente da Instituição ou com o responsável pelo passe, mas todos pareciam tão ocupados que não quis incomodar, continuando sozinho na casa espírita. Reconhecemos que é impossível para o dirigente ou o responsável pelo passe, conversar com todos aqueles que chegam a Centro Espírita. Poderão até atender a uns, porém nunca a todos. A responsabilidade com aqueles que estão sozinhos no mundo é de toda a humanidade; mas com relação aqueles que estão junto a nós, no Centro Espírita, na cadeira ao lado, a responsabilidade pela integração dessas pessoas, é nossa. Fica o convite à solidariedade para todos nós. Existem pessoas cruzando o nosso caminho, que estão necessitadas de uma palavra amiga. Tenhamos sensibilidade bastante para deixarmos que elas se abram contando seus problemas, com a finalidade de ajudá-las a desabafar. Com esse comportamento, será que vamos resolver os seus problemas? Não é esse o objetivo. A finalidade desse ato é a obrigação que temos para com o próximo; é doar um pouco do nosso tempo; é ouvir com interesse suas dúvidas, seus medos, seus questionamentos e suas aflições; é assegurar-lhe que alguém lhe dá importância, a fim de que sejam orientadas e encaminhadas, dentro ou fora do Centro Espírita, onde possam encontrar respostas lógicas para seus problemas e a oportunidade do serviço ao próximo. Tornar-se-ão espíritas? Serão trabalhadoras da causa Evangélica? Não importa. O importante é que encontrem na Casa Espírita ou em outro lugar, atenção, compreensão, explicação, para elas mesmas saírem em busca das soluções para suas angústias e sofrimentos. Só assim, estaremos realmente fazendo algo em benefício do nosso semelhante. É nosso dever confraternizar e agindo dessa maneira, estaremos seguindo as recomendações de Jesus, quando disse: “Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Assim fazendo, saberão todos que sois meus discípulos”. Os tempos são chegados em que haverá a renovação espiritual da Terra. Ela deverá evoluir de planeta de provas e expiações, para um mundo de regeneração, conforme nos tem alertado constantemente os Espíritos Superiores. Os espíritos encarnados (seres humanos) que não procurarem evoluir para merecerem continuar sob a proteção do Cristo, serão transferidos para mundos inferiores, afastando-se dos espíritos que lhes são queridos. Grande, portanto, é a nossa responsabilidade, nesta hora de definição. Devemos aproveitar a oportunidade que nos é oferecida para trabalharmos pela implantação do reino de Paz e Amor na Terra, ou ignoramos a chamada, perdemos a oportunidade e a condição de escolhidos para o Reino de Deus. O Centro Espírita como Instituição religiosa que é, convida, orienta e impulsiona o ser humano para o caminho do bem, para o alto, religando a criatura ao seu Criador. Agora é a hora, a opção é nossa. O nosso futuro aqui ou na espiritualidade, será o resultado da presente decisão. Se, será de Luz e Amor... ou será de sofrimento e clamor... Somente o tempo responderá. Jesus disse: “Muitos profetas e justos, gostariam de ouvir o que ouvis e não ouviram”. Bibliografia: Evangelho de Jesus Doutrina dos Espíritos Jornal “Seara Espírita” Jc. S.Luis, 25/04/199 Refeito em 5/4/2012

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